sábado, 13 de julho de 2013

"Humilde", mas com a mania das alturas

 








 Jurinea humilis (Desf.) DC.
Erva vivaz, rizomatosa (tipo fisionómico: geófito) da família Asteraceae. Planta rasteira, acaule ou provida de uma haste floral com escassos centímetros que mal se distingue por entre as folhas que a envolvem. 
Distribui-se pela Península Ibérica, Sul de França e Noroeste de África (Argélia e Marrocos). Em Portugal é planta tida como rara, com distribuição limitada às zonas montanhosa do Centro do país.
Habitat: Clareiras de matos baixos e prados de montanha, em locais a altitudes superiores a 1200 m, sobre substratos xistosos. 
Floração: Junho e Julho
(Local e data: Serra do Açor; 14 - Junho - 2013)

Lugar onde:
Em grande plano, o marco geodésico que me serviu de referência para chegar ao local, por caminhos pouco recomendáveis, servindo-me das indicações deixadas aqui, pela Maria Carvalho, a quem fico a dever mais este favor.

E já agora, fiquem também com as "vistas" da Jurinea e verifiquem como ela aprecia as alturas.



quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alcar (Tuberaria lignosa)




Alcar * [Tuberaria lignosa (Sweet) Samp.]  **
Erva rizomatosa, perene (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Cistaceae, com cerca de  40cm de altura, de base lenhosa geralmente ramificada formando toiças; com folhas de obovado-lanceoladas a elípticas, subglabras na página superior e tomentosas na página inferior, com sulcos longitudinais bem visíveis, concentradas, em grande medida, na base onde se dispõem em roseta basal; com talos floríferos com 20 a 30cm, dispondo-se as flores com cerca de 3 cm de diâmetro, com corola amarela e estames com filetes de igual cor (pormenor que, segundo o portal Flora.On, a distingue da congénere Tuberaria globulariifolia que tem estames com filetes negros) em cimeiras pouco densas.
Distribuição:  Oeste da Europa e da Região Mediterrânica; e Canárias. Em Portugal distribui-se, de forma irregular e descontínua por todo o território do Continente, não sendo, aparentemente, muito vulgar.
Habitat: clareiras de matos baixos, orlas de bosques e bermas de  caminhos, sobre solos ácidos.
Floração: de Abril a Julho
*Outras designações comuns: Alcária; Erva-das-túberas; Sargacinha.
**Sinonímia:  Xolantha tuberaria (L.) Gallego, Muñoz Garm. et C. Navarro 
(Local e datas: Serra de Malcata; 20/24 - Junho - 2013)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Erva-contra-venenos (Vincetoxicum nigrum)






Erva-contra-veneno *(Vincetoxicum nigrum (L.) Moench **
Erva rizomatosa, perene, (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Apocynaceae, com caules ascendentes, pubescentes (com pêlos curtos e macios) e volúveis que podem alcançar mais de 2 m de comprimento; folhas opostas, inteiras, geralmente lanceoladas, mas vagamente cordiformes na base, também pubescentes, sobretudo na margem e ao longo das nervuras; flores com corola composta por lóbulos triangulares de cor castanha-arroxeada escura, tal como a coroa, dispostas (4 a 16) em cimeiras pedunculadas, axilares ou terminais.
Distribuição: Originária do Sudoeste europeu, mas entretanto introduzida noutras regiões do Globo, designadamente na América do Norte, onde ganhou o estatuto de planta invasora.
Ocorre também em Portugal, estando presente, segundo a Flora Ibérica, no Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes, regiões a que há que acrescentar, pelo menos, as terras da Beira Alta onde fotografias supra foram obtidas.
Habitat: margens de rios e de outros cursos de água e sob coberto de bosques e matagais.  
Floração: de Abril a Agosto.
*Presumo que o nome comum mais não é do que a tradução para vernáculo da expressão "Vincetoxicum" que, à letra, se pode traduzir por "vence-veneno". Se  vence ou não, confesso que não sei. 
** Sinonímia; Asclepias nigra L (Basónimo); Cynanchum louiseae Kartesz & Gandhi.
(Local e data: Rio Côa, entre Valongo e Seixo do Côa (concelho do Sabugal); 27 . Junho . 2013) 
(Clicando nas imagens, amplia)

Lugar onde:
 (Rio Côa, fotografado da Ponte que liga Seixo do Côa a Valongo)


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sargaço-branco (Halimium ocymoides)









Sargaço-branco (Halimium ocymoides (Lam.) Willk.)  
Pequeno arbusto (até 1 metro de altura) da família Cistaceae, com caules geralmente erectos, muito ramificados, com ramos estéreis e férteis, aqueles com folhas cinzento-esbranquiçadas e tomentosas e estes com folhas verdes e quase sem pêlos. Flores dispostas em cimeiras pouco densas, com pedúnculos finos e compridos e com corola formada por pétalas tingidas de amarelo vivo, com manchas escuras na base.
Distribuição: Península Ibérica e Norte de Marrocos. Em Portugal, distribui-se de forma descontínua por todo o território do Continente.
Habitat: Clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos, em zonas com clima algo húmido, sobre solos ácidos pouco profundos.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e data: Serra de Malcata; 24 - Junho - 2013)
(Clicando sobre as imagens, amplia)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Veronica micrantha

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(4)

(5)
 Veronica micrantha Hoffmanns. & Link
Planta perene da família  Plantaginaceae, por vezes, algo lenhosa na base, com caules com 20 a 60cm, geralmente erectos, mais ou menos  lanosos, classificada quanto ao tipo fisionómico, quer como caméfito, quer como hemicriptófito. Distingue-se, face às suas congéneres, pela corola esbranquiçada, pequena (em geral, com 6 a 8 mm de diâmetro) como é o caso de muitas outras espécies do mesmo género.
Distribuição: É mais um endemismo ibérico, com distribuição limitada ao  Noroeste e Centro Oeste da Península, sendo dado com presente, do lado de cá da fronteira, nas antigas províncias da Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Ribatejo, (Douro Litoral ?) Minho e Trás-os Montes. É uma planta não muito vulgar, mas suponho, até pela circunstância de, neste início de Verão, ter encontrado em sítios diferentes, duas populações algo numerosas, que também não será especialmente rara. 
Habitat: Clareiras e orlas de bosques caducifólios, margens de cursos de água e, em geral, em sítios um tanto húmidos e sombrios.
Floração: de Maio a Agosto.
[Locais e datas: Rapoula do Côa - Sabugal; 16 - Junho - 2013 (fotos 1 e 2) Quadrazais - Sabugal ; 20 - Junho - 2013 (fotos 3, 4 e 5)]

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Prunella grandiflora




Prunella grandiflora (L.) Scholler*  
Erva vivaz (tipo fisionómico: proto-hemicriptófito)  da família Lamiaceae,  de base algo lenhosa e estolhosa, com caule, mais ou menos piloso, que pode elevar-se até cerca de 40cm, apresentando folhas de formato variável e flores com corola tubular com as dimensões de 18-32 mm, de cor entre o roxo e o púrpura, dispostas em inflorescência formada por (2 a 8) verticilos, com 6 a 10 flores cada um.
Distribuição: Europa, (com excepção do extremo Norte e ilhas) e Sudoeste da Ásia. Na Península Ibérica ocorre apenas na metade setentrional, estando presente no território português nas antigas províncias da Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes e, provavelmente, também na Beira Baixa e Beira Litoral.
Habitat: Prados húmidos, clareiras de bosques e de matagais, geralmente, em zonas de montanha. Indiferente à natureza do solo.
Floração: de Junho a Agosto.
*Sinonímia: Prunella vulgaris var. grandiflora L. (basónimo); Prunella hastifolia Brot.
(Local e datas: Serra de Malcata; 24/25 - Junho - 2013)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Crista-de-galo (Rhinanthus minor)






Crista-de-galo, ou Galocrista (Rhinanthus minor L.)
Erva anual (tipo fisionómico: terófito), epífita, da família Orobanchaceae, com caule erecto, mais ou menos ramificado, que pode atingir até 50 cm de altura. 
Distribuição: Europa (mas raro na Região Mediterrânica) Sibéria Ocidental, Gronelândia e extremo nordeste da América do Norte. Na Península Ibérica encontra-se apenas na metade norte da Península, estando a sua distribuição em Portugal limitada às antigas províncias da Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes (Fonte: Flora Ibérica) .
Habitat: em geral, em terrenos húmidos e, designadamente, em lameiros, prados de corte e clareiras de carvalhais, a altitudes entre os 100 e os 2100 metros.
Floração: de Maio a Julho. 
(Local e datas: Foios - Sabugal; 16/22/27 - Junho - 2013)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Verónica-das-boticas (Veronica officinalis)






Verónica-das-boticas * (Veronica officinalis L.)
Erva vivaz (tipo fisionómico: caméfito) da família Plantaginaceae.
Distribuição: circumboreal, presente em grande parte da Europa, Cáucaso, Anatólia, Transcaucásia, norte do Irão, Açores e norte da América (Fonte: Flora Ibérica). À semelhança do que se passa em toda a Península Ibérica, também em Portugal a sua distribuição ocorre principalmente nas zonas montanhosas da metade norte do país, incluindo a Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes e, provavelmente, também em parte da Beira Baixa.
Habitat: clareiras de bosques, lameiros e outros terrenos de pastagem húmidos, em substrato preferentemente silicioso.
Floração: de Maio a Setembro. 
*Outros nomes comuns: Verónica-macho; Erva-dos-leprosos; Verónica-da-Alemanha; Carvalhinha, Chá-da-Europa; Verónica-das-farmácias.
(Local e data: Foios - Sabugal; 22 - Junho - 2013)