terça-feira, 31 de março de 2020

Erva-de-São-Roberto (Geranium purpureum)

 






Erva-de-São-Roberto * (Geranium purpureum Vill.)
Erva anual, com caule com 5 a 40 cm revestido com pêlos patentes geralmente glandulíferos; folhas palmatissectas, com contorno poligonal, pilosas em ambas as páginas; flores (agrupadas em cimeiras bifloras), com corola purpúrea, com 10 estames com anteras de cor amarela.
É uma planta com "hábito" tão semelhante ao da sua congénere Geranium robertianum, que ambas são conhecidas pelos mesmos nomes vernaculares e, designadamente, pelo mais comum de Erva-de-São-Roberto. 
As caraterísticas que mais facilmente permitem a um observador comum distinguir as 2 espécies são: i) a cor das anteras (purpúreas no G. robertianum e amarelas no G. purpureum); ii) o tamanho das pétalas (maiores no G. robertianum do que no G. purpureum, característica esta que, todavia, não se revela de grande utilidade a menos que estejam disponíveis, simultaneamente, exemplares das duas espécies, pois doutra forma será impossível a comparação. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Geraniaceae;
Distribuição: planta com larga distribuição mundial,  quer como planta autóctone (quase em toda a Europa, Oeste da Ásia, Leste tropical e Noroeste de África e Macaronésia), quer como espécie introduzida (Califórnia, na América do Norte, Sul de África, América do Sul e Nova Zelândia)
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer em todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: pastagens anuais; taludes; bermas de estradas e caminhos; orlas e clareiras de bosques e matagais, com frequência em locais algo sombrios, a altitudes até 2000m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
* Outros nomes comuns: Erva-roberta; Bico-de-grou.

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domingo, 29 de março de 2020

Plantas ornamentais: Chasmanthe floribunda





Chasmanthe floribunda (Salisb.) N. E. Br.

Erva perene, bulbosa que pode atingir entre 50 e 120cm de altura, apresentando flores vermelho-alaranjadas dispostas em duas fiadas.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: planta originária da Africa do Sul (província do Cabo) entretanto introduzida, para fins ornamentais, em numerosas regiões do globo, onde se naturalizou.
Em Portugal ocorre sobretudo em locais onde são abandonados restos de jardinagem, em entulheiras e noutros locais igualmente perturbados.
Floração: decorre em Portugal durante um largo período que pode ir de Março a Outubro.
[Local e data do avistamento: Serra de Monchique (Algarve); 8 - Março - 2019]
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quarta-feira, 18 de março de 2020

Sisymbrium orientale










Sisymbrium orientale L.
Erva anual, verde-acinzentada, com 10 a 80 cm de altura; caule erecto, mais ou menos ramificado, com revestimento de pêlos patentes (com 1mm) na metade inferior, glabro ou glabrescente na metade superior; folhas inferiores em roseta, pecioladas, de penatipartidas a penatissectas, com 2 a 5 pares de segmentos laterais e um terminal maior; as médias, hastadas, com1 a 3 pares de segmentos laterais; as superiores igualmente hastadas, com 1 par de pequenos lóbulos laterais, ou inteiras; flores com pétalas tingidas de amarelo intenso, agrupadas em inflorescências em forma de cacho pouco denso, com 9 a 24 flores; frutos (silíquas) patentes ou erecto-patentes, direitos ou ligeiramente recurvados, podendo atingir até 12 cm de comprimento.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae);
Distribuição: nativa da Região Mediterrânica, Ásia Central e Ocidental e Canárias. Introduzida em várias outras regiões do globo, incluindo em parte da Europa, Norte da América, Leste de África, Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no território do Continente, onde, todavia, não parece ser muito comum e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal, ocorre a altitudes desde o nível do mar até 1300m.
Floração: de Janeiro a Julho.
[Local e data do avistamento: Ponta dos Corvos (Seixal); 23 de Fevereiro / 2 de Março - 2020]

quarta-feira, 11 de março de 2020

Ranunculus ollissiponensis subsp. ollissiponensis







Ranunculus ollissiponensis subsp. ollissiponensis
Erva vivaz, com 4 a 40cm, com raízes tuberosas napiformes; haste floral simples ou ramificada, em geral, densamente pilosa; folhas dispostas em roseta basal longamente pecioladas (com pecíolo que pode atingir até 11cm); flores com cerca 3 cm de diâmetro; frutos cilíndricos, estreitos, alongados até  2 cm; aquénios comprimidos, planos, com pico recurvado em forma de gancho. 
Tipo biológico: geófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica.
Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente. O Algarve surge como a única  (e provável) excepção.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem; orlas e clareiras de bosques e matagais, frequentemente em solos pedregosos, a altitudes desde 200 a 1800m. 
Floração: de Fevereiro a Junho.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Erva-aranha (Ophrys sphegodes)


Ophrys incubacea Bianca Ophrys sphegodes Mill.
Erva vivaz, da família Orchidaceae apresenta duas raízes tuberosas, caule erecto (que raramente ultrapassa os 30 cm); folhas basais, ovado-lanceoladas; e  3 a 8 flores dispostas em espiga.
Orquídea terrestre, distribui-se pelo países do sul da Europa, desde Portugal até à Albânia, ocorrendo geralmente em sítios com boa exposição solar, em pastagens, matos pouco densos e  florestas com boas clareiras, sobre solos básicos, secos a frescos.
Em Portugal ocorre no centro e sul do território do Continente. É considerada uma espécie rara. 
Floração: de Março a Abril.

(Local e data: Serra da Arrábida; 18 março - 2012)
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Rectificação:
Esta espécie foi aqui inicialmente identificada sob a designação de Ophrys incubacea. Esta é, com efeito, a   designação adoptada no "Flores da Arrábida - guia de Campo" de José Gomes Pedro e Isabel Silva Santos, designação que, no entanto, verifico agora, não é a seguida pelo portal da SPBotânica (Flora.On), nem pela Flora Ibérica, que optam pela designação de Ophrys sphegodes, notando a Flora Iberica, em observações à descrição desta espécie que a O. incubacea, descrita como espécie da Sicília com  extensões pelo centro e oeste do Mediterrâneo não apresenta caracteres que justifiquem a sua autonomização como espécie distinta da O. sphegodes, planta que apresenta variabilidade morfológica mesmo entre entre exemplares da mesma população. Fica a explicação.

(Novas imagens, estas captadas na Serra de S. Luís (Arrábida) em 4 - Março - 2020)