quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Macela-dourada (Chamaemelum nobile)




 


Macela-dourada *(Chamaemelum nobile (L.) All.
Erva perene, rizomatosa, muito aromática, quando tocada e mais ou menos densamente pilosa; com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até cerca de 30cm; folhas bi ou tripenatissectas, com segmentos de última ordem lineares, quase filiformes; flores agrupadas em capítulos pedunculados, solitários, apresentando, em geral, flores marginais femininas ou estéreis, liguladas, com limbo branco, inteiro ou denticulado (C. nobile (L.) All. var. nobile) ou, mais raramente, sem lígulas [C. nobile (L.) All. var. discoideum (Boiss) P. Silva], sendo as do disco hermafroditas, tubulares, amarelas.
Tipo biológico: hemicriptófito.
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: originária da Europa Ocidental (Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Irlanda) e do Norte de África (Marrocos, Argélia), entretanto introduzida e naturalizada em quase todas as restantes regiões da Europa, bem como na Austrália, Nova Zelândia e Américas (do Norte e do Sul).
Em Portugal ocorre como planta autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago dos Açores e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: prados e pastagens em terrenos húmidos, frequentemente arenosos, à beira de cursos de água ou em terrenos de montanha.
Floração: de Abril a Outubro.
* Outros nomes comuns: Macela; Falsa-camomila; Camomila-de-Paris; Camomila-romana; Macela-flor; Macelão; Mançanilha; Macela-botão; Marcela.
Nota: planta usada em fitoterapia sendo  indicada sobretudo para doenças inflamatórias do tracto digestivo e como facilitadora da digestão.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Ervilhaca-dos-lameiros (Vicia sepium)







 Ervilhaca-dos-lameiros (Vicia sepium L.)
Erva perene, trepadora, pilosa, com caule lenhoso subterrâneo e caules aéreos, erectos ou ascendentes que podem atingir até 70cm; folhas curtamente pecioladas, com 4 a 7 pares de folíolos, terminando em gavinha ramificada; flores com pétalas de cor violeta ou azul acinzentado.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: presente em grande parte da Europa e da Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada à região transmontana. 
Ecologia/habitat: lameiros, prados húmidos, e orlas de floresta sombrias, a altitudes até 2200m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data do avistamento: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 5 - Junho - 2018]
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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Plantas ornamentais: Catalpa (Catalpa bignonioides)





Catalpa * (Catalpa bignonioides Walt.)
Árvore da família Bignoniaceae, é originária da América do Norte, sendo actualmente cultivada e utilizada como planta ornamental em diversos países, incluindo em Portugal, onde é conhecida pelo nome genérico de Catalpa e também pelas designações comuns de Árvore-das-trombetas, Árvore-do-charuto, e Feijão-indiano.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Spergularia rupicola

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Spergularia rupicola Lebel ex Le Jol.
Erva perene, com raiz grossa e cepa lenhosa; caules, com 5 a 35cm, glanduloso-pubescentes, enraizantes nos nós;  folhas aproximadamente lineares, carnudas, mucronadas; estípulas triangulares, acuminadas (cfr. 6); pedicelos com cerca de 1 cm, em geral mais compridos que as flores, estas com pétalas rosadas, aproximadamente iguais, em comprimento, às sépalas; estames: 10; fruto constituído por cápsula ovóide, em geral, superior, em tamanho, às sépalas (cfr. foto 4): sementes castanho-escuras, tuberculadas, ápteras (cfr. foto 10). *
Tipo biológico: caméfito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: costa atlântica da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: escarpas, rochedos e terrenos pedregosos junto ao litoral atlântico.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Agosto.

* O hábito desta espécie é muito semelhante ao da congénere Spergularia australis e,  para aumentar a dificuldade de identificação, acontece que o habitat de ambas as espécies é, pelo menos, parcialmente coincidente. Para as distinguir, a Flora Iberica recomenda que se atente sobretudo nas sementes de uma e de outra, pois as da S. australis são negras (e não castanho-escuras), lisas (e não tuberculadas), apresentando frequentemente asas estreitas ou rudimentares.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 20 - Abril - 2017 (foto 11); 14 - Janeiro - 2019 (fotos restantes)]
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Genciana-de-turfeiras (Gentiana pneumonanthe)







Genciana-de-turfeiras ou Genciana-dos-pauis (Gentiana pneumonanthe L.)
Planta herbácea, vivaz, da família Gentianaceae, distribui-se por toda a Europa, surgindo em turfeiras e em relvados húmidos ou mesmo muito húmidos, geralmente em zonas montanhosas. 
Embora o caule se possa elevar até aos 60cm de altura, a baixas altitudes, segundo a lição colhida aqui, raramente ultrapassa os 40 cm e, em zonas de montanha, a Genciana-de-turfeiras (designação vernacular encontrada aqui) fica-se por dimensões bem mais modestas, não ultrapassando 15 cm, por regra, como é o caso dos exemplares fotografados.
Em Portugal encontra-se em lugares dispersos, quase exclusivamente a norte do Tejo e designadamente na Serra da Estrela, onde as fotografias supra foram obtidas.
Floresce de julho a novembro.
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(reeditado)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pulmonaria longifolia







Pulmonaria longifolia (Bastard) Boreau *
Erva rizomatosa, hirsuta, com 10 a 50cm; caules erectos, simples ou ramificados na base; folhas com pêlos glandulíferos em ambas as páginas; flores com corola infundibuliforme de cor azul com manchas purpúreas e/ou violáceas, agrupadas em cimeiras.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa. Introduzida e naturalizada na Inglaterra e América do Norte.
Em Portugal Continental ocorre apenas em Trás-os-Montes (com presença confirmada através de registos existentes no Portal da SPBotânica (Flora.on) e na Beira Baixa (informação da Flora Iberica). Em qualquer caso, trata-se, aparentemente, de espécie pouco comum no país.
Ecologia/habitat: bosques caducifólios a altitudes até 1600m.
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Pulmonaria angustifolia L. var. longifolia Bastard (Basónimo).
(Local e data dos avistamentos: Serra da Nogueira - Trás-os-Montes; 4 e 5 - Junho - 2018)
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Bugalhó (Ranunculus muricatus)







Bugalhó * (Ranunculus muricatus L.)
Erva anual, em geral, glabra, com 5 a 50 cm; caule ramificado, oco; folhas basais pecioladas, tri ou pentalobadas; as caulinares semelhantes; flores com corola formada por 5 pétalas amarelas obovadas ou elípticas; cálice  também com 5 sépalas e com um nectário na base; frutos formados por aquénios com "espinhos" nas faces.
Tipo biológico: terófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Oeste da Ásia; Norte de África e em parte da Macaronésia. Naturalizada na América e na Austrália.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: relvados; campos cultivados e incultos; e, em geral, em terrenos húmidos, com frequência perturbados, a altitudes até cerca de 800m.
Floração: de Fevereiro a Julho, mas com maior intensidade em Março e Abril.
*Outros nomes comuns: Botões-de-ouro; Ranúnculo-de-pontas.
(Local e data: Almada; 16 - Março - 2018)
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