quinta-feira, 29 de março de 2012

Celidónia-menor (Ranunculus ficaria)


Celidónia-menor (Ranunculus ficaria L.)
Celidónia-menor (também designada vulgarmente por FicáriaErva-das-hemorróidas e Erva-hemorroidal) é uma erva vivaz, rizomatosa, da família Ranunculaceae. Distribui-se por toda a Região Mediterrânica,  surgindo nas margens de cursos de água e em terrenos relvados húmidos e sombrios. 
Em Portugal ocorre por quase todo o país.
São-lhe atribuídas propriedades medicinais, sendo considerada como anti-escorbútica e anti-hemorroidal.
Floresce de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 -março - 2012)
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quarta-feira, 28 de março de 2012

Erva-borboleta (Orchis papilionacea)




Erva-borboleta (Orchis papilionacea L.)
Erva vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae. Apresenta caule erecto com 20 a 40 cm  de altura; folhas linear-lanceoladas a lanceoladas com cerca de metade da altura da haste floral; inflorescência frouxa com 4 a 10 flores relativamente grandes, purpúreas.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica, surgindo espontânea em terrenos relvados e em clareiras de matos, geralmente sobre solos calcários.
Floração: de março/abril a maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - março - 2012)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Pampilho-de-micão (Coleostephus myconis)


Pampilho-de-micão * (Coleostephus myconis (L.) Rchb.f.
Planta herbácea, anual, da família Asteraceae, cujo caule, suberecto a erecto e ramificado pode atingir até 50cm de altura Apresenta folhas inferiores pecioladas e superiores auriculadas, umas e outras serradas e capítulos florais, com 2,5 a 4,5 cm de diâmetro, com flores exteriores liguladas e  interiores tubuloso-campanuladas, umas e outras geralmente de cor amarela.
Nativa da Região Mediterrânica e do sul da Europa, foi introduzida no Uruguai, norte da Argentina e sul do Brasil, onde se encontra naturalizada.
É pouco exigente quanto à composição do solo, ocorrendo com maior frequência em relvados e pastagens, mas também pode encontrar-se em baldios, em campos cultivados ou incultos e à beira de caminhos. 
Em Portugal é vulgar em todo o território do Continente.
Floração: de fevereiro a agosto.
*Também designada por Olhos-de-boi e Pampilho.
(Local e data: parque da paz - Almada; 26 - março - 2012)
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domingo, 25 de março de 2012

Pervinca (Vinca difformis)


Pervinca *(Vinca difformis Pourr.)
Planta perene, da família Apocynaceae, de caules até 2 m, de prostrados a ascendentes; folhas opostas, ovado-lanceoladas, persitentes, brilhantes; e flores com 4-5 cm de diâmetro, de corola tubular e pétalas azul-lilás. 
Originária da Região Mediterrânica Ocidental e dos Açores é subespontânea em várias outras regiões, onde foi introduzida como planta ornamental. Ocorre em sebes, margens de cursos de água e, em geral, em lugares frescos e sombrios.
Floração: de dezembro a junho.
*Outras designações comuns: Vinca; Congossa;  Erva-da-inveja.
(Local e data: Serra da Arrábida; 29 - fevereiro - 2012)
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sexta-feira, 23 de março de 2012

Leituga-de-burro (Urospermum picroides)


Leituga-de-burro * [Urospermum picroides (L.) Scop. ex F. W. Schmidt **]
Planta herbácea, anual, da família Asteraceae. Pode atingir entre 40 a 60cm de altura, e é, em geral, revestida de numerosos pêlos que, no invólucro capitular, são particularmente fortes e eriçados
É nativa da Região Mediterrânica e Macaronésia (Canárias e Madeira), mas encontra-se naturalizada em muitas outras regiões, desde os Açores até à América do Norte (Califórnia), América do Sul, sul de África e Austrália. Em Portugal encontra-se em quase todo o território do Continente, para além dos Açores e Madeira.
Surge espontânea em baldios, mesmo urbanos, em terrenos cultivados e incultos, em terrenos perturbados e à beira de caminhos. 
Floração: de março/abril a julho 
* Também designada por Leituga-amarga
**Sinonímia: Tragopogon picroides L. (basónimo);Tragopogon asper L.; Urospermum asperum (L.) DC.;Urospermum picroides Desf.; Urospermum picroides F. W. Schmidt var. asperum (L.) Duby.
(Local e data: Serra da Arrábida: 18 março - 2012)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Chaenorhinum origanifolium


Chaenorhinum origanifolium (L.) Kostel.
Planta herbácea, perene, da família Plantaginaceae, muito ramificada, apresenta caules de prostrados a ascendentes e, eventualmente, erectos; folhas algo suculentas e flores dispostas em cachos pouco densos. Surge espontânea em cavidades e  fissuras de rochas e muros e em terrenos pedregosos, frequentemente calcários, em locais com boa exposição solar.
(Local e data: Serra da Arrábida; 18 - março - 2012) 
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terça-feira, 20 de março de 2012

Cephalanthera longifolia



Cephalanthera longifolia (L.) Fritsch 
Erva vivaz, da família Orchidaceae, não ultrapassa, geralmente, 30 cm de altura. Apresenta folhas estreitas e compridas e inflorescência frouxa, com 8 a 20 flores brancas, com o labelo manchado de amarelo.
Orquídea de hábito terrestre, distribui-se por boa parte da Europa, pelo ocidente e sudeste da Ásia e peo norte de África, ocorrendo na orla de matos e de florestas e, frequentemente, sobre solos calcários.
Em Portugal distribui-se de forma descontínua, encontrando-se sobretudo a norte do Tejo e, ao que parece, a Serra da Arrábida é o limite sul da sua área de distribuição.
Floração: entre março e julho
SinonímiaCephalanthera ensifolia (L.) Rich.; Cephalanthera ensifolia (Murray) Rich.; Cephalanthera ensifolia Rich.; Cephalanthera longifolia (Huds.) Fritsch; Serapias ensifolia All.; Serapias grandiflora L.;Serapias longifolia Huds.
(Local e data: Serra da Arrábida; 18 - março - 2012)
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Marioila (Phlomis purpurea)



Marioila, ou Candeeiros  (Phlomis purpurea L.)
Pequeno arbusto, da família Lamiaceae, que, em regra, não ultrapassa 1 m de altura. Apresenta caule branco-tomentoso, mais ou menos ramificado, erecto; folhas aveludadas; e flores com corola purpúrea ou rosada, (raramente branca) dispostas em forma de coroa formada na axila das folhas superiores.
Distribui-se pela Península Ibérica e norte de Marrocos, ocorrendo, sobretudo, na orla de matagais, em locais secos, pedregosos, geralmente sobre solos calcários. Em Portugal ocorre apenas no centro e sul do território do continente, sendo particularmente abundante na Serra da Arrábida e no Barrocal algarvio. 
A floração decorre de março a julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 18 - março- 2012)
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terça-feira, 6 de março de 2012

Malva-de-três-meses (Lavatera trimestris)




Malva-de-três-meses *(Lavatera trimestris L.)
Erva anual, da família Malvaceae, ramificada, com ramos erectos ou ascendentes que pode atingir até 80 cm de altura, apresentando folhas superiores trilobadas e dentadas e inferiores mais arredondadas; flores, em geral, solitárias, com pétalas, em regra, rosadas. 
É nativa da Região Mediterrânica, mas encontra-se naturalizada noutras paragens, pois é cultivada como planta ornamental.
Em Portugal ocorre espontaneamente sobretudo no centro oeste, no centro sul e no sudoeste e sudeste do território do Continente, geralmente, em campos incultos, ou cultivados em pousio, em terrenos arenosos, argilosos e calcários.
Floração: durante a primavera e o verão.
*Também conhecida pelas designações comuns de Lavatera-de-três-meses; Malva-rosa e Malva-real
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2011)(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Malva-de-Espanha (Malva hispanica)



Malva-de-Espanha (Malva hispanica L.)
Herbácea anual da família Malvaceae, geralmente, com porte erecto, mas, por vezes, prostrada, ramificada a partir da base, pode atingir cerca de 70 cm de altura. Distribui-se pela Península Ibérica (rareando, no entanto, no norte peninsular) e pelo noroeste de África ( Marrocos e Argélia). Na Serra da Arrábida, onde a fotografei, encontrei-a, quer em encostas, em terrenos calcários, secos e pedregosos, quer nos vales, em terrenos de cultivo em pousio e com alguma humidade. Pelas consultas que fiz, concluo, porém, que a espécie tem preferência por solos arenosos e é mais frequente em charnecas e outeiros.
Floração: de abril a agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2011)
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sábado, 3 de março de 2012

Carduus carpetanus







Carduus carpetanus Boiss. & Reut.*
Como estamos, aqui no blogue,  em maré de "cardos", embora a maioria das espécies como tal designadas vulgarmente não pertençam ao género Carduus, aqui vem mais um, o Cardus carpetanus que pertence, este sim, ao referido género. Espécie da família Asteraceae, é um endemismo ibérico, designado em Espanha por "Cardo seco", sem designação vulgar em português. Eu, pelo menos não a encontrei. 
Atinge entre 50 a 80 cm de altura e  ocorre em terrenos baldios, ou incultos e em pastagens de montanha, em qualquer caso,  acima dos 700 m.  de altitude. As fotografias supra foram obtidas na Serra da Estrela a altitude superior aos 1000 m. em 17 de junho de 2011, altura em que a floração ia já adiantada, existindo plantas que já tinham iniciado a fase da frutificação.
*Sinonímia: Carduus gayanus DC.; Carduus zapateri E. Rev. & Debeaux.
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Falso-acanto (Onopordum acanthium)




Falso-acanto (Onopordum acanthium L.)
Planta herbácea, bienal, da família Asteraceae (subfamília: Carduoideae) apresenta caule erecto, ramificado na parte superior. Nativa da Europa e do oeste da Ásia, surge espontânea em terrenos incultos, baldios, pastagens e à beira de caminhos, geralmente em locais secos, por vezes, pedregosos. É considerada como erva daninha em várias outras regiões onde foi introduzida. Em Portugal ocorre, sobretudo, no nordeste beirão e transmontano. 
Floração: de  junho a setembro
Nota: A planta reproduzida nas fotografias supra foi aqui identificada, inicialmente, como sendo o Cardo-roxo (Cirsium vulgare). Apercebi-me do erro ao consultar a Flora-On. Errar nunca é agradável, como é óbvio. Permanecer no erro e não o corrigir seria (é), no entanto, pior. Se levei alguém ao engano, as minhas desculpas.
(Local e data: Sabugal; 22 - junho - 2011)
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