quarta-feira, 24 de maio de 2017

Rumex thyrsoides




Rumex thyrsoides Desf.
Erva vivaz, glabra e um tanto ou quanto papilosa, com caule erecto, único, por vezes, múltiplo que pode elevar-se até 90cm; folhas morfologicamente diferentes (longamente pecioladas na base, subsésseis as caulinares médias e semiamplexicaules as caulinares superiores); flores agrupadas em inflorescências ramificadas e, em geral, densas.
Nem sempre é fácil distinguir esta espécie de outras do mesmo género e mesmo a Flora Iberica reconhece a dificuldade em relação à congénere R. intermedius. A distinção, no entanto, torna-se relativamente fácil uma vez atingida a fase da frutificação. A chave para resolver o problema é fornecida pela forma das valvas frutíferas. Ensina, com efeito, o portal da SPBotânica (Flora.on) que as sobreditas valvas são "claramente mais largas que compridas" e, por conseguinte, mais ou menos rectangulares, apresentando o ápice um amplo recorte com o vértice direccionado para o interior (pormenor que é facilmente observável na 1ª foto supra). 
Tipo biológico: caméfito:
Família: Polygonaceae;
Distribuição: Norte de África (Magrebe) e Sudoeste da Península Ibérica (com presença limitada, em Espanha à província de Cádis e em Portugal Continental, ao Baixo Alentejo e à Estremadura e, possivelmente, também ao Algarve, embora quanto a esta região não exista no mencionado portal o registo de qualquer avistamento, até ao presente. Há também referências à existência da espécie na Itália, na Sicília, na Córsega e na Sardenha.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, margens de cursos de água, taludes e valetas à beira de estradas e caminhos, a altitudes até 300m, em substratos siliciosos ou calcários.
Floração: de Março a Maio
[Local e data: Encostas do Guadiana (concelho de Mértola); 6 - Abril - 2017]

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Jornadeando pelo Cabo Espichel (completando e finalizando)


Iris xiphium L. var. xiphium (Maios)
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Iberis procumbens subsp. microcarpa Franco & P.Silva 
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Carduncellus caeruleus (L.) C.Presl (Cardo-azul)
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Anacyclus radiatus Loisel. (Pão-posto)
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Silybum marianum (L.) Gaertn. (Cardo-de-Santa-Maria)
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 Malva hispanica L. (Malva-de-Espanha)
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Cistus crispus L. (Roselha)
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Ornithogalum narbonense L. (Cebolinho-de-flor-branca)
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Eryngium dilatatum Lam. (Cardinho-azul)
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Notobasis syriaca (L.) Cass.

Local e data: Cabo Espichel; 15 Maio - 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Jornadeando pelo Cabo Espichel

Teucrium chamaedrys L.

Scolymus hispanicus L. (Cardo-de-ouro)


Klasea baetica subsp. lusitanica (Cantó) Cantó & Rivas Mart

[Stachys ocymastrum (L.) Briq. (Rabo-de-raposa)]

Campanula rapunculus L. (Campainhas-rabanete)

Pulicaria odora (L.) Rchb. (Erva-montã)


Centaurea lusitanica Boiss. & Reut [Sin: Centaurea sphaerocephala subsp. lusitanica (Boiss. & Reut.) Nyman]

Cynara humilis L. (Alcachofra-de-são-João, ou Alcachofra-brava)
 (Local e data: Cabo Espichel; 15 - Maio - 2017)

domingo, 14 de maio de 2017

Azul marinho



Cardo-azul [Carduncellus caeruleus (L.) C.Presl]
(Local e data: Arrábida; 7 - Maio - 2017)

Erva-crina (Ajuga iva var. pseudoiva)





Erva-crina, Abiga, ou Erva-moscada [Ajuga iva var. pseudoiva (DC.) Briq.] 

Erva perene, de base lenhosa,  multicaule, com 4 a 15 cm, apresentando-se ramificada desde a base: com folhas oblongas ou oblongo-espatuladas, inteiras ou dentadas, mais ou menos densamente pilosas; flores dispostas aos pares em verticilos axilares.
Reconhecem-se nesta espécie duas variedades: A. iva var. iva, com corola rosada e folhas com pilosidade pouco densa  e A. iva var. pseudoiva.  (aqui apresentada) com corola amarela, eventualmente branca, com manchas de cor púrpura e folhas densamente pubescentes.
Tipo biológico: hemicriptófito:
Família: Lamiaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica, e  Macaronésia. 
Em Portugal ocorre, quer na Madeira, quer no território do Continente e designadamente no Algarve, Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral. 
Ecologia/habitat:  pastagens de sequeiro  com preferência por solos argilosos, calcários, margosos ou areias litorais, a altitudes até 1300m.
Floração: de Abril a Outubro.

(Local e data: Sousel; 3 - Maio - 2017)
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Por entre as pedras do Castelo




Verça-de-cão (Theligonum cynocrambe L.
Encontrar plantas com o ar de frecura e o aspecto reluzente revelados pelas reproduzidas nas fotos supra,  radicadas nas fendas dos muros do Castelo de Ourém, pode parecer algo surpreendente, mas, na verdade, não estamos perante nenhum caso digno de admiração, porquanto a espécie em questão (uma erva anual - tipo biológico: terófito - da família Rubiaceae) tem precisamente o seu habitat em ambientes semelhantes (terrenos pedregosos; fissuras e concavidades de muros e rochas calcárias, a altitudes até 1000m). E também não é difícil descobrir a explicação para o tom algo brilhante que os exemplares fotografados exibem, Como o seu "hábito" revela, as plantas são algo carnudas pelo que têm condições para armazenar nos tecidos, em época de fartura, a água que pode vir a faltar-lhes em tempos de seca. Daí que a espécie não tema instalar-se em locais, à primeira vista, pouco aconselháveis.
Distribuição: regiões  mediterrânica e irano-turaniana e Canárias.
Em Portugal, a presença da espécie está limitada a algumas regiões do território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral)
Floração: de Janeiro a Junho.
[Lugar e data: Castelo de Ourém (vista parcial na fotografia infra); 24 - Março - 2016]


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Withania frutescens: há que tempos que a não via!







Withania frutescens (L.) Pauquy
É verdade que há já algum tempo que a não via, o que até não é caso para admirar, visto que a "residência"* deste estranho "tomateiro"** não é de visita fácil.
Por sorte, a "visita" permitiu encontrar um indivíduo em frutificação, acontecimento que não se observa todos os dias.
(* A planta, em Portugal, encontra-se apenas nas arribas do Cabo Espichel.)
(**Chamar-lhe "tomateiro" é, naturalmente, uma força de expressão apenas justificada pelo facto de a planta pertencer à mesma família: a das Solanaceae.)
(Local e data: Cabo Espichel; 20 - Abril - 2017)
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Roseira-brava (Rosa sempervirens)








Roseira-brava (Rosa sempervirens L.)
Planta arbustiva que pode atingir mais ou menos 6m, com caules trepadores ou procumbentes, raramente erectos, muito ramificados, glabros, protegidos por acúleos curvos, retrorsos, dispersos; folhas coriáceas, com 3 ou cinco folíolos dentados; flores solitárias ou agrupadas em inflorescências corimbiformes, com corola formada por pétalas brancas e com estiletes unidos em formação semelhante a uma coluna, pormenor bem visível em algumas das fotos supra e que é frequentemente apontado como característica distintiva desta espécie face às suas congéneres.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Noroeste de África e Ásia Menor (Anatólia). Como espécie introduzida, está também presente nos Estados Unidos da América.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e somente em algumas das regiões mais próximas do litoral (Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e, possivelmente, também Algarve e Douro Litoral)
Ecologia/habitat:  solos profundos e frescos, em sebes, matagais, orlas de bosques, margens de cursos de água e bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Agosto.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 19 - Abril - 2017; e 7- Maio - 2017)
(Clicando nas imagens, amplia)