quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dianthus langeanus




 



Dianthus langeanus Willk.
Planta perene, cespistosa, com cepa lenhificada;  talos floríferos com 10 a 25 cm, simples ou ramificados; folhas canaliculadas, com 15 a 25 mm de comprimento; flores com corola com cerca de 1 cm de diâmetro e pétalas de cor rosa que pode ser mais ou menos intensa. 
Tipo biológico: caméfito;
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: endemismo ibérico, com distribuição limitada ao Noroeste da Península Ibérica. Em Portugal ocorre apenas no Minho e em Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: rochedos e terrenos pedregosos com vegetação rasteira e escassa, a altitudes desde 250 a 2200m. Planta acidófila.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data: serra de Montesinho (Trás-os-Montes); 17 - Junho - 2017]
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Feto-de-cabelinho (Culcita macrocarpa)








Feto-de-cabelinho *(Culcita macrocarpa C.Presl **)
Feto perene com rizoma grosso e rastejante, ultrapassando, por vezes, 1 metro de comprimento, protegido por tricomas ou páleas piliformes, ferrugíneas, numerosíssimas; frondes (folhas) que podem atingir mais de 2 metros de comprimento, com lâmina multipenatissecta (2 a 5 vezes) triangular, coriácea, brilhante, com comprimento mais ou menos igual ao do pecíolo.
Tipo biológico: Caméfito;
Família: Culcitaceae;
Distribuição: Península Ibérica e arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
Em Portugal Continental encontra-se apenas uma população repartida por três locais muito próximos na Serra de Pias (Valongo), admitindo-se como possível que se trate de uma população naturalizada.
Ecologia/habitat: locais húmidos ou muito húmidos, algo sombrios, sem grandes oscilações térmicas, em solos ácidos, frequentemente rochosos. 
*Outros nomes comunsCabelinhaFeto-abrum;
** Sinonímia: Dicksonia culcita L'Hér.
Nota: a espécie goza de protecção legal:  DL nº 140/99 de 14 de Abril, republicado pelo DL nº 49/2005 de 24 de Fevereiro - Anexos B-II e B-IV - transposição da Directiva Habitats (92/43/CEE); DL nº 316/89, de 22 de Setembro - Anexo I - transposição da Convenção de Berna relativa à Conservação da Vida Selvagem e do Meio Natural da Europa (1979)
(Locais e datas; ilhas de S. Jorge e do Pico (Açores); 24 e 28 - Julho - 2017)
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domingo, 12 de novembro de 2017

Açafrão-bravo (Crocus clusii)

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Açafrão-bravo ou Pé-de-burro (Crocus clusii J. Gay *)
Erva perene, bulbosa, com bolbo quase esférico, solitário, revestido por túnicas internas e externas, estas formadas por fibras grossas entrelaçadas; 3 a 7 folhas que podem surgir simultaneamente com (ou logo após) o desabrochar floral; flores (1 ou 2) com tépalas de cor lilás; estilo cor de laranja muito ramificado e, em comprimento, maior que os estames (estes com antera e filete amarelados).
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, circunscrito à metade ocidental de Península Ibérica. A ocorrência da espécie em Portugal é dada como certa no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral e como incerta no Douro Litoral e Minho. 
Ecologia/habitat: pastagens secas e  clareiras de pinhais, em solos arenosos, em geral, próximos do litoral, a altitudes até 120m.
Floração: de Outubro a Dezembro.
* Sinonímia: Crocus serotinus subsp. clusii (Gay) B.Matew
[Locais e datas: Arriba Fóssil - Fonte da Telha (concelho de Almada); 11 - Novembro - 2017 ( fotos 1 a 4); Brejos de Azeitão (concelho de Setúbal); 9 - Novembro - 2017 (fotos restantes)]
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

#Exóticas nos Açores (III): Vinhático (Persea indica)







Vinhático * [Persea indica (L.) C. K. Spreng. **]
Árvore perenifólia, com copa larga e arredondada, que pode atingir até cerca de 20 m de altura; folhas de lanceoladas a elípticas, verde-claras, tornando-se avermelhadas à medida que envelhecem; flores pequenas com pétalas brancas, dispostas em inflorescências em panícula; frutos (bagas) ovóides, semelhantes a azeitonas, verdes, mas que adquirem, na maturação, um tom azul-escuro.
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Lauraceae;
Distribuição: Planta endémica da Madeira e das Canárias. Ocorre também no arquipélago dos Açores, como espécie introduzida, eventualmente naturalizada.
Ecologia: a floresta laurissilva é o habitat natural da espécie.
Floração: de fins de Julho a Novembro.
*Outros nomes comuns: vinhático-das-ilhas; vinhoto; loureiro-real.
**Sinonímia: Laurus indica L.; Phoebe indica (L.) Pax
[Local e data: ilha do Pico (Açores); 30 - Julho - 2017]

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

#Exóticas nos Açores (II): Conteira (Hedychium gardneranum)





Conteira * (Hedychium gardneranum Sheppard ex Ker Gawl.
Planta perene, rizomatosa (com rizoma horizontal, ramificado, robusto e suculento, donde brotam ramos simples, erectos, podendo atingir até 3 m, folhosos, com folhas oblongas a lanceoladas, sésseis, acuminadas, inteiras, podendo atingir 50cm de comprimento). Flores amarelas, hermafroditas, perfumadas, tubulares, com longos estiletes vermelhos, agrupadas em inflorescências terminais, espiciformes, com 20 a 30 cm. Os frutos são constituídos por cápsulas globosas com numerosas sementes avermelhadas, brilhantes.
Tipo biológico: geófito;
Família: Zingiberaceae;
Distribuição: originária da região dos Himalaias, mas introduzida, como planta ornamental em muitas regiões tropicais, subtropicais e mesmo temperadas, encontrou frequentemente condições para se naturalizar e, por vezes, até para se tornar numa invasora muito agressiva, como é caso dos Açores, sendo considerada a "principal espécie invasora no arquipélago (...) ausente apenas das zonas costeiras e das altitudes mais elevadas, formando extensos e impenetráveis maciços que inviabilizam qualquer outra vegetação." (Fonte).
No que a Portugal respeita, a planta ocorre, enquanto subespontânea, quer em todas as ilhas dos Açores, quer na ilha da Madeira. No território do Continente, encontra-se também, mas como planta cultivada.
Floração: de Julho a Outubro.
* Outros nomes comuns: Roca, Roca-da-velha, Cana-roca; Jarroca; Bananilha; Gengibre-selvagem.
(Locais e datas: ilhas de S. Jorge e do Pico (Açores) 23 a 30 - Julho - 2017)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

#Exóticas nos Açores (I): Lophospermum erubescens





  

Lophospermum erubescens D.Don 
Planta trepadeira, perene, com caules que podem atingir mais de 2m de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPlantaginaceae;
Distribuição: espécie originária das montanhas do México, introduzida como planta ornamental  nas regiões subtropicais de ambos os hemisférios e também nos Açores, onde entretanto se naturalizou. No arquipélago dos Açores, há registos da sua ocorrência como subespontânea em pelo menos duas ilhas: S. Jorge e Pico.
Ecologia/habitat: taludes,  orlas e clareiras de matos e bosques em zonas declivosas, com preferência por locais com alguma sombra.
Floração: de Junho a Setembro.
(Locais e datas: ilhas de S. Jorge e do Pico; 23/26/27 - Julho - 2017)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Feto-vivaz (Diphasiastrum madeirense)






Feto-vivaz [Diphasiastrum madeirense (J.H.Wilce) Holub]
Um "feto-vivaz", na linguagem comum, que não é, afinal, como se sublinha aqui, um feto. Poderá, quando muito, falar-se em parente afastado, visto que os fetos propriamente ditos e as espécies englobadas no género Diphasiastrum (família: Lycopodiaceae) têm um tronco comum: a superdivisão das Pterifófitas.
Planta perene (tipo biológico: caméfito) que é, no respeitante à distribuição, um endemismo da ilha da Madeira e do arquipélago dos Açores, ocorrendo neste arquipélago, na ilha do Pico, onde é abundante e nas ilhas de São Miguel, Faial, São Jorge, Terceira, Flores e Corvo, onde será raro.
Ecologia/habitat: aparentemente o habitat natural da espécie não é idêntico em toda a área de distribuição: na ilha da Madeira ocorre na floresta laurissilva, enquanto que nos Açores se desenvolve a altitudes acima dos 500 metros, em zonas húmidas, em bosques de floresta natural e em ravinas e crateras vulcânicas.
Fase reprodutora: de Julho a Setembro.
Estatuto de conservação da espécie: "Vulnerável".
(Local e data: ilha do Pico (Açores); 27 - Julho - 2017)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Anagallis tenella






Anagallis tenella (L.) L.*
Erva perene, com caule prostrado, enraizante nos nós, com 7 a 30 cm de comprimento; folhas algo suculentas, com limbo aproximadamente orbicular; flores com corola rosa ou branca, infundibuliforme.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPrimulaceae
Distribuição: Europa (metade ocidental), Noroeste de África e Macaronésia.
Ecologia: turfeiras; pastagens húmidas; superfícies de escorrência de água; terrenos temporariamente encharcados, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Setembro.
*Sinonímia: Lisymachia tenella L. (Basónimo)
[Local e datas: ilha de S. Jorge (Açores) 23/24 - Julho - 2017]
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