terça-feira, 13 de novembro de 2018

Triglochin striata







Triglochin striata Ruiz & Pav.
Erva perene, rizomatosa e estolonífera, pode atingir até 40 cm. Possui um "tuberobolbo" fibroso donde emergem 5 a 6 folhas com 7 a 30 cm de comprimento, todas com bainha e limbo (linear, semicilíndrico  e obtuso) e 1 ou 2 inflorescências em forma de espiga ou cacho com 20 a 80 flores hermafroditas, sésseis durante a floração, curtamente pediceladas na frutificação, com tépalas semi-membranáceas; frutos aproximadamente ovoides, geralmente com 3 mericarpos férteis.
Tipo biológico: hemicriptófito.
Família: Juncaginaceae;
Distribuição: presente no hemisfério sul, desde a América do Sul até à Nova Zelândia, passando pela África do Sul, Moçambique e Austrália, esta espécie ocorre também. embora menos abundantemente, no hemisfério norte (América do Norte, Península Ibérica e Marrocos). Todavia, se não há dúvida de que a planta é nativa do hemisfério sul, já não há unanimidade sobre se ela, no hemisfério norte,  é autóctone ou exótica, pois é facto que não falta quem entenda que se trata de espécie introduzida.
Considerada como autóctone, pelo portal da SPBotânica (Flora.on), a espécie encontra-se em Portugal apenas no território do Continente, estando confinada ao Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, Ribatejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: terrenos inundados ou encharcados, permanente ou temporariamente, nas  margens de pântanos, em estuários e em depressões dunares a altitudes até 10m.
Floração: de Maio a Dezembro.
[Local e data: estuário do rio Minho (Seixas - Caminha); 22 - Junho - 2018]
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Hymenolobus procumbens subsp. procumbens







Hymenolobus procumbens subsp. procumbens (L.) Nutt.
Erva anual, em regra, glabra, com 3 a 40 cm; com 1 a 30 caules floríferos, muito delgados; folhas basais (não persistentes) e caulinares médias, penatifendidas ou penatipartidas; as superiores, por vezes, inteiras; flores muito pequenas com pétalas brancas (com comprimento não superior a 1 mm) agrupadas em inflorescências em cacho; fruto (silícula), com contorno elíptico; sementes (com 0,4 a 0,6mm) castanho-claras.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e América.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e é tida na conta de planta muito rara. Com efeito, até muito recentemente apenas havia notícia da sua presença no Algarve. 
A percepção sobre a raridade pode, no entanto, não corresponder à realidade, porque se trata de uma planta de pequenas dimensões, em que a grande maioria das "peças" se mede em (poucos) milímetros e não é, por conseguinte, de fácil detecção. Acresce, em favor desta hipótese, o facto de, já no corrente ano, terem sido encontrados 2 outros núcleos: um no estuário do Sado, com dimensões que desconheço e outro no estuário do Tejo (Ponta dos Corvos - Seixal), onde foi observado um grande número de indivíduos em terreno de sapal alto.
Ecologia/habitat: terrenos com algum grau de salinidade, húmidos, no litoral ou no interior e também em solos arenosos ou calcários algo nitrificados, a altitudes até 1 100m.
Floração: de Dezembro a Julho.
(Local e data: Ponta dos Corvos - Corroios - Seixal; 24 - Março - 2018.)

Salsa-de-burro (Chaerophyllum temulum)

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Salsa-de-burro *  (Chaerophyllum temulum L.)
Erva bienal, algo híspida, com caules erectos que podem atingir até cerca de 1m de altura, ramificados na parte superior, claramente engrossados por baixo de cada nó, com manchas de cor de vinho, sobretudo na parte inferior; folhas inferiores bi ou tripenastissectas, de contorno triangular; as superiores menores e menos divididas; flores com pétalas brancas, com a margem encurvada e recortada, agrupadas em inflorescências pedunculadas,  geralmente com 6 a 12 raios, estes mais curtos que os pedúnculos das inflorescências.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae).
Distribuição: Europa, Noroeste de África e Sudoeste da Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e, alegadamente, com presença limitada ao Alto Alentejo, Beira Baixa, Beira Alta,  Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados, orlas e clareiras de bosques, em sítios frescos, alterados, nitrificados, a altitudes desde 250 a 1600m, mas sobretudo em zonas de montanha.
Floração: de Maio a Julho.
Observação: Planta tóxica.
*Outros nomes comuns: Cerefólio-bravo;Cerefolho; Cerefolho-bravo.
[Locais e datas: Moimenta da Beira; 21 - Junho - 2018 (fotos 1, 4 a 7); Vila Nova de Cerveira; 22 - Junho - 2018 (fotos 2 e 3); S. Joanico  - Vimioso (Trás-os-Montes); 2 - Junho - 2018 (fotos 8 a 10)]

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Distichoselinum tenuifolium

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Distichoselinum tenuifolium (Lag.) García-Martin & Silvestre *
Erva perene, rizomatosa, multicaule, glabra, com caules erectos, cilíndricos, que podem elevar-se até cerca de 130cm, não ramificados, a não ser ao nível das umbelas; folhas basais multipenatissectas (4 ou 5 vezes) com segmentos de última ordem lineares ou linear-lanceolados; as caulinares, tripenatissectas, de muito menores dimensões, com as superiores frequentemente reduzidas a uma simples bainha; flores amarelas, hermafroditas e masculinas, dispostas em umbelas, apresentando geralmente a umbela principal  entre 15 e 30 raios, podendo estes atingir até 15 cm, durante a frutificação; frutos formados por mericarpos com asas dorsais e laterais coloridas de amarelo dourado.
Tipo biológicohemicriptófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae).
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica (Sul e Leste).
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e circunscrita à região do Algarve.
Ecologia/habitat:  locais rochosos; matagais; taludes, em substratos calcários, margosos ou gessosos, a altitudes até 1300m.
Floração: de Abril a Junho.
*Sinonímia: Thapsia tenuifolia Lag.(basónimo);  Elaeoselinum tenuifolium (Lag.) Lange.

[Local e datas dos avistamentos: Cerro de S. Miguel (Algarve); 9 - Março - 2016 (fotos 3 e 4); 22 - Maio - 2016 (fotos restantes)]

sábado, 3 de novembro de 2018

Paina-de-seda (Gomphocarpus physocarpus)







Paina-de-seda (Gomphocarpus physocarpus E. Mey.)
Pequeno arbusto, perenifólio, que pode atingir até 2 metros e meio, com caules erectos; folhas inteiras, aproximadamente lineares; flores com corola branca, ou creme, agrupadas (5 a 10) em  umbelas axilares; frutos em forma de folículos globosos contendo numerosas sementes, aladas, escuras, providas de penachos com pêlos sedosos, brancos.
Morfologicamente é muito semelhante ao seu congénere Gomphocarpus fruticosus (L.) W.T.Aiton, não sendo fácil para um não especialista distingui-los a não ser através da observação dos frutos: folículos globosos no caso do Gomphocarpus physocarpus e ovoides os do Gomphocarpus fruticosus.
Tipo biológicofanerófito.
Família: Apocynaceae.
Distribuição: espécie originária do Sudeste da Ásia, actualmente cultivada como planta ornamental e naturalizada em muitas regiões tropicais, subtropicais e mesmo temperadas. Em Portugal há registos da sua presença, como espécie introduzida em algumas regiões costeiras no território do Continente, designadamente, na Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/ habitat: margens de cursos de água; bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 200m.
Floração: de Maio a Outubro.
**Sinónimo: Asclepias physocarpa (E. Mey) Schltr.
(Reeditado)