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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Crucianela (Cruciata laevipes)

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Crucianela (Cruciata laevipes Opiz)
Erva perene, rizomatosa, multicaule que pode atingir até cerca de 75cm, com caules ascendentes, simples ou ramificados, tetrágonos (com ângulos engrossados), hirsutos (com pêlos patentes); folhas sésseis ou curtamente pecioladas, trinérvias, com pêlos sedosos em ambas as páginas, concentrados principalmente nas margens e nervuras; inflorescências axilares, pedunculadas, geralmente com 5 a 11 flores; pedúnculos e pedicelos hirsutos [característica bem visível numa das imagens supra (2) e que permite distinguir facilmente esta espécie da sua congénere Cruciata glabra que apresenta pedúnculos e pedicelos glabros]; flores tetrâmeras, sem cálice, com corola glabra, amarelada ou amarelo-esverdeada.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição:  Europa, com excepção da parte Norte; sul e Sudoeste da Ásia. Introduzida na América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, com presença, aparentemente, limitada à Beira Alta, Beira Litoral e Trás-os-Montes. Ocorrência duvidosa no Algarve.
Ecologia/habitat: terrenos relvados nitrófilos em sítios húmidos e sombrios, a altitudes até 1200 m.
Floração: de Março a Agosto.

(Locais e datas dos avistamentos: Sabugal (concelho); 17 - Junho - 2014 (foto 2); Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); Junho - 2019 (fotos restantes)

domingo, 8 de dezembro de 2019

Solda-dos-charcos (Galium palustre)

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Solda-dos-charcos ou Raspa-língua *(Galium palustre L.)
Erva perene, glabrescente, verde, com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados que podem atingir até cerca de 100 cm: folhas sésseis, uninérvias, em geral obtusas, dispostas em verticilos de 4 a 6; flores, em geral, tetrâmeras, com corola glabra, branca, agrupadas em inflorescência sob a forma de panícula.
Em Portugal, tal como em toda a Península Ibérica, ocorrem duas variedades: a nominal, var. palustre e a var. elongatum, esta mais robusta, podendo os seus caules atingir os 100 cm, enquanto que os da variedade nominal não ultrapassarão os 80 cm. Distinguem-se também pelo habitat: enquanto a variedade nominal prefere as margens de cursos de água e terrenos temporariamente encharcados mas secos no Verão, a altitudes até 1950 m; a var. elongatum elege terrenos mais húmidos, incluindo os permanentemente inundados e até maior altitude (3300m)
Tipo biológico: geófito; helófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Europa e Ásia. Introduzida na América do Norte e Argentina.
Em Portugal distribui-se ao ao longo de todo o território do Continente, ainda que não uniformemente, pois é mais comum nas regiões do Norte e Centro do que no Sul. Presente também no arquipélago dos Açores, mas inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: zonas húmidas; margens de cursos de água, orlas de lagoas e de outros locais permanentemente inundados ou em sítios temporariamente encharcados, a altitudes até 3300m. Indiferente à natureza dos solo.
Floração: de Maio a Agosto.
Locais e datas dos avistamentos: Ribeira de Codes (Vila de Rei); 29 - Maio - 2019 (fotos 1 a 4); Lagoa de Albufeira (Sesimbra): 13 - Maio - 2019 (foto 5); concelho de Cantanhede; 27 - Maio - 2017 (foto 6).
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Cruciata (Cruciata glabra subsp. hirticaulis)




 


Cruciata [Cruciata glabra subsp. hirticaulis (Beck) Natali & Jeanm]
Erva perene, rizomatosa, multicaule que pode atingir até cerca de 35cm,  com caules ascendentes ou decumbentes, em geral, não ramificados, densamente pilosos nos nós e pelo menos nos entrenós inferiores e intermédios; folhas sésseis, dispostas em verticilos de 4, patentes, planas, com três nervuras, pilosas nas duas páginas, excepto as axilantes das inflorescências que apresentam pêlos apenas na página inferior; inflorescências axilares, pedunculadas, geralmente com 3 a 5 flores;  pedúnculos e pedicelos glabros; flores tetrâmeras, sem cálice, com corola amarelada ou amarelo-esverdeada. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Sul da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e circunscrita ao Alto Alentejo, Beira Baixa, Beira Alta, Trás-os-Montes e Minho.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em sítios húmidos e sombrios, a altitudes desde 300 até 2100 m.
Floração: de Março a Agosto.
(Local e data dos avistamentos: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); Junho - 2019)

sexta-feira, 1 de março de 2019

Galium debile






 



Galium debile Desv.
Erva perene, glabra, esverdeada; com caules (com 20 a 50cm) débeis, erectos ou ascendentes; folhas sésseis, lineares ou linear-elípticas, mais ou menos agudas,  dispostas em verticilos de 4 ou 6; flores tetrâmeras com corola branca, por vezes, rosada externamente.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia e Noroeste de África.
Em Portugal ocorre de forma aparentemente rara e descontínua ao longo de quase todo o território do Continente. Inexistente, quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: margens de cursos de água, nascentes; lagoas; pântanos e outras zonas húmidas a altitudes até 1200 m. 
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Herdade da Apostiça (concelho de Sesimbra); 27 - Abril - 2018)
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domingo, 18 de novembro de 2018

Solda-branca (Galium glaucum subsp. australe)













Solda-branca (Galium glaucum L. subsp. australe Franco)
Erva perene, multicaule, glabra, glauca, lenhificada na base; com caules erectos, ramificados, com 30 a 80 cm; folhas lineares ou filiformes, dispostas em verticilos de 6 a 9; flores tetrâmeras, com corola branca, agrupadas em cimeiras.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: endemismo ibérico circunscrito ao Noroeste da Península Ibérica, com presença em Portugal limitada a Trás-os-Montes, Beira Alta e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: taludes, encostas, ribanceiras e rochedos de natureza ácida, a altitudes até 800m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Vimioso (Trás-os-Montes); 1 - Junho - 2018]
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Por entre as pedras do Castelo




Verça-de-cão (Theligonum cynocrambe L.
Encontrar plantas com o ar de frecura e o aspecto reluzente revelados pelas reproduzidas nas fotos supra,  radicadas nas fendas dos muros do Castelo de Ourém, pode parecer algo surpreendente, mas, na verdade, não estamos perante nenhum caso digno de admiração, porquanto a espécie em questão (uma erva anual - tipo biológico: terófito - da família Rubiaceae) tem precisamente o seu habitat em ambientes semelhantes (terrenos pedregosos; fissuras e concavidades de muros e rochas calcárias, a altitudes até 1000m). E também não é difícil descobrir a explicação para o tom algo brilhante que os exemplares fotografados exibem, Como o seu "hábito" revela, as plantas são algo carnudas pelo que têm condições para armazenar nos tecidos, em época de fartura, a água que pode vir a faltar-lhes em tempos de seca. Daí que a espécie não tema instalar-se em locais, à primeira vista, pouco aconselháveis.
Distribuição: regiões  mediterrânica e irano-turaniana e Canárias.
Em Portugal, a presença da espécie está limitada a algumas regiões do território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral)
Floração: de Janeiro a Junho.
[Lugar e data: Castelo de Ourém (vista parcial na fotografia infra); 24 - Março - 2016]


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Asperula hirsuta

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Asperula hirsuta Desf.
Erva perene, multicaule, esverdeada ou verde-acinzentada; com caules (15 a 60cm) erectos ou erecto-patentes com indumento de pêlos hirsutos, pelo menos, na parte basal; folhas sésseis, lineares, dispostas em verticilos de 4 a 6 (as basais) e de 6 a 8 (as  médias e superiores); flores tetrâmeras, com corola hipocrateriforme, branca ou rosada, agrupadas em inflorescências ramificadas.
Tipo biológico: Hemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Sul da Península Ibérica; Norte de África, com excepção do Egipto.
A ocorrência desta espécie em Portugal está circunscrita ao Algarve e Baixo Alentejo.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, clareiras de matos, de sobreirais e de pinhais; taludes e bermas de estradas e caminhos, por vezes, em sítios degradados, a altitudes até 1800m. Indiferente à composição dos solos.
Floração: de Abril a Julho.
[Locais e datas: Ludo e Cerro de S. Miguel (Algarve); 9 - Março - 2013 (fotos 7 e 8); 22 - Maio - 2016 (fotos restantes)]
(Clicando nas imagens, amplia)