quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Sanguinho (Frangula azorica)

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Sanguinho (Frangula azorica V. Grubow)
Pequena árvore que raramente atingirá 12 m de altura, de copa bastante aberta, com as folhas concentradas na ponta dos ramos. O fruto é uma baga.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rhamnaceae;
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira [onde, segundo se supõe, se encontra já extinta na natureza (fonte)] e do arquipélago dos Açores (onde ocorre em todas as ilhas, com excepção da  Graciosa).
Ecologia/habitat: espécie integrante da floresta nativa (laurissilva) ocorre a altitudes desde 100 a 900m, preferindo sítios húmidos e abrigados.
Floração: ocorre por volta do mês de Maio.
[Locais e datas dos avistamentos: Ilha de S. Jorge; 24 - Julho - 2017 (fotos 1 a 5); Ilha do Pico; 28 - Julho - 2017 (fotos restantes)]
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Sapinho-roxo-das-areias (Spergularia rubra)







Sapinho-roxo-das-areias [Spergularia rubra (L.) J.Presl & C.Presl *]
Erva anual, bienal ou perene, com raiz aprumada e delgada, por vezes, algo lignificada, caules com 5 a 25  cm, geralmente glabros,  cespistosos em maior ou menor grau, decumbentes ou procumbentes, por vezes, radicantes nos nós, na base; folhas aristadas, dispostas com frequência, densamente; estípulas acuminadas, prateadas, claramente visíveis; inflorescência glanduloso-pubescente; pedicelos não capilares, ligeiramente mais compridos que os cálices; flores com pétalas rosadas, mais curtas ou sensivelmente do mesmo tamanho que as sépalas; estames: 10 (5 eventualmente); cápsula com comprimento semelhante ao das sépalas; sementes ápteras, castanho-escuras. 
Tipo biológico: terófito; hemicriptófito.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita que ocorre como espécie autóctone na maior parte das regiões temperadas do hemisfério Norte. Como introduzida está presente na Austrália.
Em Portugal distribui-se, de forma descontínua, ao longo do território do Continente, não sendo,  no entanto, aparentemente, muito comum. Não existe nem no arquipélago dos Açores, nem no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: espécie ruderal, não halófila, encontra-se em terrenos de pastagem e outros relvados, com frequência nas bermas de estradas e caminhos, em substratos arenosos, a altitudes até 2600m.
Floração: de Março a Setembro.
*Sinonímia: Arenaria rubra L. (Basónimo);

[Local e data: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019]
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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Erva-dos-salgadiços (Triglochin maritima)

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Erva-dos-salgadiços ou Erva-do-brejo (Triglochin maritima L.)
Erva perene, rizomatosa, que  pode atingir até 65 cm. Tem na base um "tuberobolbo" algo fibroso donde surgem 5 a 10 folhas com 9 a 45 cm de comprimento, todas com bainha (membranácea) e limbo (linear, semicilíndrico ) e 1 ou 2 inflorescências pedunculadas em forma de espiga ou cacho com 17 a 100 flores hermafroditas, sésseis durante a floração, curtamente pediceladas na frutificação, com tépalas esverdeadas, membranáceas no ápice; frutos aproximadamente ovóides, com 6 mericarpos férteis.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Juncaginaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita presente na Europa, Ásia, Norte de África e América do Norte. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, circunscrita à Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho.
Ecologia/habitat:  juncais, marismas e sapais nas margens de estuários e lagoas litorais; outras  zonas encharcadas; em substrato argiloso,  por vezes, arenoso, salgadiço, a altitudes até 5m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Junho
[Locais e datas: São Martinho do Porto; 8 - Maio - 2018 (fotos 3 e 4); Lagoa de Óbidos;  24 - Maio - 2019 (fotos restantes)]

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Cheilanthes guanchica






Cheilanthes guanchica Bolle
Feto com rizoma curto, coberto de escamas cor de ferrugem; frondes com pecíolo acastanhado e lâmina bi ou tri-penatissecta  com comprimento que pode ser semelhante ou algo menor do que o do pecíolo; pínulas glabras; pseudo-indúsio largo, descontínuo e, em geral, com margem inteira.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPteridaceae:
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica; Madeira; Canárias; e Açores.
Em Portugal Continental a ocorrência deste feto está limitada ao Algarve; no Arquipélago da Madeira existe apenas na Ilha da Madeira; e no Arquipélago dos Açores está presente somente nas ilhas do Pico e de S. Jorge.
Habitat: fissuras de rochas, principalmente de rochas básicas, a altitudes até 1200m.
Época de reprodução: de Março a Junho.
Lista Vermelha: planta incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, como espécie ameaçada: Categoria da ameaça IUCN; "Em perigo".
(Local e data dos avistamentos: Serra de Monchique (Algarve); 10 de Março e 23 de Maio de 2016)
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Agrião-menor (Cardamine hirsuta)










Agrião-menor (Cardamine hirsuta L.)
Erva anual, geralmente multicaule e com raiz primária; caules direitos ou ligeiramente flexuosos, glabros ou com escassos pêlos curtos; folhas com pêlos mais ou menos abundantes, dispersos de forma variável; as basais, numerosas, dispostas em roseta, liradas, com 3 a 11 segmentos,  inteiros ou crenados, com 1 a 5 dentes; os laterais ovados ou orbiculares; o terminal  reniforme, ainda que nem sempre surja sob essa forma em todas as folhas da roseta; as caulinares (2 a 6 por caule) em geral menores que as basais, mas, tal como estas, liradas, com segmentos lineares ou ovados, inteiros ou com dentes pouco salientes; flores (com sépalas glabras ou, mais geralmente, com pêlos no dorso; pétalas brancas; estames: 4, ou, menos frequentemente,  5 ou 6) agrupadas em inflorescência em cacho, denso durante a floração, largo e lasso na frutificação; frutos, em forma de silíquas lineares, dispostos paralelamente ao eixo da inflorescência, os quais, durante a floração, ultrapassam claramente as flores superiores. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae / Cruciferae.
Distribuição: planta subcosmopolita, presente em múltiplas regiões dos dois hemisférios do globo.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e também no arquipélago da Madeira. Como espécie introduzida está também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, margens de cursos de água, bermas de estradas e caminhos, com preferência por terrenos soltos e por sítios algo húmidos e sombrios, a altitudes até 1600 m.
Floração: de Janeiro a Julho.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Feto-azevinho (Cyrtomium falcatum)






Feto-azevinho [Cyrtomium falcatum (L. f.) C. Presl. *]
Feto com rizoma bem desenvolvido, coberto de escamas de cor castanho-clara; frondes que podem atingir para cima de 50 cm.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Dryopteridaceae;
Distribuição: nativa do Leste da Ásia, incluindo China e Japão, esta espécie foi introduzida para fins ornamentais em diversas partes do globo, onde acabou por se naturalizar. Tal aconteceu também no Arquipélago da Madeira (onde está presente nas Ilhas Selvagens e na da Madeira) e no Arquipélago dos Açores, onde ocorre em todas as ilhas e onde lhe é dada a designação de Feto-azevinho (fonte), designação que, como se admite aqui, encontra justificação no facto de apresentar "folíolos (...) coriáceos, pontiagudos e de margens onduladas, que fazem lembrar o azevinho". 
Ecologia/habitat: fendas de rochas em arribas litorais; cavidades de muros e de paredes em áreas ruderais;  terrenos de mato e bosques em zonas costeiras.
Reprodução: ao longo de uma boa parte do ano, mas com maior intensidade, de Abril a Junho.
*Sinonímia: Polypodium falcatum L. f. (basónimo).

[Imagens vindas de ilhas do Açores, (S. Miguel; Flores; Corvo; S.Jorge e Pico)]
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Margarida-menor (Bellis annua subsp.annua)





Margarida-menor * (Bellis annua L. subsp.annua)
Erva anual,  com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados na base, os quais raramente ultrapassarão 10cm de altura, conquanto possam, ocasionalmente, atingir 20 ou mesmo 30 cm; folhas oblongas, obovadas, ou espatuladas com margens inteiras, crenadas ou serradas, dispostas em roseta basal, coexistindo, no entanto, com algumas poucas caulinares; flores (com lígulas brancas, as exteriores) agrupadas em capítulos solitários, terminais: frutos (aquénios) desprovidos de papilho.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias.
Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente, embora seja bastante mais comum na metade sul. Inexistente quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: relvados anuais, clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em terrenos com alguma humidade, geralmente arenosos.
Floração: de Dezembro a Junho.
* Outros nomes comuns: Bonina-dos-prados; Bonina-dos-campos; Margarida-anual; Margarida-do-campo;
[Local e data do avistamento: Ponta dos Corvos (Seixal); 7 - Janeiro - 2020]
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sábado, 18 de janeiro de 2020

Trigo-de-perdiz (Aegilops geniculata)

Trigo-de-perdiz (Aegilops geniculata Roth)
Erva anual, cespitosa, com 30 a 40 cm de altura. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Poaceae (Gramíneas);
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e Norte de África. Introduzida no Norte da Europa, Canárias e América do Norte.
Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, estando, porém, ausente dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, incultos, em locais secos e bem ensolarados.
Floração: de Abril a Julho
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