segunda-feira, 20 de abril de 2015

Genciana-da-praia (Centaurium maritimum)

  
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Genciana-da-praia (Centaurium maritimum (L.) Fritsch  *)
Erva anual (tipo biológico: terófito) glabra, com caule simples, erecto, com 5 a 30 cm; folhas inferiores agrupadas em 3 ou quatro nós basais, sésseis ou escassamente pecioladas, as superiores sésseis, de oblongo-ovadas a ovado-lanceoladas; flores com corola formada por lóbulos amarelos ou amarelo-pálidos, agrupadas em inflorescências paniculiformes, paucifloras, não sendo, porém, raros os casos em que se encontram exemplares reduzidos a uma única flor.
Família: Gentianaceae.
Distribuição: Região Mediterrânica, Açores e Madeira. No que a Portugal diz respeito, além da assinalada presença nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a espécie ocorre também em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: pastagens anuais e clareiras de matos e bosques, com humidade temporária, preferentemente em solos siliciosos,  a altitudes que podem ir desde o nível do mar até aos 1200m, frequentemente em locais próximos do litoral.
Floração: de finais de Março a Julho.
* Sinonímia: Gentiana maritima L. (basónimo)
Locais e datas: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015 (fotos 1 e 4); Sintra; 15 - Maio - 2011 (fotos 2 e 3); Almada; 3 - maio - 2010 (foto 5)

domingo, 19 de abril de 2015

Alfavaca-de-gancho (Astragalus hamosus)







Alfavaca-de-gancho (Astragalus hamosus L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito), ramificada desde a base, com caules que podem atingir até 50cm, prostrados ou ascendentes, revestidos por denso indumento piloso; folhas com um número variável  de pares de folíolos (7 a 15); flores com corola (composta por estandarte, asas e quilha) azulada ou amarela, O fruto, como o qualificativo específico anuncia, tem a forma de um gancho ou anzol (o vocábulo latino hamus tem exactamente esses significados).
Distribuição; Região Mediterrânica,  Região Irano-turânica e Macaronésia. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, a altitudes até 1700m, em qualquer tipo de substrato.
Floração: de Março a Maio.
(Local e data: Elvas; 15 - Abril - 2015)
(Clicando sobre as imagens, amplia)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Euphorbia oxyphylla









Euphorbia oxyphylla Boiss. 
Planta perene, rizomatosa (tipo biológico: caméfito), glabra, glauca, com caules com 20 a 45 cm, grossos, erectos ou ascendentes. algo lenhosos na base.
Família: Euphorbiaceae
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada ao centro e oeste da Península Ibérica. Em território português surge apenas na Beira Alta, Beira Baixa e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; Clareiras de matos, taludes; bermas de estradas e caminhos; terrenos pedregosos e fendas de rochas, a altitudes entre 300 e 1700m. Espécie silicícola.
Floração: de Abril a Julho.
Nota: o látex produzido por esta espécie é altamente corrosivo e "particularmente tóxico". 
[Locais e datas; Rapoula do Côa (Sabugal); 10 - Junho - 2014 ( 2 últimas fotos); Sortelha (Sabugal) 16 - Abril -2015 (fotos restantes)]

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Myosotis discolor subsp. dubia


Myosotis discolor Pers. subsp. dubia (Arrond.) Blaise    
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Boraginaceae, com caules (até 40 cm) erectos ou ascendentes, simples ou ramificados, com indumento formado por pêlos compridos mais ou menos rígidos e patentes (= com inserção em ângulo mais ou menos recto).
Das três subespécies de M. discolor que ocorrem na Península Ibérica, duas estão presentes em Portugal: a nominal M. d. discolor e a M. d. dubia, sendo esta a que se encontra representada nas imagens supra. Distingue-se ela da subespécie nominal porquanto, além de outras características menos perceptíveis, esta apresenta, pelo menos, as duas folhas superiores subopostas, enquanto, na M. d. dubia as folhas são todas alternas. Por outro lado, os lóbulos da corola no caso da M. d. dubia, são, antes da completa abertura da flor, brancos ou brancos e amarelos, ao passo que no caso da M. d. discolor são amarelos ou amarelados, mas nunca brancos. Uma vez completamente abertas as flores, os lóbulos da corola,  no caso da M. d. dubia, passam a azuis e no caso da M. d. discolor podem passar a azuis, a azuis violeta ou a rosados.
Distribuição: a subespécie em questão (M. d. dubia) distribui-se pelo Oeste da Europa e pelo Noroeste de África. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente, embora, aparentemente, não seja muito comum.
Ecologia/habitat: campos cultivados e incultos, pastagens, clareiras de bosques e de matagais, sobre solos com alguma humidade e, preferentememte, ácidos, a altitudes até 1500m. 
Floração: de Março a Abril.
(Local e data: Serra de Candeeiros; 11 - Março - 2015)
(Clicando sobre as imagens, amplia)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Genista tournefortii subsp. tournefortii

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Genista tournefortii Spach subsp. tournefortii 
Pequeno arbusto (tipo biológico: caméfito) que, por norma, não ultrapassa, em altura, 50cm, moderamente espinhoso, se nos ativermos ao padrão geral das espécies do mesmo género, com caules ascendentes ou decumbentes,  muito ramificados, com ramos velhos desprovidos de folhas, mas com espinhos não muito agressivos e ramos novos, vilosos (revestidos com pêlos compridos e macios), inermes, com folhas inteiras, alternas, sem estípulas, de ovadas a lanceoladas, algo vilosas, com  pêlos em ambas as páginas (frente e verso). Inflorescências em cacho agrupando flores com corola amarela em que sobressai a quilha, bem maior do que o estandarte, este, por sua vez, maior do que as asas.
Família: Fabaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada ao Centro e Oeste da Península Ibérica. Em Portugal assinala-se a sua presença apenas no território do Continente (Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos de mato; orlas e clareiras de bosques, em geral, sobre solos calcários, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Julho.
[Locais e datas: Mafra (concelho); 1 - Abril - 2015 (Fotos 1, 3 e 4); Cabo Espichel: 4 - Abril - 2015 (foto 2)]

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas (Phagnalon rupestre)






Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas [Phagnalon rupestre (L.) DC.]
Pequeno arbusto (10 a 40 cm) (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae, com caules ascendentes, revestidos de tomento branco, denso, com frequência ramificados desde a base; folhas alternas, levemente onduladas e com margens, por vezes, revolutas,  revestidas, tal como o caule, de tomento branco, sobretudo, na página inferior; flores agrupadas em capítulos ovóides, solitários, longamente pedunculados.
A suposta designação vulgar de "Alecrim-das-paredes" não faz grande sentido, visto que a planta poucas ou nenhumas semelhanças tem com o verdadeiro alecrim (Rosmarinus officinalis). Mais sentido faz o acrescento "de-brácteas-largas" na medida em que chama a atenção para uma das características que podem servir para a distinguir  do seu congénere Phagnalon saxatile, bem mais comum e que também é apodado de "Alecrim-das-paredes" ou "Alecrim-das-paredes-de-brácteas-estreitas".  
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias. Presente em Portugal, o Ph. rupestre tem, no entanto, uma distribuição bem mais limitada do que  o seu congénere Ph. saxatile que pode encontrar-se em todo o território do Continente. Tendo em conta os registos existentes no portal Flora.on, a sua presença está, aparentemente, limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos rochosos, pedregosos, secos, taludes, muros e paredes, geralmente sobre solos calcários.
Floração: de Março a Junho
(Local e data: Mafra (concelho); 1- Abril - 2015)

terça-feira, 31 de março de 2015

Margarida-maior (Leucanthemum sylvaticum)











Margarida-maior * [Leucanthemum sylvaticum (Hoffmanns. & Link) Nyman**]
Erva perene, rizomatosa (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae, com caules erectos, em geral, muito ramificados a partir da base que podem atingir cerca de 1m de altura.
Dito isto, pouco mais posso acrescentar, porque a informação fornecida pelas fontes a que habitualmente recorro para elaboração destas notas é, neste caso, escassa e nem sempre coincidente. É, por exemplo, o que acontece no que à distribuição diz respeito. De facto, enquanto que o portal da SPBotânica (Flora.on) a considera como espécie "endémica de Portugal continental", informação que, aparentemente é confirmada por este outro sítio, já a Flora Vascular de Andalucía Occidental e o portal do Jardim Botânico do UTAD (JBUTAD) lhe atribuem uma distribuição mais ampla: metade ocidental da Península Ibérica, segundo aquela; e Península Ibérica e Macaronésia (Açores) diz o portal do JBUTAD.
Floração: de Maio a Agosto.
*Se a informação sobre a espécie é pouca, o mesmo não se pode dizer das designações que, supostamente, lhe são atribuídas. Ora veja: Bem-me-quer; Bem-me-quer-dos-floristas; Margarida-branca; Margarida-maior; Margarita-maior; Olho-de-boi; Olho-de-boi-dos-ervanários.
**Sinónimo:Chrysanthemum leucanthemum var. sylvaticum Brot. (Basónimo)
[Local e datas: Serra de Montejunto; 15 - Abril - 2014 (fotos 6, 7, 8, 9 e 10); 13 - Maio - 2014 (fotos 1, 2, 3, 4, 5 e 11)] 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Polycarpon alsinifolium

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Polycarpon alsinifolium (Biv.) DC.
Erva anual ou vivaz (tipo biológico: terófito ou hemicriptófito), glabra, de dimensões diminutas (com pleno direito a figurar no grupo das plantas que tenho vindo a designar por plantas-miniatura) com caules ramificados desde a base, em geral, prostrados; folhas um tanto carnudas; flores com 2 a 3 mm de diâmetro, agrupadas em inflorescências densas com aspecto prateado.
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica. Em Portugal está presente em algumas regiões do território do Continente, designadamente, no Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura e, provavelmente, também na Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Ribatejo.
Ecologia/habitat: areais junto da costa e noutros sítios arenosos próximos do litoral. 
Floração: de Março a Julho.
[Locais e datas: Praia da Adraga; 25 - Março - 2012 (foto 1); Fonte da Telha; 8 - Maio - 2014 (foto 2)]
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 22 de março de 2015

Euphorbia terracina






Euphorbia terracina L.
Erva perene, por vezes, anual, (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) glabra, com caule geralmente ramificado desde a base  que pode apresentar-se  erecto, ascendente, ou procumbente, podendo atingir cerca de 90cm; folhas polimorfas (lineares, lanceoladas, raramente ovadas), sésseis; ciato, glabro, com nectários amarelados ou avermelhados com dois apêndices mais ou menos paralelos, delgados e relativamente compridos; cápsula (fruto) lisa, com sulcos profundos entre os lóculos.
Distribuição: Região Mediterrânica. Introduzida no México, Austrália e África do Sul. Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no arquipélago da Madeira e no que diz respeito ao território do Continente, assinala-se também a sua presença no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral e, provavelmente, também no Douro Litoral e Minho.
Ecologia/habitat; Areais marítimos; orlas de campos de cultivo. baldios, bermas de caminhos, em locais arenosos e próximos do litoral, a altitudes até 300m.
Floração: de Janeiro a Outubro.
[Locais e datas:  Forte do Cavalo - Sesimbra; 29 Janeiro - 2014 (última foto); Ponta da Areia- Vila Real de Santo António; 26 - Março - 2014 (fotos restantes)]
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