quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Baldellia repens






Baldellia repens (Lam.) Ooststr. ex Lawalr
Erva perene, tubero-bulbosa, erecta ou decumbente que pode atingir até 70cm, com folhas, em geral, concentradas na base, todas elas com limbo com ápice agudo. característica que a distingue da  B. alpestris, a outra espécie do mesmo género que também ocorre em Portugal (fonte: Flora.on).
Tipo biológico: geófito; helófito;
FamíliaAlismataceae;
Distribuição: Europa, Noroeste de África e Ilhas Canárias.
Em Portugal, a Baldellia repens, enquanto espécie, ocorre em quase todo o território do Continente, mas as diversas subespécies não se distribuem uniformemente: de facto, a subespécie nominal (B. r. repens) ocorre apenas no Algarve e no Baixo Alentejo (fonte: Flora Iberica); enquanto a B. r. cavanillesii se encontra em todas as regiões do território do Continente, com excepção do Algarve. Duvidosa me parece ser a existência em território português da B.r. baetica. Com efeito, a Flora Iberica (loc. cit.) considera-a apenas presente em território espanhol (províncias de Cáceres, Huelva e Sevilha) e o portal Flora.on (loc. cit.)  não enjeitando a sua ocorrência em Portugal, não regista, no entanto e por ora, nenhum avistamento em território português.
Ecologia/habitat: fontes e nascentes, margens de lagoas. charcas permanentes ou temporárias, remansos de cursos de água, turfeiras e pântanos, em substratos geralmente ácidos, a altitudes até 1400m. 
Floração: de Abril a Setembro.
Sinonímia:Alisma repens Lam. (Basónimo)
[Local e data: Ribeira do Vascão  (Algarve); 27 - Maio - 2015]

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Chaenorhinum rubrifolium subsp. rubrifolium









Chaenorhinum rubrifolium subsp. rubrifolium

Erva anual, de reduzidas dimensões (2,5 a 18 cm).
Tipo biológico: terófito:
FamíliaPlantaginaceae;
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica.
Só em 2015 foi confirmada a presença desta espécie em Portugal Continental e, ao que creio, a planta está confinada a uma só localização no Alto Alentejo.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e olivais; pastagens anuais, em terrenos muito secos e bem ensolarados de natureza calcária, a altitudes até 1150m.
Floração: de Março a Maio.
Nota: planta incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental como espécie ameaçada. Categoria de ameaça IUCN : "Criticamente Em Perigo".

domingo, 10 de novembro de 2019

Miosótis ou Não-me-esqueças (Myosotis welwitschii)







Miosótis ou Não-me-esqueças * (Myosotis welwitschii Boiss. & Reut.)
Erva anual ou bienal, sem estolhos, que pode atingir até cerca de 60 cm; com caules erectos densamente revestidos, pelo menos na parte inferior, com pêlos compridos, flexíveis e inseridos perpendicularmente ao caule (patentes); folhas alternas, com morfologia variada, e com revestimento mais ou menos denso de pêlos compridos; flores com corola  tingida de azul pálido e de amarelo ao centro, com guias nectaríferas brancas, agrupadas em inflorescências pouco densas.
Tipos biológicos: terófito; hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Oeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal distribui-se praticamente por todo o território do Continente,
Ecologia/habitat: relvados húmidos; turfeiras; margens de lagoas, fontes e cursos de água, em solos ácidos, a altitudes até 950m.
Floração: decorre ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Março a Agosto.
* As designações vernaculares acima apontadas são comuns às diversas espécies do género Myosotis  que ocorrem no país.
(Local e data do avistamento: Serra da Lousã; 4 - Maio - 2019)

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Radiola linoides





Radiola linoides Roth
Erva anual, glabra, de reduzidas dimensões (2 a 13 cm), com caules filiformes, gráceis, ramificados dicotomicamente; folhas elípticas ou ovadas; flores muito pequenas, com pétalas brancas; fruto sob a forma de cápsula globosa.
Tipo biológico: terófito;
Família: Linaceae;
Distribuição: grande parte da Europa; ilhas do Mediterrâneo; Líbano; Noroeste de África (Marrocos, Argélia e Tunísia); montanhas da África Tropical e Macaronésia. Introduzida e naturalizada no Oeste do Canadá.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer em quase todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Duvidosa a presença nos Açores.
Ecologia: pastos anuais, em solos frequentemente arenosos, húmidos ou temporariamente encharcados, a altitudes até 1400m.
Floração: de Março a Julho.
[Local e data do avistamento: Fernão Ferro (Seixal); 26 - Abril - 2019]
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 2 de novembro de 2019

Lathyrus nudicaulis




Lathyrus nudicaulis (Willk.) Amo *
Erva rizomatosa, perene, escandente, glabra ou, por vezes, parcialmente pubescente, com caules ápteros, ramificados ou não a partir da base  que podem atingir até 160 cm; folhas pecioladas, com 2 a 6 folíolos opostos ou alternos, geralmente terminadas em gavinhas simples ou ramificadas; flores com cálice giboso, geralmente azulado e pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor púrpura, dispostas geralmente em grupos de 3 a 9 em inflorescências pedunculadas, sem brácteas, com pedúnculo mais comprido que a folha axilante. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae).
Distribuição: endemismo ibérico, circunscrito ao Norte, Centro e Oeste da Península Ibérica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo dado como presente no Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Douro Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/ habitat: sítios muito húmidos ou encharcados, em prados, clareiras de matos, margens de lagoas e cursos de água, em solos arenosos, turfosos, argilosos ou calcários, a altitudes até 1400 m.
Floração: de Março a Julho.
Observação: planta incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental  como espécie ameaçada. Categoria de ameaça IUCN : "Vulnerável".
* Sinonímia:  Lathyrus palustris L. var. nudicaulis Willk. (Basónimo).
[Local e data do avistamento: Rio de Couros (Ourém); 1 - Maio - 2019]

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Sumagre (Rhus coriaria)






Sumagre *(Rhus coriaria L.)
Arbusto ou pequena árvore (com 1 a 5 m); caule muito ramificado, erecto, folhoso e densamente piloso; folhas pecioladas, compostas, algo coriáceas, com ráquis alada na parte superior; flores unissexuais, embora por vezes hermafroditas, verde-amareladas ou esverdeadas, agrupadas em inflorescências terminais ou axilares mais densas (inflorescências femininas) ou menos densas (inflorescências masculinas); frutos lenticulares, densamente híspidos, mas não glandulosos.
Tipo biológico: fanerófito;
Família:  Anacardiaceae;
Distribuição: originária da Região Mediterrânica Oriental, Crimeia, Cáucaso e Norte do Irão, introduzida e naturalizada em toda a Região Mediterrânica e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente (Algarve; Alto Alentejo; Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os- Montes), quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: taludes; bermas de estradas e caminhos; divisórias e tapumes de campos cultivados; antigos campos de cultivo e outros terrenos perturbados, a altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Julho.
Usos: outrora usada no curtimento de peles, a planta é ainda actualmente utilizada nas regiões de origem. De facto os frutos são ali usados, em fresco, na confecção de saladas avinagradas e, depois de secos e moídos, como especiaria em pratos de carne ou de peixe. Em medicina popular, as raízes e a casca da planta são usadas na feitura de preparados a que são atribuídos efeitos antidiarreicos e hemostáticos.
*Outros nomes comuns: Sumagre-dos-curtidores; Sumagre-aromático; Sumagreira.
(Local e data: Vila Nova de Foz Côa; 15 - Junho - 2019)

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Bupleurum tenuissimum







Bupleurum tenuissimum L.
Erva anual, com caules erectos e ramificados que podem atingir entre 10 e 70cm; folhas mais ou menos lineares, agudas ou acuminadas; murchas as basais ainda antes da floração; flores de reduzidas dimensões, com pétalas geralmente de cor amarela, agrupadas em umbelas terminais e laterais.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia e Noroeste de África.  
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, encontrando-se aparentemente confinado a algumas regiões próximas do litoral (Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral).
Ecologia/habitat:  margens de cursos de água, lagoas; terrenos de sapal, em substratos margosos, argilosos, mesmo salgados, a altitudes até 800 m.
Floração: de Agosto a Novembro.
(Local e data do avistamento: Moinhos de Maré; Seixal; 23 - Agosto - 2019)
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Cila-de-Outono (Scilla autumnalis)







Cila-de-outono (Scilla autumnalis L.)
Planta herbácea, bolbosa, perene, encontra-se actualmente classificada como pertencendo à família Asparagaceae , depois de ter "abandonado" a família Hyacinthaceae.
É uma planta de reduzidas dimensões, cuja haste floral, a  primeira a surgir, pode variar, em altura, entre 10 a 30 cm embora, por regra, não vá além dos 20cm. As folhas, em número variável (2 a 6) são todas basais.
Distribui-se por grande parte da  Europa, pelo sudoeste asiático e pelo noroeste de África, surgindo em clareiras de matos, em terrenos incultos e em locais rochosos, por vezes, mesmo nas fendas de rochas, sendo, aparentemente, indiferente à composição dos substratos, pois ocorre em solos argilosos, arenosos, calcários, siliciosos e até mesmo xistosos.
É fácil a sua identificação, pois é a última do seu género a florir, podendo a floração decorrer desde Agosto até Novembro.
(Local e data do avistamento: Almada; 25 - Outu bro - 2019)
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Losna (Artemisia argentea)






Losna (Artemisia argentea L'Hér.)
Pequeno arbusto ramificado que pode atingir até cerca de 75cm. de altura; folhas com limbo aproximadamente triangular, lobado, com tomento prateado, com odor intenso, se esmagadas; flores amarelas diminutas formando capítulos também pequenos, orientados para o mesmo lado e agrupados em inflorescências em forma de panículas mais ou menos densas.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira, com ocorrência circunscrita às ilhas da Madeira, Porto Santo e Desertas. Ausente das Ilhas Selvagens.
Ecologia/habitat locais secos e rochosos próximos do litoral nas diversas ilhas onde ocorre e picos e ilhéus de Porto Santo.
Floração: decorre ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade durante os meses de Abril a Agosto.
Nota:  é usada como planta ornamental.
(Local e data do avistamento: Ilha de Porto Santo; 5 - Outubro - 2019)
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