segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Stellaria graminea








Stellaria graminea L.
Erva vivaz, rizomatosa, glabra; caules com 15 a 50 cm, ascendentes, ramificados e com frequência entrelaçados com outras ervas circundantes; folhas sésseis, lineares ou oblongo-lanceoladas, 4 a 15 vezes mais compridas que largas; flores com (5) pétalas brancas, profundamente bipartidas, cujo comprimento excede, em geral, o das sépalas.
FamíliaCaryophyllaceae;
Tipo biológico: hemicriptófito:
Distribuição: espécie nativa da Europa e Ásia. Introduzida na América do Norte.
Em Portugal ocorre como planta autóctone no território do Continente, mas apenas em algumas regiões: Alto Alentejo, Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes. Inexiste, quer no arquipélago da Madeira, quer no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: locais húmidos e sombrios a altitudes até 2000m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e datas: Sabugal (concelho); 15/20 - Junho - 2013]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Rosmaninho-maior (Lavandula pedunculata)










Rosmaninho-maior ou Arçã [Lavandula pedunculata (Mill.) Cav.]
Pequeno arbusto perenifólio, aromático, tomentoso, em geral, muito ramificado, que pode atingir até cerca de 100cm; folhas tomentosas, inteiras, aproximadamente lineares, frequentemente com margens revolutas; flores pequenas (com corola em tons de violeta-escuro com cerca de 5mm de diâmetro) agrupadas em inflorescências espiciformes, compactas, ovoides ou cilíndricas, encimadas por brácteas semelhantes no seu conjunto a penachos de cor violeta ou púrpura, assentando as espigas em longos pedúnculos sempre com mais do dobro do comprimento das inflorescências.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Lamiaceae;
Distribuição: Península Ibérica e Norte de África.
Espécie muito comum em Portugal ocorrendo  em todo o território do Continente. Todavia, é inexistente, quer no arquipélago da Madeira, quer no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: terrenos de matos baixos, pobres; campos agrícolas abandonados, em substratos preferentemente ácidos ou arenosos, a altitudes até 1700 m.
Floração: de Fevereiro a Setembro.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Plantas ornamentais: Abélia (Linnaea × grandiflora)



 




Abélia [Linnaea × grandiflora (Rovelli ex André) Christenh.; sin.: Abelia × grandiflora ( Rovelli ex André ) Rehder]
Arbusto muito ramificado, da família  Caprifoliaceae que pode atingir até cerca de 3 m de altura. Apresenta folhas ovadas, muito brilhantes; flores grandes ( com cerca de 2 cm de diâmetro) e numerosas, agrupadas em cimeiras axilares ou terminais, com corola branca ou rosada, formada por 5 pétalas soldadas, com lóbulos arredondados, tendo o interior, na parte mais larga, coberto por densa pilosidade.
Trata-se de um híbrido resultante do cruzamento de duas espécies do género Linnaea (antes: Abelia), a saber:  Linnaea chinensis (antes: Abelia chinensis) x Linnaea uniflora (antes: Abelia uniflora), híbrido que terá sido criado em Itália no ano de  1886 (fonte).
Como planta ornamental é usada sobretudo na formação de sebes vivas e na cobertura de muros e paredes em parques e  jardins e também  noutros locais,  designadamente em arruamentos urbanos.
A propagação é feita por estacas.
(Fotos obtidas em local público, em Almada; 4 - Maio - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Macela-dourada (Chamaemelum nobile)




 


Macela-dourada *(Chamaemelum nobile (L.) All.
Erva perene, rizomatosa, muito aromática, quando tocada e mais ou menos densamente pilosa; com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até cerca de 30cm; folhas bi ou tripenatissectas, com segmentos de última ordem lineares, quase filiformes; flores agrupadas em capítulos pedunculados, solitários, apresentando, em geral, flores marginais femininas ou estéreis, liguladas, com limbo branco, inteiro ou denticulado (C. nobile (L.) All. var. nobile) ou, mais raramente, sem lígulas [C. nobile (L.) All. var. discoideum (Boiss) P. Silva], sendo as do disco hermafroditas, tubulares, amarelas.
Tipo biológico: hemicriptófito.
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: originária da Europa Ocidental (Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Irlanda) e do Norte de África (Marrocos, Argélia), entretanto introduzida e naturalizada em quase todas as restantes regiões da Europa, bem como na Austrália, Nova Zelândia e Américas (do Norte e do Sul).
Em Portugal ocorre como planta autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago dos Açores e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: prados e pastagens em terrenos húmidos, frequentemente arenosos, à beira de cursos de água ou em terrenos de montanha.
Floração: de Abril a Outubro.
* Outros nomes comuns: Macela; Falsa-camomila; Camomila-de-Paris; Camomila-romana; Macela-flor; Macelão; Mançanilha; Macela-botão; Marcela.
Nota: planta usada em fitoterapia sendo  indicada sobretudo para doenças inflamatórias do tracto digestivo e como facilitadora da digestão.
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Ervilhaca-dos-lameiros (Vicia sepium)







 Ervilhaca-dos-lameiros (Vicia sepium L.)
Erva perene, trepadora, pilosa, com caule lenhoso subterrâneo e caules aéreos, erectos ou ascendentes que podem atingir até 70cm; folhas curtamente pecioladas, com 4 a 7 pares de folíolos, terminando em gavinha ramificada; flores com pétalas de cor violeta ou azul acinzentado.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: presente em grande parte da Europa e da Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada à região transmontana. 
Ecologia/habitat: lameiros, prados húmidos, e orlas de floresta sombrias, a altitudes até 2200m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data do avistamento: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 5 - Junho - 2018]
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Plantas ornamentais: Catalpa (Catalpa bignonioides)





Catalpa * (Catalpa bignonioides Walt.)
Árvore da família Bignoniaceae, é originária da América do Norte, sendo actualmente cultivada e utilizada como planta ornamental em diversos países, incluindo em Portugal, onde é conhecida pelo nome genérico de Catalpa e também pelas designações comuns de Árvore-das-trombetas, Árvore-do-charuto, e Feijão-indiano.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Spergularia rupicola

 (1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7) 

(8)

(9)

(10)

(11)
Spergularia rupicola Lebel ex Le Jol.
Erva perene, com raiz grossa e cepa lenhosa; caules, com 5 a 35cm, glanduloso-pubescentes, enraizantes nos nós;  folhas aproximadamente lineares, carnudas, mucronadas; estípulas triangulares, acuminadas (cfr. 6); pedicelos com cerca de 1 cm, em geral mais compridos que as flores, estas com pétalas rosadas, aproximadamente iguais, em comprimento, às sépalas; estames: 10; fruto constituído por cápsula ovóide, em geral, superior, em tamanho, às sépalas (cfr. foto 4): sementes castanho-escuras, tuberculadas, ápteras (cfr. foto 10). *
Tipo biológico: caméfito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: costa atlântica da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: escarpas, rochedos e terrenos pedregosos junto ao litoral atlântico.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Agosto.

* O hábito desta espécie é muito semelhante ao da congénere Spergularia australis e,  para aumentar a dificuldade de identificação, acontece que o habitat de ambas as espécies é, pelo menos, parcialmente coincidente. Para as distinguir, a Flora Iberica recomenda que se atente sobretudo nas sementes de uma e de outra, pois as da S. australis são negras (e não castanho-escuras), lisas (e não tuberculadas), apresentando frequentemente asas estreitas ou rudimentares.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 20 - Abril - 2017 (foto 11); 14 - Janeiro - 2019 (fotos restantes)]
(Clicando nas imagens, amplia)