terça-feira, 20 de outubro de 2020

Cardo-amarelo (Carlina hispanica)







Cardo-amarelo(Carlina hispanica Lam. **)
Planta herbácea, perene, rizomatosa, espinhosa, com caules erectos, geralmente ramificados, frequentemente a partir da base, podendo atingir até cerca de 85 cm de altura;  folhas sésseis, rígidas, espinhosas, com margem sinuado-dentada; flores amarelas, reunidas em capítulos, apresentando estes brácteas interiores de cor dourada.
Tipo biológicohemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição geral; Península Ibérica e Noroeste de África
Distribuição em Portugal;  é uma planta que se encontra com frequência em grande parte do território do Continente;
Habitat: clareiras de bosques e matagais, terrenos baldios e em pousio, dunas, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1700 m. Indiferente à  natureza dos solos; 
Floração: de Maio a Setembro;
*Outros nomes comuns:  CardolCardo-dos-cachosEspinho-de-cabeça;
** Sinonímia: Carlina corymbosa subsp. hispanica (Lam.) A. Bolòs & Vigo
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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Trevo-istmocarpo (Trifolium isthmocarpum)





Trevo-istmocarpo  (Trifolium isthmocarpum Brot.)
Erva anual, glabra ou glabrescente, com caules prostrados, ascendentes ou erectos, com 8 a 75 cm; folhas trifolioladas, alternas, pecioladas, estipuladas; folíolos glabros, ovados, elípticos ou obovados, quase sésseis, com margem serrilhada; estípulas membranáceas, com ponta assovelada; inflorescências axilares ou aparentemente terminais,  capituliformes ou especiformes, ovóides na floração, cilíndricas ou subglobosas na frutificação, com pedúnculos que podem atingir até 12 cm; flores com cálice glabro,  actinomórfico, cilíndrico, com  tubo com 10 nervuras e segmentos subiguais, triangulares, com margens membranáceas e com corola branca, rosada ou purpúrea, com estandarte livre, com 8 a 12 mm de comprimento, cerca do dobro do do cálice; fruto (vagem) contraído * entre as sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
DistribuiçãoPenínsula Ibérica, Córsega, Itália, Sicília, Noroeste de África, Turquia e Macaronésia.
Em Portugal ocorre, como planta autóctone, no território do Continente (Algarve, Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo,  Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral e Douro Litoral) e como introduzida e naturalizada no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: prados, bermas de caminhos, em locais húmidos, incluindo em solos arenosos com alguma salinidade, a altitudes até 900m.
Floração: de Março a Junho.
* Característica que estará na base da atribuição do qualificativo isthmocarpum pelo descritor da espécie, o botânico português Félix de Avelar Brotero.
(Local e data: Estuário do Sado; 20 - Abril - 2016)
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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Trevo-dos-prados (Trifolium pratense)



Trevo-dos-prados *(Trifolium pratense L.)
Erva perene, glabra ou pilosa (com pêlos aplicados ou patentes), com caules erectos ou ascendentes, com 6 a 110cm; folhas alternas, pecioladas, estipuladas, trifoliadas, com folíolos ovados ou suborbiculares (os das folhas inferiores) elípticos ou obovados (os das folhas superiores); inflorescências capituliformes, ovóides ou globosas, geralmente com invólucro formado pelas estípulas das folhas superiores, por vezes sem invólucro; flores com cálice campanulado e corola purpúrea ou rosada. 
Tipo biológico: Hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Europa; Centro e Oeste da Ásia; Noroeste de África e Macaronésia. Introduzida e naturalizada noutras regiões do globo. 
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território. Presente também arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat:  terrenos relvados, prados e pastagens, em solos húmidos, nitrificados, a altitudes até 2600m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Outubro.
*Outros nomes comuns: Pé-de-lebre; Trevo-comum; Trevo-ribeiro; Trevo-roxo; Trevo-violeta.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Lírio-dos-tintureiros (Reseda luteola)








Lírio-dos-tintureiros * (Reseda luteola L.)
Planta anual ou bienal, com caules erectos, glabros, simples ou ramificados que podem atingir até cerca 100cm de altura; folhas inteiras, com margem geralmente ondulada; inflorescência em cacho especiforme, densa; flores hermafroditas, tetrâmeras, com 4 sépalas persistentes e 4 pétalas amarelas ou branco-amareladas; fruto (cápsula) subgloboso, glabro ou papiloso, com sulcos profundos; sementes ovóides, lisas, escuras, brilhantes.
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África, Oeste da Ásia e Macaronésia. Introduzida e naturalizada na América.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como planta introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal, presente em campos cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, entulheiras, preferentemente em solos arenosos, a altitudes até 1700m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, com maior intensidade de Fevereiro a Setembro.
Observação: planta outrora cultivada para obtenção de um corante amarelo usado em tinturaria.
* Outros nomes comuns: Erva-dos-ensalmos; Gauda.

domingo, 27 de setembro de 2020

Albaida (Hymenocarpos lotoides)





 Albaida ou Patinha-de-osga [Hymenocarpos lotoides (L.) Vis.]

Erva anual, hirsuta, com caules (12 a 40 cm) erectos ou ascendentes, ramificados a partir da base ou na metade superior, por vezes, simples; folhas basais aparentemente inteiras; as médias irregularmente penatifendidas ou penatissectas; as superiores com 5 a 7 folíolos inteiros, elípticos ou oblanceolados; flores (com corola amarelo-alaranjada, maior que o cálice) agrupadas (3 a 11) em glomérulos com pedúnculos com comprimento (até 6 cm) superior ao das folhas correspondentes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Península Ibérica e Norte de África (Marrocos)
Em Portugal distribui-se ao longo de quase todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens algo ruderalizadas, campos agrícolas abandonados ou em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, preferentemente em solos siliciosos ou areno-pedregosos, a altitudes até 1300m.
Floração: de Março a Julho.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Trevo-aglomerado (Trifolium glomeratum)







Trevo-aglomerado (Trifolium glomeratum L.)
Erva anual, glabra ou glabrescente, com caules prostados, ascendentes ou erectos, em geral glabros, com entrenós bem distanciados entre si, podendo atingir até 40 cm de comprimento; folhas alternas, trifoliadas, com folíolos obovados ou obcordados, serrilhados; inflorescências axilares, capituliformes, globosas na frutificação. com ligeiro invólucro formado pelas estípulas das folhas, compostas por numerosas flores com corola rosada, glabra, maior que o cálice.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; África (Norte e Sul); e Macaronésia (arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias). Introduzida nas Américas (do Sul e do Norte) na Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal além de presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ocorre também ao longo de todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: prados e pastagens, bermas de estradas e caminhos, outros terrenos incultos, em solos pobres, preferentemente arenosos e siliciosos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Faia-da-terra (Myrica faya)

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Faia-da-terra; Samouco (Myrica faya Aiton)
Arbusto ou pequena árvore de copa ovóide e folha persistente, que pode atingir até 8 (eventualmente, 10) m. de altura. Planta geralmente dióica apresentando, quer as plantas masculinas, quer as femininas, algumas flores do sexo oposto. Flores agrupadas em amentilhos, as masculinas amarelo-esverdeadas; as femininas rosadas. Frutos comestíveis, algo carnudos, de vermelhos a pretos na maturação. 
Tipo biológico: fanerófito;
FamíliaMyricaceae:
Distribuição: Região Macaronésia (arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias).  Ocorre também no litoral do Centro e Sul de Portugal Continental, com estatuto duvidoso. Com efeito, as populações do litoral do continente português são consideradas por alguns autores como espontâneas, enquanto outros as têm na conta de subespontâneas.
Ecologia/habitat: terrenos siliciosos, frequentemente arenosos, na orla ou sob coberto de pinhais.
Floração: de Março a Junho
[Local e data do avistamento: Mata Nacional do Urso (concelho de Pombal); 30 - Junho - 2020  (fotos 1 a 5); Ilha de S. Jorge (Açores); 23 - Julho - 2017 (fotos restantes)]
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sábado, 15 de agosto de 2020

Trevo-da-ligúria (Trifolium ligusticum)

 



Trevo-da-ligúria (Trifolium ligusticum Balb. ex Loisel.)
Erva anual com caules com 9 a 60 cm, erectos, ascendentes ou difusos, com pêlos patentes, pelo menos na parte superior; folhas alternas, trifoliadas, com folíolos obovados, inteiros ou denticulados na parte apical, obtusos ou emarginados no ápice; glabros ou vilosos na página superior e vilosos na página inferior; inflorescências especiformes, ovóides ou cónicas, com invólucro formado pelas estípulas das folhas superiores, inflorescências que, por vezes, se apresentam geminadas, sendo uma axilar longamente pedunculada e outra  subterminal curtamente pedunculada; flores sésseis com cálice  campanulado, viloso, com dentes setáceos, ciliados; corola menor que o cálice, rosada, glabra.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa; Sudoeste da Ásia; Noroeste de África e Macaronésia (Madeira e Canárias)
Enquanto espécie autóctone, está presente em Portugal, não apenas no arquipélago da Madeira, mas também, ainda que de forma descontínua, em todo o território do Continente. Como espécie introduzida ocorre também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: pastagens e outros relvados, terrenos incultos, em locais húmidos, ainda que só temporiariamente, em solos preferentemente siliciosos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e datas: Sertã (concelho) 27/30 . Maio . 2020]
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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Loto-de-flor-miúda (Lotus parviflorus)




Loto-de-flor-miúda (Lotus parviflorus Desf.)
Erva anual, com caules erectos ou ascendentes (que podem atingir até cerca de 30 cm), cobertos com indumento denso formado por pêlos compridos, patentes e por pêlos curtos, antrorsos e mais ou menos aplicados; folhas, com vilosidade esparsa, formadas por 5 folíolos (os inferiores, ovados, com base assimétrica; os superiores, obovados ou elípticos); inflorescências axilares com 3 a 9 flores agrupadas em glomérulos protegidos por uma bráctea com 1 ou 3 folíolos, dispostos, os glomérulos e as brácteas,  no ápice de um pedúnculo com 1 a 3 cm, o qual, na frutificação se apresenta claramente recurvado; flores com cálice hirsuto e corola amarela, esta mais comprida que o cálice; fruto ligeiramente mais curto ou algo mais comprido que o cálice.
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa, Próximo Oriente, Noroeste de África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes)  e no arquipélago da Madeira e, como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, terrenos incultos, margens de estradas e caminhos, em solos pobres, com alguma humidade, frequentemente temporária, a altitudes até 850 m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data do avistamento: Serra de Alvelos ; 27 .  Maio . 2020)
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