segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Azulzinha (Thunbergia grandiflora)

Número 5 da série sobre a flora do Sri Lanka


Azulzinha ou Tumbérgia-azul (Thunbergia grandiflora Roxb.)
Planta trepadeira, perene, da família Acanthaceae, originária da Índia e de outros países do sul da Ásia, mas introduzida e naturalizada em várias regiões do globo. Planta de crescimento rápido, é utilizada sobretudo para ornamentar pérgolas e para revestir muros e paredes.
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sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Não-me-toques (Mimosa pudica)

Número 4 da série sobre a flora do Sri Lanka:

Não-me-toques *(Mimosa pudica L.)
Pequeno arbusto (10 a 40 cm) da família Fabaceae, originário das regiões tropicais da América do Sul e da América Central,  amplamente distribuído e naturalizado nas regiões tropicais de todo o globo. 
No Sri Lanka é uma espécie bastante comum, encontrando-se com frequência na berma de estradas e caminhos, em locais mais ou menos sombrios, sob a cobertura de árvores e/ou arbustos de maior porte. 
Tem a particularidade de reagir a qualquer impacto (toque, rajada de vento, chuva) dobrando os folíolos e folhas, reacção que é vista como a forma de a planta se defender do mau tempo e de predadores. A esta característica se fica a dever, ao que tudo indica, a atribuição, quer dos vários nomes comuns por que é conhecida, quer do epíteto específico pudica.
*Outros nomes comuns: Envergonhada,  Sensitiva; Dormideira; Dorme-dorme.

Passiflora foetida

Número 3 da série sobre a flora do Sri Lanka:




 (Passiflora foetida L.)
Erva escandente, anual, da família Passifloraceae, originária das Américas (Sul, Central e Norte), entretanto naturalizada nas regiões tropicais de África, Ásia e em ilhas do Pacífico, onde é considerada, por vezes, como planta daninha ou mesmo invasora.
Como nota interessante refira-se que as brácteas filiformes desta planta têm não só a capacidade de capturar insectos, como dispõem de glândulas que produzem uma secreção com enzimas próprias das plantas carnívoras, Há, por isso, quem sustente que a planta é capaz de digerir e assimilar os nutrientes provenientes das suas presas, podendo, em consequência, enfileirar entre as plantas carnívoras. Faltam, no entanto, as provas, pelo que mesmo os mais entusiastas de tal hipótese limitam-se, por ora, a considerá-la como planta protocarnívora.

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Caesalpinia pulcherrima

2º apontamento sobre a flora do Sri Lanka:



Caesalpinia pulcherrima (L.) Sw.
Arbusto ou pequena árvore (3-4 m) da família Fabaceae, originária da América Central e Antilhas, mas com ampla distribuição mundial (zona equatorial, zonas tropicais e subtropicais) e largamente cultivada como planta ornamental, utilizada quer em locais públicos, quer em jardins particulares.
No Brasil, onde é muito utilizada, é conhecida por grande número de designações, tais como: Flamboianzinho; Ave-vermelha-do-paraíso; Baio-de-estudante; Barba-de-barata; Chagas-de-jesus; Chagueira; Flamboiam-de-jardim; Flor-de-pavão; Flor-do-paraíso; Orgulho-de-barbados; Poinciana-anã.
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quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Jatropha podagrica

A primeira de uma curta série de "postagens" com fotografias de plantas captadas noutras paragens. No caso, durante uma recente visita ao Sri Lanka.


Jatropha podagrica Hook.
Planta da família Euphorbiaceae, originária da América Central, mas largamente cultivada noutras regiões do globo como planta ornamental.
No Brasil é conhecida pelas designações comuns de Jatrofa; Batata-do-inferno; pinhão-bravo. Em inglês é designada por Buddha belly plantbottleplant shrubgout plant, purging-nutGuatemalan rhubarb; e goutystalk nettlespurge.

Cizirão-dos-Açores (Lathyrus tingitanus)






Cizirão-dos-Açores * (Lathyrus tingitanus L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito),  trepadora, glabra, da família Fabaceae, por vezes algo lenhosa na base, com caule ramificado,  alado, que pode atingir até 180cm; folhas pecioladas com dois folíolos, terminadas em gavinhas muito ramificadas; e flores com pétalas de cor purpúrea,  com estandarte mais ou menos ovado.
Distribuição: Península Ibérica; sul de França; Sardenha; noroeste de África; e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) .
No concernente a Portugal, além da já referida ocorrência nos arquipélagos dos Açores e da Madeira há que referir também a sua presença no território do Continente, designadamente, no Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral e, dubitativamente, no Douro Litoral.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e bosques, taludes e bermas de estradas e caminhos, margens de rios e pântanos; em zonas húmidas, a altitudes que podem ir desde os 250m até aos 850m.
Floração: de Março a Junho
É cultivada como planta forrageira.
(*Outros nomes comuns: Chicharão-dos-Açores; Chícharo-dos-Açores; Chícharo-marroquino; Chicharão)
[Local e data: Arraiolos (concelho); 3 - Maio - 2014]

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Falsa-verónica (Kickxia spuria subsp. integrifolia )

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Falsa-verónica * [Kickxia spuria (L.) Dumort. subsp. integrifolia (Brot.) R.Fern. **]
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Plantaginaceae, com denso revestimento de pêlos tectores compridos e macios e glandulares curtos, que apresenta caules ramificados desde a base, decumbentes ou prostrados, não radicantes nos nós, que podem atingir até 60cm; folhas inteiras, ovadas, suborbiculares ou ovado-lanceoladas; flores com corola (10 a 16 mm) tubular, bilabiada, com o lábio inferior de cor amarela intensa.
Distribuição: Região Mediterrânica; sul e oeste da Europa, sudoeste da Ásia; arquipélagos dos Açores e das Canárias. Em Portugal, além da presença nos Açores, há indicações da sua ocorrência no Algarve, Alto Alentejo, Beira Litoral e Estremadura.
Ecologia/habitat: Terrenos cultivados e incultos, bermas de estradas e caminhos, em solos pedregosos, argilosos ou, preferentemente, calcários, a altitudes até 1200m.
Floração: de Junho a Outubro.
*Outros nomes comuns: Linária-bastarda, Falsa-verónica-da-Alemanha;
** Sinonímia: Antirrhinum spurium var. integrifolium Brot. (Basónimo)
[Locais e datas: Almada; 1 - Julho - 2014 (fotos 1 a 4); Alcanena (concelho); 25 Maio - 2014]
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quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

Magydaris panacifolia









Magydaris panacifolia (Vahl) Lange
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apiaceae (Umbeliferae) com caules (60 a 200cm) erectos,  ramificados na parte superior, estriados, revestidos de pêlos finos; folhas indivisas, ou, mais geralmente, penatissectas com segmentos ovados apresentando margens crenado-dentadas; flores com pétalas brancas, vilosas, agrupadas em inflorescência em umbélulas de umbelas com 10 a 22 raios. 
Distribuição:  Centro e Sudoeste da Região Mediterrânica. Em Portugal, segundo a Flora Iberica, a ocorrência desta espécie estaria limitada ao Baixo Alentejo, Beira Alta e Trás-os-Montes. Os registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on) apontam, no entanto, para uma distribuição mais ampla, pois atestam que está também presente no Alto Alentejo e na Estremadura, pelo menos.
Ecologia/habitat: terrenos baldios e incultos, valetas, bermas de estradas e caminhos, em locais secos, a altitudes até 1100m.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e datas: Almeida; 27 - Maio/ 18 - Junho - 2014)

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Pterocephalidium diandrum

 
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Pterocephalidium diandrum (Lag.) G.López 
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Dipsacaceae, com caule erecto que pode elevar-se até 70 cm, ramificado na parte superior; folhas penatissectas, com segmentos lineares ou filiformes; flores com corola diminuta de cor rosa violeta, reunidas em capítulos com 6 a 14 mm de diâmetro que surgem no termo de pedúnculos compridos (até 20cm).
Trata-se de uma planta muito discreta que, quando isolada, pode passar facilmente despercebida, mas, uma vez avistada, torna-se facilmente reconhecível porque as flores e frutos apresentam um apêndice curvo, "claramente excerto da inflorescência" (fonte) que permite facilmente distingui-la de outras espécies da mesma família.
Distribuição: é mais um endemismo ibérico. Do lado de cá da fronteira com Espanha encontra-se no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: pastagens e clareiras de matos em solos secos e pobres em bases, a altitudes até 1300m.
Floração: de Maio a Agosto.
(Locais e datas:  Serra de Malcata; 28 - Junho - 2013 (fotos 6 e 7); Serra de Alvelos; 9 - Julho - 2014)

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Ranunculus flammula

 
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Ranunculus flammula L.
Erva vivaz (tipo biológico: helófito) da família Ranunculaceae, com caules (15 a 50cm), por vezes, erectos, outras vezes ascendentes ou mesmo prostrados e, neste caso, eventualmente radicantes (v. foto 5); com folhas inteiras ou dentadas, em geral, lanceoladas ou linear-lanceoladas; flores longamente pedunculadas, com pétalas amarelas com pelo menos o dobro do tamanho das sépalas.
Planta subcosmopolita, presente na maior parte das regiões do globo, quer como planta autóctone, quer como espécie introduzida (caso da Austrália e Nova Zelândia). 
Em Portugal está presente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer em grande parte do território do Continente, sendo, porém, certo que o seu aparecimento é bem mais frequente nas regiões a norte do Tejo do que nas regiões situadas a sul deste rio .
Ecologia/habitat: turfeiras, lameiros e charcos, designadamente nas margens de cursos de água.
Floração: de Março a Dezembro.
(Locais e datas: margens do rio Côa em Vale de Espinho e Quadrazais; 14/19 - Junho - 2014) 

sábado, 30 de Agosto de 2014

Cardo-cardador (Dipsacus fullonum)







Cardo-cardador, ou Cardo-penteador (Dipsacus fullonum L.)
Erva bienal (tipo biológico: hemicriptófito) da família Dipsacaceae, morfologicamente muito semelhante ao seu congénere Dipsacus comosus, com caules erectos, aculeados, que podem elevar-se até 3m. de altura, dele se distinguindo, no entanto, pela forma das folhas que no D. fullonum se apresentam com o limbo inteiro, com margens dentadas ou crenadas, ao passo que no D. comosus, o limbo das folhas é mais ou menos profundamente recortado, sendo as folhas consideradas, consoante o caso, penatissectas ou penatipartidas.
As duas espécies diferem também no que respeita à área de distribuição, quer em geral, quer em território português. Com efeito, enquanto  D. comosus tem a sua área de distribuição limitada aos dois países ibéricos (é, pois, mais um endemismo peninsular ibérico) D. fullonum tem uma distribuição bem mais alargada, estando presente no Centro, Sul e Oeste da Europa, Norte de África, Sudoeste da Ásia e Macaronésia. 
No que respeita à distribuição das duas espécies em território português, inverte-se a situação, pois o  D. comosus é a espécie com  distribuição mais ampla, abrangendo o Centro e o Sul do território do Continente, ao passo que o D. fullonum ocorre apenas a norte do Tejo, com a maioria dos registos da sua presença a concentrar-se no norte do país. 
Voltam as duas espécies a convergir no que respeita ao habitat: "solos húmidos ou temporariamente encharcados, frequentemente nitrificados" (in Flora Iberica).
Floração: de Junho a Agosto.
(Local e data: Almeida; 18 - Junho - 2014)