sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Lathyrus linifolius








Lathyrus linifolius (Reichard) Bässler*
Erva vivaz, rizomatosa (tipo biológico: hemicriptófito), glabraescandente, com caules geralmente ascendentes, com 15 a 60cm; folhas pecioladas, com 1 a 3 pares de folíolos, sem gavinhas; flores com pétalas de cor entre o roxo e o púrpura, agrupadas (2 a 6) em inflorescências pedunculadas.
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Norte de África (Argélia). Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao norte e centro do território do Continente, havendo apenas registos da sua presença na Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: Lameiros; prados de montanha; sob coberto de bosques e, em geral, em lugares húmidos e sombrios, a altitudes até 1800m. Indiferente à natureza do solo.
Floração: de Março a Agosto
*Sinonímia: Orobus linifolius Reichard (Basónimo); Orobus tuberosus L.;  Lathyrus montanus Bernh.
(Local e data: Fóios - Sabugal (Serra de Malcata); 12 - Junho - 2014)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Cocleária-menor (Jonopsidium acaule)












Cocleária-menor [Jonopsidium acaule (Desf.) Rchb.*] 
Erva anual (tipo biológico: terófito) com 1,5 a 6 cm de altura.
Família: Brassicaceae;
Distribuição: Planta endémica de Portugal Continental, distribuindo-se ao longo da costa atlântica, desde o Algarve até à Estremadura.
Ecologia/ Habitat: Terrenos arenosos, mais ou menos húmidos, próximos do litoral, em clareiras de matos, por vezes, na berma de caminhos, desde o nível do mar até 100m de altitude.
Floração: de Janeiro a Abril. 
É planta protegida pela Directiva Habitats e considerada como espécie prioritária (AnexoII)
*Sinonímia: Cochlearia acaulis Desf. (Basónimo)
(Local e data: Abano - Cascais; 27 -Janeiro - 2015)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Escovinhas (Lamarckia aurea)


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Escovinhas [Lamarckia aurea *(L.) Moench**] 
Erva anual (tipo biológico: terófito) cujas hastes (erectas) se podem elevar até 50cm.
Família: Poaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Canárias e Madeira), mas introduzida, cultivada e naturalizada em várias regiões do globo.
Em Portugal, além da já referida presença no arquipélago da Madeira, ocorre também, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: Terrenos de pastagem, taludes, bermas de estradas e caminhos, em sítios secos, por vezes, pedregosos.  
Floração: de Fevereiro a Junho. 
*O género Lamarckia é monotípico, isto é, tem apenas uma espécie. Precisamente a L. aurea
** Sinonímia: Cynosurus aureus L. (Basónimo)
[Locais e datas: Ponta da Areia - Vila Real de S.to António; 26 - Março - 2014 (fotos 1 e 2); Alfeirão - Arronches; 22- maio - 2013 (foto 3)]
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Alho-porro-bravo (Allium ampeloprasum)

 





Alho-porro-bravo *(Allium ampeloprasum L.)
Erva perene, bulbosa (tipo biológico: geófito) com bolbo ovóide ou globoso, com 1 a 30 bolbilhos; caule circular maciço que pode atingir mais de 1 m de altura; folhas dispostas na metade inferior do caule, glabras, sésseis, com uma bainha membranosa envolvendo o caule; flores, em geral, numerosas, ovóides, por vezes substituídas por bolbilhos, agrupadas em inflorescências esféricas ou semi-esféricas, densas.  
Distribuição: Sul da Europa (desde a Península Ibérica até aos Balcãs); Norte de África (desde Marrocos até ao Egipto); Oeste da Ásia (Turquia, Cáucaso e Iraque). Como espécie introduzida encontra-se na Austrália e América do Sul e do Norte.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo e Trás-os-Montes e, como planta introduzida, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: Clareiras de bosques e de matagais, prados, locais rochosos, dunas, campos cultivados e baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Julho.
Nota: É comestível. O designado Alho-francês ou Alho-porro  (A. ampeloprasum var. porrum) não passa, ao que parece, duma variedade cultivada do A. ampeloprasum.
*Outros nomes comuns: Alho-de-verão, Alho-Porro; Alho-bravoAlho-francês; Chalotas.
[Locais e datas: Serra da Arrábida; 5 - Maio - 2012 (fotos 1 e 2); Arriba Fóssil - Capuchos - Almada; 8 - Junho - 2011 (fotos restantes)] 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Senecio gallicus

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Senecio gallicus Vill.
Erva anual (tipo biológico: terófito) glabrescente, com caule erecto, ramificado, que pode elevar-se até cerca de 50cm, embora com frequência não atinja tal dimensão; folhas algo grossas, penatipartidas; e capítulos com flores exteriores com lígulas amarelas.
Distribuição: É considerada nativa do Sudoeste da Europa (Itália, França  e Península Ibérica) e do Noroeste de África ( Marrocos), mas introduzida e naturalizada noutros países como a Bélgica e a Suécia e noutras regiões, como o Próximo Oriente. Em Portugal distribui-se, embora de forma descontínua, desde o Norte até ao Sul do território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat; Solos arenosos, ácidos, com maior frequência em dunas litorais, mas também em em terrenos agrícolas, incultos, abandonados ou em pousio, a altitudes até 1400m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
[Locais e datas: Praia da Adraga - Sintra; 19 - Março - 2014 (fotos 1 e 3); Praia do Castelo - Costa da Caparica; 13 - Fevereiro - 2013 (Fotos  restantes)]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Centaurea sphaerocephala subsp. lusitanica

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Centaurea sphaerocephala L. subsp. lusitanica (Boiss. & Reut.) Nyman 

Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae.
Apresenta algumas características que a diferenciam não só das suas congéneres mas também de outras subespécies da mesma espécie. Apresenta, designadamente, "folhas caulinares claramente decurrentes, isto é, prolongando-se pelo caule abaixo do ponto de inserção" e "grande parte dos apêndices das brácteas com 5 espinhos" (fonte).
Distribuição: Trata-se de um endemismo português, concentrando-se as suas populações, ao que parece, na Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: Pousios, orlas de campos cultivados e incultos; clareiras de matos e bermas de estradas e caminhos, sobre substrato calcário.
Floração: de Abril a Setembro.

(Locais e datas: Terras da Costa - Costa da Caparica; 8- Maio - 2014 (fotos 1, 2 e 6)  Serra de Montejunto; 13 - Maio - 2014 (fotos 3, 4 e 5)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Nonea vesicaria







Nonea vesicaria (L.) Rchb.

Erva anual ou bienal (tipo biológico: terófito ou hemicriptófito), com caules erectos ou ascendentes que podem elevar-se até cerca de 40cm.
Segundo o portal Flora.on, é passível de ser confundida com a Anchusa undulata subsp. granatensis. O mesmo portal dá a chave para resolver as dúvidas: a inflorescência da Nonea vesicaria tem pêlos glandulares que a referida Anchusa não tem.
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, Baleares, Sicília, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos). Em Portugal, a sua distribuição está limitada ao sul do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo e Estremadura). Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: Pastagens, campos agrícolas incultos e em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1000m. Nitrófila. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: estrada de Tunes a Paderne;  Algarve; 21 - Março - 2013)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ervilhaca-brava-miúda (Vicia disperma)

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Ervilhaca-brava-miúda (Vicia disperma DC,)
Erva anual (tipo-biológico: terófito), trepadora, glabra ou pubescente; com caules que podem atingir cerca de 100cm; folhas penatissectas, com 4 a 10 pares de folíolos, terminando numa gavinha simples ou ramificada; flores lilás ou azuladas agrupadas (até 7 ) em inflorescências pedunculadas, axilares, com pedúnculo igual ou mais curto do que a folha axilante; frutos com 1 ou, no máximo, 2 sementes.
Família. Fabaceae;
Distribuição: Península Ibérica; Sul de França; Sul e Oeste de Itália; ilhas do Mediterrâneo Ocidental, Noroeste de África; e Macaronésia (Madeira, Açores e Canárias). 
Em Portugal está presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira e praticamente em todo o território do Continente.
Ecologia/Habitat: pastagens e relvados, em solos siliciosos, a altitudes até 1250m.
Floração: de Março a Julho.
[Locais e datas: Serra de S. Mamede; 2 - Maio - 2014 (fotos 1, 2, 3 e 4); Serra de Alvelos; 28 - Abril - 2014 (fotos 5 e 6)]
(Clicando nas imagens, amplia)