segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Losna (Artemisia argentea)







Losna (Artemisia argentea L'Hér.)
Pequeno arbusto, ramificado que pode atingir até cerca de 75cm. de altura; folhas com limbo aproximadamente triangular, lobado, com tomento prateado, com odor intenso, se esmagadas; flores amarelas diminutas formando capítulos também pequenos, orientados para o mesmo lado e agrupados em inflorescências em forma de panículas mais ou menos densas.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira, com ocorrência circunscrita às ilhas da Madeira, Porto Santo e Desertas. Ausente das Ilhas Selvagens.
Ecologia/habitat locais secos e rochosos próximos do litoral nas diversas ilhas onde ocorre e picos e ilhéus de Porto Santo.
Floração: decorre ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade durante os meses de Abril a Agosto.
Nota:  é usada como planta ornamental.
(Local e data do avistamento: Ilha de Porto Santo; 5 - Outubro - 2019)
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 19 de outubro de 2019

Erva-de-São-João (Glechoma hederacea)








Erva-de-São-João *(Glechoma hederacea L.)
Erva perene, rasteira, com caules, enraizantes nos nós, que podem atingir até cerca de 90cm; folhas com pilosidade variável, não uniformes (ovadas ou triangular-ovadas; cordiformes ou reniformes; com margens crenadas ou dentadas); flores pediceladas, com corola de cor azulada ou violeta, agrupadas em verticilos dispostos ao longo de vários nós. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Lamiaceae (Labiatae);
Distribuição: quase toda a Europa e grande parte da Ásia; introduzida e naturalizada na América do Norte.
Em Portugal ocorre como planta nativa no território do Continente, aparentemente confinada às regiões a norte do Tejo, estando também presente, enquanto espécie introduzida, no arquipélago dos Açores. Ausente do arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos e sombrios, frequentemente na orla ou sob coberto de bosques caducifólios, a altitudes até 1200m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho
* Outros nomes comuns: Hera-terrestre; Malvela; Sanguina.
[Local e data; Serra de Montesinho (Trás-os-Montes); 19 - Junho - 2019]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Trifolium medium subsp. medium






Trifolium medium L. subsp. medium
Erva perene, rizomatosa, pubescente, com caules erectos ou ascendentes, glabros ou glabrescentes, mas com pêlos aplicados ou patentes na parte superior; folhas trifoliadas; flores com corola rosada ou purpúrea, agrupadas em inflorescências capituliformes, solitárias, aparentemente terminais, sem invólucro e sem bractéolas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: grande parte da Europa; Sudoeste da Ásia. Introduzida em várias outras regiões.
Em Portugal dá-se como presente na Estremadura, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: pastagens na orla de bosques de montanha, a altitudes desde 880 a 1600m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data da observação: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019]

domingo, 22 de setembro de 2019

Ranunculus ololeucos var. pubescens





Ranunculus ololeucos J. Lloyd var. pubescens C. D. K. Cook
Planta anual, ou vivaz, aquática, alongando-se distendida, quando na água, prostrada quando em terra; folhas laminares, reniformes ou suborbiculares, com 3 (5) lóbulos profundos, ou seja, "divididas quase até à base"; as não laminares formadas por segmentos muito finos, flácidos quando submersos, rígidos quando em contacto com o ar; flores com pétalas ovadas, não contíguas, com pelo menos o dobro do comprimento das sépalas.
Tipo biológico: hidrófito; terófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: segundo a Flora Iberica, ocorrem na Península duas variedades: a nominal que se caracteriza por ser geralmente glabra e que se distribui pela Europa Atlântica, desde a Holanda até Portugal e a variedade pubescens (supostamente a retratada nas imagens) parcialmente revestida com pêlos castanho-avermelhados, com ocorrência limitada ao Noroeste da Península Ibérica (Galiza e província de Zamora, em Espanha; Serra da Estrela, em Portugal).
Ecologia/habitat: "Espécie de águas paradas (turfeiras, lagos, charcos, lagoas), frias, pouco profundas, oligotróficas e de pH neutro a ácido" (fonte) a altitudes até cerca de 2000m.
Floração: de Março a Agosto.
(Local e data do avistamento: Serra da Estrela; 12 - Julho - 2019)
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Eryngium galioides

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7)

(8)

(9)
Eryngium galioides Lam.
Erva, por via de regra, anual, com 2 a 30 cm; espinhosa na inflorescência, caules quase simples (cfr. foto 2) ou muito ramificados (cfr. fotos 7, 8 e 9); folhas basais escassas, não formando roseta e logo secas com a floração; as caulinares inexistentes ou raras; flores hermafroditas, sésseis, agrupadas, em inflorescências capituliformes protegidas por invólucro com 4 ou 5 brácteas rígidas, picantes,  geralmente azuladas com comprimento 2 a 5 vezes superior ao do capítulo; pétalas uniformes, encurvadas; sépalas azuladas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada à metade ocidental da Península Ibérica.
Em Portugal é rara. Está incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental sendo ali considerada como espécie ameaçada.  Categoria de ameaça IUCN : "Vulnerável".
Ecologia /habitat: locais sujeitos a encharcamento temporário a altitudes até 900m.
Floração: de Junho a Setembro.
[Local e data do avistamento: Poço Velho - Nave de Haver (Almeida); 31 - Agosto - 2019]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

domingo, 15 de setembro de 2019

Morganheira (Euphorbia lathyris)







MorganheiraEuphorbia lathyris L.
Erva bienal, raramente anual, glabra, glauca, com caules erectos, simples ou ramificados, fistulosos,  que pode atingir até 150cm de altura; folhas inteiras, opostas, entrecruzadas aos pares; as inferiores sésseis, aproximadamente lineares; as superiores lanceoladas, amplexicaules; pleiocásio com 2 a 4 raios, bifurcado uma ou mais vezes; ciátio  com nectários amarelados com 2 apêndices grossos; frutos sub-globosos, profundamente sulcados.
Tipo biológicohemicriptófito;
FamíliaEuphorbiaceae.
Distribuição: planta de origem incerta, mas provavelmente nativa da China e da Ásia Central, é actualmente considerada como planta cosmopolita, porque presente e naturalizada em quase todo o mundo.
Em Portugal está presente no território do Continente e no arquipélago dos Açores, mas ausente do arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos cultivado; areais costeiros; bermas de estradas e caminhos; entulheiras e outros locais perturbados, a altitudes até 850m.
Floração: de Abril a Outubro.
Nota complementar: é-lhe atribuída a "virtude" de afugentar toupeiras e ratos, razão pela qual é plantada em hortas e jardins com essa finalidade.
 * Outros nomes comuns: Catapúcia-menor; Tártago.
[Local e datas dos avistamentos: Rapoula do Côa (Sabugal); 26/28 - Agosto - 2019]

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Pilosella castellana












Pilosella castellana (Boiss. & Reut.) F.W.Schultz & Sch.Bip. *
Erva perene, com estolhos folhosos, mais ou menos abundantes, que surgem a partir da roseta central; folhas lineares ou linear-lanceoladas, quer as da roseta, quer, ainda que algo menores, as dos estolhos, umas e outras subcoriáceas, acinzentadas ou esbranquiçadas, apresentando pêlos abundantes em ambas as páginas. 
Em geral, nas espécies do género Pilosella, os escapos, ou hastes florais, surgem a partir da roseta foliar central. Ao invés, na P. castellana, elevam-se a partir do extremo dos estolhos, característica que permite distingui-la das suas congéneres, apesar de o seu hábito ser, no geral, muito semelhante.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae; (Compositae)
Distribuição:  Península Ibérica e Noroeste de África (Magrebe).
Em Portugal tem presença certa, pelo menos, na Beira Alta e em Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados e pastagens e outros relvados, em terrenos siliciosos, secos e pouco profundos, a altitudes desde 700 a 2100 m.
Floração: de Junho a Setembro.
*SinonímiaHieracium castellanum Boiss. & Reut (Basónimo)

[Local e datas dos avistamentos: Serra da Estrela; 11 - Julho - 2019 (as 3 primeiras fotos);  25 - Agosto - 2019 (fotos restantes)]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

(Serra da Estrela em Agosto de 2019, na zona de transição entre o Cântaro Magro e o Cântaro Raso)