domingo, 17 de junho de 2018

Reseda barrelieri var. barrelieri








 Reseda barrelieri Bertol. ex Müller Arg. var. barrelieri
Planta bienal ou perene, unicaule, com caule erecto, glabro, com 30 a 120cm, ramificado em geral apenas na parte superior; folhas penatissectas com segmentos geralmente inteiros, quer as basais  (dispostas em roseta) quer as médias e superiores, progressivamente menores no sentido ascendente; flores com pétalas esbranquiçadas com limbo inteiro ou trilobado, agrupadas em inflorescências densas e, em geral,  extensas; frutos (cápsulas) glabros, tetrágonos, com 4 dentes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência em Portugal limitada ao concelho de Vimioso em Trás-os-Montes. Acrescente-se que, no presente, tanto quanto se sabe, apenas é conhecido um núcleo com escasso número de indivíduos. Não será, por isso, exagerado admitir que se trata de uma espécie em perigo de extinção em território português.
Ecologia/habitat: pousios; bermas de  estradas e caminhos;  terrenos resultantes de enxurradas ou derrocadas, em solos pedregosos ou revolvidos de natureza calcária, margosa ou dolomítica, a altitudes desde 500 a 2000m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data: Trás-os-Montes; 15 - Junho - 2017)

sábado, 16 de junho de 2018

Spergularia heldreichii












Spergularia heldreichii Foucaud *
Erva anual, com raiz vertical e delgada; caules gráceis, em geral ascendentes com com 5 a 35 cm; folhas lineares, suculentas, aristadas ou mucronadas; estípulas com ponta curta, frequentemente bífida; inflorescências glanduloso-pubescentes com brácteas curtas e estípulas bem visíveis; pedicelos, por vezes, capilares; flores com pétalas de cor rosa ou lilás, cor que se apresenta algo esbatida na base, mais curtas ou de tamanho igual ao das sépalas, raramente maiores; sépalas geralmente agudas, glanduloso-pubescentes, por vezes, glabras; estames, por norma, 6 a 8, eventualmente, 2 a 10;  cápsula geralmente mais curta do que as sépalas; sementes negro-metálicas, ápteras, brilhantes.
Tipo biológico: terófito.
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica.  Em Portugal ocorre somente no território do Continente e, segundo a Flora Iberica, apenas no Algarve e na Estremadura.
Ecologia/habitat: clareiras de sapal alto e outros terrenos com algum grau de salinidade no litoral ou no interior, a altitudes até 800m.
Floração: de Abril a Junho.
* O qualificativo específico "heldreichii "constitui uma homenagem prestada ao botânico alemão Theodor Heinrich von Heldreich, pelo descritor, o botânico francês Julien Foucaud .
(Local e datas: Ponta dos Corvos (Seixal); 1/14 - Maio - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Legousia scabra







Legousia scabra (Lowe) Gamisans *
Erva anual, algo rugosa e sentida como áspera no contacto, com caules (20 a 90 cm) erectos, simples ou pouco ramificados; folhas de oblongo-ovadas a oblongo-elípticas, geralmente inteiras; flores (com corola infundibuliforme de cor purpúrea ou violácea) agrupadas em inflorescências especiformes pouco densas; fruto (cápsula) prismático com 10 a 20mm de comprimento, por regra não contraído no ápice.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaCampanulaceae;
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica, Sardenha, Chipre e Madeira.
Como espécie autóctone ocorre em Portugal não só na Madeira, mas também no território do Continente, havendo registos da sua presença no Alto Alentejo, Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais; outros relvados; e afloramentos rochosos, em solos ricos em bases, a altitudes até 1800m.
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Prismatocarpus scaber Lowe (Basónimo)
(Local e data: Trás-os-Montes; 31 - Maio - 2018)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Beldroega-de-inverno (Montia perfoliata)








Beldroega-de-inverno [Montia perfoliata (Donn ex Willd.) Howell *]
Erva anual, multicaule, com caules glabros com 8 a 30 cm; folhas basais dispostas em roseta, pecioladas,  inteiras, ovadas, agudas no ápice; as caulinares reduzidas a duas completamente unidas,  dispostas na base da inflorescência; flores (com apenas 2 sépalas e com corola com 5 pétalas brancas. livres e inteiras) agrupadas em inflorescências em cacho com 1 a 4 cm.
Tipo biológico: terófito;
Família:  Portulacaeae;
Distribuição: espécie originária de América do Norte, naturalizada no Centro e Oeste da Europa. Em Portugal há registo de ocorrências em território do Continente, no Alto Alentejo, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: orlas de matagais e bosques, por vezes ruderal, a altitudes até 750m.
Floração: de Março a Julho.
*Sinonímia: Claytonia perfoliata Donn ex Willd. (Basónimo)
(Local e data: Trás-os-Montes; 31 - Maio - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 10 de junho de 2018

Verónica (Veronica chamaedrys subsp. chamaedrys)





 Verónica (Veronica chamaedrys L. subsp. chamaedrys)
Erva perene, com caules (15 a 25 cm)  de ascendentes a erectos, habitualmente cobertos  com abundantes pêlos de aspecto lanoso; folhas geralmente ovadas, truncadas na base, com margens crenadas ou serradas, com pêlos em ambas as páginas; flores com a corola azul com veias mais escuras, excepto na garganta (frequentemente branca) dispostas em inflorescências em cacho que podem atingir até 20cm.
Tipo biológico: caméfito;
FamíliaPlantaginaceae;
Distribuição:  Europa (com excepção de algumas ilhas e das regiões do Ártico), Cáucaso e Sibéria. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, com presença circunscrita às regiões mais a norte (Trás-os-Montes, Minho e Douro Litoral).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques; lameiros e outras pastagens em locais húmidos frequentemente nitrificados, a altitudes até 2200m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Trás-os-Montes; 2 - Junho - 2018)

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Um reaparecimento: Elatine alsinastrum

 



 Elatine alsinastrum L.
Planta anual ou vivaz, com caules arqueado-ascendentes, radicantes na base, que podem atingir até 50cm; folhas sésseis, dispostas em verticilos, lineares ou filiformes as submersas, ovadas ou lanceoladas as emersas; flores tetrâmeras, axilares, solitárias com pétalas brancas ou rosadas; frutos em forma de cápsula deprimida na parte superior.
Tipo biológico: hidrófito; helófito;
FamíliaElatinaceae;
Distribuição: Europa e Norte de África.
Esta espécie, segundo me é relatado por pessoa com autoridade na matéria não era "observada" em Portugal desde 1955, tendo a última observação tido lugar em Vilar Formoso, na Beira Alta, única região onde a Flora Iberica a considera existente em Portugal. Reaparece agora, pelos vistos em pleno vigor, em Trás-os-Montes, uns bons quilómetros mais a norte.
Ecologia/habitat: charcos, lagoas pouco profundas e outras superfícies de águas rasas, margens de canais e de pequenos cursos de água, a altitudes até 760m.
Floração: de Abril a Novembro.
[Local e data: Trás-os-Montes (concelho de Miranda do Douro); 2 - Junho - 2018]