quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Mastruço (Lepidium virginicum)



Mastruço ou Mentruz (Lepidium virginicum L.)
Planta, por via de regra, anual, unicaule, glabra ou pubescente; caule com 30 a 50 cm, erecto, ramificado, pelo menos na parte superior; folhas basais pecioladas, liradas; as caulinares, sésseis, indivisas, com dentes agudos, ciliadas; flores [com 4 pétalas brancas, diminutas (1,5 a 2 mm)] agrupadas em cachos compridos e densos, mesmo na frutificação; frutos comprimidos, orbiculares, estreitamente alados no ápice, glabros.
Tipo biológico: terófito;
Família; Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: planta originária da América do Norte, introduzida e naturalizada na Europa, África, Macaronésia e Austrália.
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente (Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho), quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: campos cultivados, bermas de estradas e caminhos e outros locais ruderalizados, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Cova da Piedade (Almada); 4 - Maio - 2018]
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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Erva-loira-de-flor-grande (Senecio lividus)





Erva-loira-de-flor-grande (Senecio lividus L.)
Erva anual. pubescente-glandulosa, sobretudo ao nível da inflorescência, com caule erecto, estriado, ramificado pelo menos na parte superior, que pode atingir até cerca de 70cm; folhas basais, pecioladas; as caulinares, auriculadas, frequentemente amplexicaules; flores amarelas, quer as exteriores, liguladas, quer as flosculosas, reunidas em capítulos aproximadamente cilíndricos, com 7 a 12 mm de diâmetro, agrupados em corimbos terminais mais ou menos densos.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre apenas no Continente, distribuindo-se, em maior ou menor número, por todo o território. 
Ecologia/habitat: prados anuais; orlas e clareiras de matos e bosques; terrenos abandonados, baldios e caminhos rurais, a altitudes até 1500 m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
Avistamento: Troviscal (Sertã); 7 - Abril - 2020

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Cornilhão (Scorpiurus sulcatus)







Cornilhão (Scorpiurus sulcatus L.)
Erva anual, com caules ramificados a partir da base, podendo atingir até 40 cm; folhas com 5 a 10 cm de comprimento, com pecíolo aplanado, podendo ser mais curto ou mais comprido que a lâmina, sendo esta elíptica ou obovada, atenuada em direcção ao pecíolo, por via de regra, com 3 nervuras principais paralelas; inflorescências, em geral, com 3 a 4 flores;  pedúnculo com  6 a 20 cm, muito mais comprido que a folha axilante, na fase da frutificação; flores com corola amarela; fruto com 2 a 2,5 mm de largura, coberto com protuberâncias espiniformes e enrolado em espiral formada por voltas que se dispõem frequentemente num só plano.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Grécia; Oeste da Região Mediterrânica e Macaronésia (arquipélagos da Madeira e das Canárias)
Em Portugal além da já mencionada presença no arquipélago da Madeira, distribui-se também por grande parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo e  Beira Litoral)
Ecologia/habitat: campos agrícolas (cultivados ou em pousio); terrenos relvados em orlas e clareiras de matos e bosques, taludes, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 800m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Junho.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Plantas ornamentais: Boldo-de-jardim (Plectranthus barbatus)






 Boldo-de-jardim * (Plectranthus barbatus Andrews)
Pequeno arbusto com "hábito" arredondado que pode atingir até cerca de 3/4 m de altura.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Lamiaceae;
Distribuição: planta originária da zona da região tropical que vai do Leste de África até à Índia, actualmente naturalizada noutras regiões tropicais e amplamente utilizada como planta ornamental noutras regiões e noutros países de ambos os hemisférios, incluindo em Portugal.
Floração: de Março a Dezembro.
*Outros nomes comuns: Sete-dores; Boldo-da-terra; Tapete-de-oxalá; Falso-boldo; Boldo-brasileiro; Alumã; Boldo-peludo; Boldo-africano; Boldo-do-reino; Malva-santa (Fonte)

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Rabaça-pimpinelóide (Oenanthe pimpinelloides)

 







Rabaça-pimpinelóide (Oenanthe pimpinelloides L.)
Erva perene, glabra, com raízes tuberosas, ovóides; caules erectos, sólidos, ramificados na parte superior, podendo atingir até 100 cm de altura; folhas basais bipenatissectas, de contorno ovado-triangular com segmentos de última ordem com cerca de 10mm e forma variável; as caulinares penatissectas (por 1 ou 2 vezes), com segmentos de última ordem lanceolados, estreitos e com comprimento que pode atingir até 9 cm; flores (com pétalas brancas, as exteriores das flores marginais ligeiramente maiores que as restantes) que se agrupam em umbelas compostas, pedunculadas, em geral com 6 a 15 raios; frutos cilíndricos com um aro engrossado na base.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Cáucaso; Geórgia; e Síria.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo, Estremadura,  Beira Alta e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: Locais húmidos, ainda que a humidade  não permaneça ao longo de todo o ano,  a altitudes até 900 m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Serra de S. Luís (Parque Ncional da Arrábida); Maio/Junho - 2021]
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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Armeria beirana





Armeria beirana Franco
Planta herbácea perene, com cepa algo ramificada; ramos mais ou menos verticais; folhas (50-60 x 3-11 mm) homomorfas, lanceoladas, atenuadas na base, com 3 a 5 nervos, com rebordo membranoso, glabras; escapos com 30 a 60 cm; flores com corola rosada, arroxeada ou branca, agrupadas em invólucros com 18 a 25 mm de diâmetro com 10 a 14 brácteas involucrais muito largas, robustas, ásperas, acastanhadas, glabras, dispostas em camadas (externas; médias e internas) e bainha involucral, com 30 a 50 mm.
Tipo biológico: caméfito:
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica com ocorrência em Portugal em boa parte do território do Continente, desde o Algarve até ao Minho, ainda que de forma não contínua, cumprindo destacar a sua presença nas serras do Gerês, da Estrela e de Monchique. Circunscrita em Espanha às províncias de Lugo, Ourense, Pontevedra e Corunha.
Ecologia/habitat: locais com influência atlântica, em solos ácidos, com frequência, derivados de rochas graníticas, a altitudes até 1750 m.
Floração: de Abril a Agosto.
[Avistamento: Fóia (Serra de Monchique - Algarve); 23 - Maio - 2016]
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sábado, 23 de outubro de 2021

Cheilanthes hispanica



Cheilanthes hispanica Mett.

Feto com rizoma curto, coberto de escamas de cor castanha escura; frondes que podem atingir até 26 cm, com pecíolo castanho escuro e lâmina bi ou tri-pinada, com contorno deltóide ou oblongo-deltóide, com comprimento 2 a 4 vezes menor que o do pecíolo; ráquis com pêlos glandulares compridos; pínulas lobadas com revestimento de pêlos glandulares compridos que, em geral, cobrem densamente a página inferior da lâmina; pseudo-indúsio descontínuo, lobulado, com lóbulos arredondados, rebordo hialino praticamente inexistente e margem inteira.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Pteridaceae:
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica.
A ocorrência desta espécie está, no que respeita a Portugal, circunscrita ao território do Continente e limitada ao Alto e Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Habitat: fissuras de rochas siliciosas, especialmente quartzíticas, a altitudes até 1100m.
Fase de reprodução: ao longo de todo o ano.
[Avistamento: Vale do Douro Internacional (concelho de Freixo de Espada à Cinta); 8 - Fev. - 2016]
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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Narciso-da-tarde (Narcissus serotinus)




Narciso-da-tarde, Narciso-bravo ou Narciso-laranja (Narcissus serotinus L.)
Erva vivaz, bulbosa, glabra, com 8 a 30 cm; bolbo subgloboso; escapo cilíndrico, maciço; com  uma única folha linear, lisa que, por via de regra, surge apenas após a antêse da, em geral, única flor apresentada pela planta;  as flores (uma só, ou 2, eventualmente) com pedicelo de secção circular, tubo do perianto, verde, acentuadamente mais estreito na parte inferior, tépalas brancas, mais curtas que o tubo, coroa de cor alaranjada, muito mais curta que as tépalas e do que o tubo; fruto (cápsula) oblongo-ovóide; sementes negras, brilhantes.
Tipo biológico: geófito;
Família: Amaryllidaceae;
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos, com ocorrência limitada em Portugal ao território do Continente e circunscrita ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos e de pequenos bosques, pastagens anuais, com frequência em solos rochosos ou pedregosos, a altitudes até 500m.
Floração: de Setembro a  Novembro.
(Avistamentos: 11/14 - Outubro - 2021)
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sábado, 16 de outubro de 2021

Bruco-de-Salvaterra (Oenanthe lachenalii)











 Bruco-de-Salvaterra (Oenanthe lachenalii C. C. Gmel.)
Erva perene, glabra, com raízes tuberosas, cilíndricas; caules erectos, estriados, sólidos, porém algo ocos na pós-frutificação, podendo atingir 100 cm de altura ou, eventualmente, um pouco mais; folhas basais ovaladas, com pecíolo mais comprido do que o limbo, em geral, bipenatissectas com segmentos de última ordem lineares ou obovados; as caulinares com pecíolo mais curto que o limbo, (uni ou bi) penatissectas, com segmentos de última ordem lineares ou linear-lanceolados; flores com pétalas brancas, as exteriores das flores marginais ligeiramente maiores que as restantes; flores que se agrupam em umbelas compostas, pedunculadas, em geral com 5 a 17 raios; frutos ovóides, com nervuras principais bem evidentes.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada ao Algarve, Baixo Alentejo, Ribatejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: margens de cursos de água e terrenos alagadiços, com frequência com alguma salinidade, a altitudes até 1200 m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: margem do Guadiana em Odeleite (Castro Marim); 26 - Maio - 2015]
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