terça-feira, 21 de maio de 2019

Erva-de-São-Roberto (Geranium robertianum)








Erva-de-São-Roberto * (Geranium robertianum L.)
Erva bienal, por vezes anual, com caule geralmente erecto, piloso (com revestimento de pêlos glandulíferos)  com 10 a 60 cm; folhas palmatissectas, com contorno aproximadamente triangular e com com pilosidade em ambas as páginas; flores (agrupadas em cimeiras bifloras), com corola de rosada a purpúrea, com 10 estames unidos na base, com anteras de cor púrpura.
Planta com "hábito" muito semelhante ao da sua congénere Geranium purpureum, realidade que explica o facto de estarem associados às duas espécies os mesmos nomes comuns e, designadamente, o de Erva-de-São-Roberto. 
As caraterísticas que mais facilmente permitem distinguir as 2 espécies são: a cor das anteras (purpúreas no G. robertianum e amarelas no G. purpureum); e o tamanho das pétalas (maiores no G. robertianum do que no G. purpureum) característica esta que, todavia, não se revela de grande utilidade a menos que estejam disponíveis, ao mesmo tempo e na mesma ocasião, exemplares das duas espécies para ser possível efectuar a comparação. 
Tipos biológicos: Hemicriptófito; terófito;
Família: Geraniaceae;
Distribuição: planta cosmopolita, com larga distribuição a nível mundial, quer como planta autóctone (grande parte da Europa, Ásia, África e Macaronésia), quer como espécie introduzida (América do Norte, América do Sul e Nova Zelândia)
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer em quase todo o território do Continente. É, todavia,  inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: Pastagens anuais; taludes; bermas de estradas e caminhos; orlas e clareiras de bosques, em especial de bosques ribeirinhos; preferencialmente em terrenos húmidos e sombrios, a altitudes até 1900m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, com maior intensidade durante os meses de Março a Julho.
Fitoterapia: planta usada em fitoterapia, sendo a sua utilização recomendada principalmente para  casos de inflamação gastrointestinal,  com administração por meio de infusões. 
* Outros nomes comuns: Erva-roberta; Bico-de-grou-robertino.
(Local e data do avistamento: Serra da Lousã; 4 - Maio - 2019)
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Dente-de-cão (Erythronium dens-canis)

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Dente-de-cão (Erythronium dens-canis L.)
Como já Carlos Aguiar escreveu, o Erythronium dens-canis "é sem dúvida uma das plantas mais fotogénicas da flora de Portugal continental."
Trata-se de uma erva perene, glabra, bulbosa, com bolbo semelhante a um dente de cão e, com frequência, com bolbilhos de propagação; caule com 6 a 30 cm, subterrâneo até ao nível da inserção das 2 folhas, apresentando estas como característica mais saliente numerosas manchas com tons que podem ir do avermelhado ao amarelado; flores solitárias com perianto formado por 6 tépalas livres de cor violeta ou rosada, por vezes, esbranquiçada; fruto em forma de cápsula pêndula.
Tipo biológico: geófito;
Família: Liliaceae;
Distribuição: Centro e Sul da Europa, desde a Península Ibérica até à parte europeia da Turquia.
Em Portugal está presente apenas no território do Continente e circunscrita a algumas regiões a norte do Tejo (Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: prados; orlas e clareiras de matagais e de bosques de caducifólias, geralmente em zonas de montanha, a altitudes  desde 600 a 2000m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
[Locais e datas: Serra do Açor; 28 - Março . 2019 (fotos 1 a 8); Serra da Nogueira; 5 - Junho - 2018 (foto 9)]
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Rabo-de-lebre (Lagurus ovatus)



Rabo-de-lebre (Lagurus ovatus L.)
Planta anual, com caules erectos, ascendentes, ou decumbentes, com 10 a 95 cm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Poaceae;
Distribuição: originária da Região Mediterrânica e Macaronésia, entretanto introduzida em todos os continentes, é actualmente considerada como planta cosmopolita.
Em Portugal ocorre como planta autóctone no território do Continente e no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: solos arenosos em locais próximos do litoral e terrenos de pastagem secos em regiões do interior. 
Floração: de Março a Julho.
[Local e data: Ponta dos Corvos (Seixal); 22 - Abril - 2019]
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sábado, 11 de maio de 2019

Escorcioneira-dos-prados (Scorzonera humilis)

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Escorcioneira-dos-prados (Scorzonera humilis L.)
Erva perene, rizomatosa, com 10 a 50 cm; com caule erecto com revestimento cotonoso no ápice; folhas basais pecioladas, lineares, lanceoladas ou elípticas; as caulinares lineares, sésseis, semi-amplexicaules; flores liguladas, amarelas, dispostas em capítulos terminais e solitários; "frutos [v. foto 5] negros quando maduros, e lisos" (fonte).
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição geral: Europa e Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, não sendo, aparentemente, muito comum, estando mesmo ausente das regiões mais afastadas do litoral.
Ecologia/habitat: prados, turfeiras, clareiras de bosques e matagais, em locais temporariamente encharcados ou, pelo menos, húmidos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e datas: Fernão Ferro (Seixal); 22 - Abril /6 - Maio - 2019]

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Orquídeas (época de 2019): 22 - Orchis langei





Orchis langei K.Richt.
Mais informação aqui.
[Local e data do avistamento: Casal de S. Simão (Figueiró dos Vinhos); 1 - Maio - 2019]
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terça-feira, 7 de maio de 2019

"...nem Salomão em toda a sua glória...





 




Rhaponticum longifolium (Hoffmans. & Link) Dittrich; Sinónimo: Leuzea longifolia Hoffmanns. & Link
... se vestiu como um deles" *.
Nem as vestes de Salomão, diz o evangelista, se comparam ao "hábito" dos lírios do campo. Atentando nas imagens supra, não custa nada admitir que o Rhaponticum longifolium também poderia servir de termo de comparação. A sua beleza é, deveras, impressionante. 
Trata-se de uma erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae (Compositae) com  a particularidade de ser, quanto à distribuição, uma planta endémica de Portugal Continental (LU) e uma das plantas alvo a considerar na elaboração da Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental
Habitat: orlas e clareiras de matos e pinhais,  em solos com alguma humidade e, geralmente, arenosos.
Floração: de Abril a Junho.
(* Mateus 6:29, na tradução do Evangelho segundo Mateus, por Frederico Lourenço; Bíblia, Volume I

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Orquídeas (época de 2019): 21 - Limodorum trabutianum





Limodorum trabutianum Batt.
Planta da família Orchidaceae, desprovida de clorofila e, por isso, obrigatoriamente parasita (tipo biológico: epífito).
Mais informação: aqui. [Local e data do avistamento: Sobralchão - Alvaiázere (concelho); 1 - Maio - 2019]

segunda-feira, 29 de abril de 2019