quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Inaugurando a época das orquídeas silvestres em 2021: Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)




Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum (Loisel. ) P. Delforge; sin.: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
(Local e data do avistamento: dunas a sul da Costa da Caparica; 13 - Janeiro - 2021)
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sábado, 9 de janeiro de 2021

Ranunculus gregarius





Ranunculus gregarius Brot.
Erva vivaz, com 7 a 25 cm; com pilosidade patente na base e adpresa na parte superior;  raízes tuberosas ovóides;  caules erectos, em geral, unifloros; flores basais heteromorfas, inteiras, dentadas ou tripartidas, com pecíolo pouco maior que o limbo; flores amarelas com até 2 cm de diâmetro; frutos cilíndricos; aquénios comprimidos com pico direito, erecto-patente.
Família: Ranunculaceae;
Tipo biológico: geófito;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, distribuindo-se em Portugal pelo Algarve, Baixo Alentejo,  Ribatejo, Estremadura  Beira Baixa, Beira Alta e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: pastagens, clareiras de matos, em locais mais ou menos sombrios, em terrenos calcários ou siliciosos, a altitudes até 900m.
Floração: de Março a Julho.
[Local e data: Arrifana - Aljezur (Algarve); 10 - Março - 2019]
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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Plantas ornamentais: Dombéia (Dombeya wallichii)



Dombéia * [Dombeya wallichii (Lindl.) Benth. ex Baill.**]
Arbusto ou pequena árvore de copa larga que pode atingir até cerca de 7 m. de altura. Possui folhas grandes, aveludadas, aproximadamente cordiformes;  flores cor-de-rosa, perfumadas, agrupadas em inflorescências pendentes, globosas, longamente pedunculadas.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: planta originária de Madagascar, entretanto introduzida para fins ornamentais, em numerosas regiões do globo, incluindo em Portugal, onde, inclusive, foi criado, no Jardim Botânico de Lisboa, por Henri Cayez, um híbrido (Dombeya × cayeuxii) resultante do cruzamento entre Dombeya wallichii et Dombeya burgessiae (fonte)
* Outros nomes comuns: Astrapéia; Flor-de-abelha.
** Sinonímia: Astrapaea wallichii Lindl. (basónimo); Assonia wallichii (Lindl.) Kuntze; Astrapaea penduliflora DC.; Dombeya penduliflora (DC.) M.Gómez.
[Local e data da obtenção das fotos: Parque da Paz (Almada); 18 - Dezembro - 2017]
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Centaurea sphaerocephala



Centaurea sphaerocephala L.
Erva perene, multicaule, subarbustiva, inerme, com excepção dos apêndices espinhosos das brácteas involucrais; caules procumbentes, com folhas ao longo de quase todo o comprimento, podendo este atingir cerca de 110cm. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae / Compositae;
Distribuição: Sul da Europa (Península Ibérica, Córsega, Sardenha, Itália e Grécia) e Norte de África (Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia).
Em Portugal Continental tem ocorrência limitada ao Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: dunas e clareiras de matos, em solos arenosos, próximos do litoral, a altitudes até 100m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
[Local e data: Sagres (Algarve); 22 - Maio - 2015]
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sábado, 19 de dezembro de 2020

Sargacinho-rasteiro (Fumana procumbens)

 



Fumana procumbens (Dunal) Gren. & Godr.*
Pequeno arbusto, com 30 a 40cm, cespitoso, ramificado a partir da base, com ramos prostrados, cobertos por indumento pouco denso, formado por pêlos multicelulares, brancos, não glandulosos; folhas lineares, erecto-patentes, ligeiramente encurvadas, mucronadas, nem sempre ciliadas; flores dispersas ao longo dos ramos férteis; pedicelos com 0,5 a 0,8 mm de diâmetro, mais curtos que as folhas subjacentes, recurvados a partir da base, na fase da frutificação; sépalas internas com dobras bem marcadas, ciliadas ou não; pétalas amarelas com 8 a 10 mm.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Cistaceae;
Distribuição: Norte da Região Mediterrânica e Noroeste de África (Marrocos), com extensão para países do Centro da Europa e euroasiáticos.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, estando circunscrita à Beira Litoral e a Trás-os-Montes. 
Ecologia/habitat: matos baixos, em terrenos pedregosos, secos e bem ensolarados, preferentemente calcários, a altitudes até 2000m.
Floração: de Maio a Julho.
* Sinonímia: Helianthemum procumbens Dunal (basónimo)
(Local e data: vale do Douro Internacional; 3 - Junho - 2018)
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sábado, 12 de dezembro de 2020

Serradela (Ornithopus sativus)

Serradela * (Ornithopus sativus Brot.) 
Erva anual, com indumento viloso; caules erectos, decumbentes ou ascendentes, com 9 a 65 cm; folhas com 4 a 18 pares de folíolos, elípticos ou obovados, vilosos em ambas as páginas; flores com corola rosada ou esbranquiçada agrupadas (2 a 6) em inflorescências pedunculadas; fruto (vagem) de secção circular ou elíptica, direito ou recurvado, glabro ou piloso, com pico ensiforme, direito ou curvado, com 1,2 a 3 mm (subsp. sativus) ou com 10 a 30 mm (subsp. isthmocarpus).
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição:Península Ibérica; Noroeste de África (Argélia e Marrocos) e Sudoeste de França. 
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em grande parte do território do Continente e está também presente no arquipélago dos Açores como planta introduzida.
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros relvados a altitudes até 800m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
* Outros nomes comuns: Serradela-cultivada; Serradela-de-bico-comprido; Serradela-de-garra.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Malva (Malva sylvestris)





Malva * (Malva sylvestris L.)
Erva bienal ou perene, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até 150 cm; folhas mais ou menos longamente pecioladas, com limbo aproximadamente cordiforme com 3 a 7 lóbulos crenados ou serrados; flores com 2 a 6 cm de diâmetro, dispostas em fascículos axilares ou agrupadas no extremo dos ramos, raramente solitárias; epicálice composto por 3 peças elípticas ou oblongo-ovadas, completamente livres entre si; cálice formado por sépalas triangulares ou triangular-ovadas, não acrescentes na frutificação; pétalas profundamente emarginadas, de cor púrpura ou azulada, cores claramente acentuadas nas nervuras, em ambos os casos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África, Sudoeste da Ásia e Macaronésia (Madeira). Introduzida e naturalizada na América Central e do Norte.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, não apenas, como referido, no arquipélago da Madeira, mas também em quase todo o território do Continente. Enquanto espécie introduzida encontra-se também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat:  relvados nitrificados, campos agrícolas, cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500 m.  Planta ruderal, arvense e viária.
Floração: de Abril a Setembro.
Observação: planta usada em fitoterapia, sendo-lhe atribuídas propriedades anti-inflamatórias, emolientes e laxantes.
* Outros nomes comuns: Malva-das-boticas; Malva-comum; Malva-maior;Malva-mourisca; Malva-selvagem; Malva-silvestre.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Oenanthe fistulosa




Oenanthe fistulosa L.
Erva perene, glabra, frequentemente estolhosa, com raízes tuberosas; caules cilíndricos, fistulosos, podendo atingir até 90cm; folhas penatissectas com divisões de última ordem lineares; umbelas com 2 a 4 raios; umbélulas [com (até) 40 flores], globosas na frutificação; flores com pétalas brancas com as externas das flores marginais algo maiores que as restantes; frutos de ovóides a obcónicos; estiletes de comprimento semelhante ao do fruto.
Tipo biológico: helófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: grande parte da Europa; Noroeste de África e Sudoeste da Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, estando circunscrita às antigas províncias do Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e Douro Litoral. 
Em termos de conservação, pelos critérios da IUCN, é considerada, em Portugal, como "Quase ameaçada"
Ecologia/habitat: margens de linhas de águas lentas e superfícies de águas paradas, como charcos e lagoas, em terrenos inundados, lamacentos ou lodosos, a altitudes até 900m. 
Floração: de Março a Julho.
[Local e data: Arruda dos Pisões (Rio Maior); 19 - Junho - 2018]
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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Euphorbia paniculata subsp. monchiquensis







Euphorbia paniculata Desf. subsp. monchiquensis (Boiss. & Reut.) Vicens, Molero e C.Blanché
Subarbusto glabro ou quase glabro, que pode atingir até 150cm, com caules erectos, lenhificados na base, com (até) 7 ramos laterais férteis; folhas lanceoladas, geralmente inteiras, atenuadas na base; pleiocásio em geral com 5 raios; brácteas pleocasiais ovadas ou lanceoladas; ciátio glabro, com nectários amarelos, inteiros, sem apêndices; frutos aproximadamente esféricos, glabros, com verrugas dorsais.
Tipo biológicocaméfito;
Família: Euphorbiaceae:
DistribuiçãoEndemismo lusitano, com ocorrência limitada à Serra de Monchique (Algarve e Baixo Alentejo).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques e matagais, frequentemente em locais húmidos, a altitudes até 700m. Planta silicícola.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra de Monchique; 23 - Maio - 2016)
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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Buglossa-ondulada (Anchusa undulata)




Buglossa-ondulada *(Anchusa undulata L.)
Erva anual, bienal ou perene, uni ou multicaule, híspida, com pêlos rígidos, com frequência em companhia de outros mais curtos, retrorsos, aplicados; caules erectos, com 30 a 60 cm, geralmente ramificados apenas ao nível da inflorescência; folhas agudas, com margem ondulada ou sinuado-dentada; as da base dispostas em roseta, secas na frutificação; inflorescência em cimeiras, mais ou menos densas; flores com cálice dividido (até cerca de 1/2 do seu comprimento, no caso da subsp. undulata, ou até 2/3  do comprimento, no caso da subsp. granatensis); corola  com 5 a 10 mm de diâmetro, de cor azul, azul-violeta, ou purpúrea, raras vezes branca. 
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. 
Em Portugal Continental, tal como em toda a Península Ibérica, ocorrem as duas mencionadas subespécies, sendo certo que a subespécie granatensis  é mesmo um endemismo ibérico.
Ecologia/habitat: pastagens e outros relvados com alguma humidade, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1800m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Julho.
*Outro nome comum: Língua-de-vaca-ondeada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Abrunheiro-bravo ( Prunus mahaleb)





Abrunheiro-bravo * ( Prunus mahaleb L. **)
Arbusto ou pequena árvore, inerme, caducifólia, muito ramificada, com altura que pode ir desde 3 a 10 metros; folhas ovadas, subcordiformes, por vezes, suborbiculares, glabras e brilhantes, com margem serrilhada ou crenulada; flores hemafroditas com 5 sépalas inteiras, glabras e 5 pétalas brancas; frutos ovóides ou elipsoidais, negros na maturação.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae
Distribuição: Centro e Sul da Europa, Norte de África (Marrocos) e Sudoeste da Ásia. Introduzida na América do Norte.
Em Portugal tem ocorrência limitada a Trás-os-Montes e Beira Alta.
Ecologia/habitat:  taludes, barrancos, encostas pedregosas, margens de cursos de água, matagais, sebes e clareiras de bosques, com preferência por locais frescos e sombrios, a altitudes desde 100 até 2000 m.
Floração: de Março a Junho.
* Outros nomes comuns: Cerejeira-de-Santa-Lúcia; Cerejeira-mahaleb
** Sinonímia: Cerasus mahaleb (L.) Mill.

sábado, 7 de novembro de 2020

Silene gracilis

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Silene gracilis DC.
Erva anual, com 10 a 80 cm; caules geralmente ascendentes, simples ou ramificados a partir da base, vilosos na parte inferior, glabros na parte média e com indumento retrorso-pubérulo na parte superior; folhas pubescentes, as basais subespatuladas ou oblanceoladas, geralmente dispostas em roseta; as caulinares, de ovais a lanceoladas; inflorescências em cimeiras com 1 a 10 flores frequentemente cleistogâmicas; brácteas mais curtas que os pedicelos, de ovadas a ovado-lanceoladas, ciliadas, pelo menos, na base; cálice campanulado na frutificação, totalmente glabro ou ligeiramente escábrido nos nervos, com dentes triangulares, ciliados; pétalas profundamente bífidas, de cor branca ou rosa-pálido;  cápsula (fruto) subcilíndrica com 6 a 11 mm. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve,  Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo. 
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos arenosos, geralmente próximos do litoral.
Floração: de Janeiro a Junho. 
[Locais e datas dos avistamentos: Serra da Arrábida (Sesimbra); 9 - Março - 2020 (fotos 1, 3 e 4); Fernão Ferro (Seixal); 24 - Fevereiro - 2020 (fotos restantes).
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