segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Margarida-menor (Bellis annua subsp.annua)





Margarida-menor * (Bellis annua L. subsp.annua)
Erva anual,  com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados na base, os quais raramente ultrapassarão 10cm de altura; folhas oblongas, obovadas, ou espatuladas com margens inteiras, crenadas ou serradas, dispostas em roseta basal, coexistindo, no entanto, com algumas poucas caulinares; flores (com lígulas brancas, as exteriores) agrupadas em capítulos solitários, terminais: frutos (aquénios) desprovidos de papilho.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias.
Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente, embora seja bastante mais comum na metade sul. Inexistente quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: relvados anuais, clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em terrenos com alguma humidade, geralmente arenosos.
Floração: de Dezembro a Junho.
* Outros nomes comuns: Bonina-dos-prados; Bonina-dos-campos; Margarida-anual; Margarida-do-campo;
[Local e data do avistamento: Ponta dos Corvos (Seixal); 7 - Janeiro - 2020]
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sábado, 18 de janeiro de 2020

Trigo-de-perdiz (Aegilops geniculata)

Trigo-de-perdiz (Aegilops geniculata Roth)
Erva anual, cespitosa, com 30 a 40 cm de altura. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Poaceae (Gramíneas);
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e Norte de África. Introduzida no Norte da Europa, Canárias e América do Norte.
Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, estando, porém, ausente dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, incultos, em locais secos e bem ensolarados.
Floração: de Abril a Julho
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domingo, 12 de janeiro de 2020

Euphorbia nicaeensis subsp. nicaeensis











Euphorbia nicaeensis All. subsp. nicaeensis
Subarbusto multicaule, glauco, com 20 a 80 cm de altura; com cepa grossa;  caules erectos, robustos; folhas com formas variadas, em geral inteiras; pleiocásio amarelado, com 8 a 16 raios, simples ou bifurcados 1 ou 2 vezes; ciátio séssil ou curtamente pedunculado; nectários amarelados ou verdosos, em geral inteiros e frequentemente com apêndices; fruto ovóide-cónico, glabro, levemente sulcado, com lóculos arredondados, lisos. 
Tipo biológico: caméfito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, estando circunscrita ao Alto Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: locais abertos e ensolarados em taludes, bermas de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos de pastagem e mato, com preferência por substratos calcários ou margosos, a altitudes desde 30 até 1800m.
Floração: de Abril a Agosto.
[Local e datas dos avistamentos: Malaqueijo (Rio Maior); 13/27 - Maio - 2018]
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Asplenium marinum






Asplenium marinum L.
Feto com rizoma oblíquo, curto, ramificado, coberto de escamas linear-lanceoladas, de cor castanha escura ou clara; frondes que podem atingir até cerca de 50 cm, com pecíolo menor que a lâmina, de cor castanha (avermelhada ou escura); lâmina uni-pinada, oblongo-lanceolada, coriácea, com pinas ovadas ou oblongas, estas com margem dentada, crenada ou serrada, dispostas (até 40) ao longo de cada um dos lados do ráquis; soros oblongos, distribuídos 6 a 12 por cada pina.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Aspleniaceae;
Distribuição: litoral atlântico europeu e litoral da Região Mediterrânica Ocidental e da Macaronésia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer no Continente (ao longo do litoral desde o Cabo de S. Vicente até ao Rio Minho), quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: fendas de rochas (calcárias, siliciosas e basálticas) em arribas marítimas fora da zona de rebentação
Reprodução: de Março a Novembro.
[Locais e datas: ilhas das Flores e do Corvo (Açores); 5/6 - Maio - 2016]
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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Abrótea (Asphodelus macrocarpus subsp. macrocarpus)




 
Abrótea * (Asphodelus macrocarpus Parl. subsp. macrocarpus)
Erva rizomatosa, perene, glabra, com rizoma horizontal ou oblíquo; caule liso com 60 a 185 cm; folhas, todas basais, planas, com quilha muito acentuada, que podem atingir até cerca 100cm de comprimento; flores hermafroditas (com 6 tépalas brancas ou rosadas, por via de regra  persistentes após a floração) agrupadas em inflorescência em cacho geralmente simples; frutos sob a forma de cápsula (de esférica a subesférica), umbilicada, com ápice truncado, não viscosa. 
Tipo biológico: geófito;
FamíliaXanthorrhoeaceae;
Distribuição: Sul da Europa (Península Ibérica, França e Itália); Noroeste de África (Marrocos).
Em Portugal está presente apenas no território do Continente e com ocorrência limitada ao Alto Alentejo, Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes.  
Ecologia/habitat: pastagens de montanha; em orlas, clareiras e sob coberto de bosques e matagais, em terrenos com alguma profundidade, ácidos ou básicos, a altitudes desde 500 a 2000m.
Floração: de Março a Julho.
* Outros nomes comuns: Abrótega; Gamão; Gamoneira; Gamonito.
[Local e data do avistamento: Serra de Montesinho (Trás-os-Montes); 20 - Junho - 2019]
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domingo, 5 de janeiro de 2020

Juncus tenageia



Juncus tenageia Ehrh. ex L. fil.
Erva anual, cespitosa, com 5 a 37 cm; caules cilíndricos; folhas basais: 1 a 3; caulinares: 1, 2 ou nenhuma; flores com tépalas desiguais caracterizadas por terem uma faixa central verde-acinzentada e duas laterais castanho-avermelhadas; fruto (cápsula) subgloboso, obtuso, de cor castanha, mais ou menos clara, brilhante.
Segundo a Flora Ibérica, nas montanhas do Centro e do Noroeste da Península Ibérica ocorrem formas anãs desta espécie (onde, cumpre referir, se incluem os indivíduos das fotos supra) formas que são classificadas por alguns autores como uma subespécie que leva o nome de  Juncus tenageia subsp. perpusillus Fern.-Carv. & F.B.Navarro, mas às quais a Flora Ibérica entende não atribuir relevância taxonómica.
Tipo biológico: terófito;
Família: Juncaceae;
Distribuição:   Centro e Sul da Europa; Sibéria e Oeste da Ásia; Norte e Leste de África.
Em Portugal, distribui-se, ainda que de forma descontínua, ao longo de todo o território do Continente. Ausente, quer do arquipélago dos Açores, quer do arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens anuais em terrenos temporariamente encharcados, em substrato preferentemente silicioso, a altitudes até 2900m.
Floração: de Maio a Setembro.
(Local e data do avistamento: Serra da Estrela; 11 - Julho - 2019)
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Dryopteris oreades








Dryopteris oreades Fomin
Feto com rizoma curto, robusto; frondes, com 25 a 60 cm, com pecíolo mais curto que a lâmina; esta bipinada, lanceolada, com pinas simétricas; pínulas lateralmente inteiras ou com lóbulos arredondados; com dentes obtusos/arredondados, divergentes no ápice; soros geralmente orbiculares; indúsio grosso.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Dryopteridaceae
Distribuição: montanhas do Centro, Sul e Oeste da Europa, da Córsega, Sardenha, Nordeste da Turquia e Cáucaso. 
Em Portugal tem ocorrência confirmada na Beira Alta, Beira Baixa e Trás-os-Montes. Incerta a sua presença no Minho..
Ecologia/habitat: fendas de rochas e cascalheiras, de natureza siliciosa, a altitudes desde 600 até 2400 m.
Reprodução: de Maio a Setembro.
(Local e data da observação: Serra da Estrela; 25 - Agosto - 2019)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Plantas ornamentais: Cardiospermum grandiflorum

 



 





Cardiospermum grandiflorum Sw.
Planta anual ou perene, semi-lenhosa, trepadora, que pode atingir até cerca de 10m.
Família: Sapindaceae;
Distribuição: planta originária da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), América Central e Caraíbas (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Nicáragua, Panamá, Honduras e Jamaica) e América do Norte (México), entretanto introduzida, para fins ornamentais, em numerosas regiões do globo, onde se naturalizou, por vezes com tanto sucesso que, não raro, se comporta como planta invasora.
Em território português, considera-se que a planta ocorre como espécie introduzida e naturalizada apenas na Ilha da Madeira. Tal não significa, no entanto, que não seja também usada como planta cultivada para fins ornamentais, noutros pontos do território nacional.
(Local e datas das observações; Setúbal; 12 de Março e 26 de Dezembro de 2019)

domingo, 22 de dezembro de 2019

Ésula-lanosa (Euphorbia hirsuta)







Ésula-lanosa ou Titímalo-lanoso (Euphorbia hirsuta L.)
Planta perene, geralmente pelosa, mas por vezes glabrescente ou mesmo glabra, que pode atingir até cerca de 1 m de altura; caules erectos, robustos e muito folhosos, com ramos laterais férteis; folhas oblongas ou oblongo-lanceoladas, amplexicaules, serrilhadas e onduladas, pelo menos parcialmente, na margem; pleiocásio com 3 a 5 raios, primeiramente trifurcados e em seguida bifurcados 1 a 3 vezes; ciátio com nectários amarelos ou purpúreos, inteiros, sem apêndices; fruto subgloboso, sulcado, hirsuto, por vezes glabro, com lóculos arredondados com o dorso coberto de verrugas purpúreas.
Tipo biológico: hemicriptófito; 
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. Introduzida no México, Canárias e África do Sul. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, concentrando-se sobretudo nas regiões mais próximas do litoral.
Ecologia/habitat: locais húmidos e subnitrófilos, ao longo de valas, rios e outros cursos de água e nas margens de lagoas e marismas, a altitudes até 700m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, porventura com maior intensidade de Abril a Agosto.
(Local dos avistamentos, em várias datas: Parque da Paz - Almada)