quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Ésula-menor (Euphorbia exigua)

Ésula-menor ou Titímalo-menor (Euphorbia exigua L.)
Planta anual, glabra; caules com 2 a 30 cm, folhosos, geralmente erectos, eventual e raramente prostrados, simples ou ramificados desde a base, com ou sem ramos laterais férteis; folhas com formas variadas: lineares. linear-elípticas, linear-cuneiformes, ou elípticas; sésseis ou subsésseis; inteiras com ápice que pode ser agudo, obtuso, retuso, emarginado ou tricúspide; pleiocásio com 2 a 5 raios, bifurcados 1 a 3 vezes; ciátio com nectários amarelados ou avermelhados, com 2 apêndices divergentes; fruto ovóide ou subgloboso, com sulcos pouco pronunciados, com lóculos arredondados, marcados com pontos ao longo da linha dorsal; sementes subovóides, castanho-acinzentadas ou esbranquiçadas, podendo apresentar-se: 
i. pouco ou nada comprimidas, sem sulcos transversais, mas com tubérculos cónicos ou cilíndricos (caraterísticas próprias da subespécie nominal: Euphorbia exigia subsp. exigua L.)
ii.  ou fortemente comprimidas, com 2 a 4 largos sulcos tranversais e, eventualmente, algum túberculo (características da subespécie Euphorbia exigua subsp. merinoi M.Laínz)
Tipo biológico: terófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Europa, Oeste da Ásia, Norte de África e Macaronésia.
Em Portugal a subespécie nominal ocorre, como espécie autóctone, em todo o terrítório do Continente, bem como no arquipélago da Madeira e, como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores. A subespécie merinoi tem uma distribuição mais limitada, pois apenas é dada como ocorrendo, como planta autóctone, em parte do território do Continente.
Ecologia/habitat:
i. para a subespécie nominal: pastagens anuais em solos pobres, frequentemente ruderalizados, como baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1700m. Indiferente à natureza do solo.
ii. para a subespécie merinoi: pastagens anuais em solos de origem calcária, xistosa, arenosa ou serpentínica, a altitudes desde 30 até 700 m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Almada; 15 - Abril - 2021)
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Inaugurando a época das orquídeas: Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)


Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge] 
Família: Orchidaceae;
Sinonímia: Orchis robertiana Loisel.; Barlia robertiana (Loisel.) Greuter;
Mais informação: aqui.
[Avistamento: Costa da Caparica (Almada); 23 - Janeiro - 2023]
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Aroeira (Pistacia lentiscus)







AroeiraLentisco e  Lentisqueira são alguns dos nomes comuns dados a esta planta em Portugal, com o nome científico de Pistacia lentiscus L. 
Pertence à Classe das Magnoliopsida; Ordem: Sapindales; Família: Anacardiaceae; Género: Pistacia.
É um arbusto de folha persistente que cresce espontaneamente em toda a região mediterrânica e nas Ilhas Canárias, em terrenos secos e de matagal. É uma planta dióica. Os seus frutos são pequenos não tendo mais que 4 ou 5 mm de diâmetro e, pelo menos em Portugal, tanto quanto sei, não são utilizados para qualquer finalidade.
Desta planta extrai-se, no entanto, através de cortes no tronco, uma resina aromática denominada almácega que na época clássica era utilizada como goma de mascar, sendo ainda usada actualmente no fabrico de cosméticos e licores, em medicina dentária e em pastelaria e confeitaria.
A Aroeira também vem sendo utilizada como planta ornamental.
Como curiosidade, assinale-se que existe na freguesia da Charneca da Caparica, concelho de Almada, uma zona a que foi dado o nome de "Aroeira".
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Reseda lutea subsp. lutea









Reseda lutea subsp. lutea L. *
Planta anual ou perenizante, multicaule, com talos erectos ou ascendentes, papilosos, ramificados desde a base, podendo atingir até cerca 100cm de altura; folhas basais dispostas em roseta, pecioladas, em geral, inteiras; as caulinares trisectas, com segmentos lineares ou linear-lanceolados com margem plana ou ondulada, papiloso-escábrida, por vezes, com um ou vários dos segmentos bissectos; inflorescência em cacho especiforme, densa; flores com 6 sépalas persistentes e 6 pétalas unguiculadas, amarelas; cápsula (fruto) erecta, por vezes, pêndula, cilíndrica ou oblonga, papilosa ou glabra, trígona, truncada no ápice e ligeiramente tridentada; sementes ovóides, lisas, escuras, brilhantes, carunculadas, com carúncula bem marcada.
Tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa, Norte de África, Sudoeste da Ásia e Macaronésia. Introduzida e naturalizada na América.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone apenas no território do Continente, de forma dispersa, sendo mais comum nas regiões a sul do Tejo (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo), sendo rara nas regiões a norte do Tejo e mesmo inexistente em algumas delas.
Ecologia/habitat: planta arvense, viária e ruderal, presente em campos cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, com preferência por solos básicos, a altitudes até 1600m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, com maior intensidade de Março a Agosto.
* Sinonímia: Reseda ramosissima Pourr. ex Willd.
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Orelha-de-lebre (Plantago lagopus)






Orelha-de-lebre * (Plantago lagopus L.)
Erva anual, por vezes, perene, geralmente acaule, tendo, no entanto, às vezes, um caule reduzido, com entrenós até 10mm; folhas dispostas em roseta basal, lanceoladas, agudas, com margens inteiras ou denticuladas e limbo com 3 a 7 nervuras e com pubescência mais ou menos acentuada; flores diminutas, agrupadas em inflorescências em espiga, densas e sedosas.
Tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito;
Família:Plantaginaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone em boa parte do território do Continente, sendo, no entanto, rara nas regiões a norte do Tejo, a ponto de não haver, no portal da SPBotânica (Flora.on) registo de avistamentos da espécie no Minho e no Douro Litoral. Como espécie introduzida ocorre também no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais e outros relvados, em sítios algo nitrificados, mais ou menos secos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Língua-de-ovelha, Erva-da-mosca.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Cabeleira-de-coquinho (Lotus loweanus)









Cabeleira-de-coquinho (Lotus loweanus Webb & Berthel.)
Planta com base lenhosa e hábito prostrado, em forma de tapete, mais ou menos extenso, por vezes,  parcialmente submerso sob as areias das dunas onde tem o seu habitat mais comum.
Tipo biológico: proto-hemicriptófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Planta endémica da ilha de Porto Santo (arquipélago da Madeira).
Ecologia/habitat: dunas e outros terrenos secos e arenosos próximos do mar.
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: ilha de Porto Santo; 15 - Maio - 2022)
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Plantas ornamentais: Palmeira-lírio (Yucca gloriosa)



Palmeira-lírio; Árvore-da-pureza;ou Iúca (Yucca gloriosa L.) 
Planta da família Agavaceae, nativa da costa atlântica do Sudeste dos Estados Unidos da América, mas entretanto introduzida e largamente cultivada como planta ornamental, noutras regiões e países, incluindo Portugal, onde se encontra, com frequência, quer em jardins particulares, quer públicos.
[Avistamento: Trafaria (Almada); 28 - Dezembro - 2022]
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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Limónio-de-Porto-Santo (Limonium lowei)








Limónio-de-Porto-Santo (Limonium lowei R.Jardim, M.Seq., Capelo, J.C.Costa & Rivas Mart.)
Tipo biológico: caméfito;
FamíliaPlumbaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Ilha de Porto Santo (arquipélago da Madeira)
Ecologia/habitat: sítios arenosos ou rochosos, "na costa norte de Porto Santo" (fonte
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Porto Santo; 17 - Maio - 2022)
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sábado, 31 de dezembro de 2022

Urze-das-vassouras (Erica platycodon subsp. maderincola)






Urze-das-vassouras [Erica platycodon subsp. maderincola (D.C.McClint.) Rivas Mart., Capelo, J.C.Costa, Lousã, Fontinha, R. jardim & M. Seq.]
Arbusto de folha perene, muito ramificado, que pode atingir até 4 m de altura.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Ericaceae;
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira, com presença limitada às ilhas da Madeira e  de Porto Santo.
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: ilha de Porto Santo; 16/20 - Maio - 2022)
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