sábado, 22 de Novembro de 2014

Scorzonera laciniata var. laciniata









Scorzonera laciniata L. var. laciniata  
Erva anual ou bienal, raramente perene (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) da família Asteraceae, que pode atingir até cerca de meio metro de altura, com caules geralmente erectos, glabros e muito ramificados; folhas polimorfas [desde inteiras  (lineares a oblanceoladas) a penatipartidas ou penatissectas com segmentos lineares ou ovado-lanceolados); flores com lígulas de cor amarelo pálido, por vezes, tingidas de púrpura no dorso, reunidas em capítulo protegido por  invólucro com 4 ou 5 filas de brácteas, as externas em geral com apêndice corniculado,  
Distribuição: Centro, Sul e Leste da Europa, Noroeste de África, Oeste e Sudoeste da Ásia. Introduzida na Austrália, Américas e Canárias.
Em Portugal não é aparentemente muito comum, mas há registo da sua ocorrência em todo o  território do Continente, desde Trás-os-Montes até ao Algarve. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens secas;  terrenos incultos, abandonados, perturbados e/ou descampados.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data: descampados no interior da Fortaleza de Almeida; 8 - Junho - 2014)

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Cenoura-brava (Daucus muricatus)

(1)

 (2)

 (3)

(4)

(5)

(6)

(7)
Cenoura-brava [Daucus muricatus (L.) L.]
Erva anual (tipo biológico: terófito) com 30 a 100cm de altura, com caules, em geral, erectos, por vezes, decumbentes, híspidos, ramificados na parte superior ou desde a base; folhas penatissectas com segmentos de última ordem linear-lanceolados a lanceolados, com pecíolo, ráquis e nervuras híspidas; flores com pétalas cordiformes, bífidas, de cor branca ou levemente tingidas de púrpura, desiguais, muito maiores as exteriores das flores exteriores da umbela.
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Região Mediterrânica. Considera-se habitualmente que a ocorrência da espécie em Portugal Continental está limitada ao Algarve, Alentejo (Alto e Baixo), Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral. Contudo, há notícia do aparecimento de uma população mais a norte, na Serra de Chavães - concelho de Tabuaço.  Está também presente nos Açores, como espécie introduzida.
Ecologia/habitat: ruderal e arvense, frequentemente em margas argilosas, a altitudes entre 30 e 800 m.
Floração: de Abril a Julho.
[Locais e datas: Serra da Arrábida e Serra de Montejunto (Abril - Maio -2014)]

sábado, 15 de Novembro de 2014

Aristolochia baetica








Aristolochia baetica L.   
Planta herbácea, rizomatosa, trepadora (tipo biológico: hemicriptófito) da família Aristolochiaceae, com caules volúveis, glabros, podendo atingir até 4 m.; folhas pecioladas, inteiras, ovadas ou cordadas; flores pedunculadas, solitárias, com tubo recurvado e limbo piloso no interior; fruto em forma de cápsula ovado-oblonga  com 2  a 6 cm de comprimento,  
Distribuição: Sul da Península Ibérica e Norte de África. Em Portugal, a espécie está confinada à região do Algarve.
Ecologia/habitat: em terrenos de matos, orlas e clareiras de matagais e de bosques perenifólios, por vezes na base de zonas rochosas.
Floração:Dezembro a Junho
Sinonímia: Aristolochia subglauca Lam.
[Locais e datas: Algarve (Cachopo - Tavira e Silves); 24/27 -Março - 2914]

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Buglossa-calcária (Anchusa calcarea subsp. calcarea)



Buglossa-calcária (Anchusa calcarea Boiss. subsp. calcarea )
Erva bienal ou vivaz (tipo biológico: hemicriptófito) da família Boraginaceae, com caules simples ou ramificados a partir da base, erectos, glabros ou escassamente revestidos por pêlos compridos e rígidos, que pode atingir, embora muito raramente, até 150cm.
Distribuição: é um endemismo ibérico com ocorrência limitada ao Sul e Oeste da Península Ibérica. Em Portugal está presente nas regiões próximas do litoral, desde o Algarve até à Estremadura, não sendo  também de excluir a sua presença no Douro Litoral (mais provável) e no Minho (menos provável).
Ecologia/habitat: Dunas e areais costeiros, desde o nível do mar até aos 50m de altitude.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Praia de S. Torpes - Sines; 22 - Março - 2014)

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Silene portensis subsp. portensis

 



Silene portensis L. subsp. portensis
Erva anual (tipo biológico: terófito), da família Caryophyllaceae, com 20 a 60cm. de altura; caules erectos, geralmente ramificados, quase glabros; folhas, em geral, lineares; flores (com pétalas cujo limbo, bífido, se apresenta esbranquiçado na página superior e esverdeado na inferior) dispostas em dicásios frouxos. 
Distribuição: Península Ibérica, Sudoeste de França e Noroeste da Argélia. Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente. Inexistente nos Açores e na Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagens ralas, por via de regra, em solos arenosos. a altitudes até aos 1200m.
Floração;  de Abril a Agosto.
(Local e data: algures entre Aldeia da Ponte e Forcalhos (concelho do Sabugal); 18 - Junho - 2014)

quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

Bela, discreta e rara






Centaurea luisieri Samp.
Se o blogger não erra, este apontamento corresponde à milésima publicação do "Botânico Aprendiz". Pareceu-me que para assinalar o facto seria uma escolha adequada optar por dar a conhecer, nestas "páginas", uma espécie que é, a meu ver, discreta, mas simultaneamente muito bela e rara.
Muito rara, não só porque, segundo esta fonte, se trata dum endemismo ibérico com distribuição limitada ao Noroeste da Península Ibérica, mas também porque não são necessários todos os dedos da mão para contar as populações conhecidas, actualmente, em território português (3).
Discreta, porque se trata de uma planta de diminutas dimensões, reduzida a umas quantas (poucas) folhas em forma de roseta basal a que acresce, na época da floração e da frutificação, um capítulo suportado por um curto pedúnculo que aflora à superfície apenas o suficiente para que o capítulo sobreleve, ligeiramente, a roseta basal.
No que se refere à beleza da planta fala a inflorescência, onde sobressai o colorido púrpura das flores.
Habitat: o local onde as plantas foram fotografadas parece indicar que, quanto ao habitat, a espécie prefere terrenos de pastagem, com algum grau de secura e com ervedo ralo e de pequeno porte que não lhe faça grande concorrência  e substrato de saibro  (areão grosso de origem granítica à mistura com partículas de argila). 
Floração: de Abril a Julho.
Observação: As flores aqui reproduzidas faziam parte de uma das populações a que acima me refiro, população primeiramente avistada pelo Miguel Porto (presidente da da Direcção da Sociedade Portuguesa de Botânica e coordenador e primeiro responsável do Flora.on, portal da referida Sociedade. A ele devo (e a ele agradeço) a indicação da referida população que já avistei por mais que uma vez, sendo que, na primeira visita, no ano de 2013, já só encontrei os restos deixados pela roçadoira (municipal, suponho) que havia destroçado toda a população. Apesar disso, a população sobreviveu, pois  este ano, não obstante a roçadoira já ter passado, novamente, pelo local, ainda me foi possível encontrar uns quantos exemplares em floração.
(Local e data: algures entre Alfaiates e Aldeia da Ponte (Sabugal); 27 - Maio - 2014)
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 4 de Novembro de 2014

Linum setaceum






Linum setaceum Brot.
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Linaceae, que pode atingir até 40cm, com caule erecto, ramificado na metade superior, folhas uninervadas em forma de seta; flores pediceladas, bracteadas, com corola amarela agrupadas em inflorescências  em panícula frouxa.
Distribuição: Centro e Sul da Península Ibérica e Noroeste de África (Marrocos). Em Portugal, aparentemente , tendo em conta os registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on), a sua distribuição está limitada às regiões do Sul e Centro do território do Continente.
Ecologia/habitat: Terrenos de pastagem,bermas de caminhos, preferentemente, em solos arenosos ou pedregosos.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Forte do Alqueidão - Sobral de Monte Agraço; 2 - Junho - 2014) 

domingo, 2 de Novembro de 2014

Granza (Crucianella angustifolia)

 (1)

 (2)

(3)

(4)
Granza (Crucianella angustifolia L.)
Erva anual (tipo biológico; terófito) da família Rubiaceae, com caule erecto ou ascendente, simples ou ramificado que pode atingir até 45 cm.
Distribuição: Região Mediterrânica e Sudoeste da Ásia. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente. Inexistente nos Açores e na Madeira.
Ecologia/habitat. em pastagens anuais, sobre todos tipos de solos, a altitudes até 2000m.
Floração: de Abril a Julho.
[Locais e datas: Foios - Sabugal; 12 - Junho - 2014 (fotos 1 e 3); Monte S. Cornélio - Sortelha - Sabugal (13 - Junho - 2014) (fotos 2 e 4)]

sábado, 1 de Novembro de 2014

Negrela (Erica cinerea)






Negrela (Erica cinerea L:
 Pequeno arbusto com 15 a 75 cm, (tipo biológico: caméfito, fanerófito)  com ramos lenhosos com casca acinzentada; flores lineares ou linear-lanceoladas, dispostas em verticilos de três; flores com cálice formado por 4 sépalas livres e corola  em forma de gomil de cor púrpura, rosada ou violácea, dispostas em pequenos cachos que, em conjunto, formam uma inflorescência paniculiforme.
Família: Ericaceae
Distribuição: Europa Central e Ocidental, Córsega, Transilvânia e  Ilha da Madeira.
No que respeita a Portugal, a espécie não ocorre apenas na ilha da Madeira, pois distribui-se também por uma boa parte do território do Continente. Segundo a Flora Iberica, a espécie só estará ausente na região do Algarve. Todavia, os registos existentes, nesta altura,  no portal da SPBotânica (Flora.on) situam-se todos a norte do Tejo. 
Ecologia/ habitat: "Urzais e outros matos mesófilos, frequentemente sob coberto de pinhais ou carvalhais. Sobre solos siliciosos ou descarbonatados, algo húmidos." (fonte)
Floração: de Abril a Outubro
* Outros nomes comuns: Queiró; Queiroga; Urze-roxa
(Local e data: Serra de Alvelos  (26 Maio/ 9 -Julho - 2014)