sexta-feira, 22 de maio de 2020

Ervilhaca-miúda (Vicia angustifolia)






Ervilhaca-miúda * (Vicia angustifolia L.)
Erva anual, trepadora, com caules ascendentes ou procumbentes que podem atingir até 80 cm; folhas pecioladas ou quase sésseis, com 3 a 6 pares de folíolos, terminando em gavinha geralmente ramificada, eventualmente simples; inflorescências raramente pedunculadas, reduzidas geralmente a 1 ou 2 flores, (por vezes até 4); flores com corola (formada por estandarte; asas e quilha) de cor púrpura; fruto linear-oblongo, frequentemente pubescente, menos vezes glabro, não comprimido entre as (6 a 15) sementes.
Tipo biológico: terófito; escandente;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Europa (em quase toda); Ásia (Sibéria, Centro e Oeste); Norte de África; e Macaronésia (arquipelagos da Madeira e Canárias)
Em Portugal ocorre,  como vimos, como espécie autóctone, no arquipélago da Madeira, mas também em todo o território do Continente, onde é relativamente comum e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal presente com frequência em relvados, pastagens, bermas de estradas e caminhos, campos agricolas, cultivados ou incultos e baldios, a altitudes até 2000m.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Ervilhaca-vulgar; Ervilhaca-dos-trigos; Larica; Negrita (fonte)

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Serradela-miúda (Ornithopus perpusillus)







Serradela-miúda ou Serradela-brava (Ornithopus perpusillus L.)
Erva anual, erecta, ascendente ou decumbente, com caules algo vilosos, com 5 a 42 cm; folhas com 4 a 15 pares de folíolos, vilosos em ambas as páginas; inflorescências com 2 a 6 flores com corola rosada ou esbranquiçada, com estandarte panduriforme, com nervos frequentemente de cor púrpura; fruto glabro ou piloso, muito contraído entre as sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Centro e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente, sendo, contudo, pouco comum nas regiões a Sul do  Tejo.
Ecologia/habitat:  pastagens e outros relvados, em solos calcários ou siliciosos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Abril a Julho.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Antriscos (Anthriscus caucalis)






Antriscos (Anthriscus caucalis M.Bieb.)

Erva anual, com caules erectos ou ascendentes, muito ramificados, com 15 a 80 cm; folhas tripenatissectas, de contorno triangular; inflorescências com 2 a 5 raios, compostas por umbélulas com 4 a 7 flores hermafroditas com pétalas amareladas ou brancas, ligeiramente arqueadas no ápice; frutos ovóides, cobertos de pêlos rígidos em forma de gancho.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Europa, Noroeste de África, Turquia, Cáucaso e Síria. Introduzida na América do Norte e na Nova Zelândia.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em quase todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal presente em sebes, campos abandonados e, em geral, em locais nitrificados, a altitudes até 1800m.
Floração: de Março a Junho.
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domingo, 3 de maio de 2020

Verónica-dos-campos (Veronica arvensis)





Verónica-dos-campos (Veronica arvensis L.)
Erva anual, frequentemente de reduzidas dimensões (desde 1 a 40 cm) com caules erectos ou decumbentes, geralmente ramificados a partir da base, mas por vezes, simples; folhas de oblongas a ovadas, crenadas/dentadas; inflorescência em cacho terminal agrupando até 60 flores; brácteas, pelo menos, as superiores, inteiras, muito diferentes das folhas; flores com corola tingida de azul mais ou menos intenso, com 2 a 4 mm de diâmetro; fruto (cápsula) mais largo que comprido.
Tipo biológico: terófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: originária do hemisfério norte, actualmente subcosmopolita, presente nas regiões temperadas de ambos os hemisférios.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no arquipélago da Madeira e em todo o território do Continente (conquanto seja mais comum nas regiões do Norte e Centro do que nas regiões do Sul)  e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal frequente em pastagens anuais, em campos cultivados ou em pousio, em muros, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 2900m.
Floração:  de Fevereiro a Agosto.
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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Ervilhaca-comum (Vicia sativa subsp. sativa)








Ervilhaca-comum* (Vicia sativa subsp. sativa)
Erva anual, trepadora, com caules ascendentes ou procumbentes que podem atingir até 80cm; folhas pecioladas ou subsésseis, com 4 a 7 pares de folíolos (oblongos, oblanceolados ou elípticos, raramente lineares, obtusos ou emarginados, caudados) terminadas em gavinha ramificada; inflorescências reduzidas a 1 ou 2 flores; estas com cálice com lóbulos triangulares, frequentemente mais compridos que o tubo; pétalas (estandarte, alas e quilha) de cor que vai do violeta ao púrpura,  mais escura nas alas; frutos claramente comprimidos entre as (4 a 9) sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica, mas introduzida em numerosas regiões do globo, sendo considerada actualmente como planta subcosmopolita.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores. Inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados e campos cultivados em solos nitrificados, a altitudes até 1050 m.
Floração: de Março a Junho.
Nota: cultivada como planta forrageira.
* Outro nomes comuns: Ervilhaca-mansa; Ervilhaca-ordinária; Ervilhaca.
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domingo, 26 de abril de 2020

Ranúnculo-de-três-partes (Ranunculus tripartitus)









Ranúnculo-de-três-partes (Ranunculus tripartitus DC.)
Erva anual, por via de regra, mas vivaz em certas circunstâncias,  prostrada (quando em terra) erecta e distendida (quando submersa); folhas laminares com limbo reniforme ou suborbicular, em geral com 3 lóbulos profundos; folhas divididas, quando existentes, circunscritas aos nós inferiores; flores com 5 pétalas brancas, ovadas, não contíguas;  sépalas reflexas e azuladas, pelo menos no ápice; aquénios glabros. 
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: Europa Atlântica desde o Norte da Alemanha até Portugal; montanhas do Atlas no Norte de África. 
Em Portugal distribui-se ao longo de boa parte do território do Continente mas de forma irregular e descontínua e aparentemente não muito comum.
Ecologia/habitat: valas e regatos de águas lentas; charcos temporários e lagoas de águas pouco profundas.
Floração: de Janeiro a Maio.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Anthemis alpestris






Anthemis alpestris (Hoffmanns. & Link) R.Fern. *
Planta perene (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae (Compositae).
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica.
Atendendo aos avistamentos registados no Portal da SPBotânica (Flora.on) a ocorrência desta espécie em Portugal parece limitada a Trás-os-Montes e Beira Alta.
Ecologia/habitat: prados, afloramentos rochosos, bermas de estradas e caminhos, a altitutes desde 750 a 1300m.
Floração: de Maio a Julho.
*Sinonímia: Anthemis chrysocephala Boiss. & Reut.; Anthemis cretica subsp. chrysocephala (Boiss.) O. Bolòs & Vigo;  Anthemis montana subsp. chrysocephala (Boiss.) Maire; Anthemis montana var. chrysocephala Boiss.; Anthemis montana var. discoidea Willk.; Chamaemelum alpestre Hoffmanns. & Link (fonte)
[Local e data do avistamento: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 5 - Junho - 2018]
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domingo, 19 de abril de 2020

Verónica-da-Pérsia (Veronica persica)






Verónica-da-Pérsia (Veronica persica Poir.)
Erva anual, com caules decumbentes ou ascendentes, em geral ramificados a partir a base, que podem atingir desde 10 a 70cm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: provavelmente originária da região do Cáucaso e do Sudoeste da Ásia, a Veronica persica é considerada actualmente como planta subcosmopolita, estando presente na maioria das regiões do globo.
Em Portugal encontra-se presente quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira
Ecologia/habitat: terrenos cultivados, jardins, bermas de estradas e caminhos e outros locais ruderalizados com alguma humidade e nitrificados  a altitudes até 1300 m.
Floração: em Portugal prolonga-se ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade de Janeiro a Julho.
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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Hyoseris scabra






Hyoseris scabra L.
Erva anual de reduzidas dimensões (5 a 10cm); folhas com lóbulos dentados e apiculados, todas dispostas em roseta basal; flores com lígulas amarelas agrupadas em pequeno número (5 a 12) em capítulos estreitos.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae;
Distribuição: Região Mediterrânica;
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, circunscrita à Estremadura e Algarve.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem secos, em solos calcários.
Floração: de Fevereiro a Maio.
[Local e data da observação: Serra do Risco (Arrábida); 6 - Fevereiro - 2019]
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