terça-feira, 22 de Julho de 2014

Cizirão-de-folha-estreita (Lathyrus angulatus)

 
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Cizirão-de-folha-estreita (Lathyrus angulatus L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Fabaceae, com caules ascendentes, geralmente muito ramificados, que pode atingir até 75 cm.
O portal da SPBotânica (Flora.on) aponta como características desta espécie as seguintes: "-Inflorescências só com uma flor (...) terminando numa arista comprida. -Pedúnculo da inflorescência muito mais comprido que o pecíolo da respectiva folha.-Todas as folhas só com 2 folíolos (...) estreitos".
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África (Marrocos) e arquipélagos da Madeira e das Canárias. Em Portugal, além da presença no arquipélago da Madeira encontra-se em quase todo o território do Continente, desde o Minho até ao Algarve.
Ecologia/habitat: Terrenos de pastagem, clareiras de bosques e de matagais, margens de lagoas, rios e outros cursos de água, a altitudes entre 70 e 1400m.
Floração: de Abril a Julho.
[Locais e datas: Serra de S. Mamede; 1 - Maio - 2014 (Fotos 1, 2 e 3);  Serra d'Aire; 27 - Abril - 2014 (fotos 4,5 e 6)]

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Betónica (Stachys officinalis)

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Betónica * [Stachys officinalis (L.) Trevis. **]
Erva rizomatosa, perene com 8 a 90 cm. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Lamiaceae
Distribuição: Presente em quase toda a Europa, com excepção do extremo norte; no Noroeste de África e no Sudoeste da Ásia.
Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, mas não é, aparentemente, muito comum.
Ecologia/habitat: em orlas e clareiras de bosques e de matagais e em prados, geralmente em solos frescos, preferentemente silíciosos ou descarbonatados, a altitudes entre 65 e 2100m.
Floração: de Maio a Agosto.
Fitoterapia: Em particular, as partes aéreas floridas da planta são usadas para diversos fins em fitoterapia. Principais indicações: ansiedade, nevralgias e bronquite asmática.
* Outros nomes comuns:  Albutrónica; Butónica; Cestro.
** Sinonímia: Betonica officinalis L. (basónimo)
[Local e datas: Ourém (concelho); 27 - Abril 2014 (foto 6);  25 - Maio - 2014 (fotos 1, 2, 5, 7 e 8); 8 - Julho - 2014 (fotos 3 e 4)].

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Asperula aristata subsp. scabra





Asperula aristata L.f. subsp. scabra (J.Presl & C.Presl ex Lange) Nyman 
Erva perene, multicaule, com caules erectos ou ascendentes que podem alcançar até 65 cm.
Tipo biológicohemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Centro Sul e Sul da Europa; Norte de África, com excepção do Egipto. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente. Todavia, atendendo aos escassos registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on) dir-se-ia que não é, aparentemente, muito comum.
Ecologia/habitat:  em matagais, clareiras de bosques, taludes e bermas de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos ou arenosos de origem calcária, dolomítica e margosa, ou em formações de gesso. Menos frequente em terrenos xistosos.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data: Ourém (concelho); 8 - Julho - 2014]
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 12 de Julho de 2014

Serapião-de-flores-grandes (Serapias cordigera)








Serapião-de-flores-grandes (Serapias cordigera L.)  
Além da Serapias cordigera, objecto deste apontamento, ocorrem em Portugal outras quatro espécies do género Serapias: a S. parviflora, porventura a espécie mais comum, a S. lingua; a  S. strictiflora e a S. perez-chiscanoi, sem dúvida a menos vulgar entre nós.
Nem sempre é fácil distinguir algumas destas espécies através duma simples observação, pois  algumas delas têm um "habito" bastante semelhante, sendo com frequência necessário prestar atenção às características dos respectivos labelos que diferem de espécie para espécie, no que respeita ao número de "calosidades" e à forma quer do hipoquilo (a parte interior do labelo),  quer do epiquilo (a parte exterior).
A Serapias cordigera distingue-se, porém, facilmente das suas congéneres, pois tem um labelo inconfundível: pela forma (epiquilo em forma de coração); pelo maior tamanho a justificar a atribuição da designação de Serapião-de-flores-grandes; e pela cor (vermelho escuro).
Tal como as restantes congéneres é uma erva vivaz, (tipo biológico: geófito) com 1 ou 2 tubérculos, com 12 a 40 cm de altura. 
Distribuição: Península Ibérica; Ilhas Baleares; Sudoeste da Europa, desde o Sul de França até aos Balcãs; Noroeste de África (Marrocos, Argélia e Tunísia).
Presente também em Portugal, ao longo de quase todo o território do Continente, embora de forma descontínua e irregular e no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: Pastagens, terrenos de semeadura, cultivados ou em pousio,  relvados, clareiras de bosques e de matagais, geralmente sobre solos ácidos e raramente calcários. 
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Aldeia da Ponte - Sabugal; 27 - Maio - 2014)

sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Erva-doce-bastarda (Pimpinella villosa)










Erva-doce-bastarda * (Pimpinella villosa Schousb.)
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apiaceae, muito ramificada desde a base, com caules erectos, sólidos, com 40 a 90 cm; folhas quase todas basais, bi ou tri penatissectas; flores com pétalas brancas (1mm) reunidas em umbelas compostas por umbélulas, umas e outras muito desiguais.
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África. Introduzida no Arquipélago dos Açores. Presente em quase todo o território de Portugal Continental. O Minho e o Douro Litoral são, aparentemente, as únicas excepções.
Ecologia/habitat: bermas de caminhos e outros terrenos movimentados, sobre solos arenosos, secos e siliciosos, em lugares situados desde o nível do mar até à altitude de 1400m. Pouco frequente em terrenos calcários.
Floração: de Maio a Agosto.
* Outros nomes comuns: Anis; Erva-doce; Erva-doce-brava; Pimpinela-peluda; Saxífraga-do-reino.
(Local e data: Praia a sul da Lagoa de Albufeira; 3 - Julho - 2014)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Escabiosa-da-praia (Pycnocomon rutifolium)

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Escabiosa-da-praia, ou Arruda-da-praia [Pycnocomon rutifolium (Vahl) Hoffmanns. & Link ]
Erva vivaz (tipo biológico: caméfito), da família Dipsacaceae, frequentemente multicaule, com caules erectos, ramificados na parte superior,  que podem atingir até mais de 1 m; folhas com formas diversas, desde inteiras, a penatipartidas ou penatissectas; flores desiguais (as externas com maiores dimensões), todas com corola branca ou branco-amarelada, agrupadas em capítulos localizados no extremo de longos pedúnculos.
Distribuição: Malta e Região Mediterrânica Ocidental. Segundo a Flora Iberica, a distribuição da espécie estaria limitada, em Portugal, à região do Algarve. Aquela publicação está, porém, desactualizada, pois não há dúvida sobre a presença desta espécie nas proximidades do litoral até bem mais a norte, incluindo na Península de Setúbal. 
Ecologia/habitat: na orla e em clareiras de matagais e de bosques, designadamente, de pinhais, instalados em dunas e areias litorais. 
Floração: de Abril a Outubro.
[Locais e datas: Alfarim - Lagoa de Albufeira; 25 - Junho/3 - Julho - 2014 (fotos 1 a 13); Praia Verde - Algarve, 26 - Março - 2014 ( fotos 14 e 15)]