quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Spergularia rupicola

 (1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7) 

(8)

(9)

(10)

(11)
Spergularia rupicola Lebel ex Le Jol.
Erva perene, com raiz grossa e cepa lenhosa; caules, com 5 a 35cm, glanduloso-pubescentes, enraizantes nos nós;  folhas aproximadamente lineares, carnudas, mucronadas; estípulas triangulares, acuminadas (cfr. 6); pedicelos com cerca de 1 cm, em geral mais compridos que as flores, estas com pétalas rosadas, aproximadamente iguais, em comprimento, às sépalas; estames: 10; fruto constituído por cápsula ovóide, em geral, superior, em tamanho, às sépalas (cfr. foto 4): sementes castanho-escuras, tuberculadas, ápteras (cfr. foto 10). *
Tipo biológico: caméfito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: costa atlântica da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: escarpas, rochedos e terrenos pedregosos junto ao litoral atlântico.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Agosto.

* O hábito desta espécie é muito semelhante ao da congénere Spergularia australis e,  para aumentar a dificuldade de identificação, acontece que o habitat de ambas as espécies é, pelo menos, parcialmente coincidente. Para as distinguir, a Flora Iberica recomenda que se atente sobretudo nas sementes de uma e de outra, pois as da S. australis são negras (e não castanho-escuras), lisas (e não tuberculadas), apresentando frequentemente asas estreitas ou rudimentares.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 20 - Abril - 2017 (foto 11); 14 - Janeiro - 2019 (fotos restantes)]
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Genciana-de-turfeiras (Gentiana pneumonanthe)







Genciana-de-turfeiras ou Genciana-dos-pauis (Gentiana pneumonanthe L.)
Planta herbácea, vivaz, da família Gentianaceae, distribui-se por toda a Europa, surgindo em turfeiras e em relvados húmidos ou mesmo muito húmidos, geralmente em zonas montanhosas. 
Embora o caule se possa elevar até aos 60cm de altura, a baixas altitudes, segundo a lição colhida aqui, raramente ultrapassa os 40 cm e, em zonas de montanha, a Genciana-de-turfeiras (designação vernacular encontrada aqui) fica-se por dimensões bem mais modestas, não ultrapassando 15 cm, por regra, como é o caso dos exemplares fotografados.
Em Portugal encontra-se em lugares dispersos, quase exclusivamente a norte do Tejo e designadamente na Serra da Estrela, onde as fotografias supra foram obtidas.
Floresce de julho a novembro.
(Clicando nas imagens, amplia)
(reeditado)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pulmonaria longifolia







Pulmonaria longifolia (Bastard) Boreau *
Erva rizomatosa, hirsuta, com 10 a 50cm; caules erectos, simples ou ramificados na base; folhas com pêlos glandulíferos em ambas as páginas; flores com corola infundibuliforme de cor azul com manchas purpúreas e/ou violáceas, agrupadas em cimeiras.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa. Introduzida e naturalizada na Inglaterra e América do Norte.
Em Portugal Continental ocorre apenas em Trás-os-Montes (com presença confirmada através de registos existentes no Portal da SPBotânica (Flora.on) e na Beira Baixa (informação da Flora Iberica). Em qualquer caso, trata-se, aparentemente, de espécie pouco comum no país.
Ecologia/habitat: bosques caducifólios a altitudes até 1600m.
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Pulmonaria angustifolia L. var. longifolia Bastard (Basónimo).
(Local e data dos avistamentos: Serra da Nogueira - Trás-os-Montes; 4 e 5 - Junho - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Bugalhó (Ranunculus muricatus)







Bugalhó * (Ranunculus muricatus L.)
Erva anual, em geral, glabra, com 5 a 50 cm; caule ramificado, oco; folhas basais pecioladas, tri ou pentalobadas; as caulinares semelhantes; flores com corola formada por 5 pétalas amarelas obovadas ou elípticas; cálice  também com 5 sépalas e com um nectário na base; frutos formados por aquénios com "espinhos" nas faces.
Tipo biológico: terófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Oeste da Ásia; Norte de África e em parte da Macaronésia. Naturalizada na América e na Austrália.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: relvados; campos cultivados e incultos; e, em geral, em terrenos húmidos, com frequência perturbados, a altitudes até cerca de 800m.
Floração: de Fevereiro a Julho, mas com maior intensidade em Março e Abril.
*Outros nomes comuns: Botões-de-ouro; Ranúnculo-de-pontas.
(Local e data: Almada; 16 - Março - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 5 de janeiro de 2019

Biscutella valentina subsp. valentina








Biscutella valentina (Loefl. ex L.) Heywood subsp. valentina
Planta perene, lenhosa na base, com 30 a 70 cm; com caules simples ou múltiplos; folhas basais dispostas em roseta densa, de lineares a obovadas, leve ou profundamente dentadas, quase glabras ou densamente híspidas; as basais inferiores semelhantes às basais; as superiores mais pequenas, estreitas e sésseis; flores com pétalas amarelas, dispostas em cachos, estes, por vezes, agrupados em em inflorescências paniculiformes; frutos em síliqua estreita, plana, com 2 lóculos, de orbiculares a ovados, simétricos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Alto e Baixo Alentejo; Estremadura; Ribatejo; Beira Baixa; Beira Alta; Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos rochosos ou pedregosos, na orla ou em clareiras de matos, a altitudes até 2500m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Agosto.
[Local e datas: Serra de Montejunto; 22 - Abril - 2017 (fotos 1 a 5); 5 - Maio - 2018 (fotos restantes)]
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Bole-bole-maior (Briza maxima)



Bole-bole-maior *(Briza maxima L.)
Erva anual com caules (colmos) erectos que podem atingir até cerca de 80cm; flores hermafroditas agrupadas (8 a 20) em espiguetas compridamente pedunculadas, dispostas em inflorescências em forma de panícula pouco densa.    
Tipo biológico: terófito;
FamíliaPoaceae (Gramineae),
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica e Macaronésia, mas entretanto introduzida e naturalizada em várias regiões do Globo. 
Em Portugal ocorre,  como espécie autóctone, em todo o território do Continente (onde é muito comum) e no arquipélago da Madeira. Como espécie introduzida está presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: com alguma preferência por sítios secos, pode, no entanto, encontrar-se em locais com características ecológicas muito diferentes, quer em terrenos cultivados, quer incultos. 
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Abelhinhas; Bule-bule; Bule-bule-grado; Campainhas-do-diabo; Chocalheira-maior; Quilhão-de-galo.
(Local e data do avistamento: Samora Correia; 18 - Abril - 2018)
(Clicando sobre as imagens, amplia)

domingo, 30 de dezembro de 2018

Ervilhaca-cizirão (Vicia dasycarpa)





Ervilhaca-cizirão * (Vicia dasycarpa Ten.**)
Erva anual, trepadora, glabra, ou escassamente pubescente, com caules angulosos, procumbentes, que podem atingir até 70cm de comprimento; folhas curtamente pecioladas ou quase sésseis, com 4 a 9 pares de folíolos, aproximadamente elípticos e obtusos, terminando em gavinha ramificada; flores [com cálice claramente giboso na base  e com corola formada por estandarte de cor púrpura ou azul violeta; asas (2) de cor esbranquiçada e quilha igualmente esbranquiçada mas com mancha escura no ápice (bem visível 1ª imagem supra)]. As flores surgem agrupadas (13 a 23) em inflorescências pedunculadas, com pedúnculo tão ou mais comprido que a folha axilante.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Centro e Sul da Europa; Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal Continental está presente como espécie autóctone em quase todas as regiões do território. O Algarve surge, aparentemente, como a única excepção.
Habitat: planta ruderal e arvense, surge em searas e outros campos cultivados, pastagens, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Julho
* Outros nomes comuns: Ervilhaca-glabra; Ervilhaca-vilosa (fonte)
** Sinonímia:  Vicia villosa subsp. dasycarpa (Ten.) Cavill.; Vicia varia Host
(Local e data do avistamento: Serra de Montejunto; 5 - Maio - 2018)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Samacalo (Anarrhinum bellidifolium)






 





Samacalo ou Macerovia [Anarrhinum bellidifolium (L.) Willd. *]
Erva bienal ou perene, geralmente glabra, com caules frequentemente múltiplos, por via de regra muito ramificados, pelo menos na parte superior e que podem atingir até cerca de 100 cm de altura.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPlantaginaceae;
Distribuição: Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre em todo o território do Continente, mas inexistente, quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira.
Habitat: clareiras de matos e bosques, pastagens, locais pedregosos ou rochosos, em substratos ácidos ou descarbonatados a altitudes até 2000m.
Floração: de Março a Agosto
*Sinonímia: Antirrhinum bellidifolium L. (Basónimo)
(Clicando nas imagens, amplia) 
(reeditado)