sábado, 24 de outubro de 2020

Amor-de-hortelão (Galium aparine)







Amor-de-hortelão * (Galium aparine L.)
Erva anual,  uni ou multicaule, trepadora,  escábrida (= àspera ao tacto), com caules em geral ascendentes e  ramificados, que podem atingir até 170 cm; folhas em geral sésseis, mas, no restante, com características bem distintas, consoante as subespécies:  oblongo-obovadas ou obovadas, dispostas em verticilos de 6 a 8, com 3 a 9 mm de largura, obtusas, contraídas repentinamente em arista (subespécie nominal); ou lineares, linear-oblanceoladas, ou linear-elípticas, dispostas em verticilos de 6 a 9, com 0,4 a 3 mm de largura, agudas, contraídas gradualmente em arista (subespécie spurium); flores hermafroditas, tetrâmeras, com corola glabra, branca, esverdeada ou verde-amarelada, com 1,5 a 3 mm de diâmetro; frutos cobertos de pêlos sedosos terminando em gancho, forma que permite que os frutos se prendam às roupas das pessoas ou à pelagem dos animais, favorecendo grandemente a sua dispersão.
Tipo biológico: terófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Europa, Ásia, Região Mediterrânica e Macaronésia. Introduzida em numerosas outras regiões do globo, é actualmente considerada como planta subcosmopolita.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer em todo o território do Continente, onde é muito comum, quer no arquipélago da Madeira. Presente também no arquipelago dos Açores, como espécie introduzida. 
Ecologia/habitat: planta ruderal e arvense, ocorre em campos cultivados e incultos, baldios, sebes, entulheiras e noutros locais perturbados, a altitudes até 2600m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Julho.
[Local e data do avistamento: Troviscal (Sertã); 19 - Abril - 2020] 
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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Loto-de-Coimbra (Lotus conimbricensis)


 




Loto-de-Coimbra (Lotus conimbricensis Brot.)
Erva anual, glabra, eventualmente com alguma pelosidade dispersa, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até cerca de 30cm; folhas com cinco folíolos; inflorescências compostas por 1 ou 2 flores e bráctea trifoliolada; flores com corola esbranquiçada ou rosada, com veias no estandarte; fruto cilíndrico e, em geral, marcadamente recurvado, com 20 a 40 sementes. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa; Sudoeste da Ásia e Norte de África.
Em Portugal, ocorre, como espécie autóctone, na maior parte do território do Continente e, como espécie introduzida, no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens, terrenos cultivados, incultos e em pousio, em locais sombrios e com alguma humidade, em solos preferentemente arenosos e ácidos, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Março a Junho.
[Local e data do avistamento: Marmeleiro (Sertã); Maio - 2020]
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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Cardo-amarelo (Carlina hispanica)







Cardo-amarelo(Carlina hispanica Lam. **)
Planta herbácea, perene, rizomatosa, espinhosa, com caules erectos, geralmente ramificados, frequentemente a partir da base, podendo atingir até cerca de 85 cm de altura;  folhas sésseis, rígidas, espinhosas, com margem sinuado-dentada; flores amarelas, reunidas em capítulos, apresentando estes brácteas interiores de cor dourada.
Tipo biológicohemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição geral; Península Ibérica e Noroeste de África
Distribuição em Portugal;  é uma planta que se encontra com frequência em grande parte do território do Continente;
Habitat: clareiras de bosques e matagais, terrenos baldios e em pousio, dunas, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1700 m. Indiferente à  natureza dos solos; 
Floração: de Maio a Setembro;
*Outros nomes comuns:  CardolCardo-dos-cachosEspinho-de-cabeça;
** Sinonímia: Carlina corymbosa subsp. hispanica (Lam.) A. Bolòs & Vigo
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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Trevo-istmocarpo (Trifolium isthmocarpum)





Trevo-istmocarpo  (Trifolium isthmocarpum Brot.)
Erva anual, glabra ou glabrescente, com caules prostrados, ascendentes ou erectos, com 8 a 75 cm; folhas trifolioladas, alternas, pecioladas, estipuladas; folíolos glabros, ovados, elípticos ou obovados, quase sésseis, com margem serrilhada; estípulas membranáceas, com ponta assovelada; inflorescências axilares ou aparentemente terminais,  capituliformes ou especiformes, ovóides na floração, cilíndricas ou subglobosas na frutificação, com pedúnculos que podem atingir até 12 cm; flores com cálice glabro,  actinomórfico, cilíndrico, com  tubo com 10 nervuras e segmentos subiguais, triangulares, com margens membranáceas e com corola branca, rosada ou purpúrea, com estandarte livre, com 8 a 12 mm de comprimento, cerca do dobro do do cálice; fruto (vagem) contraído * entre as sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
DistribuiçãoPenínsula Ibérica, Córsega, Itália, Sicília, Noroeste de África, Turquia e Macaronésia.
Em Portugal ocorre, como planta autóctone, no território do Continente (Algarve, Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo,  Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral e Douro Litoral) e como introduzida e naturalizada no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: prados, bermas de caminhos, em locais húmidos, incluindo em solos arenosos com alguma salinidade, a altitudes até 900m.
Floração: de Março a Junho.
* Característica que estará na base da atribuição do qualificativo isthmocarpum pelo descritor da espécie, o botânico português Félix de Avelar Brotero.
(Local e data: Estuário do Sado; 20 - Abril - 2016)
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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Trevo-dos-prados (Trifolium pratense)



Trevo-dos-prados *(Trifolium pratense L.)
Erva perene, glabra ou pilosa (com pêlos aplicados ou patentes), com caules erectos ou ascendentes, com 6 a 110cm; folhas alternas, pecioladas, estipuladas, trifoliadas, com folíolos ovados ou suborbiculares (os das folhas inferiores) elípticos ou obovados (os das folhas superiores); inflorescências capituliformes, ovóides ou globosas, geralmente com invólucro formado pelas estípulas das folhas superiores, por vezes sem invólucro; flores com cálice campanulado e corola purpúrea ou rosada. 
Tipo biológico: Hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Europa; Centro e Oeste da Ásia; Noroeste de África e Macaronésia. Introduzida e naturalizada noutras regiões do globo. 
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território. Presente também arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat:  terrenos relvados, prados e pastagens, em solos húmidos, nitrificados, a altitudes até 2600m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Outubro.
*Outros nomes comuns: Pé-de-lebre; Trevo-comum; Trevo-ribeiro; Trevo-roxo; Trevo-violeta.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Lírio-dos-tintureiros (Reseda luteola)








Lírio-dos-tintureiros * (Reseda luteola L.)
Planta anual ou bienal, com caules erectos, glabros, simples ou ramificados que podem atingir até cerca 100cm de altura; folhas inteiras, com margem geralmente ondulada; inflorescência em cacho especiforme, densa; flores hermafroditas, tetrâmeras, com 4 sépalas persistentes e 4 pétalas amarelas ou branco-amareladas; fruto (cápsula) subgloboso, glabro ou papiloso, com sulcos profundos; sementes ovóides, lisas, escuras, brilhantes.
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África, Oeste da Ásia e Macaronésia. Introduzida e naturalizada na América.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como planta introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal, presente em campos cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, entulheiras, preferentemente em solos arenosos, a altitudes até 1700m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, com maior intensidade de Fevereiro a Setembro.
Observação: planta outrora cultivada para obtenção de um corante amarelo usado em tinturaria.
* Outros nomes comuns: Erva-dos-ensalmos; Gauda.

domingo, 27 de setembro de 2020

Albaida (Hymenocarpos lotoides)





 Albaida ou Patinha-de-osga [Hymenocarpos lotoides (L.) Vis.]

Erva anual, hirsuta, com caules (12 a 40 cm) erectos ou ascendentes, ramificados a partir da base ou na metade superior, por vezes, simples; folhas basais aparentemente inteiras; as médias irregularmente penatifendidas ou penatissectas; as superiores com 5 a 7 folíolos inteiros, elípticos ou oblanceolados; flores (com corola amarelo-alaranjada, maior que o cálice) agrupadas (3 a 11) em glomérulos com pedúnculos com comprimento (até 6 cm) superior ao das folhas correspondentes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Península Ibérica e Norte de África (Marrocos)
Em Portugal distribui-se ao longo de quase todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens algo ruderalizadas, campos agrícolas abandonados ou em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, preferentemente em solos siliciosos ou areno-pedregosos, a altitudes até 1300m.
Floração: de Março a Julho.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Trevo-aglomerado (Trifolium glomeratum)







Trevo-aglomerado (Trifolium glomeratum L.)
Erva anual, glabra ou glabrescente, com caules prostados, ascendentes ou erectos, em geral glabros, com entrenós bem distanciados entre si, podendo atingir até 40 cm de comprimento; folhas alternas, trifoliadas, com folíolos obovados ou obcordados, serrilhados; inflorescências axilares, capituliformes, globosas na frutificação. com ligeiro invólucro formado pelas estípulas das folhas, compostas por numerosas flores com corola rosada, glabra, maior que o cálice.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; África (Norte e Sul); e Macaronésia (arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias). Introduzida nas Américas (do Sul e do Norte) na Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal além de presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ocorre também ao longo de todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: prados e pastagens, bermas de estradas e caminhos, outros terrenos incultos, em solos pobres, preferentemente arenosos e siliciosos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Faia-da-terra (Myrica faya)

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Faia-da-terra; Samouco (Myrica faya Aiton)
Arbusto ou pequena árvore de copa ovóide e folha persistente, que pode atingir até 8 (eventualmente, 10) m. de altura. Planta geralmente dióica apresentando, quer as plantas masculinas, quer as femininas, algumas flores do sexo oposto. Flores agrupadas em amentilhos, as masculinas amarelo-esverdeadas; as femininas rosadas. Frutos comestíveis, algo carnudos, de vermelhos a pretos na maturação. 
Tipo biológico: fanerófito;
FamíliaMyricaceae:
Distribuição: Região Macaronésia (arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias).  Ocorre também no litoral do Centro e Sul de Portugal Continental, com estatuto duvidoso. Com efeito, as populações do litoral do continente português são consideradas por alguns autores como espontâneas, enquanto outros as têm na conta de subespontâneas.
Ecologia/habitat: terrenos siliciosos, frequentemente arenosos, na orla ou sob coberto de pinhais.
Floração: de Março a Junho
[Local e data do avistamento: Mata Nacional do Urso (concelho de Pombal); 30 - Junho - 2020  (fotos 1 a 5); Ilha de S. Jorge (Açores); 23 - Julho - 2017 (fotos restantes)]
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