domingo, 9 de dezembro de 2018

Malmequer (Glebionis coronaria)







  

Malmequer *[Glebionis coronaria (L.) Cass. ex Spach **]
Erva anual, em geral, glabra, com caules que podem atingir de 20 a 100cm, ramificados na metade superior; folhas muito divididas; as inferiores e médias bipenatissectas, as superiores penatissectas; flores agrupadas em capítulos, apresentando as exteriores (femininas) lígulas brancas e amarelas na base, por vezes, integralmente amarelas e as do disco (hermafroditas) de dimensões reduzidas (cerca de 4 mm) todas amarelas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica e do Sudoeste da Ásia, actualmente naturalizada em várias regiões do globo, designadamente no Leste da Ásia e América do Norte.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone nas regiões do Centro e Sul do Continente e como espécie introduzida nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. 
Ecologia/habitat: planta ruderal e nitrófila, encontra-se me terrenos cultivados e incultos, baldios, entulheiras, bermas de estradas e caminhos. 
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Outros nomes comuns: pampilho; pampilho-vulgar; pampilho-coroado.
** Sinonímia: Chrysanthemum coronarium L. (Basónimo).
Nota: As folhas desta planta e os talos, quando tenros, são comestíveis e usados na culinária de vários países asiáticos, incluindo a China e o Japão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Onobrychis viciifolia





Onobrychis viciifolia Scop.
Subarbusto com 20 a 80 cm, com alguma pilosidade,  com caules erectos ou ascendentes, ramificados  a partir da base; folhas pecioladas, com 3 a 13 pares de folíolos; flores com corola  rosada com nervuras purpúreas, agrupadas em inflorescências densas; frutos com contorno aproximadamente circular.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: tida como originária do Sudeste da Europa e do Oeste da Ásia, encontra-se naturalizada na maior parte da Europa, bem como no Norte de África e na América do Norte, regiões onde foi introduzida sobretudo para utilização como planta forrageira.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente como planta introduzida e aparentemente pouco comum, dado que circunscrita ao Alto Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: campos cultivados,  taludes, bermas de estradas e caminhos, em solos preferentemente calcários, a altitudes até 1300m.
Floração: de Março a Agosto.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Tojo-gadanho (Genista falcata)

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 Tojo-gadanho (Genista falcata Brot.)
Arbusto espinhoso que pode atingir até 2 m. de altura.
Tipo biológicofanerófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: endemismo ibérico, com ocorrência limitada ao Centro e Oeste da Península Ibérica.  Em Portugal Continental está presente no Alto Alentejo e em todas as regiões a Norte do Tejo.
Ecologia/habitat: "Matos e matagais na orla de bosques (sobreirais, castanhais, carvalhais) e povoamentos florestais abertos. Em locais rochosos, sobre xistos ou granitos, raramente em calcários."(fonte). A altitudes desde 300 a 1250m.
Floração: de Março a Julho.
[Local e data: Serra de S. Mamede; 2 - Maio - 2014 (foto 5); Serra da Gardunha; 66/30 - Abril - 2015 (fotos restantes)].
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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Agrião (Rorippa nasturtium-aquaticum)





Agrião * [Rorippa nasturtium-aquaticum (L.) Hayek **]
Planta perene com 20 a 80 cm, com caules robustos, fistulosos, glabros ou algo pubescentes que se apresentam inicialmente prostrados e enraizantes nos nós e posteriormente ascendentes ou erectos; folhas  penatissectas, com 1 segmento terminal e 1 a 6 pares de segmentos laterais mais pequenos; flores com (4) pétalas brancas, agrupadas em cachos geralmente densos. O fruto é uma silíqua algo arqueada  com 1 a 2 cm de comprimento.
Tipo biológico: helófito ou hidrófito
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição planta tida como originária da Europa, Ásia, Norte de África e Macaronésia, entretanto introduzida noutras regiões e actualmente presente em todos os Continentes, sendo por isso considerada, do ponto de vista da distribuição, como cosmopolita.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: margens e leitos de rios, regatos e outros cursos de água; fontes; nascentes e  locais húmidos, a altitudes até 1600m..
Floração: decorre ao longo de quase todo ano, mas com maior intensidade de Março a Julho.
* Outros nomes comuns: Agrião-da-água; Agrião-das-fontes; Agrião-do-rio; Agrião-da-ribeira; Agriões;
** SinonímiaSisymbrium nasturtium-aquaticum L. (basónimo); Nasturtium officinale R.Br. in W.T.Aiton.
Nota: planta muita rica em sais minerais e em vitaminas, é comestível e largamente cultivada para alimentação humana, sendo usada principalmente em sopas e saladas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Rorippa pyrenaica




 


Rorippa pyrenaica (All.) Rchb.*
Planta geralmente perene, com caules erectos, ramificados na metade, ou no terço, superior, com 20 a 70 cm. 
Tipo biológicohemicriptófito.
Família: Brassicaceae (Cruciferae).
Distribuição: Sul e Leste da Europa.
Em Portugal a espécie ocorre apenas no território do Continente, estando circunscrita a algumas regiões do Norte e Centro (Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: margens de rios e de outros cursos de água, lameiros e pastagens, em locais húmidos, a altitudes desde 200 a 2100m. 
Floração: de Abril a Agosto.
*Sinonímia: Brachiolobos pyrenaicus All. (Basónimo)
[Local e data: São Joanico - concelho de Vimioso (Trás-os-Montes); 2 - Junho - 2018]
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domingo, 18 de novembro de 2018

Solda-branca (Galium glaucum subsp. australe)













Solda-branca (Galium glaucum L. subsp. australe Franco)
Erva perene, multicaule, glabra, glauca, lenhificada na base; com caules erectos, ramificados, com 30 a 80 cm; folhas lineares ou filiformes, dispostas em verticilos de 6 a 9; flores tetrâmeras, com corola branca, agrupadas em cimeiras.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: endemismo ibérico circunscrito ao Noroeste da Península Ibérica, com presença em Portugal limitada a Trás-os-Montes, Beira Alta e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: taludes, encostas, ribanceiras e rochedos de natureza ácida, a altitudes até 800m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Vimioso (Trás-os-Montes); 1 - Junho - 2018]
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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Triglochin striata







Triglochin striata Ruiz & Pav.
Erva perene, rizomatosa e estolonífera, pode atingir até 40 cm. Possui um "tuberobolbo" fibroso donde emergem 5 a 6 folhas com 7 a 30 cm de comprimento, todas com bainha e limbo (linear, semicilíndrico  e obtuso) e 1 ou 2 inflorescências em forma de espiga ou cacho com 20 a 80 flores hermafroditas, sésseis durante a floração, curtamente pediceladas na frutificação, com tépalas semi-membranáceas; frutos aproximadamente ovoides, geralmente com 3 mericarpos férteis.
Tipo biológico: hemicriptófito.
Família: Juncaginaceae;
Distribuição: presente no hemisfério sul, desde a América do Sul até à Nova Zelândia, passando pela África do Sul, Moçambique e Austrália, esta espécie ocorre também. embora menos abundantemente, no hemisfério norte (América do Norte, Península Ibérica e Marrocos). Todavia, se não há dúvida de que a planta é nativa do hemisfério sul, já não há unanimidade sobre se ela, no hemisfério norte,  é autóctone ou exótica, pois é facto que não falta quem entenda que se trata de espécie introduzida.
Considerada como autóctone, pelo portal da SPBotânica (Flora.on), a espécie encontra-se em Portugal apenas no território do Continente, estando confinada ao Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, Ribatejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: terrenos inundados ou encharcados, permanente ou temporariamente, nas  margens de pântanos, em estuários e em depressões dunares a altitudes até 10m.
Floração: de Maio a Dezembro.
[Local e data: estuário do rio Minho (Seixas - Caminha); 22 - Junho - 2018]
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Hymenolobus procumbens subsp. procumbens







Hymenolobus procumbens subsp. procumbens (L.) Nutt.
Erva anual, em regra, glabra, com 3 a 40 cm; com 1 a 30 caules floríferos, muito delgados; folhas basais (não persistentes) e caulinares médias, penatifendidas ou penatipartidas; as superiores, por vezes, inteiras; flores muito pequenas com pétalas brancas (com comprimento não superior a 1 mm) agrupadas em inflorescências em cacho; fruto (silícula), com contorno elíptico; sementes (com 0,4 a 0,6mm) castanho-claras.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e América.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e é tida na conta de planta muito rara. Com efeito, até muito recentemente apenas havia notícia da sua presença no Algarve. 
A percepção sobre a raridade pode, no entanto, não corresponder à realidade, porque se trata de uma planta de pequenas dimensões, em que a grande maioria das "peças" se mede em (poucos) milímetros e não é, por conseguinte, de fácil detecção. Acresce, em favor desta hipótese, o facto de, já no corrente ano, terem sido encontrados 2 outros núcleos: um no estuário do Sado, com dimensões que desconheço e outro no estuário do Tejo (Ponta dos Corvos - Seixal), onde foi observado um grande número de indivíduos em terreno de sapal alto.
Ecologia/habitat: terrenos com algum grau de salinidade, húmidos, no litoral ou no interior e também em solos arenosos ou calcários algo nitrificados, a altitudes até 1 100m.
Floração: de Dezembro a Julho.
(Local e data: Ponta dos Corvos - Corroios - Seixal; 24 - Março - 2018.)