sexta-feira, 9 de julho de 2021

Cardo-italiano (Carduus pycnocephalus)


Cardo-italiano ou Cardo-asnil (Carduus pycnocephalus L.)
Erva anual, eventualmente bienal, espinhosa, com revestimento de pelos unicelulares e pluricelulares; caules erectos, simples ou ramificados na parte superior, folhosos, com revestimento de espinhos, podendo atingir até 130cm; folhas sésseis, decurrentes; flores com corola rosado-purpúrea ou branca agrupadas em capítulos curtamente pedunculados (com pedúnculos áfilos, branco-tomentosos, com até 45mm de comprimento) solítários ou em grupos de 2 a 4.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias). Introduzida em várias regiões do globo, sendo considerada como erva daninha em algumas delas, como é o caso da Califórnia.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer no Continente (Alto Alentejo, Estremadura, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes), quer no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: planta ruderal e nitrófila ocorre em terrenos relvados, frequentemente perturbados, a altitudes até 1300.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamentos: Alqueidão (Sobral de Monte Agraço); 2 - Junho - 2014 (fotos 1 e 2); Serra da Marofa (Figueira de Castelo Rodrigo); 27 - Maio - 2014 (foto 3)]

sábado, 3 de julho de 2021

Erva-de-Santa-Bárbara (Barbarea vulgaris)







Erva-de-Santa-Bárbara * (Barbarea vulgaris R.Br. **)
Planta bienal ou perene de vida curta, glabra, com 30 a 100cm. Caules erectos, ramificados pelo menos no terço superior; folhas basais e médias longamente pecioladas, lirado-penatissectas, com 2 a 4 pares de segmentos laterais e um segmento terminal muito maior que os laterais; as caulinares superiores sésseis, auriculadas, irregularmente fendidas ou dentadas; flores com (4) pétalas tingidas de amarelo dourado, agrupadas em inflorescência em cacho, denso na ântese e com 10 a 35 cm na frutificação; pedicelos, erecto-patentes, mais estreitos que os frutos, com 3 a 4 mm de comprimento;  frutos erectos ou erecto-patentes, com secção aproximadamente tetragonal, atenuada no ápice. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: espécie nativa da Europa e Ásia. Naturalizada na  África, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente não sendo, aparentemente, muito comum.  Ocorrência circunscrita ao Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: locais húmidos e sombrios, nas margens de cursos de água, em taludes e prados, em solos siliciosos ou calcários, a altitudes até 1200m.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Erva-carpinteira; Erva-dos-carpinteiros;
**Sinonímia: Erysimum barbarea L. (Basónimo)
Nota: planta a que são atribuídas propriedades fitoterápicas: macerada com azeite é usada no tratamento de feridas. Como infusão é considerada diurética e estimulante do apetite. 
Alegadamente, as folhas podem ser usadas em saladas.
[Avistamento: concelho de Vimioso (Trás-os-Montes); 1 - Junho - 2018]
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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Limonium virgatum







Limonium virgatum (Willd.) Fourr.
Planta perene, multicaule, glabra; cepa com folhas em disposição densa; escapos com 10 a 50 cm, erectos ou ascendentes.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição:  Região Mediterrânica.
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente e com ocorrência limitada ao Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: arribas, rochedos e areias litorais.
Floração: de Abril a Setembro.
Sinonímia: Statice virgata Willd. (Basónimo)
(Local e data: Sesimbra, 7 - Junho - 2021)
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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Leucanthemopsis flaveola

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Leucanthemopsis flaveola (Hoffmanns. & Link) Heywood
Planta perene (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae (Compositae).
Distribuição: Planta endémica da Península Ibérica.
A sua ocorrência em Portugal, obviamente circunscrita ao território do Continente, dado tratar-se de um endemismo ibérico, está limitada a regiões situadas a norte do Tejo (Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos e rochosos, com frequência de origem granítica, a altitudes desde 100 a 1400m.
Floração: de Março a Julho.
Subespécies: socorro-me, neste ponto e uma vez mais, do saber do Paulo Araújo que, em mais um dos  excelentes textos publicados no Dias com árvores, nos esclarece que "João do Amaral Franco, no vol. II da Nova Flora de Portugal, propõe duas subespécies (subsp. flaveola e subsp. alpestris) que se diferenciariam apenas (e pouco) pelo tamanho, mas [que] é improvável que essa distinção taxonómica seja acolhida pela Flora Ibérica".
Sinonímia: Pyrethrum flaveolum Hoffmanns. & Link (Basónimo)
[Avistamentos: Coentral (Castanheira de Pera); 12 - Maio - 2013 (fotos 1, 2 e 4); Foios (Sabugal); 16 - Junho - 2013 (foto 5); Penha Garcia (Idanha-a-Nova) 7 - Abril - 2016 ( foto 4)].
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sábado, 5 de junho de 2021

Erva-da-moda (Galinsoga parviflora)





Erva-da-moda ou Picão (Galinsoga parviflora Cav.)
Erva anual com caule, em geral, muito ramificado que pode atingir até 80cm; folhas de ovadas a lanceoladas, com margens serradas; as inferiores pecioladas; as superiores, sésseis; inflorescência em capítulos subglobosos com 4 a 7 mm de diâmetro agrupando 5 ou 6 flores externas (com lígulas brancas tridentadas, quase tão compridas quanto largas) e as flores tubulares amarelas do disco; frutos (cipselas) com pêlos curtos.
Tipo biológico: terófito
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Planta originária da América do Sul, ocorre em Portugal, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, como espécie exótica.
Ecologia/habitat: locais ruderalizados (bermas de estradas e caminhos; ruas, praças e outros espaços no interior de povoações); campos agrícolas, em particular se de regadio, onde se comporta como infestante.
Floração: ao longo de todo o ano, mas com maior intensidade nos meses de Maio a Setembro.
Observação: em Portugal tem o estatuto de espécie invasora ( anexo I do Decreto-Lei n° 565/99, de 21 Dezembro)
[Local e data do avistamento: Costa da Caparica (Almada); 3 - Junho - 2021]
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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Armeria pinifolia








Armeria pinifolia (Brot.) Hoffmanns. & Link
Planta herbácea perene com cepa pouco ramificada; escapos com 30 a 50 cm, pubérulos; folhas (com 50 a 90mm) homomorfas, filiformes, pubérulas; flores (com cálice com aristas em geral iguais ou maiores que os lóbulos e corola de branca a rosada) agrupadas em glomérulos protegidos por invólucros com 17 a 25 mm de diâmetro, formados por 18 a 24 brácteas involucrais de cor canela ou acastanhada clara, pubescentes ou pubérulas, dispostas em escama, crescendo em tamanho do exterior para o interior.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição: planta endémica de Portugal Continental (LU) com ocorrência circunscrita ao Ribatejo, Estremadura, Baixo Alentejo e  Algarve (Aljezur).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos e pinhais próximos do litoral, em solos arenosos, a altitudes até 150 m.
Floração: de Abril a Junho.
Sinonímia: Statice pinifolia Brot. (Basónimo)
Estatuto de conservação da espécie: incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental na categoria IUCN de "Vulnerável".
(Local e data: Fernão Ferro (Seixal) - Maio - 2021)
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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Euphorbia uliginosa

 







Euphorbia uliginosa Welw. ex Boiss.
Planta perene, glabra, ou glabrescente, com 20 a 25 cm; caule erecto, folhoso, com 1 a 4 ramos laterais férteis; folhas elípticas, adpresas, nunca arroseteadas, com margem serrilhada; pleiocásio com 3 a 5 raios, bifurcados 1 a 2 vezes, amarelado durante a ântese, posteriormente verde; ciátio séssil, com nectários amarelados, sem apêndices; fruto subesférico, claramente sulcado, com lóculos arredondados, cobertos de verrugas digitiformes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Planta endémica do Oeste da Península Ibérica, com ocorrência limitada, em Portugal, ao Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Estremadura e circunscrita, em Espanha, à província da Corunha.
Ecologia/habitat: matagais e terrenos relvados em locais, temporária ou permanentemente, encharcados, ou muito húmidos, mas relativamente quentes, a altitudes até 400m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e datas dos avistamentos: Fernão Ferro (Seixal); 3/24 - Maio - 2021]
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domingo, 23 de maio de 2021

Linho-rijo (Linum strictum)


Linho-rijo, ou Linho-estreito (Linum strictum L.)
Erva anual, com caule erecto, geralmente ramificado no terço superior. Pode atingir cerca de 40 cm de altura.
Tipo biológico: terófito;
Família:  Linaceae
Distribuição geral: sul da Europa, norte e leste de África, sudoeste da Ásia e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal continental ocorre, sobretudo, no centro e sul do território, surgindo em terrenos incultos, em relvados e em clareiras de matos, sobre substrato calcário, ou argilo-arenoso.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Murfacém - Trafaria  (Almada); 21 - Maio - 2021)
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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Cyclospermum leptophyllum







Cyclospermum leptophyllum (Pers.) Sprague *
Erva anual, glabra; caules com 5 a 60 cm, ramificados, fistulosos; folhas multipenatissectas (2 ou 3 vezes), com divisões de última ordem lineares ou filiformes; as basais pecioladas; as superiores sésseis; umbelas sésseis ou curtamente pedunculadas com 1 a 5 raios: flores hermafroditas; cálice com dentes diminutos, quase imperceptíveis; pétalas brancas, ou branco-esvervedeadas, ovadas, homogéneas; fruto com 1,2 a 3 mm de largura, de orbicular a ovóide, glabro, levemente comprimido lateralmente.
Tipo biológico: terófito:
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: originária da América, mas introduzida e naturalizada em zonas temperadas e tropicais  do globo e, como tal, considerada actualmente como planta cosmopolita. Nalgumas regiões é tida na conta de erva daninha.
Como planta exótica ocorre também em Portugal Continental, sendo, no entanto, raros os registos de ocorrência da espécie, registos que no Portal da SPBotância (Flora.on) surgem limitados ao Algarve, Estremadura e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: relvados; bermas de estradas e caminhos; zonas ajardinadas; em terrenos com alguma humidade e, com alguma frequência, em locais perturbados. 
Floração: de Maio a Julho.
* Sinonímia: Pimpinella leptophylla Pers. (Basónimo); Apium leptophyllum (Pers.) Benth.
[Local e data do avistamento: Costa da Caparica (Almada); Maio - 2021]
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