quinta-feira, 13 de junho de 2019

Umbilicus heylandianus








Umbilicus heylandianus Webb & Berthel.
Planta perene, glabra, com caule erecto, por via de regra não ramificado, com 40 a 80 cm; folhas algo suculentas, com formas várias; flores com corola tubular de cor amarela mais ou menos intensa, com estrangulamento na garganta (característica que permite distingui-la facilmente da sua congénere Umbilicus rupestris); inflorescências de grandes dimensões, podendo atingir até 60% do comprimento da haste floral.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Crassulaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre apenas no Continente,  sendo, ao contrário da sua congénere U. rupestris, pouco comum, não chegando a cobrir todo o território, pois não existe nem no Algarve, nem no Baixo Alentejo.
Ecologia/habitat: bosques e terrenos rochosos, em locais sombrios, a altitudes até 1000m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e data do avistamento: proximidades da Lagoa de Albufeira (Sesimbra); 5 - Junho - 2019)

domingo, 9 de junho de 2019

Iberis ciliata subsp. welwitschii

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Iberis ciliata subsp. welwitschii (Boiss.) Moreno
Planta perene, erecta ou prostrado-ascendente; com caule curto, terminando em roseta folhosa (perceptível nas fotos 7 e 9), donde partem ramos laterais, com frequência, numerosos; folhas lineares, agudas (cfr. foto 10), ciliadas ou pubescentes; com rebentos axilares pouco desenvolvidos; flores com pétalas brancas ou rosadas, agrupadas em inflorescências em corimbo, mais ou menos denso, plano, mas contraído na frutificação; fruto (cfr. fotos 12 e 13) oval, com lóbulos com margens um tanto arredondadas no ápice.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: endemismo ibérico, com ocorrência circunscrita ao Sudoeste da Península Ibérica. Em Portugal está presente no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: terrenos arenosos, siliciosos, próximos do litoral, a altitudes até 100m.
Floração: de Abril a Junho.
[Local e datas dos avistamentos: herdade da Apostiça (Sesimbra); Março - 2018 (fotos 9 e 10); Maio - 2018 (fotos 1 a 8; 11 e 12); Julho - 2018 (foto 13)]
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terça-feira, 4 de junho de 2019

Lírio-amarelo-dos-montes (Iris xiphium var. lusitanica)






Lírio-amarelo-dos-montes ou Maios-amarelos [Iris xiphium var. lusitanica (Ker Gawl.) Franco; Sinónimo: Iris lusitanica Ker Gawl.]
Planta bulbosa, perene, com caule cilíndrico que pode atingir até cerca de 80cm; com flores tingidas de um amarelo vibrante.
Tipo biológico: geófito.
Família: Iridaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, com ocorrência limitada à Região Centro em Portugal e, no país vizinho, à Estremadura espanhola.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos e bosques, frequentemente em solos pedregosos. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Julho.
Observações:
1. A classificação desta planta não é consensual. A Flora Iberica classifica-a como mais uma espécie do género Xiphion Mill., sob a designação de Xiphion vulgare Mill., não dando qualquer relevância  à cor das tépalas (azul-violeta, amarelo, ou branco).
2. Esta planta foi incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, tendo-lhe sido atribuída, na versão preliminar a classificação de "Pouco preocupante" atendendo aos critérios da UICN.

(Data e lugar onde foram colhidas as fotos publicadas: Costa atlântica, por alturas de Salir do Porto; em 24 - Maio - 2019)

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Ornithogalum thyrsoides







 (Ornithogalum thyrsoides Jacq.)
Erva perene, bulbosa, com caule com 20 a 50 cm.
Tipo biológico: geófito; 
Família: Asparagaceae;
Distribuição: Planta endémica da Província do Cabo (África do Sul) mas largamente utilizada como planta ornamental em várias partes do globo, incluindo em Portugal, onde surge não só como planta cultivada, mas também, por vezes, espontaneamente com origem em bolbos ou sementes escapadas de terrenos de cultivo.
Ecologia/habitat: em Portugal pode surgir em terrenos abandonados, bermas de estradas e caminhos e noutros locais ruderalizados.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e data do avistamento: Serra do Bouro (Caldas da Rainha); 24 - Maio - 2019)

terça-feira, 21 de maio de 2019

Erva-de-São-Roberto (Geranium robertianum)








Erva-de-São-Roberto * (Geranium robertianum L.)
Erva bienal, por vezes anual, com caule geralmente erecto, piloso (com revestimento de pêlos glandulíferos)  com 10 a 60 cm; folhas palmatissectas, com contorno aproximadamente triangular e com com pilosidade em ambas as páginas; flores (agrupadas em cimeiras bifloras), com corola de rosada a purpúrea, com 10 estames unidos na base, com anteras de cor púrpura.
Planta com "hábito" muito semelhante ao da sua congénere Geranium purpureum, realidade que explica o facto de estarem associados às duas espécies os mesmos nomes comuns e, designadamente, o de Erva-de-São-Roberto. 
As caraterísticas que mais facilmente permitem distinguir as 2 espécies são: a cor das anteras (purpúreas no G. robertianum e amarelas no G. purpureum); e o tamanho das pétalas (maiores no G. robertianum do que no G. purpureum) característica esta que, todavia, não se revela de grande utilidade a menos que estejam disponíveis, ao mesmo tempo e na mesma ocasião, exemplares das duas espécies para ser possível efectuar a comparação. 
Tipos biológicos: Hemicriptófito; terófito;
Família: Geraniaceae;
Distribuição: planta cosmopolita, com larga distribuição a nível mundial, quer como planta autóctone (grande parte da Europa, Ásia, África e Macaronésia), quer como espécie introduzida (América do Norte, América do Sul e Nova Zelândia)
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer em quase todo o território do Continente. É, todavia,  inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: Pastagens anuais; taludes; bermas de estradas e caminhos; orlas e clareiras de bosques, em especial de bosques ribeirinhos; preferencialmente em terrenos húmidos e sombrios, a altitudes até 1900m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, com maior intensidade durante os meses de Março a Julho.
Fitoterapia: planta usada em fitoterapia, sendo a sua utilização recomendada principalmente para  casos de inflamação gastrointestinal,  com administração por meio de infusões. 
* Outros nomes comuns: Erva-roberta; Bico-de-grou-robertino.
(Local e data do avistamento: Serra da Lousã; 4 - Maio - 2019)
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Dente-de-cão (Erythronium dens-canis)

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Dente-de-cão (Erythronium dens-canis L.)
Como já Carlos Aguiar escreveu, o Erythronium dens-canis "é sem dúvida uma das plantas mais fotogénicas da flora de Portugal continental."
Trata-se de uma erva perene, glabra, bulbosa, com bolbo semelhante a um dente de cão e, com frequência, com bolbilhos de propagação; caule com 6 a 30 cm, subterrâneo até ao nível da inserção das 2 folhas, apresentando estas como característica mais saliente numerosas manchas com tons que podem ir do avermelhado ao amarelado; flores solitárias com perianto formado por 6 tépalas livres de cor violeta ou rosada, por vezes, esbranquiçada; fruto em forma de cápsula pêndula.
Tipo biológico: geófito;
Família: Liliaceae;
Distribuição: Centro e Sul da Europa, desde a Península Ibérica até à parte europeia da Turquia.
Em Portugal está presente apenas no território do Continente e circunscrita a algumas regiões a norte do Tejo (Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: prados; orlas e clareiras de matagais e de bosques de caducifólias, geralmente em zonas de montanha, a altitudes  desde 600 a 2000m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
[Locais e datas: Serra do Açor; 28 - Março . 2019 (fotos 1 a 8); Serra da Nogueira; 5 - Junho - 2018 (foto 9)]
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Rabo-de-lebre (Lagurus ovatus)



Rabo-de-lebre (Lagurus ovatus L.)
Planta anual, com caules erectos, ascendentes, ou decumbentes, com 10 a 95 cm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Poaceae;
Distribuição: originária da Região Mediterrânica e Macaronésia, entretanto introduzida em todos os continentes, é actualmente considerada como planta cosmopolita.
Em Portugal ocorre como planta autóctone no território do Continente e no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: solos arenosos em locais próximos do litoral e terrenos de pastagem secos em regiões do interior. 
Floração: de Março a Julho.
[Local e data: Ponta dos Corvos (Seixal); 22 - Abril - 2019]
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