sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Hymenolobus procumbens subsp. procumbens







Hymenolobus procumbens subsp. procumbens (L.) Nutt.
Erva anual, em regra, glabra, com 3 a 40 cm; com 1 a 30 caules floríferos, muito delgados; folhas basais (não persistentes) e caulinares médias, penatifendidas ou penatipartidas; as superiores, por vezes, inteiras; flores muito pequenas com pétalas brancas (com comprimento não superior a 1 mm) agrupadas em inflorescências em cacho; fruto (silícula), com contorno elíptico; sementes (com 0,4 a 0,6mm) castanho-claras.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e América.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e é tida na conta de planta muito rara. Com efeito, até muito recentemente apenas havia notícia da sua presença no Algarve. 
A percepção sobre a raridade pode, no entanto, não corresponder à realidade, porque se trata de uma planta de pequenas dimensões, em que a grande maioria das "peças" se mede em (poucos) milímetros e não é, por conseguinte, de fácil detecção. Acresce, em favor desta hipótese, o facto de, já no corrente ano, terem sido encontrados 2 outros núcleos: um no estuário do Sado, com dimensões que desconheço e outro no estuário do Tejo (Ponta dos Corvos - Seixal), onde foi observado um grande número de indivíduos em terreno de sapal alto.
Ecologia/habitat: terrenos com algum grau de salinidade, húmidos, no litoral ou no interior e também em solos arenosos ou calcários algo nitrificados, a altitudes até 1 100m.
Floração: de Dezembro a Julho.
(Local e data: Ponta dos Corvos - Corroios - Seixal; 24 - Março - 2018.)

Salsa-de-burro (Chaerophyllum temulum)

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Salsa-de-burro *  (Chaerophyllum temulum L.)
Erva bienal, algo híspida, com caules erectos que podem atingir até cerca de 1m de altura, ramificados na parte superior, claramente engrossados por baixo de cada nó, com manchas de cor de vinho, sobretudo na parte inferior; folhas inferiores bi ou tripenastissectas, de contorno triangular; as superiores menores e menos divididas; flores com pétalas brancas, com a margem encurvada e recortada, agrupadas em inflorescências pedunculadas,  geralmente com 6 a 12 raios, estes mais curtos que os pedúnculos das inflorescências.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae).
Distribuição: Europa, Noroeste de África e Sudoeste da Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e, alegadamente, com presença limitada ao Alto Alentejo, Beira Baixa, Beira Alta,  Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados, orlas e clareiras de bosques, em sítios frescos, alterados, nitrificados, a altitudes desde 250 a 1600m, mas sobretudo em zonas de montanha.
Floração: de Maio a Julho.
Observação: Planta tóxica.
*Outros nomes comuns: Cerefólio-bravo;Cerefolho; Cerefolho-bravo.
[Locais e datas: Moimenta da Beira; 21 - Junho - 2018 (fotos 1, 4 a 7); Vila Nova de Cerveira; 22 - Junho - 2018 (fotos 2 e 3); S. Joanico  - Vimioso (Trás-os-Montes); 2 - Junho - 2018 (fotos 8 a 10)]

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Distichoselinum tenuifolium

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Distichoselinum tenuifolium (Lag.) García-Martin & Silvestre *
Erva perene, rizomatosa, multicaule, glabra, com caules erectos, cilíndricos, que podem elevar-se até cerca de 130cm, não ramificados, a não ser ao nível das umbelas; folhas basais multipenatissectas (4 ou 5 vezes) com segmentos de última ordem lineares ou linear-lanceolados; as caulinares, tripenatissectas, de muito menores dimensões, com as superiores frequentemente reduzidas a uma simples bainha; flores amarelas, hermafroditas e masculinas, dispostas em umbelas, apresentando geralmente a umbela principal  entre 15 e 30 raios, podendo estes atingir até 15 cm, durante a frutificação; frutos formados por mericarpos com asas dorsais e laterais coloridas de amarelo dourado.
Tipo biológicohemicriptófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae).
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica (Sul e Leste).
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e circunscrita à região do Algarve.
Ecologia/habitat:  locais rochosos; matagais; taludes, em substratos calcários, margosos ou gessosos, a altitudes até 1300m.
Floração: de Abril a Junho.
*Sinonímia: Thapsia tenuifolia Lag.(basónimo);  Elaeoselinum tenuifolium (Lag.) Lange.

[Local e datas dos avistamentos: Cerro de S. Miguel (Algarve); 9 - Março - 2016 (fotos 3 e 4); 22 - Maio - 2016 (fotos restantes)]

sábado, 3 de novembro de 2018

Paina-de-seda (Gomphocarpus physocarpus)







Paina-de-seda (Gomphocarpus physocarpus E. Mey.)
Pequeno arbusto, perenifólio, que pode atingir até 2 metros e meio, com caules erectos; folhas inteiras, aproximadamente lineares; flores com corola branca, ou creme, agrupadas (5 a 10) em  umbelas axilares; frutos em forma de folículos globosos contendo numerosas sementes, aladas, escuras, providas de penachos com pêlos sedosos, brancos.
Morfologicamente é muito semelhante ao seu congénere Gomphocarpus fruticosus (L.) W.T.Aiton, não sendo fácil para um não especialista distingui-los a não ser através da observação dos frutos: folículos globosos no caso do Gomphocarpus physocarpus e ovoides os do Gomphocarpus fruticosus.
Tipo biológicofanerófito.
Família: Apocynaceae.
Distribuição: espécie originária do Sudeste da Ásia, actualmente cultivada como planta ornamental e naturalizada em muitas regiões tropicais, subtropicais e mesmo temperadas. Em Portugal há registos da sua presença, como espécie introduzida em algumas regiões costeiras no território do Continente, designadamente, na Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/ habitat: margens de cursos de água; bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 200m.
Floração: de Maio a Outubro.
**Sinónimo: Asclepias physocarpa (E. Mey) Schltr.
(Reeditado)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Ceratocapnos claviculata





 

Ceratocapnos claviculata (L.) Lidén *
Erva anual, glabra, trepadora, com caules frágeis, muito ramificados; folhas bipenatissectas, com segmentos elípticos, transformados, nas folhas superiores, em gavinhas; flores com cerca de 6 mm, brancas ou rosadas, agrupadas em inflorescências em cacho; frutos em forma de cápsula, glabra ou pubérula, com 2 a 4 sementes.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaPapaveraceae
Distribuição: Europa, desde o sul da Noruega até ao norte da Península Ibérica. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, circunscrita às regiões mais a norte (Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques e matagais; sebes e muros, em locais sombrios, preferentemente sobre solos ácidos, a altitudes até 1900 m.
Floração: de Março a Outubro.
*Sinonímia: Fumaria claviculata L. (Basónimo); Corydalis claviculata (L.) DC.
(Local e data do avistamento: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 4 - Junho - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 28 de outubro de 2018

Stellaria holostea


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Stellaria holostea L.
Erva perene, rizomatosa, com  caules erectos, com 15 a 30 cm; folhas sésseis, lineares ou lanceoladas; inflorescências com 2 a 10 flores com pétalas brancas, bífidas, com cerca do dobro do comprimento das sépalas; frutos em forma de cápsula globosa.
Tipo biológico:Caméfito;
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: Europa; Norte de África e Oeste da Ásia. Introduzida e naturalizada na América do Norte. 
Em Portugal ocorre apenas na metade norte do território do Continente (Beira Alta; Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: sebes;  orla e clareiras de bosques e matagais, a altitudes até 1800m.
Floração: de Março a Julho.
[Locais e datas dos avistamentos; Moimenta da Beira; 26 - Junho - 2018 (fotos 1, 2, 3, 4 e 6); Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 4 - Junho - 2018 (fotos restantes)]
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Samacalo-peludo (Anarrhinum duriminium)





 



Samacalo-peludo  [Anarrhinum duriminium (Brot.) Pers.*]
Erva bienal ou perene, glandular-pubescente, com caules muito folhosos e ramificados que podem atingir até 90cm.
Tipo biológicohemicriptófito:
FamíliaPlantaginaceae
Distribuição: planta endémica do Noroeste da Península Ibérica, circunscrita, em Espanha, às províncias de Pontevedra, Corunha, Lugo, Ourense e Salamanca e presente, em Portugal, apenas na Beira Alta, em Trás-os-Montes, no Minho e no Douro Litoral.
Ecologia/habitat: rochas ou afloramentos rochosos, principalmente de origem granítica ou quartzítica e terrenos pedregosos derivados de rochas de idêntica natureza, a altitudes até 750m.
Floração: de Abril a Agosto.
*Sinonímia: Antirrhinum duriminium Brot. (Basónimo)
[Local e data do avistamento: Moncorvo (Trás-os-Montes; 31 - Maio - 2018]