domingo, 2 de agosto de 2020

Verbena (Verbena officinalis)









Verbena *(Verbena officinalis L.)
Erva perene, com caules erectos, de secção rectangular, híspidos, em geral ramificados, com 20 a 100 cm de altura; folhas ovadas ou lanceoladas, dentadas, de penatifendidas a  penatipartidas; inflorescência formada por espiga terminal e espigas laterais; flores sésseis, com corola rosada ou lilás-pálido, com cerca do dobro do tamanho do cálice.
Tipo biológico: Caméfito;
Família: Verbenaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita originária da Europa, Ásia e Norte de África, mas introduzida noutras regiões do globo.
Ecologia/habitat: planta ruderal com preferência por lugares com alguma humidade, em caminhos, baldios, terrenos relvados, campos cultivados ou em pousio, a altitudes até 1600m.
Floração: de Maio a Novembro.
Fitoterapia:  é considerada como planta medicinal sendo a infusão obtida a partir das suas partes aéreas  usada em casos de inflamação do trato superior do aparelho respiratório (tosse e bronquite), bem como em situações de ansiedade e insónia.
*Outros nomes comuns: Algebrado, Erva-dos-leprosos, Algebrão; Erva-sagrada, Gerbão, Urgebão, Ulgebrão. No Brasil também: Erva-do-sangue; Erva-do-fígado; Verbena-sagrada.

domingo, 26 de julho de 2020

Veronica nevadensis






Veronica nevadensis (Pau) Pau *
Erva perene, com caules ascendentes ou prostrados, com frequência radicantes, em geral, com 5 a 15 cm; folhas de suborbiculares a ovadas, inteiras ou ligeiramente crenadas, com revestimento de robustos pêlos tectores; inflorescência em cacho terminal agrupando até 30 flores; brácteas de ovadas a lanceoladas, com indumento de pêlos glandulíferos e tectores, aqueles sempre em maior número que estes; flores com corola com 9 a 14 mm de diâmetro, tingida de azul com veias brancas ou bem de azul pálido com veias azuis ou lilás, ou ainda, de azul esbranquiçado com veias lilás; fruto (cápsula) mais largo que comprido.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, com presença circunscrita em Portugal à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/habitat: orla de nascentes, margens de regatos, prados de montanha, em terrenos ácidos, a altitudes desde 1300 até 3100m.
Floração: de Maio a Agosto.
* Sinonímia: Veronica repens var. nevadensis Pau (basónimo)
(Local e data do avistamento: Serra da Estrela; 2 - Julho - 2019)
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terça-feira, 7 de julho de 2020

Matthiola sinuata








Matthiola sinuata (L.) R.Br.
Planta perene ou bienal, raramente anual, coberta por tomento denso, branco ou amarelado, formado por pêlos ramificados à mistura com glândulas estipitadas; caule que pode atingir até 40cm; folhas obtusas, sinuado-dentadas, sinuado-penatifendidas ou inteiras; flores (com pétalas com limbo obovado, emarginado, de cor púrpura) agrupadas em inflorescências em cacho; frutos em forma de silíqua linear e secção circular, com indumento denso de pêlos curtos ramificados e abundantes glândulas estipitadas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Líbia e Argélia no Norte de África.
Em Portugal esta espécie ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada à Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho.
Ecologia/Habitat: areais e rochedos marítimos.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Praia de Leirosa (Figueira da Foz); 30 - Junho - 2020] 
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domingo, 5 de julho de 2020

Galium saxatile









Galium saxatile L.
Erva vivaz,  multicaule, glabra ou glabrescente,  densa  (var. vivianum) ou lassamente (var. saxatile) cespitosa; estolhosa, com estolhos filiformes, mais ou menos radicantes; caules erecto-ascendentes, ramificados, alguns férteis e outros estéreis, que podem atingir até cerca de 35 cm; folhas sésseis dispostas  em verticilos de 4 a 6, nos ramos estéreis, ou de 5 a 7, nos ramos férteis; flores tetrâmeras com corola branca, glabra, com cerca de 3 mm de diâmetro; fruto (esquizocarpo) em geral com 2 mericarpos, glabros, granulosos, mais ou menos reniformes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Centro, Oeste e Noroeste da EuropaIntroduzida na América do Norte e Argentina.
Em Portugal, a planta ocorre, como espécie autóctone, em boa parte do território do Continente (Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Minho, Trás-os-Montes e Alto Alentejo) estando também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: cervunais, pastagens húmidas; locais sombrios de bosques e matagais, em geral em solos graníticos, xistosos ou quartzíticos,a altitudes até 2200 m.
Floração: de Maio a Agosto.
(Local e data: Serra da Estrela; 2 Julho 2019)

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Plantas aromáticas: Erva-cidreira (Melissa officinalis)










 Erva-cidreira  *(Melissa officinalis L.)
Erva vivaz, rizomatosa, de base lenhosa, que pode atingir até cerca de 80cm; caules com revestimento de pêlos pequenos e densos, por vezes glandulíferos; folhas pecioladas, simples, de ovadas a elípticas, com superfície rugosa e margens com dentes largos e arredondados; inflorescência formada por verticilos afastados entre si, com 2 a 12 flores cada um;  flores com corola bilabiada de cor branca ou creme.
Tipo biológico: hemicriptófito
FamíliaLamiaceae (Labiatae); 
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica, actualmente cultivada em diversas regiões do globo.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente, pois apenas não é dada como presente no Algarve. Enquanto espécie introduzida e naturalizada, ocorre também no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores,
Ecologia/habitat: locais húmidos e sombrios, frequentemente nitrificados, a altitudes até 1300 m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Setembro.
Fitoterapia: planta aromática é, desde há muito, considerada como planta medicinal, sendo as suas folhas e partes aéreas floridas usadas, sobretudo, em infusões, com utilização recomendada, designadamente, para casos de nervosismo, insónia, palpitações nervosas e flatulência.
* Outros nomes comuns: Melissa; Cidreira; Citronela-menor; Citronela-pequena; Chá-de-França; Anafes; Coroa-de-rei; Limonete.
No Brasil a planta é designada por Capim-cidreira; Capim-cheiroso; Jacapé.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Myosotis secunda








Myosotis secunda Al.Murray
Erva perene que pode atingir até 70 cm,  com estolões grossos na base; caules erectos, ou decumbentes na base, com indumento formado por abundantes pêlos compridos, patentes ou ligeiramente virados para o ápice; folhas alternas, com revestimento de pêlos compridos e patentes, pelo menos na página inferior; inflorescência com indumento de pêlos curtos, aplicados, antrorsos, formada por cimeiras simples ou geminadas; flores ebracteadas, pediceladas, com pedicelos mais compridos que o cálice, por vezes recurvados na base; corola rotácea com limbo azulado e tubo branco, mais curto que o cálice.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Europa Ocidental.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente, ainda que de forma irregular e descontínua e no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat:  relvados húmidos temporariamente encharcados; margens de rios e de outros cursos de água, de lagos e lagoas, em substrato preferencialmente ácido, a altitudes até 1800 m. 
Floração: de Abril a Setembro.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Patalôco-verde-amarelo (Ranunculus trilobus)






Patalôco-verde-amarelo (Ranunculus trilobus Desf.)
Planta anual,  com 5 a 55 cm,  glabrescente ou vilosa, com pêlos patentes nos pecíolos e na base do caule e aplicados no ápice; caules ramificados dicotomicamente; flores amarelas com 5 a 14 mm de diâmetro; pétalas pouco maiores que as sépalas; estas membranosas, deflexas; estames mais curtos que o gineceu; aquénios em forma de lente com faces tuberculadas e rebordo largo, terminando em bico triangular ligeiramente curvado.
Tipo biológico:terófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Norte de África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer em todo o território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos com alguma humidade, ainda que temporária, em pastagens, campos cultivados e incultos, baldios e locais perturbados.
Floração: durante boa parte do ano, mas com maior intensidade, de Março a Julho.
[Local e data do avistamento: Troviscal (Sertã); Maio / Junho 2020]