segunda-feira, 18 de maio de 2015

Euphorbia transtagana









Euphorbia transtagana Boiss.
Planta perene (tipo biológico: Hemicriptófito ou Caméfito) glabra, mais ou menos glauca, frequentemente  multicaule, com caules (5 a 30cm)  ascendentes, apresentando normalmente, 3 a 5 ramos laterais férteis.
Distribuição: É um endemismo português, que ocorre apenas na metade sul do território do Continente.
Ecologia/habitat: no interior de matagais ou de matas de pinheiros, uns e outros com boas abertas, sobre solos com predominância de areia e cascalho, derivados de arenitos e margas, em locais com alguma humidade e simultaneamente quentes, a altitudes até aos 400m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e datas: Serra da Arrábida: Abril / Maio -2015)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Alfacinha-do-rio (Samolus valerandi)

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Alfacinha-do-rio, ou Alface-dos-rios (Samolus valerandi L.)  
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito), glabra, com caule erecto, simples ou ramificado, que pode elevar-se até cerca de 50cm; folhas basais e caulinares, umas e outras inteiras, quase sésseis ou curtamente pecioladas, aquelas dispostas em roseta, estas alternas; flores pequenas com corola de lóbulos brancos, cujo diâmetro não ultrapassa em regra 3 mm, agrupadas em inflorescência terminal, simples ou ramificada.
Família: Primulaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita presente como espécie autóctone, na Ásia; Região Mediterrânica; Europa Central e Ocidental; e Macaronésia. Presente também na América, como espécie introduzida.
Em Portugal encontra-se como espécie autóctone, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer na maior parte do território do Continente, Aparentemente, tendo em conta a informação da Flora Iberica e os registos existentes no Flora.on, a espécie, relativamente ao território do Continente, só não marca presença na Beira Alta.
Ecologia/habitat: Terrenos húmidos ou sujeitos a encharcamento permanente ou temporário, margens de cursos de água ou de superfícies de água parada, a altitudes até 1100m. Suporta águas salobras.
Floração: de Abril a Outubro.
(Fontes consultadas: Flora.on; Flora Iberica)
[Locais e datas: Arriba Fóssil - Fonte da Telha (costa da Caparica); 8 - Maio - 2014 (fotos 2 e 3); Almada; 14 - Maio - 2015 (fotos restantes)]

terça-feira, 12 de maio de 2015

Ervilheira-brava (Pisum sativum subsp. elatius)








Ervilheira-brava [Pisum sativum L. subsp. elatius (M.Bieb.) Asch. & Graebn.]
Erva anual (tipo biológico: terófito) glabra, trepadora, com caules que podem atingir até cerca de 200cm.; folhas alternas, pecioladas, com 1 a 3 pares de folíolos, terminadas em gavinhas ramificadas e com estipulas livres bem desenvolvidas (maiores que os folíolos), sem mancha basal; flores solitárias ou agrupadas 2 a 2, longamente pedunculadas. em que se destaca a corola formada por estandarte (bilobado, branco, azulado, rosado ou lilás) quilha com as mesmas cores e duas asas de cor púrpura.
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal está presente como planta autóctone no território do Continente, designadamente,  no Alentejo, Estremadura, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: na orla e sob coberto de bosques e matagais, sebes; bermas de caminhos; e à beira de terrenos cultivados, a altitudes até aos 1400m.
Floração: de Abril a Julho.
Obs. As vagens desta planta, tal como as da subespécie nominal (P.s.sativum) são comestíveis e, pelos vistos, em Trás-os-Montes existe mesmo o hábito de as colher, sendo consumidas "como as ervilhas-de-quebrar".
(Local e data: freguesia de Santo Estêvão (Sabugal); 30 - Abril - 2015)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Abrótea (Asphodelus serotinus)









 
Designação científica: Asphodelus serotinus Wolley-Dod 
Nomes comuns: Abrótea, Abrótea-da-primavera, Abrótega, Gamões, Gamoneira, além de outros.
FamíliaXanthorrhoeaceae;
Tipo biológico: Geófito;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência mais frequente no Centro e Ocidente da Península Ibérica. Raro no Norte. 
 Em Portugal encontra-se em grande parte do território do Continente (Algarve; Alto e Baixo Alentejo; Estremadura, Ribatejo;  Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral e Trás-os-Montes). 
Ecologia/habitat:  clareiras de bosques, charnecas e matagais; terrenos de pastagem e taludes, sobre solos de diversa composição (ardósia, xistos, granitos, arenitos e mesmo calcários) a altitudes até aos 1240m. 
Floração: de Março a Junho.

Obs.: Erva perene, rizomatosa, com 80 a 180cm de altura, aos olhos do leigo, é muito semelhante às demais espécies do género Asphodelus que ocorrem em Portugal, se exceptuarmos a espécie baptizada de Asphodelus fistulosus que tem umas "vestes" muito diferentes das restantes. Para distinguir o A. serotinus recomenda o portal Flora.on que se preste atenção aos frutos "muito brilhantes e algo pegajosos" e "em forma de pêra invertida, isto é, estreitando para a base".

(Local e data: Brejos de Azeitão: 10 Maio - 2015)

(Fontes consultadas: Jardim Botânico UTAD; Flora.on; Flora Iberica.)

domingo, 10 de maio de 2015

Cicendia filiformis

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Cicendia filiformis (L.) Delarbre *
Erva anual (tipo biológico: terófito) de pequenas dimensões (2 a 15 cm) com caule filiforme, erecto, simples ou ramificado; folhas basais (2 a 3 pares) e caulinares aproximadamente lineares; flores longamente pedunculadas, com frequência solitárias, onde avulta, apesar de diminuta,  a corola tubular amarela que contribui para dar alguma visibilidade à planta que, não fora o amarelo brilhante da(s) flor(es), passaria facilmente despercebida. 
Família: Gentianaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa, Norte de África e Açores. Em Portugal, além da presença nos Açores, pode encontrar-se também em todo o território do Continente, conquanto não seja avistada com grande frequência, presumivelmente devido à sua reduzida dimensão.
Ecologia/habitat:  locais húmidos ou temporiamente encharcados, sobre solos arenosos, a altitudes até aos 1200m.
Floração: de Abril a Julho.
Sinónimo: Gentiana filiformis L. (Basónimo)
[Locais e datas: Serra da Arrábida;17 - Abril - 2015 (foto 1); Batocas - Sabugal; 1 - Maio - 2015 /fotos restantes)] 
(Fontes consultadas: Flora.on; Flora Ibérica.)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Klasea integrifolia subsp. monardii


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Klasea integrifolia (Vahl) Greuter subsp. monardii (Dufour) Cantó  *
Erva rizomatosa, perene (tipo biológico: geófito) da família Asteraceae, com caules erectos,  em geral com 4 a 12 cm, por regra não ramificados; folhas com o limbo inteiro, serrado, dentado, ou penatifendido; flores rosadas agrupadas em capítulos terminais, solitários.
Distribuição: trata-se de um endemismo ibérico com ocorrência limitada ao Centro, Oeste e Sudoeste da Península Ibérica. Em Portugal encontra-se em boa parte do território do Continente e, designadamente, no Algarve, no Alto e no Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat:  no interior ou na orla de sobreirais, pinhais e matas de carvalhos, bem como de matagais, em geral em solos arenosos, a altitudes não superiores a 600m.
Floração: de Maio a Junho.
Sinonímia:  Serratula monardii Dufour (basónimo
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2015)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Uma carnívora: Erva-pinheira-orvalhada (Drosophyllum lusitanicum)






 Erva-pinheira-orvalhada *[Drosophyllum lusitanicum (L.) Link**]
Primeira planta "carnívora" da flora portuguesa a figurar neste espaço, o Drosophyllum lusitanicum é uma erva perene de base lenhosa que, com a idade, tende a revestir a forma de um pequeno arbusto, podendo atingir até cerca de 45cm. 
Segundo esta fonte, o Drosophyllum lusitanicum usa uma estratégia diferente da habitual para capturar as presas. Estas, em vez de serem retidas pelas gotículas existentes nos tentáculos das folhas, são mortas por asfixia. através da água que se desprende dos tentáculos e que se vai introduzindo na traqueia das vítimas.
Tipo biológico: caméfito.
Família: Drosophyllaceae. É espécie única, quer do género, quer da família (fonte
Distribuição: Península Ibérica (Sul e Oeste) e Noroeste de África (Norte de Marrocos). Em Portugal é, ao contrário do que fui levado a supor, relativamente comum, visto que no Portal da SPBotânica (Flora.on) há já, nesta altura, registos de 79 avistamentos, distribuindo-se por uma boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Litoral e Douro Litoral. Prova-se assim, uma vez mais o acerto do dito popular, segundo o qual,  "muito se engana quem cuida". Neste caso, eu próprio, que, ao formular o juízo sobre a raridade da espécie me ative apenas à minha (curta) experiência: nunca tinha avistado uma tal espécie e não encontrei no local onde avistei o exemplar fotografado qualquer outro que lhe fizesse companhia. 
Ecologia/habitat: Terrenos de matos; clareiras de matas e bosques pouco densos, em locais secos, sobre solos rochosos ou formados essencialmente por areia e cascalho, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Novembro.
* Outros nomes comuns:  Erva-pinheirinha; Orvalho-do-sol; Pinheiro-baboso;
** Sinonímia: Drosera lusitanica L. (Basónimo)
[Local e data: Ourém (concelho); 2 - Maio - 2015]