quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Plantas ornamentais: Iris unguicularis




Iris unguicularis Poir.*
Erva perene, rizomatosa, com rizoma fino; folhas lineares, ensiformes que podem atingir até cerca de 50cm; caule inexistente ou muito curto, tendo, em contrapartida, as flores (solitárias) um tubo coralino que pode ser confundido com o caule, com 6 a 28 cm de comprimento.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae.
Distribuição: Planta nativa do Mediterrâneo Oriental e do Norte de África, é, no entanto, cultivada actualmente noutras regiões temperadas, para fins ornamentais,sendo utilizada, sobretudo, em jardins.
Floração: floresce a partir do final do Inverno e durante boa parte da Primavera.
*Sinonímia: Siphonostylis unguicularis (Poir.) Wern.Schulze.
[Local e data do avistamento: Jardim da Gulbenkian  (Lisboa); 10 - Janeiro - 2019]
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Lavatera mauritanica subsp. davaei

  







Lavatera mauritanica subsp. davaei (Cout.) Cout.*
Erva anual ou bienal, densamente estrelado-tomentosa, com caule erecto, simples ou ramificado; folhas alternas, mais (as inferiores) ou menos (as superiores) longamente pecioladas, com limbo suborbicular ou cordado, lobado, com 5 a 7 lóbulos com rebordo crenado-dentado; flores (2 a 6) agrupadas em fascículos axilares, geralmente densos, com pedúnculos mais curtos que o pecíolo da folha axilante; epicálice, mais curto que o cálice, com 3 peças obtusas ou ligeiramente apiculadas, livres quase até à base; cálice com cinco sépalas ovado-triangulares, agudas, acrescentes na frutificação; corola com 5 pétalas levemente emarginadas, rosado-violáceas, com 3 a 4 veias de cor púrpura; fruto (esquizocarpo) formado por 7 a 9 mericarpos pubescentes.
Tipo biológico: terófito; hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: endemismo ibérico, com ocorrência circunscrita ao Leste e Sul de Espanha e ao Sudoeste de Portugal (Algarve e Baixo Alentejo).
Ecologia/habitat: em areias depositadas por entre rochas calcárias, em arribas litorais.
Floração: de Março a Junho. 
* Sinonímia: Lavatera davaei (Boiss. & Reut.) P. Cout. (basónimo)
Nota: incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental como planta ameaçada. Categoria de ameaça IUCN : "Vulnerável".
[Local e data do avistamento: Cabo de S. Vicente (Algarve) (na imagem infra); 9 - Março - 2017]




segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Cruciata (Cruciata glabra subsp. hirticaulis)




 


Cruciata [Cruciata glabra subsp. hirticaulis (Beck) Natali & Jeanm]
Erva perene, rizomatosa, multicaule que pode atingir até cerca de 35cm,  com caules ascendentes ou decumbentes, em geral, não ramificados, densamente pilosos nos nós e pelo menos nos entrenós inferiores e intermédios; folhas sésseis, dispostas em verticilos de 4, patentes, planas, com três nervuras, pilosas nas duas páginas, excepto as axilantes das inflorescências que apresentam pêlos apenas na página inferior; inflorescências axilares, pedunculadas, geralmente com 3 a 5 flores;  pedúnculos e pedicelos glabros; flores tetrâmeras, sem cálice, com corola amarelada ou amarelo-esverdeada. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Sul da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e circunscrita ao Alto Alentejo, Beira Baixa, Beira Alta, Trás-os-Montes e Minho.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em sítios húmidos e sombrios, a altitudes desde 300 até 2100 m.
Floração: de Março a Agosto.
(Local e data dos avistamentos: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); Junho - 2019)

sábado, 30 de novembro de 2019

Sapinho-das-areias (Spergularia marina)

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Sapinho-das-areias [Spergularia marina (L.) Besser*]
Erva anual, bienal ou vivaz de vida curta, completamente glabra, eventualmente, glanduloso-pubescente na inflorescência; com caules prostrados ou ascendentes, podendo atingir até 35 cm; folhas lineares, carnudas mucronadas; estípulas curtas; flores com pétalas rosadas no ápice, brancas na base, raras vezes inteiramente brancas; estames: 1 a 6, ou até 8, ocasionalmente; cápsula com comprimento superior ao das sépalas; sementes castanho-claras, aladas e ápteras à mistura, ou apenas ápteras, ou excepcionamente todas aladas.
Tipo biológico: terófito; hemicriptófito.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita, presente em grande parte do hemisfério Norte.
Em Portugal ocorre, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: areais costeiros, sapais, terrenos perturbados junto ao mar e zonas salgadas no interior, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Fevereiro a Novembro.
*Sinonímia: Arenaria rubra var. marina L. (Basónimo); Spergularia salina J. Presl et K. Presl.
[Locais e datas: Praia da Foz (Alfarim - Sesimbra); 13 - Maio - 2019 (Fotos 1, 7 e 8) e Lagoa dos Salgados - Algarve; 9 -Março - 2019 (fotos restantes)]
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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Ranúnculo-de-língua-de-cobra (Ranunculus ophioglossifolius)









Ranúnculo-de-língua-de-cobra  (Ranunculus ophioglossifolius Vill.)
Erva anual,  com 10 a 35 cm, glabra, pelo menos em grande parte da superfície; com caule erecto ou ascendente, ramificado na base ou até cerca de metade da sua altura; folhas inteiras; as basais e caulinares inferiores pecioladas, ovadas, quase "tão largas como compridas" (fonte); as caulinares médias e superiores de ovado-lanceoladas a lanceoladas; as superiores quase sésseis; flores amarelas, com 4 a 10 mm de diâmetro, suportadas por pedúnculo com comprimento igual ou superior ao da folha oposta, com pétalas maiores que as sépalas; fruto globoso; aquénios com rebordo grosso e caras laterais tuberculadas.
Tipo biológico: terófito:
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: Sul da  Europa, Oeste da Ásia, Norte de África e (em parte da) Macaronésia.
Em Portugal distribui-se, ainda que de forma descontínua e irregular, ao longo de  todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: margens de cursos de água; charcos, depressões húmidas e outros terrenos temporariamente inundados, a altitudes até 800 m (?).
Floração: de Março a Julho.
[Local e datas dos avistamentos: Lagoa de Albufeira (Sesimbra); 4/12 - Abril - 2019]
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Beijos-de-frade, Trevo-azedo-rosa (Oxalis purpurea)



Beijos-de-frade, Trevo-azedo-rosa, ou Trevo da Índia (Oxalis purpurea L.)
Erva perene, bulbosa, com 3 a 15 cm, sem caules aéreos; folhas trifoliadas, dispostas em roseta basal com origem no ápice do próprio rizoma; folíolos ciliados na margem; inflorescência reduzida a uma única flor com pétalas rosado-purpúreas na parte superior e amareladas na parte inferior.
Tipo biológico: geófito;
Família: Oxalidaceae;
Distribuição: planta originária da África do Sul, entretanto introduzida para fins ornamentais e naturalizada em diversa partes do globo e, designadamente, na Europa, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal ocorre, como espécie introduzida, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: planta ruderal, com frequência escapada de jardins, surge em terrenos revolvidos e em locais mais ou menos perturbados, a altitudes até 600m.
Floração: decorre ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade nos meses de Janeiro a Maio e de Novembro  a Dezembro.
(Local e data do avistamento: Algarve; 8 - Março - 2019)
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sábado, 23 de novembro de 2019

Juncus valvatus var. valvatus




Juncus valvatus Link var. valvatus
Erva rizomatosa, perene, cespitosa, com caules cilíndricos, ocos, lisos, erectos ou ascendentes que podem atingir até cerca de 50cm; flores diminutas agrupadas em inflorescências terminais, formadas por (1 a 6) glomérulos, resultantes, por sua vez, da aglutinação de glomérulos de menor dimensão (7 a 14 mm de diâmetro) que podem englobar, cada um deles, desde 30 a 50 flores; frutos em forma de cápsula piramidal. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Juncaceae;
Distribuição: planta endémica de Portugal Continental.
Embora a espécie Juncus valvatus ocorra quer no Centro e Sul de Portugal, quer também no Sul de Itália e na Argélia, a variedade valvatus está presente apenas no território português do Continente, confinada à Estremadura, Ribatejo, Beira Baixa, Beira Litoral e, dubitativamente, ao Algarve. 
Ecologia/habitat: pastagens húmidas e locais temporariamente encharcados, incluindo valetas ao longo de estradas e caminhos onde ocorra a permanência de água acumulada durante a época das chuvas, a altitudes até 500m. Com preferência, aparentemente, por solos argilosos e calcários.
Floração: de Abril a Setembro.
[Local e data do avistamento: Salir do Porto (Caldas da Rainha); 23 - Maio - 2019]
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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Serradela (Ornithopus pinnatus)




Serradela ou Serradela-delgada [Ornithopus pinnatus (Mill.) Druce *]
Erva anual, erecta, decumbente ou ascendente,com caules cilíndricos, com reduzido indumento seríceo, que podem atingir até cerca de 40 cm.; folhas imparipinadas com 1 a 9 pares de folíolos; flores quase sésseis ou com pedicelo não superior a 1mm,  com corola amarela, glabra, agrupadas (2 a 5) em inflorescências pedunculadas; fruto (vagem) cilíndrico, recurvado, glabro.
Tipo biológico: terófito;
Família; Fabaceae (Leguminosae).
Distribuição: Europa Ocidental; Região Mediterrânica; arquipélagos da Madeira, dos Açores e das Canárias.
Em Portugal ocorre não só no arquipélago da Madeira (ilhas de Porto Santo e da Madeira) e no arquipélago dos Açores, mas também em todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, em solos siliciosos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a  Junho.
* Sinonímia: Scorpiurus pinnatus Mill.
[Local e data do avistamento: Alfarim (Sesimbra); 18 - Abril - 2019]
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Aneixa (Rapistrum rugosum subsp. linnaeanum)

 
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Aneixa * (Rapistrum rugosum subsp. linnaeanum (Coss.) Rouy & Foucaud)
Erva anual, com caule erecto, em regra, muito ramificado, que pode atingir até cerca de metro e meio; folhas com formas variadas (de inteiras a penatissectas); flores (muito numerosas) com (4) pétalas amarelas dispostas em forma de cruz, unguiculadas (com unha maior do que a das sépalas)  agrupadas em inflorescências em cacho; frutos formados por 2 segmentos bem distintos (o inferior cilíndrico; o superior globoso).
Em Portugal, tal como em Espanha, ocorrem duas subespécies: a nominal (Rapistrum rugosum subsp. rugosum) e aquela a que se referem as imagens supra (R. r. linnaeanum), podendo distinguir-se as duas subespécies em função, sobretudo, da forma e comprimento dos pedicelos frutíferos e do segmento inferior dos frutos: enquanto que na subespécie linaeannum, o pedicelo tem um comprimento 2 a 4 vezes superior ao do segmento inferior do fruto (que é, em geral, estéril ou monospermo), sendo os dois aproximadamente iguais em largura (v. supra foto 4); na subespécie nominal, o comprimento do pedicelo é apenas 1 ou 2 vezes superior ao do segmento inferior do fruto (que é, por sua vez, polispermo ou monospermo), tendo este cerca do dobro da largura do pedicelo (v. foto infra).
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicacaeae (Cruciferae)
Distribuição (subsp. linneanum): Sudoeste da Europa (Baleares em Espanha; Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral em Portugal) e Noroeste de África.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal que pode encontrar-se, designadamente, em campos cultivados e incultos, taludes, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Outros nomes comuns: Rinchão; Saramago-da-rocha; Saramago-de-semente-redonda; Saramago-rinchão (fonte)
[Locais e datas da captação das imagens supra: Parque da Paz - Almada; 15 - Abril - 2014 (fotos 1, 2, 4 e 5); Seixal; 11 - Abril - 2019 (fotos restantes)]

Foto captada na Costa da Caparica em 28 - Março - 2018