segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Buglossa-ondulada (Anchusa undulata)




Buglossa-ondulada *(Anchusa undulata L.)
Erva anual, bienal ou perene, uni ou multicaule, híspida, com pêlos rígidos, com frequência em companhia de outros mais curtos, retrorsos, aplicados; caules erectos, com 30 a 60 cm, geralmente ramificados apenas ao nível da inflorescência; folhas agudas, com margem ondulada ou sinuado-dentada; as da base dispostas em roseta, secas na frutificação; inflorescência em cimeiras, mais ou menos densas; flores com cálice dividido (até cerca de 1/2 do seu comprimento, no caso da subsp. undulata, ou até 2/3  do comprimento, no caso da subsp. granatensis); corola  com 5 a 10 mm de diâmetro, de cor azul, azul-violeta, ou purpúrea, raras vezes branca. 
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. 
Em Portugal Continental, tal como em toda a Península Ibérica, ocorrem as duas mencionadas subespécies, sendo certo que a subespécie granatensis  é mesmo um endemismo ibérico.
Ecologia/habitat: pastagens e outros relvados com alguma humidade, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1800m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Julho.
*Outro nome comum: Língua-de-vaca-ondeada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Abrunheiro-bravo ( Prunus mahaleb)





Abrunheiro-bravo * ( Prunus mahaleb L. **)
Arbusto ou pequena árvore, inerme, caducifólia, muito ramificada, com altura que pode ir desde 3 a 10 metros; folhas ovadas, subcordiformes, por vezes, suborbiculares, glabras e brilhantes, com margem serrilhada ou crenulada; flores hemafroditas com 5 sépalas inteiras, glabras e 5 pétalas brancas; frutos ovóides ou elipsoidais, negros na maturação.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae
Distribuição: Centro e Sul da Europa, Norte de África (Marrocos) e Sudoeste da Ásia. Introduzida na América do Norte.
Em Portugal tem ocorrência limitada a Trás-os-Montes e Beira Alta.
Ecologia/habitat:  taludes, barrancos, encostas pedregosas, margens de cursos de água, matagais, sebes e clareiras de bosques, com preferência por locais frescos e sombrios, a altitudes desde 100 até 2000 m.
Floração: de Março a Junho.
* Outros nomes comuns: Cerejeira-de-Santa-Lúcia; Cerejeira-mahaleb
** Sinonímia: Cerasus mahaleb (L.) Mill.

sábado, 7 de novembro de 2020

Silene gracilis

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Silene gracilis DC.
Erva anual, com 10 a 80 cm; caules geralmente ascendentes, simples ou ramificados a partir da base, vilosos na parte inferior, glabros na parte média e com indumento retrorso-pubérulo na parte superior; folhas pubescentes, as basais subespatuladas ou oblanceoladas, geralmente dispostas em roseta; as caulinares, de ovais a lanceoladas; inflorescências em cimeiras com 1 a 10 flores frequentemente cleistogâmicas; brácteas mais curtas que os pedicelos, de ovadas a ovado-lanceoladas, ciliadas, pelo menos, na base; cálice campanulado na frutificação, totalmente glabro ou ligeiramente escábrido nos nervos, com dentes triangulares, ciliados; pétalas profundamente bífidas, de cor branca ou rosa-pálido;  cápsula (fruto) subcilíndrica com 6 a 11 mm. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve,  Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo. 
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos arenosos, geralmente próximos do litoral.
Floração: de Janeiro a Junho. 
[Locais e datas dos avistamentos: Serra da Arrábida (Sesimbra); 9 - Março - 2020 (fotos 1, 3 e 4); Fernão Ferro (Seixal); 24 - Fevereiro - 2020 (fotos restantes).
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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Symphyotrichum lanceolatum





 Symphyotrichum lanceolatum ( Willd. ) GLNesom *
Erva rizomatosa, perene, com caules erectos, ramificados que podem atingir até cerca de 150cm; folhas lanceoladas, inteiras ou ligeiramente dentadas; inflorescências em capítulo com flores tubulares amarelas no disco, com lígulas brancas ou azul-violeta, no rebordo. 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: planta originária da América do Norte, foi introduzida como planta ornamental em várias regiões do globo, onde, entretanto, se naturalizou. É o caso do Norte, Centro e Oeste da Europa. 
Em Portugal ocorre como planta subespontânea sobretudo nas regiões a Norte do Tejo.
Ecologia/habitat: margens de cursos de água e leitos de cheia; outros locais húmidos, em particular em terrenos abandonados e/ou perturbados. 
Floração: de Agosto a Outubro.
* Sinonímia: Aster lanceolatus Willd.

sábado, 31 de outubro de 2020

Reseda-brava (Reseda media)




Reseda-brava (Reseda media Lag.)
Erva anual ou bienal, raramente com maior duração, multicaule, com caules com 30 a 70 cm, prostrados ou prostrado-ascendentes, raramente erectos, glabros, papiloso-hispídulos, pouco ramificados na metade superior; folhas basais inteiras ou quase inteiras, dispostas em roseta, as médias e superiores, alternas, geralmente trissectas ou pinatissectas, com 1 a 3 pares de segmentos laterais e um terminal mais comprido e mais largo que os laterais; inflorescência em cacho especiforme;  flores hermafroditas com 6 sépalas persistentes, pouco acrescentes na frutificação e 6 pétalas brancas, unguiculadas, com o limbo profundamente dividido em 5 a 8 lacínias; fruto com a forma de cápsula ovóide-globosa, tridentada no ápice, glabra ou papilosa; sementes reniformes, rugosas.
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
FamíliaResedaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa, Noroeste de África.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e, como espécie introduzida, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, baldios, campos agrícolas abandonados ou em pousio, taludes, bermas de estradas e caminhos, geralmente em solos arenosos, nitrificados, algo húmidos e ácidos, a altitudes até 1000m.
Floração: ao longo de grande  parte do ano, com maior intensidade de Janeiro a Agosto.
[Local e data do avistamento: Serra de Alvelos (concelho da Sertã); 3 - Maio - 2020]
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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Serradela-amarela (Ornithopus compressus)







Serradela-amarela * (Ornithopus compressus L.)
Erva anual, com indumento viloso mais ou menos denso; caules erectos, decumbentes ou ascendentes, com 4 a 75 cm; folhas com 8 a 18 pares de folíolos densamente vilosos em ambas as páginas; flores com corola amarela, dispostas em grupos de até 5, em inflorescências axilares, pedunculadas; fruto (vagem) falciforme, comprimido (compressus) lateralmente, apenas levemente contraído entre as sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente bem como no arquipélago da Madeira. Como planta introduzida está também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: relvados e pastagens anuais, preferentemente em solos siliciosos, a altitudes até 1500 m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
* Outros nomes comuns: Trevo-pé-de-pássaro; Serradela-estreita; Serradela-brava; Serrim.
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sábado, 24 de outubro de 2020

Amor-de-hortelão (Galium aparine)







Amor-de-hortelão * (Galium aparine L.)
Erva anual,  uni ou multicaule, trepadora,  escábrida (= àspera ao tacto), com caules em geral ascendentes e  ramificados, que podem atingir até 170 cm; folhas em geral sésseis, mas, no restante, com características bem distintas, consoante as subespécies:  oblongo-obovadas ou obovadas, dispostas em verticilos de 6 a 8, com 3 a 9 mm de largura, obtusas, contraídas repentinamente em arista (subespécie nominal); ou lineares, linear-oblanceoladas, ou linear-elípticas, dispostas em verticilos de 6 a 9, com 0,4 a 3 mm de largura, agudas, contraídas gradualmente em arista (subespécie spurium); flores hermafroditas, tetrâmeras, com corola glabra, branca, esverdeada ou verde-amarelada, com 1,5 a 3 mm de diâmetro; frutos cobertos de pêlos sedosos terminando em gancho, forma que permite que os frutos se prendam às roupas das pessoas ou à pelagem dos animais, favorecendo grandemente a sua dispersão.
Tipo biológico: terófito;
Família: Rubiaceae;
Distribuição: Europa, Ásia, Região Mediterrânica e Macaronésia. Introduzida em numerosas outras regiões do globo, é actualmente considerada como planta subcosmopolita.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer em todo o território do Continente, onde é muito comum, quer no arquipélago da Madeira. Presente também no arquipelago dos Açores, como espécie introduzida. 
Ecologia/habitat: planta ruderal e arvense, ocorre em campos cultivados e incultos, baldios, sebes, entulheiras e noutros locais perturbados, a altitudes até 2600m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Julho.
[Local e data do avistamento: Troviscal (Sertã); 19 - Abril - 2020] 
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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Loto-de-Coimbra (Lotus conimbricensis)


 




Loto-de-Coimbra (Lotus conimbricensis Brot.)
Erva anual, glabra, eventualmente com alguma pelosidade dispersa, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até cerca de 30cm; folhas com cinco folíolos; inflorescências compostas por 1 ou 2 flores e bráctea trifoliolada; flores com corola esbranquiçada ou rosada, com veias no estandarte; fruto cilíndrico e, em geral, marcadamente recurvado, com 20 a 40 sementes. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa; Sudoeste da Ásia e Norte de África.
Em Portugal, ocorre, como espécie autóctone, na maior parte do território do Continente e, como espécie introduzida, no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens, terrenos cultivados, incultos e em pousio, em locais sombrios e com alguma humidade, em solos preferentemente arenosos e ácidos, a altitudes até 1000 m.
Floração: de Março a Junho.
[Local e data do avistamento: Marmeleiro (Sertã); Maio - 2020]
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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Cardo-amarelo (Carlina hispanica)







Cardo-amarelo(Carlina hispanica Lam. **)
Planta herbácea, perene, rizomatosa, espinhosa, com caules erectos, geralmente ramificados, frequentemente a partir da base, podendo atingir até cerca de 85 cm de altura;  folhas sésseis, rígidas, espinhosas, com margem sinuado-dentada; flores amarelas, reunidas em capítulos, apresentando estes brácteas interiores de cor dourada.
Tipo biológicohemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição geral; Península Ibérica e Noroeste de África
Distribuição em Portugal;  é uma planta que se encontra com frequência em grande parte do território do Continente;
Habitat: clareiras de bosques e matagais, terrenos baldios e em pousio, dunas, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1700 m. Indiferente à  natureza dos solos; 
Floração: de Maio a Setembro;
*Outros nomes comuns:  CardolCardo-dos-cachosEspinho-de-cabeça;
** Sinonímia: Carlina corymbosa subsp. hispanica (Lam.) A. Bolòs & Vigo
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