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domingo, 15 de março de 2026

Luzerna-arábica (Medicago arabica)

 








Luzerna-arábica ou Luzerna-negra [Medicago arabica (L.) Huds.]

Erva anual, ramificada desde a base, com indumento de pêlos multicelulares e não glandulosos. Caules ascendentes com até 75 cm de comprimento. Folhas pecioladas, alternas, trifolioladas, com folíolos obcordados, obovados, serrilhados, geralmente com uma mancha escura no centro. Inflorescências racemosas, com 2 a 5 flores, pedunculadas, (com pedúnculo mais curto que o pecíolo da folha axilante). Flores pediceladas, com cálice pubescente, com dentes aproximadamente do mesmo comprimento que o tubo; corola amarela, com estandarte mais comprido que a quilha e esta mais comprida que as asas. Fruto (vagem) globoso, espinhoso, glabro, espiralado, com 4 a 7 espiras. Sementes com até 3,5 mm, reniformes, alaranjadas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: originária do Centro e Sul da Europa; Noroeste da África; Macaronésia e Sudoeste da Ásia. Introduzida em várias outras regiões do Globo.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, ainda que de forma descontínua, ao longo de todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros arrelvados, em locais húmidos, ainda que apenas temporariamente, como bermas de estradas e caminhos, a altitudes 1100.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Restelo (Lisboa); 4 - Março - 2026)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Trifolium isthmocarpum



Trifolium isthmocarpum Brot.
Erva anual, glabra, por vezes, com caules glabrescentes. Caules com até 75 cm, erectos ou ascendentes. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifolioladas, com folíolos elípticos, ovados ou obovados, subsésseis, serrilhados na parte superior, glabros; estípulas membranáceas, aderentes na base ao pecíolo, com tons violáceos; pecíolo que, nas folhas inferiores, pode atingir até 2 cm. Inflorescências axilares, ou aparentemente terminais, capituliformes ou especiformes, com até 24 mm de diâmetro, ovóides na floração, subglobosas ou cilíndricas na frutificação, pedunculadas, podendo os pedúnculos atingir até 15 cm. Flores com corola rosada ou purpúrea, glabra, persistente na frutificação; fruto (vagem) incluído no cálice, indeiscente, com 1 a 2 sementes, contraído entre as sementes, quando contenha mais que uma.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Córsega, Itália, Sicília, Noroeste de África e Turquia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo) e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos, incluindo bermas de estradas e caminhos, suportando solos arenosos com algum grau de salinidade, a altitudes até 900m.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamento: Ponta dos Corvos (Corroios - Seixal); 2 - Maio - 2025]

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 




Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Serra da Arrábida; 28 - Março - 2025)

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Plantas ornamentais: Bauhinia variegata



Bauhinia variegata L.*
Árvore com 6 a 12 m de altura, é originária da Ásia, (China, Sudeste asiático e Índia), entretanto introduzida e cultivada noutras regiões tropicais do globo, sobretudo para fins ornamentais, como é o caso do Brasil, onde é designada pelos nomes comuns de "Árvore-de-orquídeas, Árvore-orquídea, Casco-de-vaca, Casco-de-vaca-lilás, Pata-de-vaca-lilás, Mororó, Bauínia, Pé-de-boi, Pata-de-vaca-rosa" (fonte)**
Tipo biológico: Fanerófito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Floração: de Maio a Agosto.
*Sinonímia: Bauhinia chinensis (DC.) Vogel; Bauhinia decora Uribe; Phanera variegata (L.) Benth.
** Nota: as curiosas designações da planta, onde se incluem os termos "casco" ou "pata" têm como explicação o facto de as folhas da árvore terem semelhanças com as patas do animal que designamos com o termo "vaca". 
A propósito acrescente-se que em Portugal, as designações comuns são: "Pata-de-vaca" e Unha-de-vaca".
(As imagens supra são duma planta existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, onde foram captadas em 20 - Agosto - 2025)

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Lotus ornithopodioides

 




Lotus ornithopodioides L.

Erva anual, em geral, densamente pilosa, com caules erectos ou ascendentes, raramente, decumbentes, podendo atingir até 50 cm; folhas com 5 folíolos, com pilosidade dispersa, com pêlos curtos; inflorescências axilares, pedunculadas, com 2 a 5 flores protegidas por uma bráctea trifoliolada; pedúnculo direito, ou ligeiramente encurvado, erecto-patente, até 2 vezes mais comprido que a folha axilante; flores com cálice claramente bilabiado e corola amarela, maior que o cálice; fruto (com 20 a 40 x 3 mm) pendente, muito comprimido, encurvado, com 7 a 20 sementes.
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Região Mediterrânica. Introduzida na Macaronésia (arquipélagos de Cabo Verde e da Madeira).
Em Portugal Continental, até recentemente, só havia conhecimento da sua ocorrência numa "área restrista do Sotavento Algarvio" (fonte).
Ecologia/habitat: pastos anuais, campos cultivados, incultos e baldios, clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em solos básicos ou, raramente, ácidos, a altitudes até 300 m.
Floração: de Março a Maio.
Nota: figura na categoria de "Quase ameçada" na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.
(Avistamento: Almada); 21 - Maio - 2025)

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Phanera yunnanensis

 

Phanera yunnanensis (Franch.) Wunderlin *
Planta trepadeira, lenhosa, inerme, glabra, com folhas alternas, pecioladas (pecíolo com até 3 cm) bifolioladas; flores com cálice bi-segmentado e corola com 5 pétalas subiguais de cor branca a rosada; fruto (vagem) linear, comprimido, alongado, glabro, deiscente.
Tipo biológico: Fanerófito; 
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: planta nativa do Sudeste da Ásia (China e Indochina), introduzida, designadamente,  nos EUA (Flórida) e Austrália.
* Sinonímia: Bauhinia yunnanensis Franch.
(As imagens publicadas foram obtidas a partir de um exemplar existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, em 20 - Agosto - 2025) 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Erva-coelheira (Lotus pedunculatus)

 





Erva-coelheira ou Cornichão-dos-rios (Lotus pedunculatus Cav.)

Erva perene, estolonífera, glabra ou escassamente pilosa, com 20 a 120 cm de comprimento. Caules ramificados, erectos ou ascendentes, fistulosos; folhas com 5 folíolos com nervos bem marcados; inflorescências axilares, pedunculadas, com 5 a 18 flores protegidas por uma bráctea trifoliada; pedúnculo direito, erecto-patente, 2 a 5 vezes mais comprido que a folha axilante. Flores com cálice ligeiramente bilabiado, algo piloso ou subglabro; corola amarela, 2 vezes mais comprida que o cálice; fruto direito, ligeiramente comprimido, com 10 a 40 mm de comprimento, em geral com 8 a 25 sementes.
Tipo biológico: hemicriptófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Europa, Sudoeste da Ásia, Norte de África e Macaronésia (arquipélagos das Canárias, da Madeira e dos Açores).
Em Portugal Continental ocorre ao longo de todo o território, sendo, no entanto, mais raro nas regiões do interior do que nas mais próximas do litoral.
Ecologia/habitat: terrenos (básicos ou ácidos) muito húmidos ou mesmo encharcados, designadamente nas margens de cursos de água, a altitudes até 2500 m.
Floração: de Março a Setembro
Avistamento: Lagoa de Albufeira (Sesimbra); 17 - Julho - 2025

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Pantas invasoras: Acácia-negra (Acacia mearnsii)





Acácia-negra (Acacia mearnsii De Wild. *)
Árvore com copa algo irregular, podendo atingir até 10 m de altura; com folhas verde-escuras, compostas, com 8 a 25 pares de pínulas, cada uma com 30 a 70 pares de folíolos; flores amarelo-pálidas agrupadas em glomérulos com 5 a 6 mm de diâmetro; frutos sob a forma de vagens castanho-escuras, contraídas entre as sementes.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: planta originária do Sudeste da Austrália e da ilha da Tasmânia. Em Portugal ocorre como planta introduzida principalmente para fins ornamentais, estando presente, quer no território do Continente, quer no arquipélago da Madeira.
Em Portugal é considerada como planta invasora, figurando na Lista Nacional de Espécies Invasoras (anexo II do Decreto-Lei nº 92/2019, de 10 julho).
Floração (em Portugal) : de Fevereiro a  Maio.
* Sinonímia: Acacia retinoide Schltr.; Acacia provincialis A.Camus; Acacia semperflorens A.Berger; Racosperma retinodes (Schltdl.) Pedley
(Nota: para mais completa informação sugere-se a consulta da respectiva ficha em plantas invasoras, fonte usada, em grande medida, na elaboração deste texto.)
(Avistamento: Ponta dos Corvos - Seixal; 1 - Maio - 2018)

sábado, 31 de maio de 2025

Trevinho (Trifolium dubium)





Trevinho ou Trevo-amarelo-menor (Trifolium dubium Sibth.)

Erva anual, glabra ou pubescente, com caules erectos, ascendentes ou decumbentes, podendo atingir até 50 cm de comprimento; folhas alternas, estipuladas, pecioladas (com pecíolo até 2 cm), trifoliadas, com folíolos obovados, peciolados, serrilhados na parte apical, obtusos, truncados ou emarginados; inflorescências axilares, pedunculadas, com 6 a 9 mm de diâmetro na floração, espigadas, subcilíndricas ou cônicas, com 5 a 30 flores pediceladas, estas com corola amarela, acastanhada quando seca, glabra, persistente após a frutificação; fruto (vagem) incluído no cálice, indeiscente, com 1 a 2 sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Europa, a latitudes inferiores a 60º N; Sudoeste da Ásia; Noroeste de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias).
Em Portugal ocorre, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer ao longo de todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais; bermas de estradas e caminhos, preferentemente em terrenos siliciosos, por vezes temporariamente encharcados, a altitudes até 1700m.
Floração: de Março a Julho.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Trevo-branco (Trifolium arvense)

 



Trevo-branco ou Pé-de-lebre (Trifolium arvense L.)

Erva anual, glabra ou pubescente, com caules erectos, com altura até 50 cm; folhas alternas, estipuladas, pecioladas (pecíolos com até 50 mm), trifoliadas, com folíolos elípticos (pelo menos, 3 vezes mais compridos que largos) inteiros ou denticulados na parte apical; inflorescências em espiga, ovóides ou cilíndricas, axilares, solitárias e pedunculadas, com flores de cálice campanulado e corola menor que o cálice, branca ou rosada, com pétalas unidas na base; fruto (vagem) incluso no cálice, indeiscente, com uma única semente. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae); 
Distribuição: Europa, Sibéria, Ásia Ocidental, Norte e Leste de África e Macaronésia (Madeira e Canárias). 
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores;
Ecologia/habitat: pastagens e outros relvados, em sítios secos, geralmente em solos arenosos, a altitudes até 2200m;
Floração: de Março a Setembro.
(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 13 - Maio  2025)

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Giesta-piorneira (Genista florida)

 





Giesta-piorneira; Piorno-dos-tintureiros (Genista florida L.)

Arbusto inerme, ramificado desde a base, com até 250 cm de altura; caules com indumento duplo, serício nas nervuras e pubérulo no espaço entre nervuras; folhas unifolioladas, alternas, estipuladas, com folíolo linear-oblongo, oblanceolado, ovado ou espatulado; flores pediceladas, em geral solitárias, (com cálice campanulado, bilabiado, serício; corola amarela, com estandarte ovalado, arredondado e emarginado no ápice, com indumento serício na base do dorso e nervura central; asas elípticas, glabras; quilha oblonga, serícia) agrupadas (3 a 30) em inflorescências em cacho, terminais; fruto (vagem) linear-oblongo, com 2 a 6 sementes.
Tipos biológicos: Fanerófito; Caméfito;
Família: Fabaceae.
Distribuição: Península Ibérica; Norte de Marrocos (montanhas do Atlas) e Sudoeste de França (Pirinéus). Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, em zonas montanhosas de regiões a Norte do Tejo (Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques; terrenos de matos e matagais, a altitudes desde 500 até 2000 m.
Floração: de Maio a Julho.
(Avistamento: Serra da Estrela; 10 - Julho - 2019)