Luzerna-arábica ou Luzerna-negra [Medicago arabica (L.) Huds.]
Erva anual, ramificada desde a base, com indumento de pêlos multicelulares e não glandulosos. Caules ascendentes com até 75 cm de comprimento. Folhas pecioladas, alternas, trifolioladas, com folíolos obcordados, obovados, serrilhados, geralmente com uma mancha escura no centro. Inflorescências racemosas, com 2 a 5 flores, pedunculadas, (com pedúnculo mais curto que o pecíolo da folha axilante). Flores pediceladas, com cálice pubescente, com dentes aproximadamente do mesmo comprimento que o tubo; corola amarela, com estandarte mais comprido que a quilha e esta mais comprida que as asas. Fruto (vagem) globoso, espinhoso, glabro, espiralado, com 4 a 7 espiras. Sementes com até 3,5 mm, reniformes, alaranjadas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: originária do Centro e Sul da Europa; Noroeste da África; Macaronésia e Sudoeste da Ásia. Introduzida em várias outras regiões do Globo.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, ainda que de forma descontínua, ao longo de todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros arrelvados, em locais húmidos, ainda que apenas temporariamente, como bermas de estradas e caminhos, a altitudes 1100.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Restelo (Lisboa); 4 - Março - 2026)
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