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sábado, 2 de dezembro de 2017

Piorro (Juniperus navicularis)







Piorro ou Zimbro (Juniperus navicularis Gand.)
Arbusto com copa densa que pode atingir cerca de 2 metros de altura; folhas pequenas (com 4-12 x 1-1,5 mm.) agudas apresentando na face superior 2 faixas brancas paralelas, mas convergentes no ápice; fruto (gálbulo) globoso, avermelhado ou amarelado, vermelho vivo na maturação.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Cupressaceae
Distribuição: Endemismo ibérico, circunscrito em Portugal às regiões em redor da Península de Setúbal e do Estuário do Sado, com prolongamento ao longo do litoral até ao Sudoeste Alentejano (Ribatejo, Estremadura e Baixo Alentejo) e em Espanha a "alguns núcleos isolados no sudoeste e sul" (fonte). 
Ecologia/habitat: terrenos arenosos, sob coberto de matagais ou pinhais, em regiões próximas do litoral, a altitudes até 80m.
Floração: Março/Abril.
(Local e data: Melides (Grândola); 19 - Novembro - 2017)
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Endémicas dos Açores #20: Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia)









 Cedro-do-matoCedro-das-ilhas, Cedro-da-terra, ou Zimbro [Juniperus brevifolia (Seub.) Antoine]
«Árvore baixa de copa alargada e geralmente de tronco retorcido (...)» (Fonte)
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Cupressaceae
Distribuição: Endemismo dos Açores, presente em todas as ilhas do arquipélago, com excepção da  Graciosa.
Ecologia: «Árvore dominante das florestas húmidas naturais de altitude. Mais comum acima dos 500 m, mas nas Flores e no Pico desce também até à costa. Nas zonas mais húmidas o solo é frequentemente revestido por grossas camadas de Sphagnum («musgão»), criando um tipo de floresta peculiar, o zimbral com turfeira.» (Fonte)
Floração: de Março a Abril.
Uso económico: «utilização de madeira de cedro-do-mato em mobiliário e na construção de talhas decorativas em igrejas produziu peças de grande qualidade (a igreja do Colégio de Ponta Delgada tem um dos maiores conjuntos de talhas barrocas do mundo, todo ele construído em cedro-do-mato)(...)» (Fonte)
Estatuto de conservação «Espécie protegida pela Convenção de Berna e pela Directiva Habitats.» (Fonte)
(Locais e datas; ilhas de S. Jorge e do Pico; 23/30 - Julho - 2017)
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Zimbro-rasteiro (Juniperus communis subsp. alpina)

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Zimbro-rasteiro [Juniperus communis L. subsp. alpina (Suter) Čelak.]

Também designado vulgarmente por Zimbro-comum e Zimbro-anão
o Juniperus communis é uma espécie 
da família Cupressaceae, distribuída por grande parte do globo (Europa, incluindo a Região Mediterrânica, América do Norte e Ásia). Em Portugal, todavia, apenas se encontra a altitudes elevadas, na Serra do Gerês  e na Serra da Estrela (aqui, a altitudes superiores a 1500-1600 metros).
Apresenta-se sob a forma dum arbusto de folha perene, com caules e ramos prostrados, raramente ultrapassando, em Portugal, um metro de altura.
Conhecendo esta espécie mais que uma subespécie e grande variedade no que respeita à altura de cada uma delas, tem-se suscitado a questão de saber qual ou quais as subespécies que ocorrem em território português, coincidindo a maior parte dos autores em considerar que, quer na Serra do Gerês, quer na Serra da Estrela, não existe outra que não seja a subespécie J.c. alpina, explicando-se as diferentes configurações e alturas com variáveis como a altitude e a exposição à acção do vento: quanto maior a altitude e maior a força do vento a que estão expostas, menores dimensões atingem as plantas, facto documentado pelas fotos 1 (atitude inferior) 2 (altitude intermédia) e 3 (altitude superior). *
 Os frutos das espécies do género Juniperus (as infrutescências, dirão outros) são tecnicamente designadas por gálbulas (ou gálbulos ?) tal como os das demais espécies da família Cupressaceae. Trata-se, em todos os casos, de formações subesféricas, pequenas e, em geral, lenhosas, com escamas em forma de escudo. Todavia, no caso do zimbro, as gálbulas revestem a forma de "bagas" (foto 4) com 6-9 mm de diâmetro,  negras, quando maduras, sem consistência lenhosa e, pelo contrário, carnudas, permitindo estas características o seu aproveitamento como aromatizante em culinária e a sua utilização na preparação de bebidas alcoólicas, por exemplo, o gim, o mesmo acontecendo na região da Serra da Estrela, em que as "bagas" são usadas para dar um sabor forte à chamada aguardente de zimbro.
Floresce de junho a agosto.
*Pelo menos em parte,  também se pode resolver a disputatio através desta sinonímiaJuniperus communis L. prol. nana (Syme) Samp.; Juniperus communis L. subsp. nana Syme; Juniperus communis L. subsp. nana (Willd.) Briq.; Juniperus communis L. var. alpina Suter; Juniperus nana Willd., nom. illeg.
(Local e data: Serra da Estrela, 17 - jun - 2011)
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