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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Endémicas dos Açores #18: Hera (Hedera azorica)









 Hera (Hedera azorica Carrière)
Planta trepadora, estolhosa, com caules lenhosos, ramificados; folhas perenes, um tanto coriáceas, tanto ou mais largas que compridas, flores verde-amareladas, discretas; frutos negros, na maturação.
Tipo biológico: fanerófito; escandente;
Família:  Araliaceae;
Distribuição: Planta endémica dos Açores. Ocorre em todas as ilhas do arquipélago.
Ecologia: bosques de laurissilva e matos de incenso, geralmente a altitudes acima de 100 metros, embora também se possa encontrar a altitudes mais baixas sob a protecção de matos costeiros.
(Locais e datas: ilhas de S. Jorge e do Pico; 22 a 28 - Julho - 2017)

domingo, 10 de novembro de 2013

Tomilho-peludo (Thymus villosus)







Tomilho-peludo (Thymus villosus L.)
Pequeno arbusto, aromático,  da família Lamiaceae, com caules (12 a 30 cm de altura), mais ou menos erectos, raramente decumbentes; folhas numerosas, lineares ou linear-lanceoladas; inflorescência capituliforme, densa, com flores tubulares, bilabiadas de cor creme ou púrpura.
A espécie, segundo a Flora Ibérica divide-se em três subespécies, a saber: Thymus villosus subsp. villosus, planta endémica de Portugal continental (com distribuição limitada ao Algarve, Alto  e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Estremadura e Ribatejo); Thymus villosus subsp. lusitanicus, planta endémica da Península Ibérica, (com ocorrência limitada em Portugal, à Beira Litoral e Estremadura); e Thymus villosus subsp. velascoi (presente apenas em território espanhol).
Considerando apenas as duas subespécies com distribuição em Portugal, dir-se-á, recorrendo à mesma fonte, que a subespécie Th. v. villosus tem o seu habitat em matos poucos densos, medronhais e pinhais, a altitudes indo desde os 160m até aos 440m, enquanto a subespécie  Th. v. lusitanicus ocorre em terrenos ácidos (quartzitos, xistos e areias), podendo surgir a altitudes entre os 230 e os 800 m e, raramente, em substrato calcário, dado este que me leva a presumir que nas fotografias supra se encontra representada a subespécie villosus, uma vez que as fotografias foram na verdade obtidas em local com predominância de solos calcários.
Floração: desde finais de Março até princípios de Julho.
[Local e data: Vale da Serra (Serra d'Aire); 6 - Junho - 2012]
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sexta-feira, 8 de março de 2013

Arabis sadina









Arabis sadina (Samp.) Cout. 
Erva, vivaz, (tipo fisionómico: hemicriptófito) rizomatosa, da família Brassicaceae, com indumento formado essencialmente por pêlos estrelados mais denso ao nível das folhas e na metade inferior do caule, apresentando-se este erecto (15 a 45cm de altura) simples ou pouco ramificado. Folhas com 5 a 8 pares de dentes ou lóbulos marginais, as inferiores, oblanceoladas ou subespatuladas, escassamente pecioladas, as caulinares, sésseis, de elípticas a lanceoladas, arredondadas na base. Flores com pétalas brancas ou levemente rosadas, reunidas (3 a 25) em inflorescências em cacho pouco densas.
Distribuição: esta Arabis é uma planta endémica de Portugal com distribuição limitada  ao Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Porque esta espécie leva na designação científica o epíteto específico de sadina, parti do pressuposto de que seria muito abundante na Serra da Arrábida e que seria fácil deparar com ela. Certo, porém, é que, não obstante as minhas frequentes deambulações pela Arrábida, de há dois anos a esta parte, só recentemente a avistei em vários locais, na mesma zona da serra, ora isolada, ora em pequenos grupos, sempre em pequenas clareiras no meio de matos baixos, em substrato calcário, rochoso ou pedregoso que parece ser o seu habitat normal. 
Diga-se que o pressuposto de que parti quanto à sua abundância  não tem justificação, pois esta encontra-se no facto de a espécie ter sido encontrada "Entre Tejo e Sado" e descrita, pela primeira vez, por Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio que lhe atribuiu  o nome de Arabis muralis var. sadina, basónimo que, por isso mesmo, tem no descritor o seu apelido Sampaio abreviado para Samp.
Por outro lado, a aparente pouca visibilidade da espécie pode também não ter nada a ver com a maior ou menor abundância, pois pode simplesmente resultar do facto de a planta preferir, por "modéstia", locais recatados, mais ou menos abrigados pelos matos circundantes, em vez de terrenos abertos e mais expostos aos ventos e aos olhares de quem passa. 
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - Fevereiro - 2013)

sábado, 22 de setembro de 2012

Sanganho (Cistus psilosepalus)

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Sanganho (Cistus psilosepalus Sweet *)
Pequeno arbusto da família Cistaceae muito ramificado, com a forma duma pequena moita (60-100cm) mais ou menos densa. Tem semelhanças com o Cistus monspeliensis, dele se distinguindo, em particular, pelo maior tamanho das sépalas (Obrigado, Miguel!).
É um endemismo ibérico que ocorre apenas na parte ocidental da Península Ibérica, incluindo a maior parte do território do Continente português e a parte mais ocidental de Espanha, geralmente, em solos ácidos, algo húmidos, arenosos ou xistosos, em zonas de clima húmido ou sob influência oceânica, pelo que, em Portugal, surge com mais frequência no norte e centro do país, sendo também mais abundante em regiões próximas do litoral do que no interior. 
É uma espécie calcífuga.
Floração: de Abril a Agosto.
*Sinonímia: Cistus hirsutus Lam.
[Locais e datas: Rapoula do Côa - Sabugal; 22 - Junho - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); Barragem do Sabugal - Serra de Malcata; 20 - Junho - 2012 (foto5)]
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sábado, 3 de março de 2012

Carduus carpetanus







Carduus carpetanus Boiss. & Reut.*
Como estamos, aqui no blogue,  em maré de "cardos", embora a maioria das espécies como tal designadas vulgarmente não pertençam ao género Carduus, aqui vem mais um, o Cardus carpetanus que pertence, este sim, ao referido género. Espécie da família Asteraceae, é um endemismo ibérico, designado em Espanha por "Cardo seco", sem designação vulgar em português. Eu, pelo menos não a encontrei. 
Atinge entre 50 a 80 cm de altura e  ocorre em terrenos baldios, ou incultos e em pastagens de montanha, em qualquer caso,  acima dos 700 m.  de altitude. As fotografias supra foram obtidas na Serra da Estrela a altitude superior aos 1000 m. em 17 de junho de 2011, altura em que a floração ia já adiantada, existindo plantas que já tinham iniciado a fase da frutificação.
*Sinonímia: Carduus gayanus DC.; Carduus zapateri E. Rev. & Debeaux.
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domingo, 15 de janeiro de 2012

Narcissus calcicola


Narcissus calcicola Mendonça
Planta vivaz, bolbosa, de flores amarelas, da família  Amaryllidaceae que chega aqui ainda fresca, pois acabou de ser colhida fotografada ontem em plena Serra da Arrábida.
É um endemismo português, descrito também por um português (Francisco de Ascensão Mendonça) que ocorre apenas no centro do país (Arruda dos Vinhos, Alvaiázere, serras de Sicó, Aire e Candeeiros) e no sul (Serra da Arrábida e Barrocal algarvio) em terrenos pedregosos calcários e nas fendas de rochas com igual composição. Apesar de a sua distribuição ser limitada, parece não correr risco de extinção, dada a circunstância de a planta surgir, em muitos casos, em locais de difícil acesso, pelo menos na Serra da Arrábida. 
Estranhamente, apesar de ser um endemismo português, não se lhe conhece designação em vernáculo. É só mais um caso da pouca atenção dada ao que é nosso.
Floresce entre janeiro e abril.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sedum pruinatum


Sedum pruinatum Brot.
Espécie da família Crassulaceae, o Sedum pruinatum é, segundo esta fonte e esta (a que recorro com frequência para redigir estas notas) um endemismo luso-galaico que ocorre, do lado português, nas Beiras (Alta e Baixa) Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes e do outro lado da fronteira, apenas na Província de Ourense. Desenvolve-se, geralmente, na encosta dos montes, em terrenos secos e pedregosos de natureza xistosa ou granítica. 
Floresce de junho a setembro.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 16 - junho - 2011)
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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Caldoneira (Echinospartum ibericum)

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A Caldoneira ou Caldoneiro (Echinospartum ibericum Rivas Mart., Sánchez Mata et Sancho) é um arbusto espinhoso, denso, com aspecto almofadado, da família Fabaceae que raramente ultrapassa 1 metro de altura, sendo que nos sítios mais altos (na Serra da Estrela, por exemplo) não atinge sequer meio metro.
É um endemismo ibérico, cuja distribuição está limitada ao centro e norte da Península Ibérica, ocorrendo apenas a altitudes entre os 700 e os 1750 metros e geralmente em sítios rochosos e graníticos. Em Portugal esta espécie encontra-se apenas em zonas montanhosas do centro e norte do território do Continente, com limite a sul nas Serras da Estrela, da Gardunha e das Mesas (Malcata). 
Floresce nos meses de junho e julho.
*SinonímiaEchinospartum lusitanicum (L.) Rothm. subsp. lusitanicumGenista lusitanica L.
[Locais e datas: Serra das Mesas - Fóios - Sabugal; 26 - junho -2011 (foto 1); Serra da Estrela; 17 - junho - 2011 (fotos 2, 3 e 4); Alto do Baraçal -  Baraçal - Sabugal; 26 - junho - 2010  (foto 5)]
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Silene foetida subsp. foetida



Silene foetida Link, subsp. foetida; sin.: Silene macrorhiza Samp.

Planta herbácea, da família Caryophyllaceae, a Silene foetida subsp. foetida é um endemismo português, cuja área de distribuição se restringe à Serra da Estrela, ocorrendo em locais rochosos e húmidos, geralmente a altitudes superiores a 1500 metros.
Floresce de junho a agosto.
(Local e data: Serra da Estrela; 17 - junho - 2011)
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domingo, 5 de junho de 2011

Assembleias (Iberis procumbens ssp. microcarpa)


Assembleias * (Iberis procumbens Lange, subsp. microcarpa Franco & P. Silva)

Erva vivaz, da família Brassicaceae, lenhosa na base, ramificada a partir do colo, com ramos geralmente prostrados e curtos, orientados em várias direcções, mas eventualmente menos prostrados, quase erectos e mais alongados, quando a planta tem de competir pela luz solar com a vegetação circundante; folhas um tanto carnudas, inteiras, ou com 1 ou 2 pares de dentes pouco pronunciados; flores em corimbos, brancas no exterior e violáceas no interior.
Segundo a obra Flores da Arrábida - guia de campo, de José Gomes Pedro - Isabel Silva Santos, obra que segui de perto até aqui, esta espécie é endémica de Portugal, ocorrendo apenas no Centro oeste do território do Continente e na Arrábida, em encostas e arribas marítimas, sobre solos calcários. 
Floração: de abril a agosto.
* A designação vulgar é comum a outras espécies do mesmo género.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2010) 
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sábado, 23 de abril de 2011

Tomilhinha (Thymus zygis ssp. sylvestris



Tomilhinha/o, ou Serpão-do-monte [Thymus zygis L. ssp. sylvestris (Hoffmanns. & Link) Coutinho]

"Erva perene [da família Lamiaceae] com 1-3dm, de caules (...) puberulentos, mais ou menos tomentosos, erectos ou decumbentes; folhas com 6-10X1mm, axilares, lineares, subagudas, sesséis, tomentosas (...). Inflorescência até 10 cm densa e capitada (...); cálice com 3,5-5 mm, tomentuloso; corola com 4-5mm esbranquiçada" (in "Flores da Arrábida - guia de campo" de José Gomes Pedro - Isabel Silva Santos; ed. Assírio & Alvim -2010).
É um endemismo ibérico que ocorre no centro e sudeste da Península Ibérica. Em Portugal encontra-se no centro-oeste (calcário) e no centro-sul (arrábido) em sítios secos e solos calcários (op. cit.)
Floresce de março a julho.
(Local e data: Cabo Espichel; 15 - abril -2011)
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