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sábado, 30 de agosto de 2025

Plantas ornamentais: Malvavisco (Malvaviscus arboreus)


Malvavisco ou Hibisco-colibri (Malvaviscus arboreus Cav.)
Arbusto algo lenhoso e muito ramificado, podendo atingir até cerca de 4 metros de altura, apresenta floração durante boa parte do ano, característica que o torna interessante do ponto de vista ornamental.
Planta originária das Américas (Central e do Su), entretanto introduzida em dezenas de outros países para fins ornamentais, pelo que tem actualmente uma larga distribuição a nível global.
Tipo biológico: Fanerófito.
Família: Malvaceae.
Nota: A planta das imagens faz parte da coleção no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, onde foi fotografada em 20 - Agosto - 2025

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Malvão (Lavatera cretica)











Malvão * (Lavatera cretica L.)
Planta anual ou bienal, com alguma pilosidade em partes jovens, bem como em pecíolos, pedúnculos e epicálice, formada por pêlos estrelado-pubecentes ou hispídulos. Possui caule simples, ou, mais comummente, ramificado, erecto ou ascendente, podendo alcançar até 2 m de altura; folhas pecioladas, com limbo cordiforme-orbicular que, nas inferiores, pode atingir até 20 cm de diâmetro, com 5 a 7 lóbulos pouco profundos, arredondados e crenado-dentados. Flores agrupadas (2 a 8) em fascículos axilares, com pedúnculos desiguais, mais curtos que o pecíolo da folha axilante;  epicálice com 3 peças quase livres entre si, mais curtas que o cálice; este formado por cinco sépalas triangular-ovadas terminando em ponta curta, algo acrescentes e convergentes na frutificação; pétalas (5) 2 a 3 vezes mais compridas que as sépalas, profundamente emarginadas, de cor rosa ou violácea; fruto múltiplo (esquizocárpico) com 7 a 9 mericarpos convexos, lisos ou ligeiramente rugosos no dorso, em geral, amarelados.
Tipo biológico: fanerófito ou hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Norte de África; Sudoeste da Ásia. Introduzida e naturalizada na África do Sul e América do Norte. 
Em Portugal ocorre como planta autóctone em todas as regiões do Continente, embora de forma irregular e descontínua, sendo rara na Beira Alta e em Trás-os-Montes. Como espécie introduzida está também presente nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal, frequente em bermas de estradas e caminhos, taludes, campos cultivados e incultos, baldios, e mesmo junto de depósitos de entulhos, a altitudes até 800m.
Floração: de Março a Julho.
* Outros nomes comuns: Malva; Malva-alta; Malva-bastarda.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Malva-de-folha-recortada (Malva tournefortiana)





Malva-de-folha-recortada (Malva tournefortiana L.)
Erva perene, com caules erectos, simples ou ramificados, que raramante ultrapassam 60 cm; folhas basais pecioladas, com 5 a 9 cm de diâmetro, lobadas ou palmatipartidas; as caulinares com pecíolos progressivamente mais curtos e progressivamente mais profundamente recortadas; flores solitárias, pedunculadas, com 3 a 6 cm de diâmetro, com pétalas obovado-cuneadas, emarginadas, em tons de rosa.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: Península Ibérica e França.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e está praticamente circunscrita às regiões a Norte do Tejo.
Ecologia: prados e pastagens e outros terrenos relvados, em locais com alguma humidade, em substratos preferencialmente siliciosos, a altitudes até 1800m.
Floração: de Abril a Setembro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Malva (Malva nicaeensis)






 Malva (Malva nicaeensis All.)
Erva bienal ou perene, com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados desde a base, híspidos, com pêlos simples ou bífidos, glabrescentes na base, podendo atingir até 100cm; folhas com 2 a 10 cm de diâmetro, longamente pecioladas, de suborbiculares a sub-reniformes com 5 a 7 lóbulos mais (as superiores) ou menos  (as basais) profundos,  umas e outras densamente pubescentes na página inferior; flores com 1 a 1,5 cm de diâmetro, curtamente pedunculadas, agrupadas (2 a 6) em fascículos axilares;  epicálice formado por 3 peças, livres entre si, abundantemente ciliadas na margem; sépalas triangular-ovadas, pouco acrescentes na frutificação; pétalas oblongo-ovadas, emarginadas, de cor lilás ou azulada; fruto  com a forma de esquizocarpo discóide, com 8 a 9 mericarpos rugosos, de cor castanha escura na maturação.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Região Mediterrânica; Sudoeste da Ásia e Macaronésia. Naturalizada na América Central e do Norte.
Em Portugal ocorre como planta autóctone no território do Continente e como espécie introduzida nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: planta ruderal, presente em campos agrícolas, cultivados ou em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200.
Floração: de Janeiro a Julho.
(Avistamento: Almada; 5 - Março - 2020)

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Plantas ornamentais: Dombéia (Dombeya wallichii)



Dombéia * [Dombeya wallichii (Lindl.) Benth. ex Baill.**]
Arbusto ou pequena árvore de copa larga que pode atingir até cerca de 7 m. de altura. Possui folhas grandes, aveludadas, aproximadamente cordiformes;  flores cor-de-rosa, perfumadas, agrupadas em inflorescências pendentes, globosas, longamente pedunculadas.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: planta originária de Madagascar, entretanto introduzida para fins ornamentais, em numerosas regiões do globo, incluindo em Portugal, onde, inclusive, foi criado, no Jardim Botânico de Lisboa, por Henri Cayez, um híbrido (Dombeya × cayeuxii) resultante do cruzamento entre Dombeya wallichii et Dombeya burgessiae (fonte)
* Outros nomes comuns: Astrapéia; Flor-de-abelha.
** Sinonímia: Astrapaea wallichii Lindl. (basónimo); Assonia wallichii (Lindl.) Kuntze; Astrapaea penduliflora DC.; Dombeya penduliflora (DC.) M.Gómez.
[Local e data da obtenção das fotos: Parque da Paz (Almada); 18 - Dezembro - 2017]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

domingo, 6 de dezembro de 2020

Malva (Malva sylvestris)





Malva * (Malva sylvestris L.)
Erva bienal ou perene, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até 150 cm; folhas mais ou menos longamente pecioladas, com limbo aproximadamente cordiforme com 3 a 7 lóbulos crenados ou serrados; flores com 2 a 6 cm de diâmetro, dispostas em fascículos axilares ou agrupadas no extremo dos ramos, raramente solitárias; epicálice composto por 3 peças elípticas ou oblongo-ovadas, completamente livres entre si; cálice formado por sépalas triangulares ou triangular-ovadas, não acrescentes na frutificação; pétalas profundamente emarginadas, de cor púrpura ou azulada, cores claramente acentuadas nas nervuras, em ambos os casos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África, Sudoeste da Ásia e Macaronésia (Madeira). Introduzida e naturalizada na América Central e do Norte.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, não apenas, como referido, no arquipélago da Madeira, mas também em quase todo o território do Continente. Enquanto espécie introduzida encontra-se também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat:  relvados nitrificados, campos agrícolas, cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500 m.  Planta ruderal, arvense e viária.
Floração: de Abril a Setembro.
Observação: planta usada em fitoterapia, sendo-lhe atribuídas propriedades anti-inflamatórias, emolientes e laxantes.
* Outros nomes comuns: Malva-das-boticas; Malva-comum; Malva-maior;Malva-mourisca; Malva-selvagem; Malva-silvestre.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Plantas ornamentais: Lanterna-chinesa (Abutilon megapotamicum)




Lanterna-chinesa * [Abutilon megapotamicum (A.Spreng.) St.Hil. & Naudin.]
Pequeno arbusto, escandente, com caule muito ramificado que, com suporte, pode atingir até 3m; folhas cordiformes, ligeiramente trilobadas, com margens dentadas; flores tubulares, pendentes, com cálice avermelhado, corola amarela e estames (numerosos) dispostos em forma de cacho.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: planta originária do Brasil, largamente utilizada actualmente como planta ornamental em regiões tropicais e subtropicais e mesmo em regiões temperadas de clima mediterrânico.
Floração: ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade durante a Primavera e o Verão.
* Outros nomes comuns: Sininho, Chapéu-de-cardeal, Lanterna-do-Japão, Malva-indiana.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Lavatera mauritanica subsp. davaei

  







Lavatera mauritanica subsp. davaei (Cout.) Cout.*
Erva anual ou bienal, densamente estrelado-tomentosa, com caule erecto, simples ou ramificado; folhas alternas, mais (as inferiores) ou menos (as superiores) longamente pecioladas, com limbo suborbicular ou cordado, com 5 a 7 lóbulos com rebordo crenado-dentado; flores (2 a 6) agrupadas em fascículos axilares, geralmente densos, com pedúnculos mais curtos que o pecíolo da folha axilante; epicálice, mais curto que o cálice, com 3 peças obtusas ou ligeiramente apiculadas, livres quase até à base; cálice com cinco sépalas ovado-triangulares, agudas, acrescentes na frutificação; corola com 5 pétalas levemente emarginadas, rosado-violáceas, com 3 a 4 veias de cor púrpura; fruto (esquizocarpo) formado por 7 a 9 mericarpos pubescentes.
Tipo biológico: terófito; hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: endemismo ibérico, com ocorrência circunscrita ao Leste e Sul de Espanha e ao Sudoeste de Portugal (Algarve e Baixo Alentejo).
Ecologia/habitat: em areias depositadas por entre rochas calcárias, em arribas litorais.
Floração: de Março a Junho. 
* Sinonímia: Lavatera davaei (Boiss. & Reut.) P. Cout. (basónimo)
Nota: incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental como planta ameaçada. Categoria de ameaça IUCN : "Vulnerável".
[Local e data do avistamento: Cabo de S. Vicente (Algarve) (na imagem infra); 9 - Março - 2017]