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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Antirrhinum meonanthum




Antirrhinum meonanthum Hoffmanns. & Link
Erva perene, por via de regra, glandular-pubescente, com caules erectos ou ascendentes, simples ou pouco ramificados, com 20 a 90 cm; folhas com pecíolo (2 a 8 mm), de lanceoladas a elípticas; as inferiores opostas; as superiores alternas. Inflorescência densa com 30 a 90 flores alternas, com pedicelo (2 a 7 mm); corola em tons de amarelo pálido. Fruto (cápsula) oblongo-ovóide, obtusa, coriácea. Sementes oblongo-ovóides, negras.
Tipos biológicos: caméfito; hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com distribuição limitada em Portugal Continental à Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros; terrenos pedregosos, cascalheiras e bermas de estradas e caminhos, em substratos calcários, xistosos ou graníticos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Fraga da Pena (Benfeita - Arganil); 16 -  Junho - 2011]

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Veronica montana


Veronica montana L.
Erva perene, sublenhosa e geralmente ramificada na base; caules com 15 a 50 cm, de decumbentes a ascendentes; folhas ovadas, subarredondadas ou, raramente, subdeltadas, de base truncada a cordiforme, crenadas ou serradas, com revestimento de pêlos tectores na página superior e no verso; flores agrupadas (2 a 7) em cachos axilares; pedúnculos com 1 a 5 cm; brácteas com 1 a 3 mm, de linear-lanceoladas a ovais; flores com corola com 8 a 10 mm de diâmetro, tingida de azul pálido ou de lilás pálido a branco; fruto (cápsula) mais largo que comprido, transversalmente oval ou reniforme.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta eurosiberiana ocorre em toda a Europa, salvo no extremo Norte. Presente também na Argélia e na Tunísia, no Norte de África. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e circunscrita à Beira Alta, Beira Litoral e Minho.
Ecologia/habitat: bosques húmidos e sombrios, em solos ricos e preferencialmente ácidos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
(Avistamento: Serra do Açor; 10 - Maio - 2018)

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Martagão (Lilium martagon)

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Martagão (Lilium martagon L.)
Planta bulbosa, perene. Bolbo globoso-ovóide, com 3 a 5 cm de diâmetro; caule de cor verde a castanho púrpura, glabrescente ou pubescente na parte superior, podendo atingir até 2 m de altura; folhas todas primaveris, glabras ou pubescentes, sem brilho; as da parte média dispostas em verticilos de 5 a 16, de lanceoladas a ovadas, patentes; as dos extremos mais pequenas, lanceoladas, mais ou menos aplicadas; inflorescência em cacho com 1 a 15 flores não aromáticas, pêndulas durante a antese, com perianto estrelado com tépalas brilhantes, de cor rosada a violácea, ou branca por excepção, com manchas de cor púrpura; fruto em forma de cápsula com 20 a 35 mm, erecta.
Tipo biológico: geófito;
Família: Liliaceae;
Distribuição: planta de distribuição euroasiática, ocorrendo em regiões temperadas desde o Oeste da Europa até ao Leste da Ásia.
A sua distribuição em Portugal está limitada ao território do Continente e circunscrita a regiões do Centro e Norte (Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: pastagens de montanha; em orlas e sob coberto de bosques caducifólios e de matagais, sempre em locais com alguma humidade, a altitudes até 2100m.
Floração: de Junho a Agosto.
Nota: incluida em Portugal na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental e integrada, de acordo com os critérios de extinção da União Internacionnal para a Conservação da Natureza (IUCN) na categoria de VULNERÁVEL.
[Avistamento: Mata da Margaraça (Serra do Açor); 1 - Julho - 2022 (fotos 1 a 5); Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019 ( fotos restantes).
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quinta-feira, 21 de julho de 2022

Hypericum pulchrum



Hypericum pulchrum L.
Erva perene, glabra, com caules avermelhados ou corados que podem atingir até 100cm. As folhas do caule, apresentam-se de ovadas a quase triangulares, cordadas, obtusas, amplexicaules; as dos ramos, de elípticas a ovadas, curtamente pecioladas; todas glabras e apenas com glândulas translúcidas. Brácteas sem glândulas. Flores com sépalas um tanto imbricadas, com glândulas negras apenas nas margens; pétalas com nervação avermelhada, com glândulas negras marginais. Fruto sob a forma de cápsula ovóide.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Hypericaceae;
Distribuição: Centro, Norte e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e encontra-se praticamente circunscrita às regiões a Norte do Tejo.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques, florestas e matagais, em terrenos com alguma humidade e substrato ácido, a altitudes até 1800m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Avistamento: Mata da Margaraça (Serra do Açor); 1 - Julho - 2022]
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Dente-de-cão (Erythronium dens-canis)

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Dente-de-cão (Erythronium dens-canis L.)
Como já Carlos Aguiar escreveu, o Erythronium dens-canis "é sem dúvida uma das plantas mais fotogénicas da flora de Portugal continental."
Trata-se de uma erva perene, glabra, bulbosa, com bolbo semelhante a um dente de cão e, com frequência, com bolbilhos de propagação; caule com 6 a 30 cm, subterrâneo até ao nível da inserção das 2 folhas, apresentando estas como característica mais saliente numerosas manchas com tons que podem ir do avermelhado ao amarelado; flores solitárias com perianto formado por 6 tépalas livres de cor violeta ou rosada, por vezes, esbranquiçada; fruto em forma de cápsula pêndula.
Tipo biológico: geófito;
Família: Liliaceae;
Distribuição: Centro e Sul da Europa, desde a Península Ibérica até à parte europeia da Turquia.
Em Portugal está presente apenas no território do Continente e circunscrita a algumas regiões a norte do Tejo (Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: prados; orlas e clareiras de matagais e de bosques de caducifólias, geralmente em zonas de montanha, a altitudes  desde 600 a 2000m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
[Locais e datas: Serra do Açor; 28 - Março . 2019 (fotos 1 a 8); Serra da Nogueira; 5 - Junho - 2018 (foto 9)]
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Arabeta (Arabidopsis thaliana)




 





Arabeta ou Erva-estrelada [Arabidopsis thaliana (L.) Heynh. *]
Erva anual de curta duração, com caule (4 a 40 cm) erecto, simples ou ramificado, com pêlos na metade inferior, glabro na parte superior; folhas basais dispostas em roseta, com pêlos simples  e ramificados (estrelados); as caulinares bem menores que as basais, sésseis, glabras ou  com pêlos dispersos em ambas as páginas e com margem inteira ciliada; flores (com cerca de 4 mm de diâmetro, com sépalas moderadamente híspidas, por vezes, glabras e pétalas brancas) agrupadas em inflorescências em cacho, pouco densas; frutos (silíquas) glabros, erecto-patentes, por vezes ligeiramente encurvados.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: planta subcosmopolita, logo, com presença em múltiplas regiões do globo. Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer em todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira, e como espécie introduzida nos Açores.
Ecologia/habitat: terrenos cultivados e incultos;  pastagens anuais; clareiras de matos; muros; bermas de estradas e caminhos, em terrenos secos, pouco compactos, com frequência arenosos, a altitudes até 2400m.
Floração: de Janeiro a Julho.
Obs. Esta espécie é "um dos organismos modelo para o estudo de genética, em botânica " (fonte)
* Sinonímia: Arabis thaliana L.
(Local e data do avistamento: Serra do Açor; 10 - Maio - 2018)

sábado, 26 de maio de 2018

Chuchas (Lamium maculatum)



Chuchas * (Lamium maculatum L.)
Família: Lamiaceae/ Labiatae.
* Outros nomes comuns: Chuchapitos; Coelhos.
Mais informaação: aqui.
(Local e data: Serra do Açor; 10 - Maio - 2018)
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Esparguta-dos-montes (Spergula morisonii)

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Esparguta-dos-montes (Spergula morisonii Boreau)
Erva anual, com caules geralmente ascendentes, glabros ou, a espaços, pubescentes, com 5 a 30 cm; folhas (2 a 20 mm) lineares, algo suculentas, dispostas em fascículos, em regra com comprimento inferior ao dos entrenós; flores pentâmeras com 5 a 10 estames; sépalas ovadas com cerca de 5mm de comprimento, podendo atingir  6,5 mm na frutificação; pétalas inteiras, brancas, ovadas, obtusas, em geral contíguas, com comprimento semelhante ao das sépalas; cápsula (fruto) ligeiramente maior do que as sépalas; sementes em forma de disco, aladas, com a asa mais estreita que o disco central (cfr. foto 7).
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Centro, Oeste e Sudoeste da Europa; e Argélia, no Norte de África.
Em Portugal, ocorre apenas no  território do Continente, nas regiões a norte do Tejo.
Ecologia/habitat: terrenos baldios ou incultos, pastagens anuais, mais ou menos perturbadas, com frequência em solos arenosos, a altitudes até 2500m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data: Serra do Açor; 10 - Maio - 2018)