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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Hipericão-estriado (Hypericum linariifolium)




Hipericão-estriado, ou hipericão-de-folha-estreita (Hypericum linariifolium Vahl)

Erva perene, glabra, com 30 a 80 cm. Apresenta caules lisos, por vezes, com ramos estéreis; folhas semi-amplexicaules, decussadas, revolutas, de lineares a estreitamente elípticas, obtusas, geralmente sem glândulas translúcidas, mas com glândulas pretas laminares e marginais; flores hermafroditas; pedicelos florais com 2 a 9 mm; brácteas claramente distintas das folhas, com glândulas marginais pretas, sésseis ou pediceladas; sépalas (5) com 2 a 6 mm, de lanceoladas a ovado-elípticas, com glândulas negras laminares e marginais, sésseis ou não; pétalas (5) amarelas, com 8 a12 mm, com ou sem nervação avermelhada, com glândulas negras marginais sésseis ou pediceladas curtas, pontilhadas ou lineares; fruto em forma de cápsula ovóide; sementes castanho-escuras, brilhantes.
Em Portugal, tal como em toda a Península Ibérica, são reconhecidas duas variantes: a típica (Hypericum linariifolium var. linariifolium Vahl) e a designada por Hypericum linariifolium var. parviflorum Lange. A típica apresenta sépalas com 4 a 6 mm, agudas, com glândulas negras marginais pediceladas ou subsésseis e pétalas com 8,5 a 12 mm, com nervação avermelhada, ao passo que na var. parviflorum, as sépalas (subobtusas) não não vão além dos 2 a 4 mm, não tendo glândulas pediceladas, mas apenas sésseis e subsésseis e as pétalas, com 8 a 9 mm, em geral, não apresentam nervação avermelhada.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Hypericaceae; 
Distribuição:  a espécie ocorre no Oeste da Europa e na Madeira.
No que respeita a Portugal, está presente, não apenas na Madeira, mas também em todo o território do Continente. A var. parviflorum tem, no entanto, uma distribuição bem mais limitada, pois ocorre apenas em Portugal (Beira Alta, Beira Baixa,  Beira Litoral, Minho, Estremadura e Ribatejo) e em Espanha (província de Orense), tratando-se, pois, de um endemismo ibérico. 
Ecologia/habitat: clareiras de matos, pastagens, em terrenos rochosos e/ou pedregosos, em solos ácidos e secos, a altitudes até 2300 m. 
Floração: de Abril a Agosto.
[Avistamento: Póvoa de Rio de Moinhos (Castelo Branco); 5 - Maio - 2022]

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Malfurada (Hypericum glandulosum)




Malfurada (Hypericum glandulosum Aiton)
Arbusto de copa arredondada, com caules lenhosos, muito ramificados desde a base, que pode atingir até cerca de 150 cm de altura. Apresenta folhas opostas, inteiras, curtamente pecioladas, de elípticas a ovaladas, com glândulas negras nas margens; inflorescências densas que surgem na ponta dos ramos com numerosas flores, estas com 5 pétalas de cor amarela e outras tantas sépalas, estas marcadas nas margens com numerosas glândulas negras; frutos sob a forma de pequenas cápsulas ovóides contendo sementes diminutas, mas em grande número.
Tipo biológico: fanerófito:
Família: Hypericaceae;
Distribuição: planta endémica do arquipélago das Canárias e do arquipelago da Madeira, neste caso com presença apenas nas ilhas da Madeira e de Porto Santo.
Ecologia/habitat: zonas rochosas em encostas, escarpas e ravinas.
Floração: de Março a Junho, mas com maior intensidade nos meses de Abril e Maio.
(Avistamentos: Ilha de Porto Santo; 16/18 - Maio - 2022)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Hypericum pulchrum



Hypericum pulchrum L.
Erva perene, glabra, com caules avermelhados ou corados que podem atingir até 100cm. As folhas do caule, apresentam-se de ovadas a quase triangulares, cordadas, obtusas, amplexicaules; as dos ramos, de elípticas a ovadas, curtamente pecioladas; todas glabras e apenas com glândulas translúcidas. Brácteas sem glândulas. Flores com sépalas um tanto imbricadas, com glândulas negras apenas nas margens; pétalas com nervação avermelhada, com glândulas negras marginais. Fruto sob a forma de cápsula ovóide.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Hypericaceae;
Distribuição: Centro, Norte e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e encontra-se praticamente circunscrita às regiões a Norte do Tejo.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques, florestas e matagais, em terrenos com alguma humidade e substrato ácido, a altitudes até 1800m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Avistamento: Mata da Margaraça (Serra do Açor); 1 - Julho - 2022]
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #4 - Furalha (Hypericum foliosum)








 Furalha * (Hypericum foliosum Aiton)
Pequeno arbusto, glabro, com caule ramificado, muito folhoso, que pode elevar-se até cerca de 100cm; folhas ovado-lanceoladas; flores amarelas (grandes relativamente a outras espécies do mesmo género) agrupadas em cimeiras pouco densas. 
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Hypericaceae;
Distribuição: Planta endémica dos Açores, com presença em todas as ilhas do arquipélago açoriano.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques; terrenos de pastagem, sebes, bermas de estradas e caminhos, a altitudes entre os 100 e os 1000m aproximadamente.
Floração: de Julho a Setembro.
* Outros nomes comuns: Furada, Malfurada; Milfurada;
(Locais e datas: ilhas de S. Jorge e do Pico; de 23 a 28 de Julho de 2017)

domingo, 6 de março de 2016

Hipericão-bravo (Hypericum undulatum)

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Hipericão-bravo, ou  Hipericão-ondeado (Hypericum undulatum Schousb. ex Willd.)
Erva perene, glabra, com caules erectos (com 4 asas longitudinais) que podem atingir até cerca de 1m; folhas, de ovadas a elípticas, semi-amplexicaules, com margens onduladas, especialmente, na base; flores intensamente encarnadas quando ainda em botão.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família:  Hypericaceae;
Distribuição: Oeste da Europa; Noroeste de África; arquipélagos dos  Açores e da Madeira. 
Em Portugal,  para além da presença nos Açores e na Madeira, ocorre também em quase todo o território do Continente. 
Ecologia/habitat: margens de cursos de água e outros lugares com muita humidade, em solos preferentemente ácidos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Junho a Setembro.
[Locais e datas: Rapoula do Côa - Sabugal; 22 - Junho - 2012 (fotos 1, 5, 7 e 8); Samora Correia; 12. Junho - 2015 (fotos restantes)]

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Hypericum elodes






Hypericum elodes L.
Erva perene, de pubescente a tomentosa, helófila, com caules (com 7 a 30cm) estolhosos e radicantes.
Distribuição: Europa Ocidental, desde o Norte da Alemanha e arquipélago dos Açores. 
No que respeita a Portugal, além da referida presença  nos Açores, a espécie encontra-se também distribuída por quase todo o território do Continente, embora, aparentemente, não seja muito comum.
Ecologia/habitat: locais encharcados e húmidos, ou águas pouco profundas, onde se desenvolve meio submersa, geralmente em substratos ácidos, a altitudes até 1400m.
Floração: de Junho a Setembro.
(Local e data: margens do Rio Côa - Serra de Malcata; 20 - Julho - 2015)
(Fontes consultadas: Flora.on; Flora Iberica)
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domingo, 1 de junho de 2014

Recapitulando: Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum)





Recapitulando, digo eu,  em benefício da imagem do Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum L.) pouco bem tratada aquando da publicação do "post" sobre a planta em causa.

(Local e data: Fajão - Pampilhosa da Serra; 26 - Maio - 2014)
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Hipericão-celheado (Hypericum perfoliatum)






Hipericão-celheado *(Hypericum perfoliatum L.)
Planta herbácea, perene, de caule erecto que pode atingir até cerca de 1 m de altura, à semelhança doutras espécies do mesmo género da família Hypericaceae**, como o quase homónimo h. perforatum. Distingue-se, ou antes, julgo poder distingui-la, porventura erradamente, como é apanágio de leigo na matéria, de outras espécies do mesmo género, pela forma das folhas (de lanceoladas a ovadas) e pelo modo como, opostas, se abraçam ao caule dando a sensação de que este atravessa a dupla lâmina foliar. Provavelmente daí advém o qualificativo específico de  perfoliatum. Já o epíteto vulgar (celheado) derivará, suponho eu do facto de as sépalas serem ciliadas, o que constituirá, admito, outra característica diferenciadora da espécie.
Distribui-se, segundo a Flora Digital de Portugal, "pela Região Mediterrânica, Ásia Menor, N África e Macaronésia. Quadrante SW Península Ibérica", com habitat rupícola e em relvados húmidos. Pessoalmente só deparei com ela em três sítios da Serra da Arrábida, incluindo numa pedreira abandonada de marga/calcário, por entre terras ali deixadas na sequência da cessação da exploração, em locais onde tende a concentrar-se a água da chuva e, por isso, temporariamente encharcados. 
Floração: de abril a julho, segundo a fonte citada.
*Também designado vulgarmente por Erva-das-sete-sangrias e Hipericão-frondoso.
** Autonomizada da família Clusiaceae, ou Guttiferae, onde estava incluída como sub-família.
(Local e datas:  Serra da Arrábida; de 30 de abril a 9 de maio - 2012)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Hipericão-rasteiro (Hypericum humifusum)


Hipericão-rasteiro (Hypericum humifusum L.)
Planta herbácea perene, de caules prostrados, da família Clusiaceae (Guttiferae)  (ou será antes Hypericaceae ?) nativa da Europa Central e Ocidental, da  Região Mediterrânica e Macaronésia. Segundo a Flora Digital de Portugal (primeiro link) o Hipericão-rasteiro, também designado, vulgarmente, por Erva-das-mil-folhinhas e Milfurada, distribui-se, em Portugal por todo o território do Continente. Não pondo em causa a informação, devo confessar, no entanto, que, nas minhas deambulações pelo campo, raramente tenho encontrado esta planta, ocorrendo sempre em terrenos xistosos e/ou argilosos e em locais com alguma humidade, o que me leva a concluir que não é, em Portugal, uma planta muito vulgar.
Ainda segundo a fonte citada, floresce de Março a Setembro.
Local e data: Várzea - Sintra; 15 - maio - 2011)
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