quarta-feira, 14 de maio de 2014

Senecio doronicum subsp. lusitanicus






Senecio doronicum (L.) L. subsp. lusitanicus Cout. 
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae, com caule erecto  (20 a 70 cm).
Segundo o portal da SPBotânica (Flora.on) é uma planta "endémica de Portugal continental", aliás, "muito rara", considerada como um "endemismo dos calcários da região centro litoral", ocorrendo em "carrascais abertos, relvados perenes e acumulações de terra em afloramentos calcários de cumeada", mas aparecendo apenas, escreve Miguel Porto (loc. cit), "nos cumes mais altos, nas encostas mais expostas, ventosas e frias!" 
Tendo em conta a precedente narrativa, a flora portuguesa contaria assim com mais um endemismo. Aparentemente, porém, parece não haver unanimidade quanto ao reconhecimento da subespécie em questão. A literatura sobre o assunto é limitada, para não dizer que a que me é acessível é quase nula, pelo que não tenho outro remédio que não seja ficar na dúvida.
Floração: de Abril a Junho.
(Local e data: Serra de Montejunto: 13 - Maio - 2014)

4 comentários:

Catarina disse...

Pela flor parece aquilo que aqui na minha zona chamam de macela, uma plantinha com cheiro intenso e que era usada pelas crianças "nos antigamentes" para fazer colares e coroas :) Se for essa planta, por aqui não é rara, até que se vai encontrando.
Ver estas fotos fez-me recordar a minha infância e as férias que passava na aldeia dos meus avós maternos :)
Um bom resto de semana!

Francisco Clamote disse...

A flor, Catarina, tem, de facto, alguma semelhança, pois trata-se de espécies da mesma família: "Asteraceae", mas a macela pertence a um género bem diferente, quaqluer que seja a "macela" a que se refere. E digo qualquer que seja a macela, porque, consoante as regiões essa designação vulgar é atribuída a espécies diferentes. No entanto e seguramente, nenhuma delas se afoita nos lugares onde o "senecio dorinicum" vive. Pessoalmente, só o avistei, ontem, pela primeira vez.

Majo disse...

~
~ Peço desculpa, mas não resisto a fazer um pouco de humor.

~ Uma planta tão resistente a intempéries e condições extremas
e agrestes, só pode ser portuguesa, sem dúvida!

Francisco Clamote disse...

Humor e do bom sem dúvida, Majo. Bem precisamos dele, por estes dias.