quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Montã-do-outono (Ranunculus bullatus)




Montã-do-outono *(Ranunculus bullatus L.)
Erva vivaz, com raízes tuberosas (tipo biológico: geófito) (família Ranunculaceae) com 6 a 27 cm, com folhas apenas basais, orbiculares, obovadas, ou ovado-oblongas, com margens crenadas; flores solitárias, amarelas, com 18 a 30 mm de diâmetro, com 5 a 10 pétalas.
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal Continental ocorre apenas no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo, Estremadura e Beira Litoral
Ecologia/habitat: Terrenos incultos, clareiras de matos, terrenos de pasto, em qualquer  tipo de substrato, com preferência, no entanto, por solos calcários.
Floração: de Setembro a Dezembro.
*Outros nomes comuns:  Borboleta-bolhada; Ranúnculo-bolhado.
(Local e data: Porto da Luz - Alenquer; 13 - Novembro - 2013)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Angélica (Angelica major)

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Angélica, ou Amores (Angelica major Lag.)
Erva, em regra, bienal (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apiaceae, com caules (40 a 150 cm de altura) erectos, ramosos  e estriados; folhas penatissectas, (com segmentos de última ordem ovados, com margens dentadas), excepto as terminais que são trilobadas; flores tingidas dum amarelo verdoso, reunidas em inflorescência em umbela com 16 a 60 raios.
É espécie endémica do Centro e Oeste da Península Ibérica. Ocorre em Portugal Continental apenas na Beira Baixa, Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: Prados húmidos, clareiras de bosques, encostas de montanha, em geral, pedregosas, nas margens de pequenos cursos de água, em solos siliciosos, até à altitude de 2100m.
Floração: de Junho a Agosto.
[Local e datas: Serra da Estrela; 12 - Agosto - 2012 (fotos 3, 4, 5, 6 e 8); 14 - Maio - 2013 (foto 7); 30 - Junho- 2013 (fotos 1, 2, 9 e 10)]

domingo, 10 de novembro de 2013

Tomilho-peludo (Thymus villosus)







Tomilho-peludo (Thymus villosus L.)
Pequeno arbusto, aromático,  da família Lamiaceae, com caules (12 a 30 cm de altura), mais ou menos erectos, raramente decumbentes; folhas numerosas, lineares ou linear-lanceoladas; inflorescência capituliforme, densa, com flores tubulares, bilabiadas de cor creme ou púrpura.
A espécie, segundo a Flora Ibérica divide-se em três subespécies, a saber: Thymus villosus subsp. villosus, planta endémica de Portugal continental (com distribuição limitada ao Algarve, Alto  e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Estremadura e Ribatejo); Thymus villosus subsp. lusitanicus, planta endémica da Península Ibérica, (com ocorrência limitada em Portugal, à Beira Litoral e Estremadura); e Thymus villosus subsp. velascoi (presente apenas em território espanhol).
Considerando apenas as duas subespécies com distribuição em Portugal, dir-se-á, recorrendo à mesma fonte, que a subespécie Th. v. villosus tem o seu habitat em matos poucos densos, medronhais e pinhais, a altitudes indo desde os 160m até aos 440m, enquanto a subespécie  Th. v. lusitanicus ocorre em terrenos ácidos (quartzitos, xistos e areias), podendo surgir a altitudes entre os 230 e os 800 m e, raramente, em substrato calcário, dado este que me leva a presumir que nas fotografias supra se encontra representada a subespécie villosus, uma vez que as fotografias foram na verdade obtidas em local com predominância de solos calcários.
Floração: desde finais de Março até princípios de Julho.
[Local e data: Vale da Serra (Serra d'Aire); 6 - Junho - 2012]
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ansarina-da-praia (Linaria polygalifolia subsp. lamarckii)



Ansarina-da-praia [Linaria polygalifolia Hoffmanns. & Link subsp. lamarckii (Rouy) D.A.Sutton]
Ocorrem em Portugal duas subespécies de Linaria polygalifolia: a Linaria polygalifolia subsp. polygalifolia e a Linaria  polygalifolia subsp. lamarckii. Embora as duas sejam endémicas da Península Ibérica, a sua distribuição pelo território peninsular não é idêntica. Enquanto aquela se distribui ao longo do litoral do Centro e Norte de Portugal, avançando até à Galiza, em Espanha, esta ocorre no litoral do Sudoeste Peninsular, distribuindo-se pela Estremadura, Baixo Alentejo e Algarve, em território português, e pela Província de Huelva, em território espanhol. A Flora Ibérica  considera como  área de distribuição desta subespécie a que se prolonga desde a baía de Setúbal até à desembocadura do Guadiana. Todavia, se não há erro de identificação da minha parte quanto à planta que surge nas imagens, a área de distribuição desta subespécie terá de ser alargada um pouco mais para Norte (e mais precisamente até às proximidades da Lagoa de Albufeira) onde a planta foi fotografada.
Como é expectável, as duas subespécies são bastante semelhantes. Porém, até um observador leigo, como é o meu caso, consegue descortinar que as folhas são diferentes: largas e obovadas, as da Linaria  polygalifolia subsp. lamarckii; estreitas e aproximadamente lineares as da Linaria polygalifolia subsp. polygalifolia.
Ecologia/habitat: dunas e areias litorais.
(Local e data: areal a sul da Lagoa de Albufeira; 29 - Outubro - 2013)
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Zópiro (Clinopodium vulgare)

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Zópiro ou Clinopódio  (Clinopodium vulgare L.)
Erva rizomatosa, perene (tipo biológico: hemicriptófito), com caules (16 a 95 cm de altura) frequentemente simples, por vezes, ramificados, glabrescentes ou pubescentes; folhas de ovadas a elípticas, inteiras ou levemente dentadas, escassa ou densamente pilosas; flores com corola tubular bilabiada, de cor rosa ou púrpura, dispostas em verticilos (1 a 5) densos e bastante afastados entre si.
Distribuição: Toda a Europa, Centro e Leste da Ásia; Noroeste de África, Macaronésia e América do Norte. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente (o Baixo Alentejo será, neste caso, a provável excepção), estando igualmente presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: Clareiras e orlas de bosques e matagais, prados húmidos e bermas de caminhos, em locais que podem ir até aos 1850 m de altitude. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Outubro.
[Locais e datas: Serra de Malcata; 13 - Junho - 2012 (Fotos 1, 4, 5, 6 e 7); Serra de Candeeiros (Fórnea) 20 - Abril - 2013 (fotos 2, 3 e 8)]

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Carduus lusitanicus













Carduus lusitanicus Rouy
Aparentemente, é escassa a informação existente sobre esta espécie. Digo aparentemente, porque pode dar-se o caso de existir informação mais detalhada, para além daquela que encontrei, sendo, porém, certo que, para a elaboração desta nota, apenas me pude socorrer deste "post" do Paulo V. Araújo (autor, juntamente com a Maria P. Carvalho do inestimável blogue Dias com árvores, uma das frequentes vítimas do meu copianço) e das páginas consagradas à espécie pelo portal Flora.On., fontes que recomendo a quem esteja interessada em mais completa informação.
Trata-se de uma espécie da família Asteraceae que, segundo os locais que consegui consultar, se  divide em, pelo menos, três subespécies: C. lusitanicus subsp. lusitanicus; C. lusitanicus subsp. broteroi e  C. lusitanicus subsp. santacreui. De qualquer forma só ocorrem em território português do Continente, as duas primeiras e, segundo o texto do Paulo Araújo, acima referenciado, o C. lusitanicus subsp. broteroi, tido como um endemismo português, encontra-se "nos maciços calcários do centro-oeste", e o C. lusitanicus subsp. lusitanicus, "em solos ácidos no interior centro e em Trás-os-Montes".
O "hábito" desta espécie é muito semelhante ao do Carduus platypus. As formas das brácteas involucrais (inclinadas para baixo, as do C. platyplus e direcionadas para cima, na sua maioria ou na sua totalidade, as do Carduus lusitanicus) são as características que mais facilmente permitirão a um leigo saber que está na presença de uma destas espécies ou da outra.
Perguntar-me-á o leitor qual das sobreditas subespécies está representada nas fotos supra e pergunta bem. O A. desta nota é que não está em condições de lhe responder, pois desconhece as características distintivas de cada uma das subespécies. Posso apenas adiantar que as fotografias foram obtidas junto de duas populações encontradas em outros tantos locais da Serra do Açor, pelo que, atendo-me apenas à informação do Paulo Araújo sobre os locais de ocorrência das duas subespécies presentes em território português, posso presumir que se trata da subespécie C. l. lusitanicus.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra do Açor, 14 - Junho - 2013) 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Escutelária (Scutellaria minor)



Escutelária (Scutellaria minor Huds.) 
Erva perene, rizomatosa (tipo biológico: proto-hemicriptófito) com caules ascendentes (10 a 20 cm), simples ou ramificados, com capacidade para enraizar nos nós em contacto com o solo; folhas, em geral, inteiras, opostas, de lanceoladas a ovadas; flores tubulares, bilabiadas, com corola ( 6 a 10 cm de diâmetro) rosada ou esbranquiçada, com manchas dispersas no lábio inferior, dispostas aos pares nas axilas foliares.
Distribuição: Oeste da Europa. Em Portugal distribui-se por parte do território do Continente, desde o Alto Alentejo até ao Minho e Trás-os-Montes, estando também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: sítios húmidos ou mesmo encharcados, ocorrendo, em lameiros, na proximidade de nascentes e margens de cursos de água e em turfeiras, a altitudes que podem ir aos 1500 m.  
Floração: de Junho a Setembro.
(Local e data: Serra do Gerês; 21 - Setembro - 2013)
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Orquídea de Outono (Spiranthes spiralis)









Spiranthes spiralis (L.) Chevall.
Pelos vistos, até a propósito de orquídeas silvestres faz sentido dizer que "não há regra sem excepção. Com efeito, por norma, as espécies da família Orchidaceae existentes em Portugal florescem, na sua maioria durante a Primavera, e algumas ainda no Inverno. A Spiranthes spiralis será provavelmente a excepção que confirma a regra, pois, se não estou em erro, é uma das poucas, senão a única, a florir no Outono (de Setembro a Novembro). 
Erva perene (tipo biológico: geófito) com 2 a 4 tubérculos e haste floral de pequeno porte (6 a 27 cm) aproveita para florir numa época em que as ervas circundantes ainda se encontram no início do seu desenvolvimento e em que, por isso, tem melhores condições para beneficiar da luz solar e para se fazer notar. E mesmo assim pode facilmente passar despercebida, porque também as flores, dispostas em espiral, embora gráceis, apresentam uma cor discreta e são de pequenas dimensões.
Distribui-se pelo Centro e Sul da Europa e por toda a região costeira do Mediterrâneo. Em Portugal, a Flora Ibérica dá-a como presente, com certeza, na Estremadura e na Beira Litoral, admitindo como provável a sua ocorrência no Algarve, Alto Alentejo, Ribatejo, Douro Litoral e Trás-os-Montes. Tendo, no entanto, em conta os registos já existentes no Portal Flora.On, podemos considerar que, pelo menos, no Algarve, Ribatejo e Douro Litoral, a sua presença é uma certeza e não mera probabilidade.
Ecologia/habitat:  prados, clareiras de matos, espaços entre rochas, bermas de caminhos e dunas, a altitudes que vão desde o nível do mar até aos 1500 m.
(Local e data: Serra d'Aire; 18 - Outubro - 2013)