sábado, 23 de fevereiro de 2013

Solanum elaeagnifolium



Solanum elaeagnifolium Cav.

Subarbusto ou erva perene, de pequeno porte (30 a 50 cm de altura), densamente pubescente, espinhosa, (em geral mais espinhosa do que os exemplares acima reproduzidos, onde, no entanto, é possível observar alguns espinhos dispostos em pequeno número nas folhas e no caule) apresentando-se este erecto e ramificado, com folhas de formato variável (linear-lanceoladas, oblongo-elípticas ou oblongo-lanceoladas), inteiras mas com margens onduladas; flores (com corola estrelada formada por 5 lóbulos triangulares, azuis) agrupadas em cimeiras, pedunculadas, corimbiformes, em grupos de  2 a 4 flores por cimeira.
Distribuição: Nativa do Novo Mundo, distribuía-se originariamente pela Argentina e Chile a partir do norte da Patagónia, pelo Uruguai, Paraguai, sul do Brasil,  México e sul dos Estados Unidos. Entretanto introduzida noutras regiões e continentes, encontra-se naturalizada, designadamente, na Índia, na África austral e em diversos países da Região Mediterrânica, incluindo no sul de Portugal, segundo a Flora Ibérica. Em Portugal, no entanto, a sua ocorrência deve ser rara, pois nem a Flora Digital de Portugal, nem o portal da SPBotânica  (Flora.On) a registam. No mesmo sentido aponta, porventura, o facto de não ter voltado a encontrar a planta no local (v. infra) onde fotografei os exemplares supra, apesar de tentativas ulteriores nesse sentido.
Habitat: margens de campos de cultivo, bermas de caminhos, baldios e terrenos perturbados.
A planta é tóxica, mesmo para o gado, razão por que os criadores de animais se esforçam por erradicá-la das pastagens, tarefa que, todavia, não é fácil, pois a planta consegue regenerar-se a partir de pedaços da raiz que permanecem no terreno após a remoção das partes aéreas.
(Local e data: Costa Caparica, 28 - Maio - 2010, em terrenos, na altura, recentemente terraplanados no âmbito das obras do Polis)

Sem comentários: