quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Alho-paniculado (Allium paniculatum)

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Alho-paniculado (Allium paniculatum L.)
Planta bulbosa, da família Alliaceae, é designada entre nós pelos nomes comuns de Alho-paniculado (Portugal Botânico de A a Z) ou de Alho-silvestre (segundo o Dias com Árvores, que opta pela designação científica de Allium pallens L. [sinónimo: Allium paniculatum L.]). Segundo esta fonte que apresenta uma longa lista de sinónimos há autores que entendem que o Allium paniculatum e o Allium pallens são espécies diferentes, embora a tese ali defendida vá no sentido de que se trata de sinónimos. De acordo com a mesma fonte, a espécie distribui-se pelo sul e leste da Europa, norte de África, Médio Oriente, Madeira e Canárias, tendo sido introduzida na América do Norte, onde prosperou, sobretudo na Califórnia, segundo li algures, a ponto de ali ser considerada planta nociva. Ocorre, ainda segundo a mesma fonte, em quase toda a Península Ibérica, incluindo, naturalmente, em Portugal, com excepção da região do Douro Litoral. Pessoalmente encontrei-me com ela em duas ocasiões, em locais tão distantes e tão diferentes como são o Cabo Espichel (onde vegetava entre rochas calcárias) e um cabeço no interior da Beira Alta (num relvado entre rochas graníticas) o que parece indiciar que a planta se adapta não só a ambientes bem diversos, mas também a solos de natureza bem diferente.
Floresce de maio a agosto.
(Locais e datas: Fotos 1, 2, 3 e 4: Rapoula do Côa - Sabugal; 21 - junho - 2011; Foto 5: Cabo Espichel; 01 - junho - 2011)
(Clicando nas imagens, amplia)

1 comentário:

Paulo Araújo disse...

Obrigado, Francisco, pela simpática referência ao Dias com Árvores.

Este Allium paniculatum (ou A. pallens) e o Ornithogalum pyrenaicum do texto anterior são das plantas mais misteriosas que temos. Não têm preferências ecológicas claras, tanto lhes dá solos ácidos como básicos, e em princípio existem quase no país inteiro. Mas o certo é que se vêem muito pouco, e por isso é sempre compensador encontrá-las. O alho só o vi duas vezes, ambas na serra dos Candeeiros; o Ornithogalum vi-o nos Candeeiros e em Vizela, e alguém me disse que o viu nos Carris, um dos pontos mais altos e inóspitos da serra do Gerês.