segunda-feira, 31 de maio de 2010

Abrótea-fina (Asphodelus fistulosus)

(Aspecto geral)

(Folhas em roseta basal)


(Ramos com flores e frutos imaturos)

(Flor - pormenor)
Planta da família Asphodelaceae, a Abrótea-fina (Asphodelus fistulosus L.) se bem que originária da Região Mediterrânica, tem a sua distribuição alargada a outras regiões onde foi introduzida principalmente para fins ornamentais. Tão bem se adaptou nalgumas regiões como a Califórnia, Arizona, Novo México e Texas que já é considerada nos Estados Unidos como planta invasora (Fonte). Em Portugal, floresce entre Março e Junho.
(Clicando nas imagens, amplia

sábado, 29 de maio de 2010

Penachos - Erva-toira (Orobanche crenata)




Designação vulgar: Penachos, ou Brincalheta. Também é designada por Erva-toira, nome comum a outras espécies do género Orobanche;
Designação científica: Orobanche crenata Forssk.;
Família: Orobanchaceae;
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África e Sudoeste da Ásia, não se excluindo a eventualidade de ter sido introduzida noutras regiões;
Plantas hospedeiras: Como é sabido, as plantas do género Orobanche não possuem clorofila, pelo que para se alimentarem e se desenvolverem são forçadas a parasitar outras plantas (as hospedeiras). No caso da Orobanche crenata é voz comum que as plantas por ela parasitadas são geralmente leguminosas.
(Local e data: Terras da Costa - Costa da Caparica; Maio-2010)
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fel-da-terra (Centaurium erythraea)

(Aspecto geral da planta)

(Flores)
Designação comum: Fel-da-terra, ou Fel-do-mato;
Designação científica: Centaurium erythraea Rafn ssp.grandiflorum (Biv.) Melderis; sin. : Erythraea centaurium (L.) Pers. var grandiflora (Biv.) Pérez Lara;
Família: Gentianaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa e Açores;
Habitat: terrenos incultos e matagais;
Fitoterapia: Uso recomendado para casos de perda de apetite e dispepsia;
Nota: Há dias, num comentário a este "post", a Anabela confessava-se intrigada  com os nomes vulgares que se dão às plantas, sentimento que também partilho. Desta vez, porém, encontrei a razão para o nome atribuído a esta. A explicação, neste caso, é simples: "De aspecto elegante, sorridente e atraente, esta pequena herbácea tem um sabor de tal forma amargo que a cultura popular assim a nomeou há tempos idos que já ninguém sabe datar. Uma simples pétala na ponta da língua em segundos faz transparecer uma feia careta no rosto do incauto ou aventureiro. E pior - esse amargo demora tempo a passar e não sai com água!
Eu confesso que a não provei.
(Local e data: Plataforma superior da Arriba Fóssil - Costa da Caparica; 17-Maio-2010)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tanchagem-maior (Plantago major)


(A planta)

(Folha)

A Tanchagem-maior, ou Tanchagem-de-folha-larga (Plantago major L.) é uma planta da família Plantaginaceae, nativa das regiões temperadas da Europa e Ásia e do Norte de África, mas naturalizada em muitas outras regiões do mundo. Em Portugal distribui-se por quase todo o território, encontrando-se com maior frequência em terrenos e relvados húmidos e à beira dos caminhos.
É empregue em fitoterapia, sendo principalmente indicada para inflamações da pele e das mucosas da boca e garganta.
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Erva-montã - Pulicaria odora

(Aspecto geral da planta)

(Folhas da base)

(Ramo floral)

(Flor)
Planta da família Asteraceae, a Erva-montã, ou Montã [Pulicaria odora (L.) Rchb. sin: Inula odora L.] distribui-se por toda a Região Mediterrânica, em terrenos incultos e matagais abertos. Em Portugal distribui-se por quase todo o território, embora de forma não contínua.
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aquilégia (Aquilegia vulgaris)


(A planta)

(Folhas da base)

(A flor)

(A flor noutra perspectiva)

(O fruto)
A Aquilégia (Aquilegia vulgaris L.) também designada pelos nomes comuns de Columbina, Erva-pombinha, Luvas-de-nossa-senhora e Viúvas, é uma planta da família Ranunculaceae, nativa das zonas temperadas da Europa e da Ásia. Não obstante incluir na sua designação científica o qualificativo vulgaris, a meu ver, não é uma planta que se encontre, com frequência, em estado selvagem. Por mim falo que, tanto quanto me recordo, não a devo ter avistado mais que duas vezes e sempre no mesmo local (junto do leito de cheia da Ribeira da Sertã, freguesia do Troviscal - Sertã). É cultivada como planta ornamental, quer nas regiões de origem, quer noutras paragens.
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 22 de maio de 2010

Douradinha (Asplenium ceterach)

[Douradinha (Asplenium ceterach L). sin: Ceterach officinarum DC.; Ceterach officinarum Willd. subsp. officinarum; Ceterach vulgare Samp.]
Também designada por DoiradinhaErva-dourada e Erva-de-ouro, esta planta da família Aspleniaceae, distribui-se pela Europa Central e Ocidental, pelas regiões temperadas da Ásia e pelas ilhas da Macaronésia.
Em Portugal ocorre por todo o território, mas não se pode dizer que seja uma planta muito vulgar, surgindo apenas em muros e rochas que conservem suficiente humidade para a planta se desenvolver.
Não dispondo de flores, as plantas desta família recorrem a outro método de reprodução que não está ao alcance dum simples amador descrever. Remeto, por isso, o leitor para quem o faz com brilho e com conhecimento de causa.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 19-Maio-2010)
(Clicando na imagem, amplia)

domingo, 16 de maio de 2010

Escamónia-de-montepellier (Cynanchum acutum)


Designada vulgarmente por Escamónia-de-montepellier (Cynanchum acutum L.) esta planta da família Asclepiadaceae, distribui-se pelo  Sul da Europa,  Norte de África e por várias regiões da Ásia. Ocorre também em Portugal, embora não seja muito vulgar. Prefere terrenos com alguma humidade e solos areno-argilosos. Floresce de Junho a Setembro.
(Local e data: Terras da Costa - Costa da Caparica; 02-Agosto-2009)
(Clicando nas imagens, amplia)

Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus)

(Clicando, amplia)
O Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus L.) também designado por Tremocilha é uma planta da família Fabaceae, nativa da parte ocidental da Região Mediterrânica, mas cultivada, actualmente, noutras regiões do globo, como planta forrageira. Nalguns países, como a Austrália, onde foi introduzida, com esta finalidade, não só se adaptou perfeitamente nalgumas regiões, como é já considerada planta invasora.   Em Portugal, surge espontâneo por quase todo o território. Nesta altura do ano, podem encontrar-se, sobretudo em terrenos incultos com solos arenosos, extensões, mais ou menos amplas, pintadas com o amarelo das suas flores.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Trevo-de-folhas-estreitas (Trifolium angustifolium)

(Aspecto geral da planta)

(Pormenor das folhas e da inflorescência)

(Inflorescência )
O Trevo-de-folhas-estreitas (Trifolium angustifolium L.) também designado, vulgarmente, por Rabo-de-gato e por Trevo-massaroco é uma planta da família Fabaceae, originária da Região Mediterrânica, Sudoeste da Ásia e Norte de África, mas naturalizada em várias outras regiões e países, como a  Austrália e os Estados Unidos da América, por exemplo. Em Portugal distribui-se por todo o território, incluindo os arquipélagos da Madeira e dos Açores (aqui como planta naturalizada). É considerada como uma espécie típica de terrenos secos e arenosos, mas também se encontra em terrenos húmidos, uns e outros cultivados e incultos e mesmo em terrenos à beira dos caminhos.
É utilizada como forragem para alimentação de animais. 
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gilbardeira (Ruscus aculeatus)

A Gilbardeira  (Ruscus aculeatus L.) também designada por Azevinho-menor, Erva-dos-vasculhos e Pica-rato é um subarbusto, da família Ruscaceae, comum na Europa Ocidental, Central e Meridional, bem como no Sudoeste asiático e no Norte de África. Cresce em terrenos secos e arborizados, onde prospera à sombra protectora das árvores. Em Portugal, distribui-se por quase todo o país.
A Gilbardeira também é cultivada como planta ornamental e as suas raízes e rizomas são usadas em fitoterapia, no tratamento de hemorróidas e varizes.
Refira-se, como curiosidade, que as formações que aparentam ser  folhas são, na realidade, expansões do caule, designadas por cladódios, e é nessas formações que despontam as flores e se formam os frutos  (bagas que, depois de maduras, apresentam cor vermelha e cujo consumo não é recomendado, pois podem provocar vómitos, diarreias e convulsões). As folhas encontram-se reduzidas a escamas que passam despercebidas a olho nu.
(Clicando na imagem, amplia)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cardo-das-vinhas (Cirsium arvense)


(A planta)
(A inflorescência)

 O Cardo-das-vinhas (Cirsium arvense (L.) Scop.) também conhecido pelas designações de Cardo-hemorroidal e Cardo-rasteiro é uma planta da família Asteraceae,  nativa da Europa,  mas já naturalizada noutras paragens, sendo considerada como planta invasora nalguns países da América do Norte e do Sul, onde foi introduzida. Em Portugal, esta planta distribui-se por quase todo o território e tanto pode surgir espontânea em terrenos incultos, como em terrenos cultivados, sendo que não é fácil a sua erradicação, mesmo com a utilização, a meu ver, pouco recomendável, de produtos químicos.
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Avenca-das-fontes (Adiantum capillus-veneris)



A Avenca-das-fontes (Adiantum capillus-veneris L.) também designada pelos nomes de AvencaAvenca-de-MontpellierCabelo-de-Vénus, entre outros,  é uma planta cosmopolita, da família  Pteridaceae, que se distribui por todos os continentes, surgindo espontânea em grutas, muros e noutros sítios húmidos e sombrios. Em Portugal ocorre em todo o Continente, bem como nas Ilhas da Madeira e dos Açores.
É usada como planta ornamental e também tem aplicação em fitoterapia, tendo como principal indicação o uso, por meio de infusões, no alívio de inflamações das vias respiratórias.
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pampilho-espinhoso (Pallenis spinosa)




Designada vulgarmente por Pampilho-espinhoso  [Pallenis spinosa (L.) Cass.; sin: Asteriscus spinosus (L.) Sch.Bip.; Bubonium spinosum (L.) Samp.;  Pallenis croatica Graebn.;  Pallenis spinosa subsp. aurea (Pomel) Nyman; Pallenis spinosa subsp. spinosa (L.) Cass.] esta planta da família Asteraceae,  distribui-se por toda a Região Mediterrânica, surgindo em terrenos secos e incultos e à beira dos caminhos, em solos argilosos e/ou calcários. Em Portugal ocorre espontânea em todo o território, mas de forma descontínua, surgindo com maior frequência nas regiões a Sul do Tejo, do que nas regiões a Norte.
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 9 de maio de 2010

Cardo-de-santa-maria (Silybum marianum)

(As folhas na base)

(Inflorescência)

(Inflorescência)

Planta da família Asteraceae, o Cardo-de-santa-maria, também designado por Cardo-mariano e Cardo-leiteiro e com a designação científica de Silybum marianum (L.) Gaertn. (sin: Carduus marianus L.; Mariana maculata Samp.; Mariana lactea Hill; Silybum pygmaeum Cass.) é considerado originário de toda a Região Mediterrânica, mas encontra-se naturalizado em toda a Europa e noutros continentes. Em Portugal, surge espontaneamente com frequência, embora não em todas as regiões. É-lhe atribuída pelos autores preferência por solos secos, matéria sobre a qual tenho algumas dúvidas, pois os exemplares que tenho encontrado, situam-se em terrenos com bastante humidade (em vales, à beira de pequenos cursos de água) Também é cultivado como planta ornamental e é usado em fitoterapia, tendo como principais indicações o tratamento de suporte em doenças inflamatórias do fígado, alegadamente devido à presença de uma substância composta (a silimarina).
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pútegas (Cytinus hypocistis)

(1)

(2)

Designada vulgarmente por Pútegas, Pútegas-de-escamas-largas  e também por Coalhadas e Amareladas, com a designação científica de Cytinus hypocistis (L.) L., subespécie macranthus Wettst., esta planta, da família Cytinaceae, é desprovida de clorofila e como tal dependente das plantas hospedeiras que parasita e que, no caso desta espécie, são plantas dos géneros Cistus e Halimium, ambos da família Cistaceae. Distribui-se pela Região Mediterrânica e Macaronésia, surgindo em Portugal por todo o território, nos locais onde  ocorram também as plantas hospedeiras. É uma planta monóica, dispondo-se as flores masculinas no interior e as flores femininas exteriormente, como é visível na foto 2. 
No caso das plantas fotografadas, a planta hospedeira é da espécie Cistus salviifolius, designada entre nós por Estevinha, Sargaço-mouro e Sargaço-manso. (Na imagem em baixo) 

(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 2 de maio de 2010

Linária-de-cor-de-ametista (Linaria amethystea)


(1)

(2)

(3)
Linária-de-cor-de-ametista (Linaria amethystea (Vent.) Hoffmanns. et Link)
Esta planta da família Plantaginaceae tem a sua distribuição limitada à Península Ibérica e Norte de África. Em Portugal ocorre sobretudo no Centro e Sul do país, mostrando preferência por "solos argilosos, derivados de xistos ou rochas básicas", como se salienta aqui, (e a foto 2 supra confirma), local onde se afirma também que é de floração precoce, a partir de Março, embora haja quem lhe atribua um período de floração mais dilatado, a partir de Fevereiro, o que não custa a admitir tendo em conta a data das fotografias.
(Local e data: Sertã; 11-Março-2010)
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 1 de maio de 2010

Trevo-amarelo (Trifolium campestre)


Quem, no dia de hoje (Dia do Trabalhador) se aventure a um passeio pelos campos, preparado com um farnel para fazer uma refeição ao ar livre, como é tradição nalgumas regiões do país (p.e., no Algarve) tem  forte probabilidade de deparar com esta planta que, de acordo com a sua designação científica é "campestre"  (Trifolium campestre Schreb.). Pelo  menos, foi assim que o senhor Johann Christian Daniel von Schreber, achou por bem designá-la. Já a terminologia popular atem-se  mais ao facto de as  flores serem amarelas para optar pelo nome de Trevo-amarelo, embora de amarelo se vistam também outras flores de plantas do mesmo género. Esta planta da família Fabaceae é originária da Europa e Ásia, mas encontra-se naturalizada noutras regiões. Em Portugal, distribui-se por todo o território. Geralmente não é cultivada, mas quando surge espontaneamente nas pastagens é aproveitada como forragem para alimentação animal, designadamente em regime de pastoreio.
(Clicando nas imagens, amplia)