sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Ervilhaca-dos-lameiros (Vicia sepium)







 Ervilhaca-dos-lameiros (Vicia sepium L.)
Erva perene, trepadora, pilosa, com caule lenhoso subterrâneo e caules aéreos, erectos ou ascendentes que podem atingir até 70cm; folhas curtamente pecioladas, com 4 a 7 pares de folíolos, terminando em gavinha ramificada; flores com pétalas de cor violeta ou azul acinzentado.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: presente em grande parte da Europa e da Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada à região transmontana. 
Ecologia/habitat: lameiros, prados húmidos, e orlas de floresta sombrias, a altitudes até 2200m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data do avistamento: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 5 - Junho - 2018]
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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Plantas ornamentais: Catalpa (Catalpa bignonioides)





Catalpa * (Catalpa bignonioides Walt.)
Árvore da família Bignoniaceae, é originária da América do Norte, sendo actualmente cultivada e utilizada como planta ornamental em diversos países, incluindo em Portugal, onde é conhecida pelo nome genérico de Catalpa e também pelas designações comuns de Árvore-das-trombetas, Árvore-do-charuto, e Feijão-indiano.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Spergularia rupicola

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Spergularia rupicola Lebel ex Le Jol.
Erva perene, com raiz grossa e cepa lenhosa; caules, com 5 a 35cm, glanduloso-pubescentes, enraizantes nos nós;  folhas aproximadamente lineares, carnudas, mucronadas; estípulas triangulares, acuminadas (cfr. 6); pedicelos com cerca de 1 cm, em geral mais compridos que as flores, estas com pétalas rosadas, aproximadamente iguais, em comprimento, às sépalas; estames: 10; fruto constituído por cápsula ovóide, em geral, superior, em tamanho, às sépalas (cfr. foto 4): sementes castanho-escuras, tuberculadas, ápteras (cfr. foto 10). *
Tipo biológico: caméfito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: costa atlântica da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: escarpas, rochedos e terrenos pedregosos junto ao litoral atlântico.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Agosto.

* O hábito desta espécie é muito semelhante ao da congénere Spergularia australis e,  para aumentar a dificuldade de identificação, acontece que o habitat de ambas as espécies é, pelo menos, parcialmente coincidente. Para as distinguir, a Flora Iberica recomenda que se atente sobretudo nas sementes de uma e de outra, pois as da S. australis são negras (e não castanho-escuras), lisas (e não tuberculadas), apresentando frequentemente asas estreitas ou rudimentares.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 20 - Abril - 2017 (foto 11); 14 - Janeiro - 2019 (fotos restantes)]
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Genciana-de-turfeiras (Gentiana pneumonanthe)







Genciana-de-turfeiras ou Genciana-dos-pauis (Gentiana pneumonanthe L.)
Planta herbácea, vivaz, da família Gentianaceae, distribui-se por toda a Europa, surgindo em turfeiras e em relvados húmidos ou mesmo muito húmidos, geralmente em zonas montanhosas. 
Embora o caule se possa elevar até aos 60cm de altura, a baixas altitudes, segundo a lição colhida aqui, raramente ultrapassa os 40 cm e, em zonas de montanha, a Genciana-de-turfeiras (designação vernacular encontrada aqui) fica-se por dimensões bem mais modestas, não ultrapassando 15 cm, por regra, como é o caso dos exemplares fotografados.
Em Portugal encontra-se em lugares dispersos, quase exclusivamente a norte do Tejo e designadamente na Serra da Estrela, onde as fotografias supra foram obtidas.
Floresce de julho a novembro.
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(reeditado)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pulmonaria longifolia







Pulmonaria longifolia (Bastard) Boreau *
Erva rizomatosa, hirsuta, com 10 a 50cm; caules erectos, simples ou ramificados na base; folhas com pêlos glandulíferos em ambas as páginas; flores com corola infundibuliforme de cor azul com manchas purpúreas e/ou violáceas, agrupadas em cimeiras.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa. Introduzida e naturalizada na Inglaterra e América do Norte.
Em Portugal Continental ocorre apenas em Trás-os-Montes (com presença confirmada através de registos existentes no Portal da SPBotânica (Flora.on) e na Beira Baixa (informação da Flora Iberica). Em qualquer caso, trata-se, aparentemente, de espécie pouco comum no país.
Ecologia/habitat: bosques caducifólios a altitudes até 1600m.
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Pulmonaria angustifolia L. var. longifolia Bastard (Basónimo).
(Local e data dos avistamentos: Serra da Nogueira - Trás-os-Montes; 4 e 5 - Junho - 2018)
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Bugalhó (Ranunculus muricatus)







Bugalhó * (Ranunculus muricatus L.)
Erva anual, em geral, glabra, com 5 a 50 cm; caule ramificado, oco; folhas basais pecioladas, tri ou pentalobadas; as caulinares semelhantes; flores com corola formada por 5 pétalas amarelas obovadas ou elípticas; cálice  também com 5 sépalas e com um nectário na base; frutos formados por aquénios com "espinhos" nas faces.
Tipo biológico: terófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Oeste da Ásia; Norte de África e em parte da Macaronésia. Naturalizada na América e na Austrália.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: relvados; campos cultivados e incultos; e, em geral, em terrenos húmidos, com frequência perturbados, a altitudes até cerca de 800m.
Floração: de Fevereiro a Julho, mas com maior intensidade em Março e Abril.
*Outros nomes comuns: Botões-de-ouro; Ranúnculo-de-pontas.
(Local e data: Almada; 16 - Março - 2018)
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sábado, 5 de janeiro de 2019

Biscutella valentina subsp. valentina








Biscutella valentina (Loefl. ex L.) Heywood subsp. valentina
Planta perene, lenhosa na base, com 30 a 70 cm; com caules simples ou múltiplos; folhas basais dispostas em roseta densa, de lineares a obovadas, leve ou profundamente dentadas, quase glabras ou densamente híspidas; as basais inferiores semelhantes às basais; as superiores mais pequenas, estreitas e sésseis; flores com pétalas amarelas, dispostas em cachos, estes, por vezes, agrupados em em inflorescências paniculiformes; frutos em síliqua estreita, plana, com 2 lóculos, de orbiculares a ovados, simétricos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Alto e Baixo Alentejo; Estremadura; Ribatejo; Beira Baixa; Beira Alta; Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos rochosos ou pedregosos, na orla ou em clareiras de matos, a altitudes até 2500m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Agosto.
[Local e datas: Serra de Montejunto; 22 - Abril - 2017 (fotos 1 a 5); 5 - Maio - 2018 (fotos restantes)]
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Bole-bole-maior (Briza maxima)



Bole-bole-maior *(Briza maxima L.)
Erva anual com caules (colmos) erectos que podem atingir até cerca de 80cm; flores hermafroditas agrupadas (8 a 20) em espiguetas compridamente pedunculadas, dispostas em inflorescências em forma de panícula pouco densa.    
Tipo biológico: terófito;
FamíliaPoaceae (Gramineae),
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica e Macaronésia, mas entretanto introduzida e naturalizada em várias regiões do Globo. 
Em Portugal ocorre,  como espécie autóctone, em todo o território do Continente (onde é muito comum) e no arquipélago da Madeira. Como espécie introduzida está presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: com alguma preferência por sítios secos, pode, no entanto, encontrar-se em locais com características ecológicas muito diferentes, quer em terrenos cultivados, quer incultos. 
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Abelhinhas; Bule-bule; Bule-bule-grado; Campainhas-do-diabo; Chocalheira-maior; Quilhão-de-galo.
(Local e data do avistamento: Samora Correia; 18 - Abril - 2018)
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