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sábado, 18 de outubro de 2014

Phytolacca heterotepala








Phytolacca heterotepala H.Walter 
Planta perene (tipo biológico: hemicriptófito) glabra, com caules suberectos, pode atingir até cerca de 3 m. 
Morfologicamente tem algumas semelhanças com a sua congénere Phytolacca americana, com a qual pode pode ser confundida.  Apresenta, no entanto, algumas características que permitem distinguir as duas espécies. O portal da SPBotânica  (Flora.on) chama a atenção para o facto de as flores da  Ph. heterotepala apresentarem tépalas diferentes (em regra, duas são mais estreitas que as restantes - característica donde deriva, certamente, o epíteto específico de heteropetala) ao passo que Ph. americana tem flores com tépalas semelhantes. Por outro lado  (e socorro-me da mesma fonte) as flores da Ph. heterotepala têm normalmente bem mais do que 10 estames, número que a congénere não ultrapassa. Referiria ainda o porte diferente das duas espécies: erecto na Ph. americana e suberecto na Ph. heterotepala .
Distribuição: A espécie é originária do México e do Oeste dos Estados Unidos. Está presente em Portugal (Estremadura, Beira Litoral e Douro Litoral) como espécie naturalizada, embora, atendendo ao reduzido número de registos existentes no citado portal (9, nesta altura) seja rara, ao contrário da Ph. americana que é muito comum e considerada como planta daninha, pelo menos, nalgumas regiões, 
Habitat:  terrenos abandonados junto de núcleos urbanos, berma de estradas e caminhos.
Floração; de Março a Novembro.
(Local e data: Almada; 15 - Outubro - 2014)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Erva-tintureira (Phytolacca americana)

(1. Aspecto antes da floração)

(2.Após a floração)

(3. Inflorescência)

(4. Infrutescência)
A Erva-tintureira (Phytolacca americana L.)  planta da família Phytolaccaceae, é também designada vulgarmente por uma longa série de outros nomes (Fitolaca, Baga-moira; Erva-dos-cachos-da-Índia; Erva-dos-cancros; Erva-dos-tintureiros; Tintureira; Uva-da-América; Uva-dos-tintureiros; Uva-dos-passarinhos, além de outros).
Originária da América do Norte, encontra-se actualmente naturalizada em muitas outras regiões, onde foi introduzida para utilização das bagas em tinturaria, finalidade que encontra expressão em vários dos seus nomes comuns.
Em Portugal ocorre principalmente nas regiões do centro e norte do Continente, à margem de caminhos  e em terrenos incultos, mas sobretudos em terrenos cultivados ou em pousio,  preferindo solos argilosos, com alguma humidade e aráveis, onde as suas raízes (que  chegam a atingir grandes dimensões) se podem desenvolver em melhores condições. É considerada pelos agricultores como planta infestante e de difícil erradicação, pois das suas raízes, mesmo que parcialmente destruídas pelas lavras, brotam novas plantas, na primavera seguinte.
As suas raízes são usadas em fitoterapia, para tratamento de várias doenças, incluindo as reumatismais e o cancro, além de várias outras. Não tendo certezas sobre a utilidade dos tratamentos, do que parece não haver dúvidas é que as suas bagas (se é que não se pode dizer o mesmo em relação a todas as partes da planta) são tóxicas, toxicidade que, todavia e aparentemente, não afecta as aves que delas se alimentam. Provavelmente, porque conhecem a medida certa e não abusam. Nos seres humanos adultos, 10 bagas já são suficientes para originar intoxicação.
(Local: Troviscal - Sertã; Datas: Foto 1: 19-Maio-2010; Foto 2: 14-Junho 2009); Foto 3: 17-Julho 2010; Foto 4: 17-Agosto 2009)
(Clicando nas imagens, amplia)