Petrorhagia dubia (Raf.) G.López & Romo *
Planta anual. Caules com até 45 cm de altura, pubescente-glandulosos nos entrenós médios; folhas inferiores lanceoladas ou espatuladas com 5 mm de largura; as caulinares, lineares com margens ásperas; bainha foliar, mais comprida que larga, pelo menos 2 vezes; inflorescência capitada, por vezes reduzida a uma flor apenas, com brácteas ovadas, todas mucronadas; flores hermafroditas, com cálice tubular, com 5 sépalas e corola com 5 pétalas com lâmina bífida ou obcordada, de cor rosa ou púrpura, raramente branca; fruto (cápsula) oblongo, deiscente; sementes cobertas com papilas cónicas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânea. Introduzida na Austrália, Hawaii, África do Sul e América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo, aparentemente, não muito comum, aparência que, todavia, pode não corresponder à realidade devido ao facto de ser uma espécie muito semelhante à sua congénere Petrorhagia nanteuilii e com ela facilmente confundível. É, pois, muito plausível que algumas ocorrências reportadas como sendo da P. nanteuilii possam ser atribuíveis à P. dubia.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, terrenos ruderalizados, como bermas de estradas e caminhos, em diversos tipos de substratos, a altitudes até 1700 m.
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Dianthus dubius Rafin. (Basónimo)
(Avistamento: Pragal - Almada; 21 - Maio - 2025)
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