sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Primaveras (Primula vulgaris)

Primaveras [Primula vulgaris Huds.; sin.: Primula acaulis (L.) Hill]

Dificilmente alguém que tenha por hábito passear-se por jardins não terá já avistado alguma variedade cultivada desta espécie, pois é frequentemente usada como planta ornamental. Menos provável é que já tenha deparado com ela, durante um qualquer passeio pelos campos. Eu, por exemplo, não me lembro de a ter visto em Portugal, não obstante ela ocorrer como espontânea no nosso país. Para a fotografar, tive de ir um pouco mais longe.Não de propósito, é claro!
Trata-se duma planta herbácea perene, da família Primulaceae, dispondo-se as folhas em roseta basal frouxa,  apresentando flores curtamente pedunculadas (com o pedúnculo de 3-10 cm, inserido directamente na roseta foliar) com pétalas, geralmente amarelas.
A espécie é nativa de grande parte da Europa, noroeste de África, e sudoeste da Ásia (Turquia e Irão) ocorrendo, geralmente, na proximidade de cursos de água, em relvados húmidos e em zonas de matos com alguma humidade.
É uma espécie de floração relativamente precoce (março a maio) daí derivando a designação comum que lhe é atribuída de Primaveras, ou Primavera, equivalente à designação noutros idiomas: Primavera (em espanhol); primrose (em inglês) e Primevère (em francês). Em Portugal, a espécie é também conhecida pelas designações vulgares de Rosas-de-Páscoa; Copinhos-de-leite; Páscoas; Prímula; e Queijadinho, além de outras.
No material que consultei, encontrei a informação de que as folhas e as flores são comestíveis. Ainda não experimentei.
(Local e data: próximo de um regato numa elevação da cadeia montanhosa do Taurus - Turquia; 31 - março - 2011)
(Clicando na imagem, amplia)

7 comentários:

Crix disse...

Olá Francisco
Pois eu conheço um sítio, mesmo aqui ao pé de mim, onde elas cresciam espontâneamente às centenas num caminho abandonado. Na semana passada passei por lá para ver como elas estavam e vi que o caminho estava a ser usado de novo pelos tratores e elas já quase desapareceram todas. Uma tristeza para mim que conheci aquele 'jardim natural'

Francisco Clamote disse...

Olá Crix. Seja bem aparecida. Está a dar-me uma boa notícia (o jardim natural que imagino devia ser belíssimo) e a má (a de que o jardim está a ser destruído.É uma pena a falta de sensibilidade perante a beleza das plantas. "Hélas"!

Pratos da Bela disse...

As flores são deliciosas, sabem a mel puro eu adoro, são viciantes as folhas não tinha conhecimento. Nós chamamos de pão com queijo.
Bjinhos adoro o seu blog.

Francisco Clamote disse...

Obrigado, Bela. Pela informação e pelas palavras gentis. Abraço.

Rafael Carvalho disse...

Efetivamente as prímulas não são muito frequentes.
Em estado natural, apenas as vi em dois locais - um souto em Baião; outro souto em Campeã (Serra do Alvão.
Trouxe para o meu jardim autóctone alguns pés deste último local.
Prímula, primavera,...
...também há quem lhe chame "pão com queijo", vá se lá saber porquê!

Rafael Carvalho disse...

Encontrei hoje a escaços kms da minha casa, também num souto, um núcleo de prímulas. Ainda não têm flor.
Cumprimentos.

Francisco Clamote disse...

Boas novas, amigo.