segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Os frutos na época da colheita # 1

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Frutos da Figueira da espécie Ficus carica L. (Figos) (foto 1); do Marmeleiro da espécie Cydonia oblonga Mill. (Marmelos) (foto 2); da Macieira da espécie Malus domestica Borkh. (maçã var. reineta) (foto 3); e da Pereira da espécie Pyrus communis L. (Pêra) (foto 4) .
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domingo, 28 de setembro de 2008

Plantas suculentas: rosinha-de-sol

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Rosinha-de-sol é a designação, em português, que encontrei atribuída a esta planta suculenta com o nome científico de Aptenia cordifolia (L.f.) N.E.Br. Pertence à Classe Magnoliopsida; Ordem: Caryophyllales; Família: Aizoaceae; e Género: Aptenia.
Originária do Sul de África tem sido usada em Portugal como planta ornamental, onde parece ter encontrado excelentes condições para prosperar. Com efeito, desenvolve-se de forma surpreendente, alastrando e cobrindo rapidamente as superfícies onde se encontra. As suas sementes, depois de libertadas da cápsula onde amadurecem, disseminam-se pelas áreas envolventes, levadas pelo vento, pois são muito leves. Tal facto contribui para a o sucesso desta planta que, diga-se, é bem vistosa, pois à beleza das suas flores (de pequena dimensão) junta-se o brilho das folhas.
A designação de suculenta atribuída a esta planta, tal como a muitas outras, deriva do facto de este tipo de plantas guardar nos seus tecidos grandes quantidades de água. Em termos relativos, claro está.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Plantas ornamentais: Plumbago

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Planta denominada Plumbago (nome científico: Plumbago auriculata Lam.) (foto 2) e pormenor das flores (foto 1). Pertence à Classe das Magnoliopsida; Ordem das Caryophyllales; Família das Plumbaginaceae; e Género Plumbago.
Segundo este sítio (em inglês) a planta é originária da África do Sul. Já encontrei, no entanto, referências que a dão como proveniente da América Central.
A planta da imagem foi fotografada no Castelo de Tavira.
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domingo, 21 de setembro de 2008

Flores silvestres: O rosmaninho

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Inflorescência de Rosmaninho (nome científico: Lavandula Stoechas L), em forma de espiga, em que são visíveis as pequenas flores. A espiga é encimada por brácteas vistosas de cor violácea. O rosmaninho é uma planta aromática, vulgar em todo o país, particularmente no Centro, preferindo, no entanto, as zonas de mato e as zonas mais secas. É também utilizada, com frequência, como planta ornamental em jardins públicos e particulares.

Plantas ornamentais: Orquídea

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Na imagem, flor de Orquídea do género Phalaenopsis Blume (sinónimos : Doritis Lindl.; Grafia A. D. Hawkes; Kingidium P. F. Hunt; Kingiella Rolfe ;Polychilos Breda; Polystylus Hasselt ex Hassk. ; Staurites Rchb. f. ; Stauroglottis Schauer; e Synadena Raf. ) de que são conhecidas algumas dezenas de espécies e inumeráveis híbridos. As orquídeas deste género são originárias do sudeste da Ásia e do noroeste da Austrália. Estas plantas são objecto de grande procura, graças à beleza e durabilidade das suas flores, estando a sua produção em grande escala a cargo de explorações de floricultura dedicadas ao seu cultivo.

sábado, 20 de setembro de 2008

Plantas alimentares: O cebolinho

1. A inflorescência

2. Tufo de cebolinho

Terminada a série sobre a flora peruana, estamos de regresso às plantas existentes em Portugal (nativas ou aclimatadas), começando pelas plantas alimentares, tema que já vem de trás. As imagens referem-se ao Cebolinho (nome científico: Allium schoenoprasum L.), planta pertencente ao género Allium e à família das Alliaceae e que alguns consideram nativa da Europa, assegurando outros que é originária de dois continentes (Europa e América).
É uma planta que cresce em tufos, apresentando folhas roliças com tom verde escuro, como se vê na imagem 2. Quanto às flores veja-se a imagem 1.

As suas folhas, com um sabor próximo do da cebola, são sobretudo utilizadas na confecção de saladas, embora não se exclua o seu uso na preparação de outros pratos, como p.e. omeletas.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

FLora peruana : Fim

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Para terminar a série sobre a "Flora peruana" publicam-se aqui algumas imagens de plantas fotografadas no Peru que me não foi possível identificar. Qualquer contribuição, por parte de visitantes no sentido de identificar as plantas portadoras de flores tão interessantes, será bem vinda e antecipadamente agradecida.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Flora do Peru # 11 -- Cecropia multiflora

(A planta)

(Pormenor dos ramos)

A planta das imagens, com o nome científico de Cecropia multiflora Snethlage, é endémica do Peru, onde é designada por "Toroc" e "Cetico". Não encontrei designação em português.
As imagens foram obtidas em Machu Picchu.

Flora Peruana # 10 - Granadilha

(Pormenor de um ramo da Granadilha)

(O fruto)

A Granadilha (tradução directa do espanhol "Granadilla") com o nome científico de Passiflora ligularis A.Juss. é, tal como o maracujazeiro, uma planta do género Passiflora, da família Passifloraceae, sendo que, na aparência, o fruto não é muito diferente do maracujá. A planta é trepadeira e originária das montanhas dos Andes. O fruto é comestível e a sua utilização é semelhante à do maracujá: produção de sumos e consumo em natureza.
(As imagens poderão ser ampliadas clicando sobre elas)

domingo, 14 de setembro de 2008

Flora Peruana # 9 - Polylepis incana

(A planta)

(Pormenor das folhas e das flores da planta)

Planta designada no Peru por Queñua ou Queñual e com o nome científico de Polylepis incana Kunth, tem o seu habitat ao longo da Cordilheira dos Andes. Muito resistente ao frio, chega a desenvolver-se até aos 4500 metros de altitude. É esse facto, em particular, que torna a planta muito importante para as povoações andinas estabelecidas a grandes altitudes, que, por regra, não dispõem de grandes alternativas a que recorrer para a produção e utilização de madeira.

(As imagens poderão ser ampliadas, clicando sobre elas)

sábado, 13 de setembro de 2008

Flora Peruana # 8 - A mandioquinha

Esta planta, com o nome científico de Arracacia xanthorrhiza Bancroft, é designada no Peru pelo nome vulgar de Virraca, sendo-lhe atribuídas no Brasil as designações de Mandioquinha e de Batata-baroa. A planta tem uma raiz tuberosa que é utilizada em culinária, na confecção de sopas, puré, pastéis e doces, podendo também ser transformada em farinha.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Flora peruana # 7 - "Achupalla"

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Planta da família das Bromeliaceae e à qual, no Peru, é atribuído o nome de "Achupalla" e a denominação científica de Puya longystila Mez.
A foto foi obtida em Machu Picchu.

domingo, 7 de setembro de 2008

Flora Peruana # 6 - A mandioca

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Imagem da planta da Mandioca, (com o nome científico de Manihot esculenta Crantz) é designada no Peru pelos nomes de "yuca" e "mandioca", sendo que no Brasil conhece variadíssimas designações, consoante as regiões. Originária do Brasil, segundo alguns autores, a planta da Mandioca encontra-se difundida por toda a América Latina e por África, onde veio a ser introduzida. Da planta, de que se conhecem diversas variedades, são aproveitadas sobretudo as suas raízes que são utilizadas em culinária sob diversas formas, designadamente sob a forma de farinha (farinha de mandioca e tapioca) e na confecção de múltiplos pratos, incluindo comidas típicas como o "pão de queijo" que já tive oportunidade de saborear. Nalgumas regiões aproveitam-se também as folhas jovens para a confecção de uma espécie de esparregado. Para mais informação consulte-se este sítio.

Flora Peruana # 5 - A coca


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Folhas da famosíssima Coca (com o nome científico de Erythroxylum coca Lam.). É nativa da Bolívia e do Peru, mas actualmente é cultivada noutros países da América do Sul, por exemplo, na Colômbia. A fama da planta deriva de um alcalóide que se extrai das suas folhas e casca e que é objecto de comércio ilegal: a cocaína. No Peru, é fácil encontrar as folhas da planta em qualquer estabelecimento de comidas e bebidas, sendo utilizada para a confecção de infusões. A coca consumida por esta forma, ou mascada, evita, segundo se alega, o mal estar causado pela altitude, para além de proporcionar outros benefícios a nível da saúde: melhora o funcionamento do fígado e da vesícula, é diurética, acelera a digestão, regula a melanina da pele e evita cáries. Muito útil, como se vê.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Flora peruana # 4 - Nogueira pecã

(A árvore)

(Os frutos)

A Nogueira pecã [designada no Peru por "Pecana" e com o nome científico de Carya illinoinensis (Wangenh.) K.Koch] é uma árvore caducifólia (como as imagens documentam) originária de vários Estados dos EUA, incluindo o Estado do Illinois, donde lhe proveio o qualificativo illinoisensis incluído no seu nome científico e que, entretanto, se difundiu por vários países da América do Sul, incluindo o Peru e o Brasil.
É árvore com grande longevidade, afirmando-se que pode dar frutos durante mais de duzentos anos (segundos uns) e de trezentos anos (segundo outros).
O fruto (noz pecã) é consumível em natureza, tal como a noz vulgar e tal como esta é também utilizada em confeitaria.
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Flora peruana # 3 - Passiflora tripartita var. mollissima

 
(aspecto geral da planta)

(Pormenor das flores ainda não abertas)

(A flor em toda a sua beleza)

(O fruto)
Designada por "tumbo" pelos peruanos, esta planta [com o nome científico de Passiflora tripartita var. mollissima (Kunth.) Holm-Nielsen & Jørgensen] é nativa dos Andes. O seu fruto é comestível, sendo usado para consumo em espécie e no fabrico de sumos e gelados.
Não encontrei designação em língua portuguesa para esta planta.

Adenda (17-Nov.-2012): Informa-me João Franco, autor do blogue http://my-passiflora.blogspot.pt/ que a planta reproduzida nas imagens não é a Passiflora tripartita var. mollissima, mas provavelmente a Passiflora pinnatistipula. Tomo como boa a informação de João Franco, pois dedica-se ao cultivo de diversas espécies de maracujás e outras frutíferas tropicais, pelo que tem, seguramente, bem melhores e maiores conhecimentos sobre a matéria, já que os meus não são nenhuns.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Flora Peruana # 2 - Algarrobo

(A árvore)

(Pormenor da árvore - ramo com folhas)

(Tronco de um exemplar de "Algarrobo" denominado "Árvore Milenar" existente no Bosque Pomac, Província de Ferreñafe, Departamento de Lambayeque)

(Pormenor das flores)

(Pormenor da árvore - ramo com folhas e flores ainda não abertas)


Árvore designada pelos peruanos como "Algarrobo" e com o nome científico de Prosopis pallida (Humb. & Bonpl. ex Willd.) Kunth, é também conhecida pelos nomes, em espanhol, de algarrobo pálido, kiawe, huarango, bayahonda, algarroba. Não encontrei designação, em língua portuguesa, para esta árvore que é nativa das zonas costeiras da América do Sul, incluindo o Peru.
Trata-se de uma planta muito invasiva, reproduzindo-se, quer através das sementes que são leves e de fácil dispersão, quer através de rebentos e sobrevive bem em terrenos secos. A sua madeira é muito dura e é utilizada para a produção de carvão vegetal, designadamente no Peru.
Com o fruto do algarrobo elabora-se um xarope utilizado em coquetéis, "a algarrobina" que serve igualmente como ingrediente adoçante em sumos e sobremesas.
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Flora Peruana #1 - Cantuta

(A planta)

(Flor vermelha da Cantuta)

(Flor vermelha da Cantuta com maior ampliação)

(Flor amarela da Cantuta)

A Cantuta (Cantua buxifolia Juss. ex Lam.) é a flor nacional do Peru e da Bolívia. Também é conhecida como "Flor Sagrada dos Incas". As fotografias foram obtidas em Chucuito, nas margens do Lago Titicaca.
(As imagens poderão ser ampliadas, clicando sobre elas)

De regresso ao trabalho ...

Depois de uma interrupção de alguns dias motivada por uma viagem ao Peru, retomam-se os trabalhos no "Botânico Aprendiz na Terra dos Espantos". Aproveitar-se-ão algumas imagens colhidas durante a viagem (a começar pela bandeira com as cores do Peru que encima esta nota) para documentar alguns aspectos da vida daquele país sul-americano. No "Botânico Aprendiz na Terra dos Espantos", publicar-se-ão as fotografias que foi possível captar relativas à flora peruana e no Biólogo Amador, as imagens referentes à fauna do mesmo país, enquanto que para o Terra dos Espantos se reservarão imagens das suas paisagens, monumentos e sítios arqueológicos visitados. Procurar-se-á, por esta forma dar uma ideia, necessariamente simplificada, do país visitado. A pretensão em ir mais além seria pura presunção, pois, em poucos dias, não é possível captar a realidade profunda de qualquer povo.