quinta-feira, 31 de julho de 2008

Ervas aromáticas: Hortelã-pimenta

Ramo, em flor, de Hortelã-pimenta (Mentha longifolia (L.) Huds., sinónimo de M. spicata var. longifolia L., M. sylvestris L., M. tomentosa D'Urv e M. incana Willd.). Tem o seu habitat em prados húmidos e ao longo de cursos de água e é muito invasiva. É uma planta muito aromática, sendo utilizada em culinária, como aromatizante de vários pratos e saladas e também como infusão . Em França é conhecida pelas designações de menthe à feuilles longues, ou menthe sylvestre; em Inglaterra por Horse Mint; e na Catalunha por menta boscana .
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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Plantas ornamentais: A araucária

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A planta que em Portugal é designada por Araucária não é mais que uma das 19 espécies de árvores da família das Araucariaceae. Na imagem temos um exemplar ainda jovem da espécie Araucaria heterophylla, a mais vulgar em Portugal. Embora os seus frutos sejam comestíveis, esta árvore, em Portugal continental, é apenas utilizada como planta ornamental.

Plantas silvestres: A esteva

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aqui se se reproduziram as flores da esteva (Cistus ladaniferus L.). Para uma informação mais completa, publica-se agora a imagem de um exemplar da planta ainda jovem.

sábado, 26 de julho de 2008

Plantas ornamentais: Petrea volubilis

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Ramo de flores da Petrea volublilis L., planta da família das Verbenaceae e cuja designação em português, desconheço. Originária da América Central e México, é cultivada, como planta ornamental em zonas tropicais. É raríssima em Portugal. O exemplar da imagem encontra-se no Jardim Botânico de Lisboa.

Cedro-do-Himalaia

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Ramo (com pinhas) de uma árvore da espécie Cedrus deodara (Roxb. ex D. Don) G. Don, conhecida em Portugal pela designação de Cedro-do-Himalaia, designação que tem a ver, certamente, com a sua proveniência. Trata-se, com efeito, de uma árvore originária do Afeganistão e do Noroeste dos Himalaias. É planta rara em Portugal. O exemplar da fotografia encontra-se no Jardim Botânico de Lisboa.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Flores ornamentais: Margarida-do-Cabo

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Flor belíssima da planta com o nome científico de Osteospermum ecklonis (DC.) T.Norl, que é também conhecida pelo equivalente Dimorphotheca ecklonis DC. Não encontrei o nome vulgar da planta, em língua portuguesa, sendo que a mesma tem, na língua inglesa, várias designações, tais como: Cape marguerite, White daisybush, Blue-and-white daisybush. Tomei a liberdade de adoptar o nome de Margarida-do-Cabo, tradução directa da primeira das referidas designações, admitindo que a designação de margarida-azul-e-branca-do-bosque é capaz de estar mais em consonância com as características da flor. A planta, de acordo com as informações que recolhi, é muito venenosa, especialmente quando a folhagem é jovem .

Zelkova


Na primeira fotografia vê-se um conjunto de árvores da espécie Zelkova crenata Spach., que é designada em Portugal, à falta de melhor, por Zelkova. Na segunda, encontra-se reproduzida a imagem de um ramo duma dessas árvores, para melhor identificação, pelas folhas. É proveniente do Este asiático e das montanhas do Cáucaso, sendo extremamente rara em Portugal, dando-se até a circunstância de ter sido a primeira vez que tomei conhecimento da sua existência. Chega a atingir os 30 metros de altura.

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Cedro-do-Buçaco

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O Cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica Miller), é também conhecido por várias outras designações: "cedro-de-Portugal", "cipreste-de-Portugal", "cipreste-mexicano", "cipreste-de-bentham" e "cipreste-de-lindley" além de outras. Esta árvore é utilizada, principalmente, para a produção de madeira, embora em Portugal, (donde deriva o qualificativo de lusitanica) ela não esteja muito difundida, por muito paradoxal que seja tal facto. O Cedro-do-Buçaco é uma árvore nativa da América Central e o facto de na sua designação vulgar aparecer a referência a Portugal ou ao Buçaco deriva do facto de ela ter sido introduzida no país, através da mata do Convento do Buçaco, donde posteriormente foram enviados exemplares para outras paragens, incluindo o Brasil. O Cedro-do-Buçaco atinge grande altura (mais de 30 metros) e é de desenvolvimento relativamente rápido.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Fruta da época: As pêras

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Ramo de pereira, planta do género Pyrus L. de que são conhecidas umas trinta espécies, existindo também numerosas variedades. A planta da imagem é da espécie Pyrus communis, sendo também designada por pereira europeia. O ramo, como é bem de ver, está carregado de frutos (as pêras).

Plantas ornamentais: O hibisco

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Flor de Hibisco, Hibiscus rosa-sinensis L., planta ornamental muito utilizada em Portugal para enfeitar jardins, parques e praças, devido sobretudo, à beleza das suas flores, que podem apresentar diversas cores, pois existem diversas variedades e híbridos da planta.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Choupos: O choupo branco

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O Choupo branco (Populus alba) é uma planta de crescimento rápido e que atinge grandes dimensões, ultrapassando os 35 metros de altura. É frequentemente plantada em parques, porque proporciona boas sombras. Pelo contrário, é pouco utilizada em jardins porque possui muitas raízes superficiais que, ao engrossar, danificam os pavimentos. É igualmente muito invasiva: Das raízes superficiais brotam com facilidade novos rebentos que vão dar origem a novas plantas e tendem, por esse facto, a ocupar grandes áreas. Há, no entanto, plantações desta árvore tendo em vista o aproveitamento da sua madeira.

Calycanthus occidentalis

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Flor e folhas de uma planta com o nome científico de Calycanthus occidentalis que é uma das oito espécies conhecidas do género Calycantus L. Não encontrei em nenhuma língua, que me seja acessível, o nome vulgar que lhe é dado. A planta fotografada encontra-se no Jardim Botânico de Lisboa. A espécie é oriunda da Califórnia, América do Norte.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Ficus macrophylla

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A figueira da espécie Ficus macrophylla Desf. ex Pers. a que se reportam as imagens supra [vendo-se na primeira o caule principal e os subsidiários (provenientes da transformação das raízes adventícias depois de atingirem o solo), bem como novas as raízes e na segunda, a copa da árvore, com grande desenvolvimento transversal] é um exemplar existente no Jardim Botânico de Lisboa. Originária da Austrália, esta árvore é cultivada em diversos países como árvore de sombra. O exemplar em causa tem dimensões verdadeiramente extraordinárias, dimensões de que, infelizmente, as fotografias não conseguem dar uma ideia aproximada.

Flor de Alstroemeria

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Flor de Alstroemeria L., género de plantas que conhece várias espécies e ainda mais cultivares. No caso da imagem, estamos perante um cultivar denominado "Parigo Charm". Este género de plantas é também designado por Lírio-do-Peru, ou Lírio-dos-Incas, nomes que adaptei do inglês: Peruvian Lily e Lily of the Incas. Chame-se como se chamar este género de plantas sobre o que não há dúvidas é sobre a sua beleza.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Plantas ornamentais: Palmeira das vassouras

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A Palmeira das vassouras (Chamaerops humilis L.) é a única espécie de palmeira nativa da Europa continental, existindo em Portugal e em vários países mediterrânicos. O qualificativo humilis incluído no seu nome científico, com o sentido de "pequeno", significa que esta espécie de palmeira não atinge grande altura.

Plantas ornamentais: Palmeira das Canárias

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As diversas espécies de palmeiras têm, noutra latitudes, diversas utilidades, mas em Portugal, como regra, não têm outra que não seja a de servirem como plantas ornamentais. Na imagem, colhida na Quinta das Conchas, em Lisboa, temos um renque duplo de Palmeiras das Canárias, com o nome científico de "Phoenix canariensis Hort. ex Chabaud. Podem atingir a altura de 20 metros.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Cataratas do Iguaçu - A floresta




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A floresta sub-tropical das Cataratas do Iguaçu a que se referem as imagens supra, ocupa uma área de duzentos e cinquenta mil hectares, repartida por dois parques nacionais, um em território brasileiro (Parque Nacional do Iguaçu) e outro em território argentino (Parque Nacional Iguazú), ambos declarados como Património Natural da Humanidade.
Floresta belíssima, as imagens, por falta de arte e de inspiração do fotógrafo, não lhe fazem justiça! Que sirva de desculpa o desejo de partilhar uma nova experiência.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Plantas ornamentais: O dragoeiro

O dragoeiro (Dracaena draco L.) é cultivado em Portugal como planta ornamental, existindo alguns exemplares, por vezes imponentes: o do imagem encontra-se no Jardim Botânico de Lisboa, onde, aliás, existe um outro de maiores dimensões e ao qual é atribuída idade superior a 300 anos. É planta espontânea em Cabo Verde e nas Canárias. Quanto aos exemplares existentes na Madeira e nos Açores, é controversa a questão de saber se a sua existência nas ilhas se deve ou não à sua introdução pelo homem. O dragoeiro já teve grande importância económica devido ao facto de a sua seiva (a que era dado o nome de sangue-de dragão, graças à sua cor vermelha, depois de oxidada pelo ar) ter sido foi comercializada na Europa como produto que era utilizado em fármacos e em tinturaria.
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domingo, 13 de julho de 2008

Plantas ornamentais - Alegria-da-casa

Se bem que também seja utilizada para ornamentar jardins, a Impatiens wallerana J.D.Hook. é mais usada como planta de interiores. Bem merecido é, pois, o nome que lhe é dado, em Portugal, de Alegria-da-casa.

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Plantas exóticas: O "Curro"

(A planta)

(Pormenor das folhas)

A Collectia cruciata Gillies & Hook. é uma planta que passeia os seus espinhos pelo Brasil, Chile e Argentina, sendo designada neste último país, pelo nome vulgar de "Curro". É um nome que lhe fica bem. Como se pode ver, pelas imagens, está bem defendida contra a seca e os animais que dificilmente lhe porão o dente.
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Flores: Milefólio

Planta conhecida em Portugal por "Milefólio", designação derivada do nome Achilea millefollium L. Tendo em conta a profusão das suas flores, também não seria desajustado chamar-lhe "Milflores".
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sábado, 12 de julho de 2008

Flores: Lathyrus latifolius L.

Flores da "Lathyrus Latifolius L.", planta, cuja designação, em português, desconheço. Em língua inglesa dá pelos nomes comuns de everlasting pea e de perennial pea, nome que traduzido para português daria "ervilha perene". Os nomes em inglês foram-lhe atribuídos pelo facto de se tratar de uma planta que, graças à suas sementes, se reproduz fácil e anualmente, sem necessidade de novas sementeiras e de ser, por tal motivo, difícil de erradicar de locais que não se desejam ocupados por ela.
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Flores: Alcaparra

(Flor da alcaparra)


A belíssima flor da alcaparra (Caparis spinosa L.) é dotada de grandes estames e de um longo ginóforo. As gemas ou botões florais da alcaparra são utilizadas na cozinha mediterrânica, razão por que a planta é bastante cultivada.
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Plantas ornamentais - A Tília: A árvore e as flores

(As flores)

(A árvore, ainda jovem)

A tília é uma planta do género Tilia L. de que existem várias espécies, sendo muito utilizada em Portugal, para embelezar ruas, praças e jardins, pois é uma árvore que depois de crescida, proporciona boas sombras. As suas flores, de pequena dimensão, como se pode verificar pela imagem supra, não deixam de ter a sua beleza. Muito aromáticas, as flores da tília, depois de secas, são usadas na feitura de infusões, com a alegação de que são calmantes.

Notícias do blogue

O ABSORTO teve a amabilidade de incluir "O Botânico Aprendiz na Terra dos Espantos" na sua lista de blogues. Agradece-se e retribui-se.

domingo, 6 de julho de 2008

Plantas ornamentais - O Loendro: a planta e a flor

(A planta)

(A flor)

O Loendro (Nerium oleander L.) é também conhecido por outras designações (adelfa, aloendro, loandro, loandro-da-índia, loureiro-rosa, cevadilha, flor-de-são-josé, espirradeira, eloendro, oleandro, entre outras). É planta muito utilizada em Portugal como planta ornamental, sendo frequente encontrá-la à beira das estradas e nos separadores das auto-estradas, para além de outros espaços públicos (jardins). Existe uma extensa área ocupada por esta planta na Reserva Botânica do Camarinho, na serra do Caramulo (concelho de Vouzela), local que, pelo que tenho ouvido, é bem merecedor de uma visita, sobretudo na época da floração (Maio a Outubro). As flores do loendro, são em regra brancas ou rosadas, mas apresentam também, mais raramente, outras cores.

A planta, pese embora a sua beleza, é toda ela tóxica, pois é portadora de duas substâncias tóxicas: a oleandrina e a neriantina. Pelos vistos, confirma-se que "não há bela sem senão".

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Plantas ornamentais - O Pilriteiro: Flores e frutos

(As flores)

(Os frutos)


Apesar de espinhoso, o Pilriteiro ou Pirliteiro (Crataegus monogyna Jacq.) é cultivado como planta ornamental, pelas suas flores que, sendo de pequena dimensão, são, no entanto, muito abundantes, conferindo à planta grande beleza. Também cresce espontaneamente em Portugal em sebes à beira dos caminhos. Os seus frutos, muito pequenos, não são comestíveis. Daí a cantiga popular "Pilriteiro que dás pilritos / porque não dás coisa boa?".

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sábado, 5 de julho de 2008

Plantas ornamentais: Salgueiro-chorão


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O Salgueiro-chorão (Salix babylonica L) também designado, vulgarmente, por "Chorão" é uma planta requentemente utilizada, em Portugal, como planta ornamental, em jardins. É exigente em termos de água, preferindo zonas húmidas.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Plantas ornamentais: a glicínia

(Ramos trepando por um candeeiro de iluminação pública)

(Cacho de flores)

A Glicínia [Wisteria floribunda (Willd) DC.] é uma planta ornamental muito utilizada como tal, em Portugal, quer em jardins públicos, quer particulares.
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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Frutos da época: os figos

(Ramo de figueira com figos ainda em fase de crescimento)

A figueira da espécie Ficus carica L. é comum em Portugal, existindo várias cultivares desta espécie. Produz frutos carnudos, muito saborosos (os figos) que podem ser consumidos em fresco, após a maturação, ou depois de secos, sendo ainda utilizados para a produção de álcool e aguardente (aguardente de figo).

A beleza bem guardada

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A bela flor do cardo (Cynara cardunculus L.) bem guardada pelos espinhos da planta.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Amazónia: A floresta inundada








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Na Amazónia, a água é tanta que as plantas tiveram que se habituar a viver inundadas e algumas até aprenderam a nadar !