quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Endémicas dos Açores #11: Euphorbia stygiana subsp. stygiana









Euphorbia stygiana subsp. stygiana
Arbusto com caules erectos, robustos, ramificados que pode atingir vários metros de altura, com folhas lanceoladas, coriáceas, inteiras, com 15 cm, ou mais, de comprimento; flores verde-amareladas, agrupadas em grandes inflorescências umbeliformes.
Tipo biológico: Fanerófito;
FamíliaEuphorbiaceae;
Distribuição: planta endémica dos Açores, presente em todas as ilhas do arquipélago, com excepção das ilhas de Santa Maria e Graciosa.
Ecologia/habitat: locais com humidade permanente, na orla e clareiras de florestas, crateras, ravinas e margens de ribeiras, geralmente, a altitudes que vão desde os 600m até aos 1100 m.
Floração: de Maio a Junho.
(Local e datas: ilha do Pico; 28/29 - Julho 2017)

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Endémicas dos Açores: #10 - Leituga-dos-Açores (Tolpis azorica)







Leituga-dos-Açores [Tolpis azorica (Nutt.) P.Silva]
Erva perene, glabra, com caules erectos, muito ramificados, que podem atingir até 70cm de altura; folhas oblongas, profundamente dentadas; flores amarelas reunidas em capítulos dispondo-se estes em inflorescências corimbiformes, mais ou menos densas.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Asteraceae / Compositae;
Distribuição: Planta endémica  do arquipélago dos  Açores, com ocorrência em quase todas as ilhas. São excepção as ilhas de Santa Maria e Graciosa.
Ecologia/habitat: orla e clareiras de florestas naturais, prados de montanha, encostas  e ravinas, taludes e bermas de estrada e caminhos, em sítios húmidos e, geralmente, acima dos 600 m de altitude.
Floração: de Julho a Setembro.
(Locais e datas: ilhas de S. Jorge e do Pico; 24 a 27 - Julho - 2017)

domingo, 3 de setembro de 2017

Correjola (Corrigiola litoralis)

 (1)

 (2)

(3)

(4)

(5)
Correjola ou  Erva-pombinha (Corrigiola litoralis L.)
Erva anual, bienal ou perene, com caules decumbentes, ramificados desde a base, que podem atingir até 50 cm de comprimento; folhas, em geral, oblongo-lanceoladas, inteiras, sésseis ou quase; flores minúsculas (1-2 mm de diâmetro) dispostas em glomérulos terminais ou axilares.
Tipo biológico:  terófito, ou hemicriptófito.
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste, Centro e Sul da Europa; Centro e Sul de África.
Em Portugal, tal como em toda a Península Ibérica ocorrem, segundo a Flora Iberica,  duas subespécies: a nominal (C. l. litoralis) e a C.l. perez-larae, aquela presente em grande parte do território do Continente e esta com uma distribuição mais restrita, limitada ao Sul do território, desde o Ribatejo, Estremadura e Alto Alentejo até ao Algarve.
A espécie ocorre também na Madeira como planta introduzida.
Ecologia/habitat: praias, leitos de cheia e margens de cursos de água; campos cultivados e incultos, com preferência por solos arenosos, mas não só, a altitudes até 1400.
Floração:  ao longo de todo o ano, mas com maior intensidade entre Março e Novembro.
[Locais e datas: Carvalhais (S. Pedro do Sul); 16 - Agosto - 2017 (fotos 1 e 2); Vila Velha de Ródão: 16 - Novembro - 2013 (foto 3): Aldeia da Ponte (Sabugal); 23 - Setembro 2013 (Fotos 4 e 5)]
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 2 de setembro de 2017

Serrátula-dos-tintureiros (Serratula tinctoria subsp. seoanei)








Serrátula-dos-tintureiros [Serratula tinctoria subsp. seoanei (Willk.) M.Laínz *]
Planta perene, rizomatosa, com caules com 20 a 40 cm; flores com corola de cor púrpura ou violeta agrupadas em pequenos capítulos (10-19 x 2-4 mm) solitários ou agrupados em inflorescências lassas, corimbiformes.
Tipo biológico: hemicriptófito.
Família: Asteraceae;
Distribuição: Península Ibérica, Sudoeste de França e Sul de Inglaterra.
Em Portugal Continental, encontra-se sobretudo nas regiões do Norte e Centro com influência atlântica mais acentuada (Minho, Douro Litoral, Beira Litoral). Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques caducifólios temperados, urzais e tojais húmidos, turfeiras e cervunais, em solos preferentemente ácidos a altitudes até 1400m.
Floração: de Julho a Setembro.
* Sinonímia: Serratula seoanei Willk.
[Local e data: Serra do Caramulo (concelho de Vouzela); 26 - Agosto - 2017]

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Urze-roxa (Erica cinerea)



Urze-roxa * (Erica cinerea L.)
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Ericaceae;
Floração: de Abril a Outubro.
* Outros nomes comuns:Negrela; Queiró; Queiroga.
(Local e data: Serra da Arada (S. Pedro do Sul); 16 - Agosto - 2017)
(Clicando nas iamgens, amplia)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Lameirinha (Erica ciliaris)

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7)

(8)

(9)

(10)

(11)
 Lameirinha * (Erica ciliaris Loefl. ex L.)
Pequeno arbusto (20 a 80 cm); caules com pelos glandulíferos e não glandulíferos, quando jovens; folhas (2-4 x 0,8-2 mm) ovais ou lanceoladas, claramente ciliadas, dispostas em verticilos de 3 ou 4; flores (com corola tubular, urceolada, gibosa, de cor rosa ou púrpura) agrupadas em inflorescências em cacho.
Tipo biológiconanofanerófito;
Família: Ericaceae;
Distribuição: Oeste da Europa e Norte de África.
Em Portugal ocorre em quase todas as (antigas) províncias  do território do Continente. Possível excepção: Trás-os-Montes. Inexistente, quer no arquipélago dos Açores, quer no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: urzais,  tojais e outros matos baixos, em solos ácidos, húmidos, incluindo em turfeiras,  a altitudes até 1200m.
Floração: de Maio a Outubro.
*Outros nomes comuns: Carapaça; Cordões-de-freira; Urze-carapaça.
[Locais e datas: Serra da Freita (Arouca); 22 - Agosto - 2017 (fotos 1 a 7); Serra da Arada (S. Pedro do Sul); 16 - Agosto - 2017 (fotos 8 e 9); Serra do Caramulo (Vouzela); 26 - Agosto - 2017 (fotos 10 e 11)]
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 20 de agosto de 2017

Cravina-de-plumas (Dianthus hyssopifolius subsp. hyssopifolius)







 Cravina-de-plumas (Dianthus hyssopifolius L. subsp. hyssopifolius*)
Planta perene, cespitosa, com caules floríferos com 20 a 40 cm; folhas bastante compridas, agudas, não rígidas, planas; flores com pétalas rosadas ou brancas, com uma mancha escura na base e com  margem profunda e abundantemente recortada.
Tipo biológicoCaméfito;
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa;
Aparentemente, a ocorrência desta planta em Portugal é rara. A Flora Iberica considera-a presente na Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Douro Litoral. Todavia, o portal da SPBotânica (Flora.on) não regista, por ora, mais do que 6 avistamentos: 1 na Beira Alta e 5 em Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados temperados, clareiras de matos e de bosques, plataformas rochosas,  a altitudes até 2500 m. Indiferente à natureza dos substrato.
Floração: de Junho a Agosto.
*Sinonímia: Dianthus monspessulanus L.
(Local e data: Castro Daire (concelho); 19 - Agosto - 2017)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Endémicas dos Açores: #9 - Centaurium scilloides







 Centaurium scilloides (L.f.) Samp.
Erva perene, rizomatosa, glabra, com caules simples ou ramificados; flores brancas.
FamíliaGentianaceae;
Distribuição: espécie endémica dos Açores, existente em todas as ilhas do arquipélago.
"Até 2012 foi considerado que as plantas açorianas pertenciam à mesma espécie que ocorre no continente europeu, de flores cor-de-rosa. Estudos genéticos e morfológicos levaram à emancipação das plantas açorianas numa espécie autónoma". (Fonte)
Ecologia/habitat:  prados naturais, pastagens, clareiras de bosques, taludes, bermas de estradas e caminhos, em locais húmidos e frequentemente declivosos.
Floração: de Maio a Agosto.
(Local e datas: Açores - ilha de S. Jorge; 23 e 24 de Julho  de 2017)