terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Phyla filiformis

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Phyla filiformis (Schrad.) Meikle
Erva perene (tipo biológico: caméfito) algo lenhosa, com caules ramificados, decumbentes, de secção cilíndrica, com nós radicantes.
Apesar de algo semelhante a uma outra espécie do mesmo género Ph. nodiflora, há características que permitem distinguir uma da outra com alguma segurança. Atenho-me apenas às características distintivas mais facilmente observáveis: desde logo, as que ocorrem nos caules que na Ph. nodiflora, são escassamente ramificados, de secção quadrangular, com apenas alguns nós radicantes. Facilmente verificáveis são também as diferenças existentes nas folhas (com limbo dentado na parte apical na  Ph. filiformis e serrado na Ph. nodiflora.) e nas inflorescências (globosa ou ovóide, na Ph. filiformis, e globosa ou cilíndrica  na Ph. nodiflora )
FamíliaVerbenaceae
Distribuição: espécie originária das Américas (Central e do Sul), introduzida como planta ornamental e naturalizada na Região Mediterrânica, Macaronésia e  Sul de África.
No que respeita a Portugal, a crer na lição da Flora Iberica , a ocorrência da espécie no território do Continente estaria limitada ao Alto Alentejo, Beira Baixa e Beira Litoral. Parece, no entanto, que sua distribuição é bastante mais ampla, pois, curiosamente, as populações onde foram captadas as fotos supra foram encontradas noutras regiões: Algarve (população numerosa, mas concentrada) e Ribatejo (população muito numerosa e dispersa por vários núcleos).
Ecologia/habitat: Locais mais ou menos húmidos, em terrenos compactados, geralmente nas margens de cursos de água, lagoas e barragens; em substratos diversos, a altitudes até 500m.
Floração: de Maio a Setembro.  
Sinonímia: Lippia filiformis Schrad. (basónimo)
[Locais e datas: margem do Rio Guadiana - Foz de Odeleite  (Algarve); 26 - Maio - 2015 (fotos 1 a 7); margens do Rio Alviela (Ribatejo)  10 - Setembro - 2015 (Fotos 8 e 9)]

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Linaria oblongifolia subsp. haenseleri





Linaria oblongifolia (Boiss.) Boiss. & Reut. subsp. haenseleri (Boiss. & Reut.) Valdés
Erva anual, uma que outra vez, perene, glabra, eventualmente pilosa na inflorescência, por norma, multicaule, com 1 a 15 ramos férteis, decumbentes ou suberectos com 3 a 30 cm, simples ou ramificados e com 0 a 5 ramos estéreis; folhas lineares ou linear-oblongas; flores com corola amarela, onde, em comparação com as restantes subespécies, se destaca o esporão, normalmente mais comprido que a parte restante da corola.
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência circunscrita ao sul da Península. Em Portugal Continental surge apenas no Algarve e no Alto e Baixo Alentejo.
Ecologia/habitat: pastagens e clareiras de matos, em terrenos arenosos e/ou pedregosos, em geral, de origem calcária, a altitudes até 1100m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
(Local e data: algures entre Sousel e Estremoz (Alto Alentejo); 14 - Abril - 2015)

sábado, 19 de dezembro de 2015

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Baldellia repens






Baldellia repens (Lam.) Ooststr. ex Lawalr
Erva perene, tubero-bulbosa, erecta ou decumbente que pode atingir até 70cm, com folhas, em geral, concentradas na base, todas elas com limbo com ápice agudo. característica que a distingue da  B. alpestris, a outra espécie do mesmo género que também ocorre em Portugal (fonte: Flora.on).
Tipo biológico: geófito; helófito;
FamíliaAlismataceae;
Distribuição: Europa, Noroeste de África e Ilhas Canárias.
Em Portugal, a Baldellia repens, enquanto espécie, ocorre em quase todo o território do Continente, mas as diversas subespécies não se distribuem uniformemente: de facto, a subespécie nominal (B. r. repens) ocorre apenas no Algarve e no Baixo Alentejo (fonte: Flora Iberica); enquanto a B. r. cavanillesii se encontra em todas as regiões do território do Continente, com excepção do Algarve. Duvidosa me parece ser a existência em território português da B.r. baetica. Com efeito, a Flora Iberica (loc. cit.) considera-a apenas presente em território espanhol (províncias de Cáceres, Huelva e Sevilha) e o portal Flora.on (loc. cit.)  não enjeitando a sua ocorrência em Portugal, não regista, no entanto e por ora, nenhum avistamento em território português.
Ecologia/habitat: fontes e nascentes, margens de lagoas. charcas permanentes ou temporárias, remansos de cursos de água, turfeiras e pântanos, em substratos geralmente ácidos, a altitudes até 1400m. 
Floração: de Abril a Setembro.
Sinonímia:Alisma repens Lam. (Basónimo)
[Local e data: Ribeira do Vascão  (Algarve); 27 - Maio - 2015]

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Erva-mata-pulgas (Dorycnium pentaphyllum)

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Erva-mata-pulgas (Dorycnium pentaphyllum Scop.)
Arbusto ou subarbusto, com caules ascendentes ou decumbentes, lenhosos na metade inferior, muito ramificados, que podem atingir até cerca de 100 cm.
Tipo biológico: Fanerófito; Caméfito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre em algumas regiões do território do Continente (Algarve; Alto e  Baixo Alentejo; Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: Terrenos de mato e pastagens; taludes; bermas de estradas e caminhos, em solos secos, por vezes pedregosos, a altitudes até 1600m. Indiferente à natureza do solo.
Floração: de Abril a Julho.
[Locais e datas; São Brás de Alportel (Algarve) 21 - Maio - 2015 (fotos 1, 4 e 5): Vinhais (Trás-os-Montes) 25 - Junho - 2015( fotos restantes)]
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Klasea flavescens subsp. neglecta










Klasea flavescens (L.) Holub subsp. neglecta (Iljin) Greuter & Wagenitz  
Erva perene, rizomatosa, com caules erectos, simples ou escassamente ramificados na parte superior que podem elevar-se até 100cm; invólucro do capítulo, em geral, ovoide; flores amareladas ou amarelo-esbranquiçadas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae/Compositae;
Distribuição: Península Ibérica e Marrocos.
Em Portugal encontra-se apenas no território do Continente com ocorrência circunscrita  à região do Algarve.
Ecologia/habitat: terrenos de montado e mato, em solos pedregosos, preferentemente, de origem calcária, a altitudes até 1000m. 
Floração: de Maio a Julho
(Local e datas:  São Brás de Alportel (concelho) (Algarve); 21/ 23 - Maio - 2015)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Physospermum cornubiense










Physospermum cornubiense (L.) DC. 
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apiaceae/Umbelliferae, com caules que podem elevar-se até cerca de 150cm, eventualmente ramificados na parte superior; folhas penatissectas (bi ou tri); inflorescência em umbela composta por 10 a 15  umbélulas, cada uma com 10 a 20 flores com pétalas brancas com igual forma e tamanho. 
Distribuição: Europa (Centro, Sul e Oeste) e Sudoeste da Ásia.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Alto Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: em clareiras e sob coberto de bosques caducifólios e de matos (mormente de giestais e urzais) em substrato siliciosos, a altitudes até 1800m.
Floração: de Maio a Setembro.
Sinonímia: Ligusticum cornubiense L. (Basónimo)
(Local e data: concelho de Vinhais (Trás-os-Montes); 26 - Junho - 2015)