quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Alho-porro-bravo (Allium ampeloprasum)

 





Alho-porro-bravo *(Allium ampeloprasum L.)
Erva perene, bulbosa (tipo biológico: geófito) com bolbo ovóide ou globoso, com 1 a 30 bolbilhos; caule circular maciço que pode atingir mais de 1 m de altura; folhas dispostas na metade inferior do caule, glabras, sésseis, com uma bainha membranosa envolvendo o caule; flores, em geral, numerosas, ovóides, por vezes substituídas por bolbilhos, agrupadas em inflorescências esféricas ou semi-esféricas, densas.  
Distribuição: Sul da Europa (desde a Península Ibérica até aos Balcãs); Norte de África (desde Marrocos até ao Egipto); Oeste da Ásia (Turquia, Cáucaso e Iraque). Como espécie introduzida encontra-se na Austrália e América do Sul e do Norte.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo e Trás-os-Montes e, como planta introduzida, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: Clareiras de bosques e de matagais, prados, locais rochosos, dunas, campos cultivados e baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Julho.
Nota: É comestível. O designado Alho-francês ou Alho-porro  (A. ampeloprasum var. porrum) não passa, ao que parece, duma variedade cultivada do A. ampeloprasum.
*Outros nomes comuns: Alho-de-verão, Alho-Porro; Alho-bravoAlho-francês; Chalotas.
[Locais e datas: Serra da Arrábida; 5 - Maio - 2012 (fotos 1 e 2); Arriba Fóssil - Capuchos - Almada; 8 - Junho - 2011 (fotos restantes)] 

2 comentários:

Vítor Margarido disse...

É espontâneo em alguns terrenos da Quinta do Anjo, Palmela. Parece ser muito difícil de transplantar, em mais de 100 só pegaram 5 ou 6, mas foram suficientes para eu passar a ter todos os anos, sem cuidados especiais,
pois basta deixar 2 ou 3 fazerem o ciclo completo que logo aparecem mais. Ficam mais delgados que os outros mas de sabor mais intenso. Parece que se reproduzem pelos bolbinhos subterrâneos e pelas sementes aéreas. Distinguem-se bem dos outros pelos bolbinhos e por alargarem na zona branca junto à raíz, enquanto os outros são cilíndricos.

Vítor Margarido disse...

É espontâneo em alguns terrenos da Quinta do Anjo, Palmela. Parece ser muito difícil de transplantar, em mais de 100 só pegaram 5 ou 6, mas foram suficientes para eu passar a ter todos os anos, sem cuidados especiais,
pois basta deixar 2 ou 3 fazerem o ciclo completo que logo aparecem mais. Ficam mais delgados que os outros mas de sabor mais intenso. Parece que se reproduzem pelos bolbinhos subterrâneos e pelas sementes aéreas. Distinguem-se bem dos outros pelos bolbinhos e por alargarem na zona branca junto à raíz, enquanto os outros são cilíndricos.