quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ilustrações botânicas (III)*

 Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa L.)

 Alho, ou Alho-comum (Allium sativum L.)

 Ameixeira, ou Ameixoeira (Prunus domestica L.)

 Aroeira (Pistacia lentiscus L.)

 Mostarda (Brassica nigra L.)

 Nogueira (Juglans regia L.)

 Pessegueiro [Prunus persica (L.) Batsch]

Sabugueiro (Sambucus nigra L.)

(* Em exposição no jardim da Casa da Cerca - Almada. Acesso livre)
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Plantas ornamentais: Urze-de-jardim (Leptospermum scoparium)




Urze-de-jardim (Leptospermum scoparium J.R. Forst. & G. Forst)

Veio de bem longe esta planta ornamental da família Myrtaceae, designada entre nós por Urze-de-jardim (Portugal Botânico de A a Z). De facto, é endémica da Nova Zelândia (nos antípodas) e da Austrália.
É uma espécie de folha perene, com as dimensões dum arbusto (2 a 5 m) podendo, eventualmente, atingir a altura duma pequena árvore (até 15m).
Tem propriedades anti-bacterianas, propriedades que, alegadamente, se transmitem ao mel fabricado pelas abelhas a partir do néctar recolhido nas suas flores.
Floração: de abril a junho.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Craveiro-do-monte (Simethis planifolia)





Craveiro-do-monte, Cravo-do-monte ou Ouropeso  [Simethis planifolia (L.) Gren. et Godr.*]

Planta rizomatosa, perene, de caule erecto (20-45 cm); folhas lineares, basais, geralmente mais compridas que a haste floral; flores (brancas na parte interior e de cor púrpura na parte exterior, estames com filamento densamente peloso, na parte média, característico desta espécie, e anteras amarelas) agrupadas em panículas lassas. 
Distribui-se  ao longo dos países ribeirinhos da costa ocidental do Atlântico (noroeste de Marrocos, Portugal, Espanha, França e Sudoeste da Irlanda) e da costa ocidental do Mediterrâneo, desde Espanha até à Itália.
Segundo esta fonte, é uma espécie pouco frequente em Portugal, surgindo em locais graníticos ou areníticos, de solos muito ácidos. Não pondo em causa a informação que, no geral, corresponderá à verdade, certo é que  os exemplares fotografados foram encontrados em clareiras de matas sobre terrenos pedregosos de natureza argilo-xistosa, podendo, pelo menos presumir-se que a sua ocorrência não se limita àquele tipo de solos, até porque, também ao invés da referida informação, foram numerosos (da ordem das centenas) os exemplares que encontrei no mesmo local.
Espécie única do género Simethis, tem sido habitualmente classificada como pertencendo à família Asphodelaceae/Liliaceae. Todavia, esta fonte e esta, com base em análises filogenéticas, enquadram-na na família Xanthorrhoeaceae (subfamília Hemerocallidoideae). (Como é óbvio, não serei eu a resolver a disputatio. O leitor terá que se contentar, tal como eu, com a informação sobre a existência desta divergência.) 
Floração: de março a junho.
*Sinónimos: Simethis mattiazzi (Vand.) Sacc.; Anthericum mattiazii Vand.Pubilaria mattiazzi (Vand.) Samp.; Simethis bicolor Kunth
[Local e datas: Troviscal - Sertã; 09 abril - 2011 (fotos 1, 2 e 3); 28 - abril - 2011 (fotos 4 e 5)]
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Ilustrações botânicas* (II)

 Açafrão (Crocus sativus L.)

 Açafrão-das-Índias (Curcuma longa L.)

 Alecrim (Rosmarinus officinalis L.)

 Alfazema (Lavandula dentata L.)

 Canforeira (Cinnamomum camphora L.)

 Cerejeira [Prunus avium (L.) L.]

 Choupo-negro (Populus nigra L.)

Rícino, Carrapateiro, Bafureira, Erva-dos-carrapatos (Ricinus communis L.) 

Videira (Vitis vinifera L.
(* Em exposição no jardim da Casa da Cerca - Almada. Acesso livre)
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Plantas ornamentais: Alfeneiro-do-Japão (Ligustrum lucidum)




 Alfeneiro-do-Japão (Ligustrum lucidum W.T. Aiton)

Espécie da família Oleaceae, o Alfeneiro-do-Japão, ou, mais simplesmente, Alfeneiro, como também é designado em vernáculo é originário da China, segundo a maior parte das fontes consultadas, embora também haja quem o considere originário do Japão. Desta origem, verdadeira, ou tomada como verdadeira, deriva, por certo, a sua designação comum. 
Introduzida em numerosas regiões do globo, nalgumas delas não só se naturalizou como encontrou condições para concorrer com a flora autóctone, adquirindo o estatuto de planta invasora. Não é o caso de Portugal, onde a espécie foi também introduzida, mas onde é apenas utilizada como planta ornamental. 
Pode atingir as dimensões de uma pequena árvore (até 10m) de folhas persistentes e brilhantes (bastando a sua beleza para justificar o uso que lhe é dado), flores (brancas) dispostas em inflorescências em cacho. Os frutos (de cor azul carregado) são bagas também agrupadas em cacho e muito apreciadas por aves de diversas espécies e, designadamente, pelos verdilhões (Carduelis chloris) como se documenta na imagem infra.


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ilustrações botânicas* (I)**

 Cravo - Dianthus caryophyllus L.

 Hera - Hedera helix L.

 Linho - Linum usitatissimum L.

 Lírio-cardano - Iris germanica L.

 Maravilhas - Calendula officinalis L.

 Murta - Myrtus communis L.

Papoila - Papaver rhoeas L.

 Aloé - Aloe vera (L.) Burm. f.

(* Exposição no jardim da Casa da Cerca - Almada. Acesso livre)
(** É para ter continuação)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nogueira-preta (Juglans nigra)


Nogueira-preta, ou Nogueira-americana (Juglans nigra L.)

Árvore de folha caduca, da família Juglandaceae, nativa do leste e centro da América do Norte, apresenta uma copa larga e aberta, podendo atingir até 45m de altura. Introduzida noutros continentes, como a Europa, Ásia e América do Sul, a Nogueira-preta é, actualmente, cultivada, mais como planta ornamental e para exploração da madeira, muito apreciada pela sua qualidade, em marcenaria e menos para aproveitamento dos frutos (nozes) que, apesar de conterem sementes que são comestíveis e das quais é possível extrair óleo,  têm uma casca interior extremamente dura.
Em Portugal, também é possível encontrar esta espécie, embora, ao que julgo, seja pouco comum e não lhe conheço outro uso que não seja o de servir como planta ornamental propiciadora de boa sombra.
Floração: abril e maio.
(Local e data:  Casa da Cerca - Almada; 07 - junho - 2011)
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Moedas-do-papa (Lunaria annua)

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Moedas-do-papa *(Lunaria annua L.)

Planta herbácea, da família Brassicaceae, é considerada originária do sudeste europeu e do sudoeste asiático, mas actualmente distribuída (e naturalizada) em boa parte da Europa, Ásia e América do Norte, onde é cultivada como planta ornamental. O mesmo ocorre em Portugal, onde surge também como subespontânea,  em terrenos perturbados, baldios e na berma de caminhos, geralmente na proximidade de povoações.
É uma planta bienal (donde o sinónimo: Lunaria biennis Moench. nom. illeg.), mas que pode optar por um ciclo de vida anual (como se informa aqui).
Os seus ramos, após a frutificação, são usados com frequência na feitura de arranjos decorativos, não só devido à própria beleza dos frutos (foto 4) mas também porque estes se mantêm pendentes dos ramos por longos períodos, após o corte.
Floração: de abril a julho.
*Outros nomes comunsCetim-branco; Dinheiro-do-Papa; Lunária; Medalha-do-Papa.
[Local e datas: Troviscal - Sertã; 09 - abril - 2011 (fotos 1 e 2); 07 - março - 2011 (foto 3 - planta antes da inflorescência); 12 - maio - 2011 (foto 4)]
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sábado, 10 de dezembro de 2011

Anograma-de-folha-estreita (Anogramma leptophylla)

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Anograma-de-folha-estreita [Anogramma leptophylla (L.) Link *]
Planta da família Pteridaceae, é cosmopolita quanto à distribuição, pois está presente em quase todo os continentes, surgindo, geralmente, em taludes, muros e fendas de rochas, em locais húmidos e sombrios. Em Portugal é uma espécie bastante vulgar, registando-se a sua ocorrência em todo o território do Continente.
Ao contrário da maior parte das espécies do mesmo género é uma planta com um ciclo de vida anual. Apresenta duas espécies de frondes. As primeiras a despontar são mais curtas e inférteis. Só depois despontam as frondes férteis, mais compridas e erectas. Ambas as formas são visíveis na foto 1. Na foto 2 mostra-se o verso das frondes férteis, com numerosos esporângios a cobrir quase toda a superfície das pínulas.
Floração: de fevereiro a setembro.
*Sinonímia: Polypodium leptophyllum L.; Gymnogramma leptophylla (L.) Desv.
(Local e data: Troviscal - Sertã; 11 - maio - 2011)
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lírio-branco (Iris albicans)


Lírio-branco (Iris albicans Lange)
Espécie da família Iridaceae, o Lírio-branco é uma planta vivaz, rizomatosa, com caules com 40 a 60 cm de altura, pouco ramificados; folhas em forma de espada com  20 a 30 cm de comprimento; inflorescências com 3 a 5 flores, solitárias ou aos pares, brancas.
É tido como originário da Arábia e Iemen, mas largamente difundido por vários países europeus e por toda a região mediterrânica, onde é cultivado e por vezes naturalizado. É utilizado como planta de jardim e também frequentemente utilizado em cemitérios, mormente nos países muçulmanos. Daí que, em língua inglesa também seja designado por Cemetery Iris,e White Cemetery Iris.
A sua propagação opera-se através do crescimento e da divisão do rizoma.
Floração: de abril a junho.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Centaurea sphaerocephala subsp. lusitanica



Lóios-ásperos (Centaurea aspera L.)Centaurea sphaerocephala L. subsp. lusitanica (Boiss. & Reut.) Nyman
Planta herbácea, perene, da família Asteraceae. Apresenta caules geralmente muito ramificados desde a base, erectos ou decumbentes, podendo atingir até 70 cm de comprimento; folhas de forma variável; flores púrpura reunidas em capítulos terminais, solitários, protegidos por brácteas coroadas por um conjunto de espinhos (em geral, 3 ou 5).
Distribuição: a oeste da Região Mediterrânica, incluindo a Itália, a França e a Península Ibérica, no sul e oeste da Europa,  e Marrocos, no norte de África. Em Portugal é mais frequente no centro e sul.
Habitat: terrenos arenosos, cultivados ou incultos, geralmente próximos do litoral.
Floração e frutificação: de maio a Outubro.
Rectificação:
O texto supra apresenta-se traçado, porque a planta fotografada foi erradamente identificada. Não se trata, com efeito e ao contrário do que diz no texto, da Centaurea aspera. A planta que aparece representada nas imagens é, de acordo a classificação actual, a subespécie lusitanica da Centaurea sphaerocephala, Esta subespécie, morfologicamente bastante diferente das outras duas subespécies (a nominal e a polyacantha), apresenta, na verdade, como o portal da SPBotânica (Flora.on) reconhece, algumas semelhanças com a Centaurea aspera, mas distingue-se dela, porquanto a C. s. lusitanica, ao contrário da C. aspera, tem "as folhas caulinares claramente decurrentes, isto é, prolongando-se pelo caule abaixo do ponto de inserção" e apresenta "grande parte dos apêndices das brácteas com 5 espinhos, ao passo que na C. aspera, grande parte dos apêndices das brácteas apresenta apenas 3 espinhos.
Distribuição: Trata-se de um endemismo português, concentrando-se as suas populações, ao que parece, na Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: Pousios, orlas de campos cultivados e incultos; clareiras de matos e bermas de estradas e caminhos, sobre substrato calcário.
Floração: de Abril a Setembro.
Rectificação feita, resta-me apresentar sinceras desculpas a quem, tendo passado por aqui, foi induzido em erro. 
(Local e data: Terras da Costa - Costa da Caparica; 08- Junho - 2011)
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