quinta-feira, 27 de maio de 2021

Euphorbia uliginosa

 







Euphorbia uliginosa Welw. ex Boiss.
Planta perene, glabra, ou glabrescente, com 20 a 25 cm; caule erecto, folhoso, com 1 a 4 ramos laterais férteis; folhas elípticas, adpresas, nunca arroseteadas, com margem serrilhada; pleiocásio com 3 a 5 raios, bifurcados 1 a 2 vezes, amarelado durante a ântese, posteriormente verde; ciátio séssil, com nectários amarelados, sem apêndices; fruto subesférico, claramente sulcado, com lóculos arredondados, cobertos de verrugas digitiformes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Planta endémica do Oeste da Península Ibérica, com ocorrência limitada, em Portugal, ao Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Estremadura e circunscrita, em Espanha, à província da Corunha.
Ecologia/habitat: matagais e terrenos relvados em locais, temporária ou permanentemente, encharcados, ou muito húmidos, mas relativamente quentes, a altitudes até 400m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e datas dos avistamentos: Fernão Ferro (Seixal); 3/24 - Maio - 2021]
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domingo, 23 de maio de 2021

Linho-rijo (Linum strictum)


Linho-rijo, ou Linho-estreito (Linum strictum L.)
Erva anual, com caule erecto, geralmente ramificado no terço superior. Pode atingir cerca de 40 cm de altura.
Tipo biológico: terófito;
Família:  Linaceae
Distribuição geral: sul da Europa, norte e leste de África, sudoeste da Ásia e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal continental ocorre, sobretudo, no centro e sul do território, surgindo em terrenos incultos, em relvados e em clareiras de matos, sobre substrato calcário, ou argilo-arenoso.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Murfacém - Trafaria  (Almada); 21 - Maio - 2021)
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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Cyclospermum leptophyllum







Cyclospermum leptophyllum (Pers.) Sprague *
Erva anual, glabra; caules com 5 a 60 cm, ramificados, fistulosos; folhas multipenatissectas (2 ou 3 vezes), com divisões de última ordem lineares ou filiformes; as basais pecioladas; as superiores sésseis; umbelas sésseis ou curtamente pedunculadas com 1 a 5 raios: flores hermafroditas; cálice com dentes diminutos, quase imperceptíveis; pétalas brancas, ou branco-esvervedeadas, ovadas, homogéneas; fruto com 1,2 a 3 mm de largura, de orbicular a ovóide, glabro, levemente comprimido lateralmente.
Tipo biológico: terófito:
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: originária da América, mas introduzida e naturalizada em zonas temperadas e tropicais  do globo e, como tal, considerada actualmente como planta cosmopolita. Nalgumas regiões é tida na conta de erva daninha.
Como planta exótica ocorre também em Portugal Continental, sendo, no entanto, raros os registos de ocorrência da espécie, registos que no Portal da SPBotância (Flora.on) surgem limitados ao Algarve, Estremadura e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: relvados; bermas de estradas e caminhos; zonas ajardinadas; em terrenos com alguma humidade e, com alguma frequência, em locais perturbados. 
Floração: de Maio a Julho.
* Sinonímia: Pimpinella leptophylla Pers. (Basónimo); Apium leptophyllum (Pers.) Benth.
[Local e data do avistamento: Costa da Caparica (Almada); Maio - 2021]
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sábado, 15 de maio de 2021

Silene disticha

 





Silene disticha Willd.
Erva anual, com 25 a 60 cm, com caules erectos, simples ou ramificados na metade superior, com duplo indumento (viloso, na parte inferior e retrorso-pubérulo na parte superior); folhas com alguma vilosidade dispersa; as inferiores, oblanceoladas; as superiores, lanceoladas; inflorescências em geral ramificadas, com dois ramos laterais, densos, separados por uma flor central; brácteas mais compridas que os pedicelos; cálice claviforme na frutificação, viloso nos nervos e pubérulo-glanduloso nos espaços entre os nervos, com dentes lanceolados; pétalas com limbo bífido, branco-rosado ou esbranquiçado, pouco saliente no exterior do cálice; cápsula (fruto) subglobosa com 7 a 8 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Península Ibérica, Ilhas Baleares e Noroeste de África.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve,  Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos calcários ou areníticos a altitudes até 500 m
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Monte da Caparica (Almada); 15 - Maio - 2021].
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terça-feira, 11 de maio de 2021

Trevo-rasteiro-da-praia (Lotus arenarius)




Trevo-rasteiro-da-praia (Lotus arenarius Brot.)
Erva anual, pilosa que pode atingir até 50 cm, com caules ramificados desde a base, erectos ou ascendentes, por vezes, decumbentes; folhas formadas por 5 folíolos; inflorescências axilares, pedunculadas, com 2 a 9 flores agrupadas em glomérulos protegidos por uma bráctea com 3 folíolos; pedúnculo direito, erecto-patente, até 3 vezes mais comprido que a folha axilante; flores com cálice piloso e corola amarela, esta bastante maior que o cálice; fruto cilíndrico, direito, até 4 vezes mais comprido que o cálice, com 18 a 25 sementes.
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de África (Marrocos).
Em Portugal ocorre, apenas no território do Continente e circunscrita ao Alto Alentejo, Estremadura e, duvidosamente, ao Algarve.
Ecologia/habitat: terrenos arenosos costeiros e clareiras de pinhais e  matos próximos do litoral, a altitudes até 100 m.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data do avistamento:Costa da Caparica (Almada); 4 - Maio - 2021)
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segunda-feira, 10 de maio de 2021

Pequena ou minúscula



Pseudorlaya pumila (L.) Grande *
Pseudorlaya é um género (da família Apiaceae/Umbelliferae) onde tudo tende para o pequeno, a começar pelo número de espécies que engloba: cinco admitidas, no máximo; duas apenas, segundo a Flora Ibérica (Pseudorlaya pumila e Pseudorlaya minuscula), havendo mesmo quem reconheça apenas a primeira daquelas.
Não é fácil, de facto, distinguir as duas espécies, pois se uma é pequena (pumila) (caules com 5 a 20cm) a outra é minúscula (caules com 3 a 15 cm), sendo que também o "hábito" de uma e de outra são semelhantes e parecido é igualmente o habitat de ambas: dunas e areais marítimos.
Há, todavia, segundo a referida Flora Ibérica, algumas diferenças que permitem distingui-las, com realce (porque mais perceptível para leigos, como eu) para o número de raios das umbelas (3 a 7, para a P. pumila - 6 no caso da imagem supra - e 3 a 4 para a P. minuscula). A referida publicação regista ainda outras diferenças, dificilmente perceptíveis a olho nu, no que respeita aos frutos maduros: (a P. pumila tem frutos com 7,5 mm de comprimento, revestidos de espinhos dorsais com tamanhos diferentes dos laterais, ao passo que os frutos da  P. minuscula  têm 4,5 a 7,5mm de comprimento e os espinhos dorsais e laterais são de tamanho igual.
Já quanto à distribuição é notória a divergência: a ocorrência da P. minuscula está limitada à Península Ibérica e a Marrocos, enquanto a  P. pumila surge na  Europa Ocidental e por toda a Região Mediterrânica. 
Em Portugal, contrariamente ao que acontece com a distribuição geral das duas espécies, a P. minuscula tem uma distribuição mais ampla do que a P. pumila: aquela ocorre no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e, possivelmente, também no Minho, enquanto que esta surge apenas no Algarve e Baixo Alentejo e, eventualmente, também na Estremadura.
Floração da P. pumila: de Fevereiro a Maio
* Sinonímia: Caucalis pumila L. (Basónimo)
(Local e data das imagens supra: Ponta da Areia - Vila Real de Santo António, 26 - Março - 2014)
Aditamento:
Novas imagens da Pseudorlaya pumila obtidas na Costa da Caparica (Almada) em 4 - Maio - 2021, e ora publicadas com a intenção de permitir comparar  os frutos desta espécie com os frutos da congénere Pseudorlaya minuscula


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Erva-pulgueira (Pulicaria paludosa)





Erva-pulgueira ou Mata-pulgas (Pulicaria paludosa Link)
Erva anual ou, embora raramente, bienal, com caules pubescentes ou glabrescentes, muito ramificados, que podem atingir até 75 cm; folhas alternas, oblongo-lanceoladas, com pêlos glandulares e não glandulares, as inferiores sésseis, as superiores semi-amplexicaules; flores amarelas (agrupadas em capítulos protegidos por invólucro formado por bráteas lanceoladas); as exteriores liguladas; as do disco, tubulosas.
Tipo biológico: terófito:
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África (Marrocos). Introduzida na América do Norte.
Em Portugal ocorre, como planta autóctone, distribuindo-se, embora de forma não uniforme, por quase todo o território do Continente (é mais abundante no interior do que nas regiões próximas do litoral). Como espécie introduzida está também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: leitos de cheia; relvados húmidos; outros locais temporariamente encharcados.
Floração: de Abril a Novembro.

domingo, 25 de abril de 2021

Lírio-roxo (Iris germanica)




Lírio-roxo *(Iris germanica L.)
Erva perene, rizomatosa, de folhas ensiformes, com caules cilíndricos, lisos, por vezes, ramificados no topo, que podem atingir até cerca de 100 cm.
Tipo biológico: geófito;
Família:Iridaceae;
Considerada por alguns autores com um híbrido natural (v.g.: I. palida x I. variegata) e de origem duvidosa (Europa central e meridional, para uns; região mediterrânica oriental para outros tantos) certo é que esta espécie é, desde há muito tempo, cultivada como planta ornamental, encontrando-se actualmente naturalizada em grande parte do globo. Portugal não é excepção.
A sua dispersão fica a dever-se, pelo menos, na maior parte dos casos, ao abandono e deposição de rizomas e de outros restos de plantas retiradas de cultivo. Não admira, por isso, que ela surja, sobretudo em "taludes de estradas, bermas de caminhos, entulhos [e] (...) perto de habitações em ruínas" (fonte), o que, todavia, não exclui o seu aparecimento noutros locais. Mesmo em tais casos, a explicação para o seu aparecimento será, provavelmente, a mesma, visto que a planta, no espaço da Península Ibérica é, também provavelmente, estéril, de acordo com o entendimento expresso na Flora Ibérica, sendo pois improvável que a propagação da espécie possa ter origem na dispersão de sementes.
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Outros nomes comuns: Lírio-da-Alemanha; Lírio-germânico; Lírio-cardano; Íris-de-Florença; Lírio-florentino; Lírio-cor-do-céu; Lírio-roxo-dos-montes. No Brasil: Flor-de-lis, Íris-barbado.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Pseudorlaya minuscula





 Pseudorlaya minuscula (Pau) M.Laínz *
Erva anual, híspida, de reduzida dimensões (3 a 15 cm), com caules muito ramificados a partir da base; folhas multipenatissectas (2 ou 3 vezes), de contorno oblongo-deltóide, com ramificações de última ordem linear-oblongas, muito próximas entre si; inflorescências em umbelas compostas com 3 a 4 raios desiguais entre si; umbélulas com 6 a 10 flores, metade hermafroditas e outra metade masculinas; flores com pétalas pequenas (cerca de 1,5 mm) ovadas, de cor branca, rosada ou purpúrea; frutos, com  4,5 a 7,5 mm de comprimento, com revestimento de espinhos dorsais e laterais de tamanho aproximadamente igual. 
Planta com "hábito" muito semelhante ao da sua congénere Pseudorlaya pumila como se pode ler aqui, local onde igualmente se enumeram algumas das diferenças que permitem distingui-las.
Tipo biológico: terófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Península Ibérica e Marrocos;
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, distribuindo-se ao longo de grande parte do litoral atlântico, desde o Algarve até ao Minho.
Ecologia/habitat: dunas e areais próximos do litoral, a altitudes até 60m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
* Sinonímia: Daucus minusculus Pau
[Local e data: Arriba Fóssil - Costa da Caparica (Almada); 9/22 - Abril - 2021]
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 20 de abril de 2021

Plantas ornamentais: Sumaúma (Ceiba speciosa)

(1) (2) (3) (4) 
Sumaúma é o nome vulgar dado em Portugal a esta árvore, com o nome científico Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna ( basónimo: Chorisia speciosa St.-Hill.), árvore que, no Brasil, donde é originária, é mais conhecida pela designação de Paineira-rosa, embora também se use a designação de Sumaúma. Esta designação, assim como a de "Paineira" derivam do nome das fibras que envolvem as sementes da planta e que as ajudam a dispersar, fibras que em Portugal são designadas por "sumaúma" e no Brasil também por "paina". A árvore, em Portugal, é apenas utilizada como planta ornamental. Pertence à Classe: Magnoliopsida; Ordem: Malvales; Família: Malvaceae; Subfamília: Bombacoideae; Género: Ceiba.
(As imagens podem ser ampliadas, clicando sobre elas)

Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus)






Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus L.)
Erva anual, glabra, trepadora, que pode atingir até 200cm; com caules  ramificados, alados, com asas com 0,5 a 2,5 mm de largura; folhas pecioladas com 1 par de folíolos, terminadas em gavinha ramificada; estípulas linear-lanceoladas, semisagitadas ou semihastadas, mais curtas que o pecíolo; flores com pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor amarela, dispostas (1 a 3) em inflorescências pedunculadas; pedúnculo em geral mais curto que a folha axilante; fruto oblongo, reticulado, com 5 a 9 sementes esféricas. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa, desde a Península Ibérica até ao Cáucaso; Centro e Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias). Em Portugal além de presente  nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ocorre também, como espécie autóctone, em boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral, sendo duvidoso o seu aparecimento no Douro Litoral e Minho). 
Ecologia/habitat; terrenos relvados na orla de terrenos cultivados, caminhos e taludes, em locais húmidos e algo sombrios, com preferência por solos básicos, a altitudes desde 8 a 1200m.
Floração: de Março a Junho.
[Locais e datas dos avistamentos: Serra de Montejunto; 21 - Abril - 2014 (fotos 1 e 2); Almada; 17 - Abril 2021 (fotos restantes)]