Mostrar mensagens com a etiqueta Caryophyllaceae. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caryophyllaceae. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Petrorhagia dubia

 




Petrorhagia dubia (Raf.) G.López & Romo *

Planta anual. Caules com até 45 cm de altura, pubescente-glandulosos nos entrenós médios; folhas inferiores lanceoladas ou espatuladas com 5 mm de largura; as caulinares, lineares com margens ásperas; bainha foliar, mais comprida que larga, pelo menos 2 vezes; inflorescência capitada, por vezes reduzida a uma flor apenas, com brácteas ovadas, todas mucronadas; flores hermafroditas, com cálice tubular, com 5 sépalas e corola com 5 pétalas com lâmina bífida ou obcordada, de cor rosa ou púrpura, raramente branca; fruto (cápsula) oblongo, deiscente; sementes cobertas com papilas cónicas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânea. Introduzida na Austrália, Hawaii, África do Sul e América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo, aparentemente, não muito comum, aparência que, todavia, pode não corresponder à realidade devido ao facto de ser uma espécie muito semelhante à sua congénere Petrorhagia nanteuilii e com ela facilmente confundível. É, pois, muito plausível que algumas ocorrências reportadas como sendo da P. nanteuilii possam ser atribuíveis à P. dubia.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, terrenos ruderalizados, como bermas de estradas e caminhos, em diversos tipos de substratos, a altitudes até 1700 m.  
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Dianthus dubius Rafin. (Basónimo)
(Avistamento: Pragal - Almada; 21 - Maio - 2025)

segunda-feira, 10 de março de 2025

Erva-prego (Paronychia echinulata var. echinulata)



Erva-prego (Paronychia echinulata var. echinulata Chater)
Erva anual, com caules erectos ou ascendentes, ramificados em volta da base, com até 38 cm de comprimento; folhas subsésseis, aproximadamente elípticas, glabras, com até 8,5 x 3,5 mm, ápice agudo e margem denticulada; inflorescências em pequenos glomérulos aparentemente axilares, com 7 a 12 flores diminutas (com 1,6 a 2 mm); sépalas com arista geralmente forte, com 0,6 a 1 mm; fruto (utrículo) mais ou menos globoso, densamente papiloso na parte superior. 
Tipo biológico: terófito;
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Noroeste de África; Líbano e Sudoeste da Turquia; Macaronésia (arquipélagos da Madeira e das Canárias).
Em Portugal Continental a sua distribuição concentra-se sobretudo nas regiões a sul do Tejo (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo), com escassos avistamentos na Beira Baixa e na Beira Litoral. 
Ecologia/habitat: pastagens anuais, em solos pedregosos ou arenosos, secos, geralmente siliciosos, a altitudes até 1500 m. 
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: Serra de Monchique (Algarve); 23 - Maio - 2016)

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Cravina-vulgar (Petrorhagia nanteuilii)







Cravina-vulgar [Petrorhagia nanteuilii (Burnat) P.W.Ball & Heywood *]

Planta anual, com caules glabros ou rugoso-pubescentes com até cerca de 60 cm de altura; folhas caulinares lineares, rugosas na margem; inflorescência capitada, por vezes, reduzida a uma única flor, com brácteas ovadas, as internas obtusas ou mucronadas; flores hermafroditas, hipóginas; cálice com 12 a 25 mm, com dentes trinérvios; 5 pétalas rosadas ou purpúreas, excepcionalmente brancas, com limbo obcordado ou bífido, com uma mancha ao longo da base do nervo médio; fruto sob a forma de cápsula oblonga com sementes tuberculadas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Europa Ocidental; Noroeste de África e Macaronésia (arquipélagos das Canárias e da Madeira); introduzida na Austrália, Grã Bretanha e América do Norte.
Em Portugal está presente, como planta autóctone, não apenas na Madeira, mas também em todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: solos arrenosos, em substrato ácido ou neutro, em locais mais ou menos ruderalizados, a altitudes até 1700m.
Floração: de Abril a Agosto.
* Sinonímia: Dianthus nanteuilii Burnat
(Avistamentos: Pragal - Almada; Maio - 2024)

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Silene-das-areias (Silene psammitis subsp. psammitis)



Silene-das-areias (Silene psammitis subsp. psammitis Link ex Spreng.)
Erva anual, algo verdosa, pubescente-glandulosa, com 6 a 40 cm de altura. Caule, em geral, ramificado desde a base, com revestimento de pêlos glandulíferos, patentes; folhas inferiores em geral oblanceoladas, raramente lineares; as superiores de lanceoladas a linear-lanceoladas; flores agrupadas em monocásios, raramente solitárias; cálice com até 24mm, subcilíndrico durante a antese, muito inflado na frutificação; pétalas com limbo obcordado, rosado; fruto (cápsula) ovóide, com dentes ultrapassados pelos do cálice em menos de 3mm.
Tipo biológico: terófito.
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: planta endémica do Centro e Oeste da Península Ibérica, com ocorrência em Portugal circunscrita ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados e pastagens em solos derivados de granitos e xistos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Junho.
[Avistamento: ribeira da Foupana - Odeleite (Algarve); 25 - Março - 2023]
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Orelha-de-rato-das-fontes (Cerastium fontanum subsp. vulgare)


 


Orelha-de-rato-das-fontes [Cerastium fontanum subsp. vulgare (Hartm.) Greuter & Burdet *]
Erva bienal ou perene, com com abundante pilosidade formada por pêlos patentes não glandulosos, eventualmente misturados com pêlos glandulosos; caules, geralmente, com 15 a 30 cm, ascendentes; folhas opostas, de lanceoladas a ovadas, sem estípulas, frequentemente com 15 a 30 mm; inflorescências densas, com 7 a 20 flores pentâmeras, com sépalas (5 a 7 mm) com revestimento de pêlos em geral não glandulosos e margem escariosa; pétalas brancas, bífidas, com comprimento igual ou ligeiramente superior ao das sépalas; 10 estames e 5 estilos; frutos (cápsulas) algo curvados no ápice, com cerca do dobro do comprimento do cálice (até 12 cm).
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta cosmopolita.
Ocorre em Portugal como espécie autóctone bastante comum no território do Continente, nas regiões a norte do Tejo, sendo, porém,  muito rara ou inexistente no território a sul do Tejo. Como espécie autóctone está também presente no arquipélago da Madeira. Presente também no arquipélago dos Açores mas como espécie introduzida.
Ecologia/habitat: proximidade de fontes, margens de cursos de água e pastagens húmidas, em solos tanto siliciosos como calcários, a altitudes até 3.000 m
Floração: de Fevereiro a Setembro.
* Sinonímia: Cerastium vulgare Hartm. (Basónimo)
(Avistamento: Serra de Montejunto; 5 - Maio - 2018)
(Clicando sobre as imagens, amplia)

domingo, 26 de junho de 2022

Arenária (Arenaria montana)




A Arenária (Arenaria montana L.) é uma planta da família Caryophyllaceae, cuja distribuição se encontra limitada às zonas montanhosas do Sudoeste Europeu, compreendendo os Pirinéus franceses, Espanha e Portugal. Ocorre sobretudo em terrenos rochosos e em matagais.
(Local e data: Serra da Estrela, 12 - Junho 2022)
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Silene nutans subsp. nutans




Silene nutans subsp. nutans L.
Planta perene, algo lenhosa na base, com 15 a 80 cm; caules erectos, com 2 a 5 nós até à inflorescência; folhas inferiores, de espatuladas a lanceoladas, longamente pecioladas, pubescentes; as superiores, lanceoladas; inflorescência lassa, densamente glandulosa; flores com estilete e estames francamente excertos, pêndulas ou patentes na antese, erectas na frutificação; claramente pediceladas, podendo os pedicelos atingir até 25mm; cálice glanduloso, com dentes ciliados; pétalas, em geral, brancas pela frente e verdosas no verso; por vezes purpúreas ou brancas com nervos rosados; limbo bipartido com lóbulos lineares; lígula corolina bipartida com lóbulos lineares; fruto (cápsula) ovóide, com seis dentes patentes; sementes tuberculadas com frente e dorso planos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família:Caryophyllaceae;
Distribuição: regiões eurosiberiana e mediterrânica e Canárias.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e tão só nas regiões a norte do Tejo.
Ecologia/habitat: prados e pastagens com algum grau de humidade, orlas de bosque e matagais, fissuras de rochas, em solos ácidos ou básicos, a altitudes até 2100m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Serrra da Nogueira (Trás-os-Montes); 5 - Junho - 2018]
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 15 de maio de 2021

Silene disticha

 





Silene disticha Willd.
Erva anual, com 25 a 60 cm, com caules erectos, simples ou ramificados na metade superior, com duplo indumento (viloso, na parte inferior e retrorso-pubérulo na parte superior); folhas com alguma vilosidade dispersa; as inferiores, oblanceoladas; as superiores, lanceoladas; inflorescências em geral ramificadas, com dois ramos laterais, densos, separados por uma flor central; brácteas mais compridas que os pedicelos; cálice claviforme na frutificação, viloso nos nervos e pubérulo-glanduloso nos espaços entre os nervos, com dentes lanceolados; pétalas com limbo bífido, branco-rosado ou esbranquiçado, pouco saliente no exterior do cálice; cápsula (fruto) subglobosa com 7 a 8 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Península Ibérica, Ilhas Baleares e Noroeste de África.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve,  Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos calcários ou areníticos a altitudes até 500 m
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Monte da Caparica (Almada); 15 - Maio - 2021].
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

"Silene-duriense" (Silene boryi var. duriensis)





"Silene-duriense" (Silene boryi var. duriensis Samp.)
Erva rizomatosa, perene, densamente glandulosa;  caules ramificados na base, com 15 a 35 cm; folhas lineares, ovado-lanceoladas ou elíptico-lanceoladas; flores (com cálice truncado na base, densamente glanduloso; pétalas com limbo bífido, branco-amarelado ou rosado) agrupadas em dicásios paucifloros, por vezes reduzidos a uma única flor; fruto (cápsula) ovóide.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição:  "endemismo ibérico restrito à bacia hidrográfica do rio Douro, cuja presença atual em Portugal se confirma apenas em dois núcleos em Trás-os-Montes (Paradela e Bemposta)" (Fonte)
Ecologia/habitat: taludes, fendas de rochas e locais pedregosos nas margens do Douro ou no leito de cheia, sobre solos graníticos ou xistosos a altitudes entre 300 a 400 m.
Floração: de Abril a Junho.
Estatuto de Conservação: figura na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental,onde lhe é atribuída a categoria de ameaça (IUCN) de "Em Perigo".
[Local e data  do avistamento: Vale do Douro Internacional em Bemposta, concelho de Mogadouro (Trás-os-Montes); 3 - Junho - 2018]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

sábado, 7 de novembro de 2020

Silene gracilis

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7)
Silene gracilis DC.
Erva anual, com 10 a 80 cm; caules geralmente ascendentes, simples ou ramificados a partir da base, vilosos na parte inferior, glabros na parte média e com indumento retrorso-pubérulo na parte superior; folhas pubescentes, as basais subespatuladas ou oblanceoladas, geralmente dispostas em roseta; as caulinares, de ovais a lanceoladas; inflorescências em cimeiras com 1 a 10 flores frequentemente cleistogâmicas; brácteas mais curtas que os pedicelos, de ovadas a ovado-lanceoladas, ciliadas, pelo menos, na base; cálice campanulado na frutificação, totalmente glabro ou ligeiramente escábrido nos nervos, com dentes triangulares, ciliados; pétalas profundamente bífidas, de cor branca ou rosa-pálido;  cápsula (fruto) subcilíndrica com 6 a 11 mm. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve,  Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo. 
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos arenosos, geralmente próximos do litoral.
Floração: de Janeiro a Junho. 
[Locais e datas dos avistamentos: Serra da Arrábida (Sesimbra); 9 - Março - 2020 (fotos 1, 3 e 4); Fernão Ferro (Seixal); 24 - Fevereiro - 2020 (fotos restantes).
(Clicando nas imagens, amplia) 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Sapinho-roxo-das-areias (Spergularia rubra)







Sapinho-roxo-das-areias [Spergularia rubra (L.) J.Presl & C.Presl *]
Erva anual, bienal ou perene, com raiz aprumada e delgada, por vezes, algo lignificada, caules com 5 a 25  cm, geralmente glabros,  cespistosos em maior ou menor grau, decumbentes ou procumbentes, por vezes, radicantes nos nós, na base; folhas aristadas, dispostas com frequência, densamente; estípulas acuminadas, prateadas, claramente visíveis; inflorescência glanduloso-pubescente; pedicelos não capilares, ligeiramente mais compridos que os cálices; flores com pétalas rosadas, mais curtas ou sensivelmente do mesmo tamanho que as sépalas; estames: 10 (5 eventualmente); cápsula com comprimento semelhante ao das sépalas; sementes ápteras, castanho-escuras. 
Tipo biológico: terófito; hemicriptófito.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita que ocorre como espécie autóctone na maior parte das regiões temperadas do hemisfério Norte. Como introduzida está presente na Austrália.
Em Portugal distribui-se, de forma descontínua, ao longo do território do Continente, não sendo,  no entanto, aparentemente, muito comum. Não existe nem no arquipélago dos Açores, nem no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: espécie ruderal, não halófila, encontra-se em terrenos de pastagem e outros relvados, com frequência nas bermas de estradas e caminhos, em substratos arenosos, a altitudes até 2600m.
Floração: de Março a Setembro.
*Sinonímia: Arenaria rubra L. (Basónimo);

[Local e data: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019]
(Clicando nas imagens, amplia)