quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Narciso-da-tarde (Narcissus serotinus)




Narciso-da-tarde, Narciso-bravo ou Narciso-laranja (Narcissus serotinus L.)
Erva vivaz, bulbosa, glabra, com 8 a 30 cm; bolbo subgloboso; escapo cilíndrico, maciço; com  uma única folha linear, lisa que, por via de regra, surge apenas após a antêse da, em geral, única flor apresentada pela planta;  as flores (uma só, ou 2, eventualmente) com pedicelo de secção circular, tubo do perianto, verde, acentuadamente mais estreito na parte inferior, tépalas brancas, mais curtas que o tubo, coroa de cor alaranjada, muito mais curta que as tépalas e do que o tubo; fruto (cápsula) oblongo-ovóide; sementes negras, brilhantes.
Tipo biológico: geófito;
Família: Amaryllidaceae;
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos, com ocorrência limitada em Portugal ao território do Continente e circunscrita ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos e de pequenos bosques, pastagens anuais, com frequência em solos rochosos ou pedregosos, a altitudes até 500m.
Floração: de Setembro a  Novembro.
(Avistamentos: 11/14 - Outubro - 2021)
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sábado, 16 de outubro de 2021

Bruco-de-Salvaterra (Oenanthe lachenalii)











 Bruco-de-Salvaterra (Oenanthe lachenalii C. C. Gmel.)
Erva perene, glabra, com raízes tuberosas, cilíndricas; caules erectos, estriados, sólidos, porém algo ocos na pós-frutificação, podendo atingir 100 cm de altura ou, eventualmente, um pouco mais; folhas basais ovaladas, com pecíolo mais comprido do que o limbo, em geral, bipenatissectas com segmentos de última ordem lineares ou obovados; as caulinares com pecíolo mais curto que o limbo, (uni ou bi) penatissectas, com segmentos de última ordem lineares ou linear-lanceolados; flores com pétalas brancas, as exteriores das flores marginais ligeiramente maiores que as restantes; flores que se agrupam em umbelas compostas, pedunculadas, em geral com 5 a 17 raios; frutos ovóides, com nervuras principais bem evidentes.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada ao Algarve, Baixo Alentejo, Ribatejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: margens de cursos de água e terrenos alagadiços, com frequência com alguma salinidade, a altitudes até 1200 m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: margem do Guadiana em Odeleite (Castro Marim); 26 - Maio - 2015]
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sábado, 9 de outubro de 2021

Cenoura-brava (Daucus carota subsp. halophilus)








Cenoura-brava [Daucus carota subsp. halophilus (Brot.) A. Pujadas]
Planta perene ou perenizante, erecta, ramificada a partir da base, com 12 a 25 cm; caule densamente piloso; folhas com contorno ovado,  penatissectas (1 ou 2 vezes), com divisões de última ordem ovadas, obtusas, com a página superior glabra ou glabrescente e com a inferior hirsuta; umbelas densas, com 4 a 12 cm de diâmetro, hemisféricas durante a floração, subglobosas na frutificação; com 30 a 120 raios desiguais, com os internos mais curtos; flores com pétalas brancas, por vezes com leves tons de púrpura; pétalas externas das flores exteriores maiores que as restantes;  flor central estéril e purpúrea nem sempre presente; frutos com  2-3,5 x 1,5-2,5 mm, de ovados a elípticos, purpúreos ou castanhos.
Caracteríscas que, segundo o portal da SPBotânica (Flora.on) se devem confirmar: "Espinhos [do fruto] em geral mais curtos que a largura do fruto"; brácteas com as divisões de última ordem largas, não lineares". 
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Planta endémica do Sudoeste de Portugal Continental (Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura)
Ecologia/habitat: arribas litorais e dunas fósseis, a altitudes desde 10 a 50m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental na categoria de "Quase ameaçada".
[(Avistamento: Praia da Arrifana - Aljezur (Algarve); 10 - Março - 2019]
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sábado, 2 de outubro de 2021

Luzerna-do-litoral (Medicago littoralis)




Luzerna-do-litoral (Medicago littoralis Rohde ex Loisel.)
Erva anual,  de procumbente a ascendente, ramificada a partir da base, parcialmente coberta de pêlos não glandulíferos. Caules com 10 a 80 cm, glaucos; folhas trifoliadas, com folíolos obtriangulares, obovados ou obcordados, serrilhados na metade ou terço superior; inflorescências em cacho, em geral com 2 a 5 flores com corola amarela formada por estandarte, 2 alas e quilha, sendo o estandarte  mais comprido que a quilha e esta mais comprida que as alas;  fruto cilíndrico, espinhoso ou não, tuberculado ou liso, glauco, em espiral, com 3-7 espiras; sementes reniformes, alaranjadas, com cerca de 2,5mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia. Naturalizada na Austrália e na América do Norte. Em Portugal, ocorre, enquanto planta autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer no território do Continente, sendo aqui mais comum nas regiões ao longo do litoral.
Ecologia/habitat: dunas e terrenos relvados, com preferência por substratos siliciosos, a altitudes até 1000m.
Floração: ao longo de grande parte do ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Julho.
(Avistamento: areais da Costa da Caparica; 4 - Maio - 2021)
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