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sábado, 1 de agosto de 2026

Luzerna-preta (Medicago lupulina)








Luzerna-preta (Medicago lupulina L.)
Erva anual ou vivaz de vida curta (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) prostrada ou ascendente, com caules com 10 a 50 cm, pouco ramificados, pubescentes. Folhas pecioladas, alternas, (subopostas as superiores) trifoliadas, com folíolos de obovados a suborbiculares, serrilhados no terço superior, com ápice arredondado, ou retuso, apiculado; flores (com cálice campanulado, com 5 segmentos subiguais e corola amarela com 2 a 3 mm) agrupadas (em números até 20) em inflorescências pedunduladas que revestem a forma de cachos mais ou menos simétricos, com pedúnculos claramente mais compridos que o pecíolo da folha adjacente); frutos (vagens) com cerca de 2 mm de largura, salientes do cálice, mais ou menos reniformes, com nervação reticulada e concêntrica, negros na maturação, com uma só semente.
Família: Fabaceae /Leguminosae.
Distribuição: Europa; África (Norte e Leste); Ásia (Centro e Sudoeste) e Macaronésia. Naturalizada na Austrália, Japão, América do Norte e África do Sul. Em Portugal, ocorre como planta autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer no território do Continente, embora seja pouco comum nas regiões a sul do Tejo. Está também presente no arquipélago dos Açores como espécie introduzida. 
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros relvados, em campos cultivados ou em pousio, em taludes e bermas de estradas e caminhos a altitudes até 2500m. Indiferente à natutreza do substrato.
Floração: de Março a Outubro.
(Avistamentos em diversas datas no Parque da Paz - Almada)

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Trevinho (Trifolium dubium)





Trevinho ou Trevo-amarelo-menor (Trifolium dubium Sibth.)

Erva anual, glabra ou pilosa. Caules erectos, ascendentes, ou decumbentes, com 3 a 50 cm, eventualmente glabros, mas frequentemente com pêlos adpresos. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas (pecíolo com até 20 mm), trifoliadas, com folíolos obovados, peciolulados (peciólulo central, mais comprido que os laterais, com até 2 mm), serrilhados no ápice, geralmente glabros. Inflorescências axilares, espiciformes, subcilíndricas ou cónicas, com 6 a 9 mm de diâmetro (na floração) e 6 a 8 mm na frutificação, pedunculadas (com pedúnculo que pode atingir até 4 cm) reunindo até 30 flores dispostas densamente, pediceladas (pedicelo com até 0,7 mm) com corola amarela, acastanhada quando seca, glabra, escariosa, persistente na frutificação; frutos (vagens pediceladas) inclusos no cálice ou ligeiramente salientes, indeiscentes, com 1 a 2 sementes (lisas, amareladas).
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Europa (a latitudes inferiores a 60º N), Sudoeste da Ásia, Noroeste de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias). Introduzida nos Estados Unidos.
Em Portugal ocorre, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer ao longo de todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: relvados anuais, incluindo em terrenos incultos, como bermas de estradas e caminhos, com preferência por solos siliciosos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Abril  a Agosto.
[Avistamento:  Oleiros; 24 - Maio - 2026 (fotos 1 a 3); Muge; 11 - Junho 2024 (4ª foto )]

domingo, 10 de maio de 2026

Tremoceiro-cerdoso (Lupinus gussoneanus)



 Tremoceiro-cerdoso (Lupinus gussoneanus J.Agardh)

Erva anual, hirsuta, com folhas longamente pecioladas (pecíolo com 4 a 10cm), palmatissectas, com 5 a 9 folíolos, com pêlos nas duas páginas; flores com corola de cor azulada, apresentando o estandarte uma mancha esbranquiçada no centro, flores que se agrupam em inflorescência em cacho com 5 a 10 cm.
Tipo biológico: Terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre apenas no Centro e Sul do território do Continente (Algarve; Allto e Baixo Alentejo; Estremadura Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: campos agrícolas abandonados ou em pousio, matos degradados, baldios, bermas de estradas e caminhos, em solos bem drenados, ácidos ou descarbonatados, a altitudes até 700 m.
Floração: de Março a Junho.
Sinonímia: Lupinus micranthus Guss.)
[Avistamento: São Martinho das Amoreirtas; 29 - Março - 2026)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Piorno-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus)

 







Piorno-da-Estrela ou Piorneira-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus Rivas Mart., T.E.Díaz, Fern.Prieto, Loidi & Penas)

Arbusto com até 150 cm de altura, com ramificação densa e folhagem rara durante a floração e a frutificação. Ramos com entrenós curtos, de secção mais ou menos circular, com indumento duplo,  tornando-se ásperos ao tacto com o decorrer do tempo (escábridos). Folhas estipuladas e unifoliadas, com folíolos oblanceolados ou subespatulados, atenuados em pecíolos compridos, com pilosidade em ambas as páginas. Flores axilares, solitárias ou geminadas com corola amarela. Fruto deiscente, aplanado, viloso, negro após a maturação, com 3 a 6 sementes.
Tipo biológico: fanerófito; caméfito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Península Ibérica e França (Centro e Sul). Em Portugal a espécie está circunscrita à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/habitat: matagais de alta montanha em solos rochosos e/ou pedregosos de natureza granítica, xistosa e quartzítica, a altitudes desde 600 a 2300 m.
Floração: Maio a Julho.
(Avistamentos: Serra da Estrela; Junho de 2015 e 2016)

domingo, 15 de março de 2026

Luzerna-arábica (Medicago arabica)

 








Luzerna-arábica ou Luzerna-negra [Medicago arabica (L.) Huds.]

Erva anual, ramificada desde a base, com indumento de pêlos multicelulares e não glandulosos. Caules ascendentes com até 75 cm de comprimento. Folhas pecioladas, alternas, trifolioladas, com folíolos obcordados, obovados, serrilhados, geralmente com uma mancha escura no centro. Inflorescências racemosas, com 2 a 5 flores, pedunculadas, (com pedúnculo mais curto que o pecíolo da folha axilante). Flores pediceladas, com cálice pubescente, com dentes aproximadamente do mesmo comprimento que o tubo; corola amarela, com estandarte mais comprido que a quilha e esta mais comprida que as asas. Fruto (vagem) globoso, espinhoso, glabro, espiralado, com 4 a 7 espiras. Sementes com até 3,5 mm, reniformes, alaranjadas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: originária do Centro e Sul da Europa; Noroeste da África; Macaronésia e Sudoeste da Ásia. Introduzida em várias outras regiões do Globo.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, ainda que de forma descontínua, ao longo de todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros arrelvados, em locais húmidos, ainda que apenas temporariamente, como bermas de estradas e caminhos, a altitudes 1100.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Restelo (Lisboa); 4 - Março - 2026)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Trifolium isthmocarpum



Trifolium isthmocarpum Brot.
Erva anual, glabra, por vezes, com caules glabrescentes. Caules com até 75 cm, erectos ou ascendentes. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifolioladas, com folíolos elípticos, ovados ou obovados, subsésseis, serrilhados na parte superior, glabros; estípulas membranáceas, aderentes na base ao pecíolo, com tons violáceos; pecíolo que, nas folhas inferiores, pode atingir até 2 cm. Inflorescências axilares, ou aparentemente terminais, capituliformes ou especiformes, com até 24 mm de diâmetro, ovóides na floração, subglobosas ou cilíndricas na frutificação, pedunculadas, podendo os pedúnculos atingir até 15 cm. Flores com corola rosada ou purpúrea, glabra, persistente na frutificação; fruto (vagem) incluído no cálice, indeiscente, com 1 a 2 sementes, contraído entre as sementes, quando contenha mais que uma.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Córsega, Itália, Sicília, Noroeste de África e Turquia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo) e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos, incluindo bermas de estradas e caminhos, suportando solos arenosos com algum grau de salinidade, a altitudes até 900m.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamento: Ponta dos Corvos (Corroios - Seixal); 2 - Maio - 2025]

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 




Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Serra da Arrábida; 28 - Março - 2025)

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Plantas ornamentais: Bauhinia variegata



Bauhinia variegata L.*
Árvore com 6 a 12 m de altura, é originária da Ásia, (China, Sudeste asiático e Índia), entretanto introduzida e cultivada noutras regiões tropicais do globo, sobretudo para fins ornamentais, como é o caso do Brasil, onde é designada pelos nomes comuns de "Árvore-de-orquídeas, Árvore-orquídea, Casco-de-vaca, Casco-de-vaca-lilás, Pata-de-vaca-lilás, Mororó, Bauínia, Pé-de-boi, Pata-de-vaca-rosa" (fonte)**
Tipo biológico: Fanerófito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Floração: de Maio a Agosto.
*Sinonímia: Bauhinia chinensis (DC.) Vogel; Bauhinia decora Uribe; Phanera variegata (L.) Benth.
** Nota: as curiosas designações da planta, onde se incluem os termos "casco" ou "pata" têm como explicação o facto de as folhas da árvore terem semelhanças com as patas do animal que designamos com o termo "vaca". 
A propósito acrescente-se que em Portugal, as designações comuns são: "Pata-de-vaca" e Unha-de-vaca".
(As imagens supra são duma planta existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, onde foram captadas em 20 - Agosto - 2025)

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Lotus ornithopodioides

 




Lotus ornithopodioides L.

Erva anual, em geral, densamente pilosa, com caules erectos ou ascendentes, raramente, decumbentes, podendo atingir até 50 cm; folhas com 5 folíolos, com pilosidade dispersa, com pêlos curtos; inflorescências axilares, pedunculadas, com 2 a 5 flores protegidas por uma bráctea trifoliolada; pedúnculo direito, ou ligeiramente encurvado, erecto-patente, até 2 vezes mais comprido que a folha axilante; flores com cálice claramente bilabiado e corola amarela, maior que o cálice; fruto (com 20 a 40 x 3 mm) pendente, muito comprimido, encurvado, com 7 a 20 sementes.
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Região Mediterrânica. Introduzida na Macaronésia (arquipélagos de Cabo Verde e da Madeira).
Em Portugal Continental, até recentemente, só havia conhecimento da sua ocorrência numa "área restrista do Sotavento Algarvio" (fonte).
Ecologia/habitat: pastos anuais, campos cultivados, incultos e baldios, clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em solos básicos ou, raramente, ácidos, a altitudes até 300 m.
Floração: de Março a Maio.
Nota: figura na categoria de "Quase ameçada" na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.
(Avistamento: Almada); 21 - Maio - 2025)

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Phanera yunnanensis

 

Phanera yunnanensis (Franch.) Wunderlin *
Planta trepadeira, lenhosa, inerme, glabra, com folhas alternas, pecioladas (pecíolo com até 3 cm) bifolioladas; flores com cálice bi-segmentado e corola com 5 pétalas subiguais de cor branca a rosada; fruto (vagem) linear, comprimido, alongado, glabro, deiscente.
Tipo biológico: Fanerófito; 
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: planta nativa do Sudeste da Ásia (China e Indochina), introduzida, designadamente,  nos EUA (Flórida) e Austrália.
* Sinonímia: Bauhinia yunnanensis Franch.
(As imagens publicadas foram obtidas a partir de um exemplar existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, em 20 - Agosto - 2025) 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Erva-coelheira (Lotus pedunculatus)

 





Erva-coelheira ou Cornichão-dos-rios (Lotus pedunculatus Cav.)

Erva perene, estolonífera, glabra ou escassamente pilosa, com 20 a 120 cm de comprimento. Caules ramificados, erectos ou ascendentes, fistulosos; folhas com 5 folíolos com nervos bem marcados; inflorescências axilares, pedunculadas, com 5 a 18 flores protegidas por uma bráctea trifoliada; pedúnculo direito, erecto-patente, 2 a 5 vezes mais comprido que a folha axilante. Flores com cálice ligeiramente bilabiado, algo piloso ou subglabro; corola amarela, 2 vezes mais comprida que o cálice; fruto direito, ligeiramente comprimido, com 10 a 40 mm de comprimento, em geral com 8 a 25 sementes.
Tipo biológico: hemicriptófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Europa, Sudoeste da Ásia, Norte de África e Macaronésia (arquipélagos das Canárias, da Madeira e dos Açores).
Em Portugal Continental ocorre ao longo de todo o território, sendo, no entanto, mais raro nas regiões do interior do que nas mais próximas do litoral.
Ecologia/habitat: terrenos (básicos ou ácidos) muito húmidos ou mesmo encharcados, designadamente nas margens de cursos de água, a altitudes até 2500 m.
Floração: de Março a Setembro
Avistamento: Lagoa de Albufeira (Sesimbra); 17 - Julho - 2025