sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Trevo-áspero (Trifolium scabrum)






Trevo-áspero (Trifolium scabrum L.)

Erva anual, pilosa, com caules ascendentes ou procumbentes, com até 40 cm, com pêlos aplicados ou patentes na parte inferior e aplicados na parte superior; folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifolioladas, com folíolos obovados ou obcordados, subsésseis, denticulados, agudos, obtusos ou emarginados, com pilosidade em ambas as páginas, com nervuras muito marcadas e margens recurvadas. Pecíolo com até 60 mm, com pêlos aplicados. Inflorescências espiciformes, ovóides ou obovóides, axilares, sésseis, sem invólucro e sem bractéolas. Flores sésseis, com cálice ligeiramente zigomorfo, campanulado, piloso, com segmentos desiguais; corola com pétalas fundidas na base, esbranquiçadas, glabras, marcescentes. Fruto (vagem) séssil, incluso no cálice, indeiscente, com pericarpo membranoso, com uma única semente.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; Noroeste de África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer ao longo de todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Presente também no arquipélago dos Açores, mas como espécie introduzida.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, terrenos baldios e clareiras de matos, com preferência por substratos básicos e pedregosos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Março a Agosto.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Fentilho (Asplenium obovatum subsp. billotii)

 


Fentilho [Asplenium obovatum subsp. billotii (F.W.Schultz) O.Bolòs, Vigo, Masalles & Ninot]

Feto com rizoma rasteiro, escamas linear-lanceoladas ou simplesmente lineares nas partes mais jovens; frondes com 10 a 30 cm, dispostas em "feixes" mais ou menos densos, com pecíolo castanho-avermelhado, brilhante, igual ou mais curto que a lâmina; esta ovado-lanceolada ou oblongo-lanceolada, em geral, bipinada, (eventualmente tripinada) de cor verde intenso, com consistência mais ou menos coriácea, com ráquis verde, mas castanho-avermelhada na base; pinas (até 20 pares) curtamente pecioladas ou subsésseis, de ovado-oblongas a ovado-lanceoladas; pínulas (6 a 9 pares) de ovadas a ovado-lanceoladas; soros oblongos inseridos na proximidade das margens das pínulas, característica que permite distinguir com facilidade esta espécie da congénere A. adiantum-nigrum, em que os soros surgem na proximidade da nervura média.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Aspleniaceae;
Distribuição: Europa atlântica; Oeste da Região Mediterrânica e Macaronésia (com excepção de Cabo Verde)
Em Portugal, ocorre em todas as regiões do Continente e também nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: fendas de rochas, taludes e muros, em locais sombrios e frescos, geralmente em solos siliciosos a altitudes até 1000 m.
Reprodução: ocorre ao longo de todo o ano, mas com maior intensidade de Março a Setembro.
[Avistamento: Santiago de Montalegre (Sardoal); 16 - Maio - 2026]

sábado, 1 de agosto de 2026

Luzerna-preta (Medicago lupulina)








Luzerna-preta (Medicago lupulina L.)
Erva anual ou vivaz de vida curta (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) prostrada ou ascendente, com caules com 10 a 50 cm, pouco ramificados, pubescentes. Folhas pecioladas, alternas, (subopostas as superiores) trifoliadas, com folíolos de obovados a suborbiculares, serrilhados no terço superior, com ápice arredondado, ou retuso, apiculado; flores (com cálice campanulado, com 5 segmentos subiguais e corola amarela com 2 a 3 mm) agrupadas (em números até 20) em inflorescências pedunduladas que revestem a forma de cachos mais ou menos simétricos, com pedúnculos claramente mais compridos que o pecíolo da folha adjacente); frutos (vagens) com cerca de 2 mm de largura, salientes do cálice, mais ou menos reniformes, com nervação reticulada e concêntrica, negros na maturação, com uma só semente.
Família: Fabaceae /Leguminosae.
Distribuição: Europa; África (Norte e Leste); Ásia (Centro e Sudoeste) e Macaronésia. Naturalizada na Austrália, Japão, América do Norte e África do Sul. Em Portugal, ocorre como planta autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer no território do Continente, embora seja pouco comum nas regiões a sul do Tejo. Está também presente no arquipélago dos Açores como espécie introduzida. 
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros relvados, em campos cultivados ou em pousio, em taludes e bermas de estradas e caminhos a altitudes até 2500m. Indiferente à natutreza do substrato.
Floração: de Março a Outubro.
(Avistamentos em diversas datas no Parque da Paz - Almada)