quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Trifolium isthmocarpum



Trifolium isthmocarpum Brot.
Erva anual, glabra, por vezes, com caules glabrescentes. Caules com até 75 cm, erectos ou ascendentes. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifolioladas, com folíolos elípticos, ovados ou obovados, subsésseis, serrilhados na parte superior, glabros; estípulas membranáceas, aderentes na base ao pecíolo, com tons violáceos; pecíolo que, nas folhas inferiores, pode atingir até 2 cm. Inflorescências axilares, ou aparentemente terminais, capituliformes ou especiformes, com até 24 mm de diâmetro, ovóides na floração, subglobosas ou cilíndricas na frutificação, pedunculadas, podendo os pedúnculos atingir até 15 cm. Flores com corola rosada ou purpúrea, glabra, persistente na frutificação; fruto (vagem) incluído no cálice, indeiscente, com 1 a 2 sementes, contraído entre as sementes, quando contenha mais que uma.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Córsega, Itália, Sicília, Noroeste de África e Turquia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo) e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos, incluindo bermas de estradas e caminhos, suportando solos arenosos com algum grau de salinidade, a altitudes até 900m.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamento: Ponta dos Corvos (Corroios - Seixal); 2 - Maio - 2025]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Plantas exóticas: Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus)





Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus L.)

Planta bienal ou perene, pubescente-glandulosa, com pêlos longos e curtos; caules muito ramificados com até 70 cm de altura; folhas pecioladas, ovado-lanceoladas, lobadas, com lobos triangulares, agudos; flores com corola em forma de funil, amarelo-dourada, com mancha arroxeada na garganta, com estilete e estames salientes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Oriental (Chipre, Egipto, Grécia, Iraque, Creta, Líbano, Síria, Palestina e Turquia).
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros, bermas de estradas e caminhos e outros locais ruderalizados, com preferência por substrato básico e nitrificado, a altitudes até 1300 m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Junho.
[Avistamento: Antália (Turquia); 2 - Abril - 2011]

Plantas exóticas: Nymphaea nouchali



Nymphaea nouchali Burm. f.
Planta aquática, rizomatosa, vivaz, com raízes e caules permanentemente submersos que tem habitat em águas paradas pouco profundas (charcos, pequenos lagos e lagoas) e em correntes de água lênticas.
Tipo biológico: helófito:
FamíliaNymphaeaceae;
Distribuição: Planta nativa das regiões tropicais e subtropicais de África e da Ásia e do Norte da Austrália. Introduzida como planta ornamental na América do Sul (Argentina e Brasil), América Central (Costa Rica) e América do Norte (Flórida) e Nova Zelândia.
Obs.: é a flor nacional do Sri Lanka e do Bangladesh.
(Avistamento: Jardim Botânico da Universidade de Coimbra; 1 - Outubro - 2009)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Antirrhinum meonanthum




Antirrhinum meonanthum Hoffmanns. & Link
Erva perene, por via de regra, glandular-pubescente, com caules erectos ou ascendentes, simples ou pouco ramificados, com 20 a 90 cm; folhas com pecíolo (2 a 8 mm), de lanceoladas a elípticas; as inferiores opostas; as superiores alternas. Inflorescência densa com 30 a 90 flores alternas, com pedicelo (2 a 7 mm); corola em tons de amarelo pálido. Fruto (cápsula) oblongo-ovóide, obtusa, coriácea. Sementes oblongo-ovóides, negras.
Tipos biológicos: caméfito; hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com distribuição limitada em Portugal Continental à Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros; terrenos pedregosos, cascalheiras e bermas de estradas e caminhos, em substratos calcários, xistosos ou graníticos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Fraga da Pena (Benfeita - Arganil); 16 -  Junho - 2011]

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Petrorhagia dubia

 




Petrorhagia dubia (Raf.) G.López & Romo *

Planta anual. Caules com até 45 cm de altura, pubescente-glandulosos nos entrenós médios; folhas inferiores lanceoladas ou espatuladas com 5 mm de largura; as caulinares, lineares com margens ásperas; bainha foliar, mais comprida que larga, pelo menos 2 vezes; inflorescência capitada, por vezes reduzida a uma flor apenas, com brácteas ovadas, todas mucronadas; flores hermafroditas, com cálice tubular, com 5 sépalas e corola com 5 pétalas com lâmina bífida ou obcordada, de cor rosa ou púrpura, raramente branca; fruto (cápsula) oblongo, deiscente; sementes cobertas com papilas cónicas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânea. Introduzida na Austrália, Hawaii, África do Sul e América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo, aparentemente, não muito comum, aparência que, todavia, pode não corresponder à realidade devido ao facto de ser uma espécie muito semelhante à sua congénere Petrorhagia nanteuilii e com ela facilmente confundível. É, pois, muito plausível que algumas ocorrências reportadas como sendo da P. nanteuilii possam ser atribuíveis à P. dubia.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, terrenos ruderalizados, como bermas de estradas e caminhos, em diversos tipos de substratos, a altitudes até 1700 m.  
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Dianthus dubius Rafin. (Basónimo)
(Avistamento: Pragal - Almada; 21 - Maio - 2025)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Caltha palustris






Calta ou Malmequer-dos-brejos (Caltha palustris L.)

Planta herbácea, vivaz, glabra, com raízes grossas que podem atingir até 20 cm; caules com 15 a 50 cm, prostados radicantes, erectos ou ascendentes, ocos, brilhantes; folhas basais cordiformes, crenadas ou dentadas, pecioladas (pecíolo com 10 a 20 cm); as caulinares médias também com pecíolo com 1 a 3 cm; as caulinares superiores sésseis ou quase; flores actinomorfas, pediceladas, com 2 a 5 cm de diâmetro, com perianto protegido apenas por 5 peças (sépalas) petaloides de cor dourada; estames numerosos, mais curtos que as sépalas; gineceu com 4 a 15 carpelos soldados na parte inferior; fruto plurifolicular, glabro.
Tipo biológico: helófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita com presença na Ásia; Europa e América do Norte. Em Portugal com ocorrência limitada à Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: locais húmidos tais como margens e leitos de cheia de cursos de água, fontes e turfeiras, a altitudes desde 600 a 1800 m. Indiferente à composição dos solos.
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: Castro Laboreiro; 23 - Junho - 2018)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 




Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Serra da Arrábida; 28 - Março - 2025)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Plantas ornamentais: Sicómoro (Ficus sycomorus)

 



Sicómoro (Ficus sycomorus L.)
Árvore de copa larga e algo irregular, com ramos grossos. Pode atingir até 20 m de altura. 
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Moraceae;
Distribuição: árvore originária da África subsaariana; ilha de Madagascar; e Sul da Península Arábica, encontrando-se naturalizada no Egipto e no Próximo Oriente. Ocorre também como planta ornamental noutras partes do globo.
(Nota:as imagens supra foram obtidas a partir duma planta existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, onde foram captadas em 20 - Agosto - 2025)

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Plantas ornamentais: Bauhinia variegata



Bauhinia variegata L.*
Árvore com 6 a 12 m de altura, é originária da Ásia, (China, Sudeste asiático e Índia), entretanto introduzida e cultivada noutras regiões tropicais do globo, sobretudo para fins ornamentais, como é o caso do Brasil, onde é designada pelos nomes comuns de "Árvore-de-orquídeas, Árvore-orquídea, Casco-de-vaca, Casco-de-vaca-lilás, Pata-de-vaca-lilás, Mororó, Bauínia, Pé-de-boi, Pata-de-vaca-rosa" (fonte)**
Tipo biológico: Fanerófito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Floração: de Maio a Agosto.
*Sinonímia: Bauhinia chinensis (DC.) Vogel; Bauhinia decora Uribe; Phanera variegata (L.) Benth.
** Nota: as curiosas designações da planta, onde se incluem os termos "casco" ou "pata" têm como explicação o facto de as folhas da árvore terem semelhanças com as patas do animal que designamos com o termo "vaca". 
A propósito acrescente-se que em Portugal, as designações comuns são: "Pata-de-vaca" e Unha-de-vaca".
(As imagens supra são duma planta existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, onde foram captadas em 20 - Agosto - 2025)

domingo, 19 de outubro de 2025

Reichardia intermedia






Reichardia intermedia (Sch.Bip.) Cout. *
Erva anual ou perene, glabra; caules com 10 a 40 cm; folhas mais ou menos papilosas; as basais com limbo inteiro ou lobado, atenuado na base em forma de pecíolo; as caulinares inferiores semelhantes às basais, mas sésseis e amplexicaules; as caulinares superiores mais pequenas e geralmente inteiras; flores (com lígulas amarelas) agrupadas em capítulos longamente pedunculados (pedúnculo com até 5 cm de comprimento), com invólucro formado por brácteas exteriores (ovadas) e interiores (lanceoladas) umas e outras com margens escariosas (mais largas que as correspondentes da congénere R. picroides); frutos (aquénios) os exteriores rugosos; os interiores lisos e alegadamente estéreis.
Tipo biológico: Terófito / Hemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Região Mediterrânica (sendo que é na Península Ibérica que se concentra a maior parte da população) e arquipélago das Canárias. Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente, mas de forma descontínua. Inexistente nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: terrenos de encosta, secos, rochosos, com matos baixos, com boas abertas, a altitudes até 600 m.
Floração: de Março a Maio.
*Sinonimia: Picridium intermedium
(Avistamento: Alte (Loulé - Algarve); 27 - Março - 2023)

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Cambroeira (Lycium europaeum)

 





Cambroeira * (Lycium europaeum L.)

Arbusto com copa algo irregular, podendo atingir até 3 m de altura; caule muito ramificado, com ramos protegidos por espinhos robustos; folhas alternas ou agrupadas em fascículos; flores hermafroditas, pediceladas, solitárias ou agrupadas (2 a 4) em fascículos, com corola hipocrateriforme, de cor esbranquiçada, com manchas de cor violeta, passando a creme, depois de seca; fruto (baga) esférico, avermelhado, quando maduro, com 5 a 6 mm de diâmetro.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Região Meditterânea; Sudoeste da Ásia e arquipélago da Madeira. Em Portugal Continental, pelos registos conhecidos, a sua ocorrência parece limitada ao Algarve, Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: sebes, taludes; bermas de estradas e caminhos eoutros sítios ruderalizados, em solos nitrificados, a altitudes até 1100m.
Floração:  dispersa ao longo de quase todo o ano.
* Outros nomes comuns: Cambroeira-bastarda; Espinheiro-alvar-na-casca; Espinheiro-de-casca-branca.
(Avistamento: Cacela a Velha (Algarve); 14 - Outubro - 2021)

sábado, 11 de outubro de 2025

Plantas exóticas: Zygophyllum fabago

 







Zygophyllum fabago L.
Erva perene, glabra, algo suculenta, com caules ramificados. ascendentes ou decumbentes, com 40 a 80 cm; folhas opostas, bifolioladas; flores axilares, pentâmeras, com cerca de 1,5 cm de diâmetro; fruto sob a forma de cápsula oblonga, pendente, com sementes acastanhadas e fortemente comprimidas.
Tipo biológico: hemicriptófito.
FamíliaZygophyllaceae
Distribuição: nativa da Europa de Leste (Rússia, Ucrânia, Bulgária e Roménia) e da Ásia Central e Médio Oriente. Introduzida e naturalizada no Sul do Europa e no Oeste dos Estados Unidos, onde é tida na conta de erva daninha com potencial invasor.
Em Portugal não eram, até agora, conhecidos registos da sua presença, mas estando já bem estabelecida na vizinha Espanha, a sua chegada, mais dia menos dia,  a território português não será caso para causar grande admiração. 
Ecologia/habitat: áreas secas, salgadiças e outras onde não conte com grande concorrência, bem como  terrenos baldios, abandonados e sítios perturbados.
Floração (no Hemisfério Norte): de Março a Outubro.
Nota: os botões florais são, alegadamente, comestíveis, afirmando-se que podem ser usados em substituição das alcaparras.
(Avistamento: Almada; 15 - Agosto - 2025)