terça-feira, 5 de julho de 2022

Andryala glandulosa subsp. glandulosa





Andryala glandulosa subsp. glandulosa Lam. 
Erva vivaz, com revestimento de pêlos glandulosos, que pode atingir cerca de meio metro de altura.
Família: Asteraceae / Compositae;
Tipo biológico: hemicriptófito;
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira (fonte), com ocorrência nas ilhas da Madeira, de Porto Santo e Desertas.
Ecologia/habitat: arribas litorais e outros locais rochosos e/ou pedregosos. 
Floração: de Março a Outubro, mas com maior intensidade durante os meses de Abril e Maio.
(Local e datas do avistamento: ilha de Porto Santo; 16/17 - Maio - 2022)
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domingo, 26 de junho de 2022

Arenária (Arenaria montana)




A Arenária (Arenaria montana L.) é uma planta da família Caryophyllaceae, cuja distribuição se encontra limitada às zonas montanhosas do Sudoeste Europeu, compreendendo os Pirinéus franceses, Espanha e Portugal. Ocorre sobretudo em terrenos rochosos e em matagais.
(Local e data: Serra da Estrela, 12 - Junho 2022)
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sábado, 25 de junho de 2022

Doiradinha (Senecio incrassatus)







Doiradinha (Senecio incrassatus Lowe)
Erva anual, com frequência, muito ramificada, suculenta [característica posta em evidência pelo qualificativo específico incrassatus) podendo atingir até 30 cm de altura; folhas de verde brilhante, com profundos recortes e margens revolutas; capítulos de amarelo intenso dispostos em corimbos mais ou menos densos, agrupando pequenas flores (florículos): as do interior do disco, tubulares; as exteriores providas de lígulas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: planta endémica dos arquipélagos da Madeira (ilhas da Madeira; de Porto Santo; Desertas e  Selvagens) e das Canárias (ilhas El Hierro e La Palma).
Ecologia/habitat: solos arenosos, com clara preferência por areais costeiros, podendo, no entanto, ser também avistada noutros terrenos a maior altitude.
Floração: de Dezembro a Junho.
(Avistamento: ilha de Porto Santo; 15 - Maio - 2022)
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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Astragalus solandri





Astragalus solandri Lowe *
Erva anual, geralmente ramificada a partir da base, vilosa. Caules com 5 a 45 cm, de prostrados a ascendentes; folhas imparipinadas com até 13 pares de folíolos; flores com corola amarelo-verdosa e cálice com revestimento de pêlos brancos e negros, agrupadas em inflorescências axilares, em cacho, mais ou menos densas, com 1 a 30 flores; frutos (vagens) arqueadas em forma de gancho; sementes comprimidas com cerca de 2 mm de comprimento, com exterior brilhante, pintalgado com manchas negras.
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae;
Distribuição: Macaronésia (arquipélagos da Madeira e das Canárias) e Noroeste de África (Marrocos e Saara Ocidental)
Ecologia/habitat: terrenos arenosos em zonas próximas do mar.
* SinonímiaAstragalus bubaloceras Maire;  Astragalus canescens Sol. ex Lowe; Astragalus teknensis Ball ex Maire; Tragacantha solandri (Lowe) Kuntze
(Avistamento: Ilha de Porto Santo; 15 - Maio - 2022)
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sábado, 11 de junho de 2022

Perpétuas (Helichrysum melaleucum)

 




Perpétuas * (Helichrysum melaleucum Rchb. ex Holl)
Pequeno arbusto (podendo atingir até cerca de 100 cm) muito ramificado, com revestimento branco acinzentado; folhas lanceoladas, tomentosas em ambas as páginas; flores escuras agrupadas em capítulos com invólucro formado por brácteas que, segundo esta fonte (cuja leitura se recomenda a vários títulos) são rosadas na subespécie existente na ilha de Porto Santo [Helichrysum melaleucum subsp. roseum (Lowe) R. Jardim & M. Seq.] ou brancas nas plantas da mesma espécie existentes na ilha da Madeira pertencentes à subespécie nominal.
Tipo biológico: Caméfito; Fanerófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição:  espécie endémica do arquipélago da Madeira (Madeira, Porto Santo e Desertas)
Ecologia/habitat: as duas citadas subespécies têm habitats diferentes: a subespécie H. m. roseum, a aqui retratada, visto que as imagens foram obtidas na ilha de Porto Santo, ocorre em terrenos pedregosos ou rochosos, em locais com declive mais ou menos acentuado, enquanto a subespécie nominal prefere as " escarpas pedregosas e íngremes, desde o nível do mar até aos 1700 m de altitude" (fonte).
*Outros nomes comuns: Perpétua-branca; Perpétua-rosada:
(Avistamento: Ilha de Porto Santo; 16/19 - Maio - 2022)
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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Lavanda-do-mar (Limonium sinuatum)







Lavanda-do-mar * (Limonium sinuatum (L.) Mill.**)
Planta perene, multicaule, pilosa, com cepa (0,5 a 3 cm); escapo (10 a 40 cm), de ascendente a erecto, direito ou ligeiramente arqueado, piloso, com 4 ligeiras asas onduladas, quase a partir da base; folhas em roseta, pecioladas, por vezes já parcialmente murchas na floração, com limbo, de lirado a profundamente serrado, com pilosidade particularmente acentuada na margens e nervuras; inflorescência sem ramos estéreis, com 6 a 13 espigas divididas em espiguetas contíguas, com 2 a 3 flores, estas com 6 a 7 mm de diâmetro, com cálice formado por tubo com pêlos curtos e limbo enrugado, com margem quase inteira, de cor violácea a azul escura; e com corola com pétalas cuneiformes de cor creme.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição: originária da Região Mediterrânica, mas cultivada como planta ornamental em várias partes do Globo.
Em Portugal é considerada com espécie autóctone, mas, como espontânea, apenas ocorre no Algarve, no concelho de Castro Marim, figurando na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental na categoria (IUCN) de "Em Perigo". Introduzida ocorre, como subespontânea, no arquipélago da Madeira (ilhas da Madeira e de Porto Santo).
Ecologia/habitat: terrenos secos, rochosos, pedregosos ou arenosos, prefrencialmente em zonas costeiras, a altitudes até 700 m.
Floração: de Abril a Agosto.
*Outros nomes comuns: Estatice-dos-jardins; Sempre-viva; Sempre-viva-azul.
** Sinonímia: Statice sinuata L. (Basónimo)
(Avistamento: Porto Santo; 17 - Maio - 2022)
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sábado, 28 de maio de 2022

Goivo-da-rocha (Matthiola maderensis)





Goivo-da-rocha * (Matthiola maderensis Lowe)
Planta bienal ou perene, branco-acinzentada, lanosa, com 30 a 90 cm; caules robustos, lenhificados na base, simples ou, com mais frequência, ramificados; folhas lanceoladas, em geral inteiras, eventualmente, com margens dentadas, as da base dispostas em roseta; flores tetrâmeras, muito perfumadas, com pétalas de cor lilás ou púrpura, raramente brancas, agrupadas em inflorescências terminais; frutos (silíquas) erecto-patentes, geralmente com glândulas amarelas ou pretas.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae)
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira (Madeira; Porto Santo e Desertas).
Ecologia/habitat: sítios secos e rochosos, com preferência por arribas e zonas litorais e, em geral, a altitudes não superiores a 200m.
Floração: de Fevereiro a Setembro.
* Outros nomes comuns: Goiveiro-da-rocha; Cravo-de-burro.
(Avistamento: Ilha de Porto Santo: 17/18 - Maio - 2022)
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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Erva-do-orvalho (Mesembryanthemum crystallinum)





Erva-do-orvalho (Mesembryanthemum crystallinum L.)

Erva anual, de cor verde ou avermelhada, coberta por papilas cistalinhas salientes; caule grosso, prostrado, ramificado a partir da base, formando touceiras que podem atingir até 40 cm de diâmetro; folhas mais largas que grossas, achatadas, arredondadas no ápice; flores solitárias, axilares ou dispostas em cimeiras terminais com 3 a 5 flores subsésseis; perianto com tubo subgloboso e 5 tépalas; estaminódios tepalóides maiores que os lóbulos do cálice, brancos, frequentemente rosados no ápice; fruto (cápsula) subgloboso, com 5 lóculos, com cerca de 14 mm de diâmetro no ápice.
Tipo biológico: terófito;
Família: Aizoaceae;
Distribuição: planta originária da África do Sul, ocorre como subespontânea e naturalizada na Região Mediterrânica, Macaronésia, Austrália e Califórnia. Em Portugal ocorre, como espécie introduzida, quer no território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura) quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Na ilha de Porto do Santo (arquipélago da Madeira) onde as imagens supra foram obtidas, a sua ocorrência é, simplesmente, avassaladora, não havendo praticamente local onde não esteja presente, afectando a flora nativa, merecendo, por isso e a justo título a classificação de planta invasora.
Ecologia/habitat: solos rochosos, pedregosos, arenosos e argilosos, em locais com influência marítima.
Floração: de Março a Novembro.
(Avistamento: Ilha de Porto Santo; 15 - Maio - 2022)
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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Silene nutans subsp. nutans




Silene nutans subsp. nutans L.
Planta perene, algo lenhosa na base, com 15 a 80 cm; caules erectos, com 2 a 5 nós até à inflorescência; folhas inferiores, de espatuladas a lanceoladas, longamente pecioladas, pubescentes; as superiores, lanceoladas; inflorescência lassa, densamente glandulosa; flores com estilete e estames francamente excertos, pêndulas ou patentes na antese, erectas na frutificação; claramente pediceladas, podendo os pedicelos atingir até 25mm; cálice glanduloso, com dentes ciliados; pétalas, em geral, brancas pela frente e verdosas no verso; por vezes purpúreas ou brancas com nervos rosados; limbo bipartido com lóbulos lineares; lígula corolina bipartida com lóbulos lineares; fruto (cápsula) ovóide, com seis dentes patentes; sementes tuberculadas com frente e dorso planos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família:Caryophyllaceae;
Distribuição: regiões eurosiberiana e mediterrânica e Canárias.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e tão só nas regiões a norte do Tejo.
Ecologia/habitat: prados e pastagens com algum grau de humidade, orlas de bosque e matagais, fissuras de rochas, em solos ácidos ou básicos, a altitudes até 2100m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Serrra da Nogueira (Trás-os-Montes); 5 - Junho - 2018]
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quinta-feira, 14 de abril de 2022

Ervilhaca-amarela (Vicia lutea subsp. lutea)




Ervilhaca-amarela ou Ervilhaca-de-flor-amarela (Vicia lutea subsp. lutea L. )
Erva anual, trepadora, glabrescente ou com indumento ralo de pêlos mais ou menos rígidos; com caules ascendentes ou procumbentes, angulosos, podendo atingir até 50 cm; folhas com 5 a 8 pares de folíolos, terminando em gavinha ramificada; folíolos elípticos ou oblongo-elípticos; inflorescências com 1 a 3 flores, com pedúnculo não superior a 2mm; flores com pétalas esbranquiçadas ou amareladas; fruto comprimido, com 2 a 4 sementes, glabro ou com pilosidade dispersa, sementes esferoidais ou ovóides, ligeiramente comprimidas, lisas, de cor acastanhada, por vezes com manchas mais escuras.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaFabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa, Cáucaso, Transcaucásia, Ásia Menor, Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias).
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer em todo o território do Continente.
Ecologia/habitat; campos agrícolas, terrenos de pastagem e outros relvados, bermas de caminhos, orlas e clareiras de matos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Março a princípios de Julho.
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