Diabelha *(Plantago coronopus L.)
Erva anual, bienal, eventualmente vivaz ou perene; acaule, com 5 a 30 cm. de altura, em geral, com cepa não ramificada. Folhas dispostas em roseta basal, de oblanceoladas a lineares, de penatífidas a bipinatipartidas, por vezes, subinteiras ou apenas dentadas, herbáceas ou carnosas. Flores com dimensões diminutas agrupadas em inflorescências em forma de espiga cilíndrica, densa, pedunculadas (pedúnculo com 2 a 16 cm, mais comprido que a espiga). Fruto sob a forma de cápsula trilocular (pixídio) com 4 a 6 sementes elipsóides.
Tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: espécie originária da região mediterrânica; das regiões atlânticas da Europa; e do Oeste da Ásia, entretanto introduzida e naturalizada em várias regiões e países do globo, estando actualmente presente em todos os continentes.
Em Portugal ocorre, quer em todo o território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: espécie ruderal, pouco exigente no que respeita à qualidade do solo, pode desenvolver-se em terrenos cultivados ou incultos, mesmo em terrenos pisoteados, bem como em substrato salino ou salgadiço, a altitudes até 1100 m.
Floração: de Fevereiro a Outubro.
* Outros nomes comuns: Corno-de-veado; Diabelha-dos-Açores; Diabinhos; Engorda-ratos; Erva-das-pulgas; Erva-pulgueira; Estrela-mar; Galapito; Guiabelha; Megabelha; Orelha-de-lebre-do-reino; Psílio; Tanchagem-corno-de-ganso; Tanchagem-corno-de-veado; Zaragatoa.
(Avistamento: Almada; 19 - Abril - 2018)
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