sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Roseira-rugosa (Rosa rugosa)






Roseira-rugosa (Rosa rugosa Thunb.)
Planta arbustiva, originária do Leste da Ásia (Nordeste da China, Japão, Península da Coreia e Sudeste da Sibéria) introduzida e cultivada em diversos países de outras regiões do globo como planta ornamental.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae;
Floração: em Portugal, aonde, pelos vistos, também já chegou, a floração ocorre com maior intensidade, durante os meses de Abril a Julho.
(As fotos publicadas foram obtidas no Parque da Paz em Almada)
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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Heliotropium ramosissimum





Heliotropium ramosissimum (Lehm.) Sieber ex DC.

Erva perene, ascendente ou procumbente, vilosa (com revestimento de pêlos brancos), de base lenhosa, com caule muito ramificado a partir da base, podendo atingir até cerca de 50cm; folhas alternas, simples, curtamente pecioladas, com superfície algo enrugada, crespa e margem revoluta; flores brancas, pentâmeras, com corola em forma de funil, dispostas em fiadas duplas em cimeiras escorpióides, mais ou menos densas; frutos ovóides com revestimento piloso denso.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Macaronésia (arquipélagos de Cabo Verde e das Canárias e ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira); África, a oeste (Mauritânia, Senegal, Mali, Burquina Faso e Nigéria) e a leste (Egipto e Sudão); e Sudoeste da Ásia (desde a Península Arábica até ao Afeganistão).
A ocorrência em Portugal, como se depreende do que fica dito, está circunscrita à ilha de Porto Santo.
Ecologia: locais secos, com preferência por substratos arenosos, eventualmente pedregosos.
(Avistamento: ilha de Porto Santo; 17 - Maio - 2022)
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quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Indigo-bastardo (Amorpha fruticosa)







Indigo-bastardo ou Falso-indigo (Amorpha fruticosa L.*)
Arbusto ramificado, de folha caduca e de copa muito irregular, mais larga que alta, que, por norma, não ultrapassará 4 metros de altura. Possui folhas alternas, pecioladas, penatissectas, compostas por 9 a 25 folíolos (elípticos, ovais ou lanceolados), repartidos por 4 a 24 pares e 1 terminal; flores (com corola formada por uma única pétala de cor azul escura ou roxa e com estames salientes, com anteras amarelas) agrupadas em inflorescências em cacho, axilares ou terminais; frutos (vagens) com cerca de 1 cm de comprimento, arqueados, contendo 1 ou 2 sementes.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: planta originária da América do Norte, introduzida sobretudo para fins ornamentais em diversas partes do globo, incluindo a Europa, onde acabou por se naturalizar e com tanto sucesso que já há países europeus que a têm na conta de "planta invasora".
Aparentemente não é planta muito comum em Portugal, mas também parece não exitirem dúvidas de que já ocorre, no país, como espécie subespontânea.
Ecologia/habitat: com preferência por locais húmidos e arenosos como margens e leitos de cheia de cursos de água, orlas de lagoas e de outras superfícies aquáticas.
Floração: de Maio a Agosto.
Sinonímia: Amorpha angustifolia F.E.Boynton; Amorpha arizonica Rydb.; Amorpha bushii Rydb.; Amorpha croceolanata Watson; Amorpha curtissii Rydb.; Amorpha dewinkeleri Small; Amorpha emarginata Sweet; Amorpha emarginata Eastw.; Amorpha fragrans Sweet; Amorpha humilis Tausch; Amorpha occidentalis Abrams; Amorpha pendula Carriere; Amorpha tennesseensis Kunze; Amorpha virgata Small (fonte)
[Avistamento: ribeira da Raia (concelho de Mora); 1 - Agosto - 2022]
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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Junça-triangulada (Schoenoplectus mucronatus)




Junça-triangulada *[Schoenoplectus mucronatus (L.) Palla **]

Erva perene, cespitosa, com 20 a 100cm de altura. Caules, de verdes a glaucos, trígonos, com faces planas; folhas reduzidas a bainhas truncadas; inflorescências formadas por glomérulos ou fascículos de espiguetas sésseis.
Tipo biológico: hemicriptófito; helófito;
Família: Cyperaceae;
Distribuição: Europa, Ásia; África e Austrália. Como espécie introduzida, ocorre também na América do Norte.
Em Portugal, enquanto espécie autóctone, ocorre apenas no território do Continente (Alto e Baixo Alentejo; Ribatejo, Estremadura, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho). Presente também no arquipélago dos Açores, como planta introduzida. Inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: arrozais; margens de lagoas, charcas e outras superfícies de águas lentas ou paradas.
Floração: de Julho a Novembro.
* Outros nomes comuns: castanhol, erva-espeto, junquinho-do-arroz.
** Sinonímia: Scirpus mucronatus L. (basónimo)
(Local e data: arrozal na área do concelho de Mora; 1 - Agosto - 2022)
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domingo, 7 de agosto de 2022

Fimbristylis bisumbellata





Fimbristylis bisumbellata (Forssk.) Bubani
Erva anual, com caules erectos ou ascendentes, glabros, com 3 a 15 cm; folhas com 2 a 7 cm, basais, planas, canaliculadas ou enroladas, escábridas, pelo menos na proximidade do ápice; inflorescências em forma de antela umbeliforme com 4 a 30 espiguilhas de contorno oval, elíptico ou lanceolado, solitárias ou dispostas em pequenos grupos.
Tipo biológico: terófito;
Família: Cyperaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e, pontualmente, alguns locais na região tropical do mesmo Continente.
Em Portugal, a sua ocorrência está limitada a parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral e Ribatejo)
Ecologia/habitat: terrenos arenosos em locais temporariamnete inundados, margens de albufeiras e charcas, margens e leitos de cheia de cursos de água, a altitudes até 750 m.
Floração: de Junho a Novembro.
[Avistamento: Ribeira do Divor (Coruche); 1 - Agosto - 2022]
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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Martagão (Lilium martagon)

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Martagão (Lilium martagon L.)
Planta bulbosa, perene. Bolbo globoso-ovóide, com 3 a 5 cm de diâmetro; caule de cor verde a castanho púrpura, glabrescente ou pubescente na parte superior, podendo atingir até 2 m de altura; folhas todas primaveris, glabras ou pubescentes, sem brilho; as da parte média dispostas em verticilos de 5 a 16, de lanceoladas a ovadas, patentes; as dos extremos mais pequenas, lanceoladas, mais ou menos aplicadas; inflorescência em cacho com 1 a 15 flores não aromáticas, pêndulas durante a antese, com perianto estrelado com tépalas brilhantes, de cor rosada a violácea, ou branca por excepção, com manchas de cor púrpura; fruto em forma de cápsula com 20 a 35 mm, erecta.
Tipo biológico: geófito;
Família: Liliaceae;
Distribuição: planta de distribuição euroasiática, ocorrendo em regiões temperadas desde o Oeste da Europa até ao Leste da Ásia.
A sua distribuição em Portugal está limitada ao território do Continente e circunscrita a regiões do Centro e Norte (Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: pastagens de montanha; em orlas e sob coberto de bosques caducifólios e de matagais, sempre em locais com alguma humidade, a altitudes até 2100m.
Floração: de Junho a Agosto.
Nota: incluida em Portugal na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental e integrada, de acordo com os critérios de extinção da União Internacionnal para a Conservação da Natureza (IUCN) na categoria de VULNERÁVEL.
[Avistamento: Mata da Margaraça (Serra do Açor); 1 - Julho - 2022 (fotos 1 a 5); Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019 ( fotos restantes).
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sábado, 30 de julho de 2022

Avenca-negra (Asplenium adiantum-nigrum var. adiantum-nigrum)






Avenca-negra ou Feto-negro (Asplenium adiantum-nigrum var. adiantum-nigrum L.)

Feto com rizoma alongado, por vezes, ramificado, coberto de escamas castanhas, de lanceoladas a oblongo-lanceoladas, terminando em ponta comprida, filiforme; frondes com 10 a 30 cm, com pecíolo castanho-escuro ou negro arroxeado, com frequência verde na proximidade da lâmina, com cerca de metade do comprimento desta, glabro; lâmina ovado-triangular, em geral bipinada, aguda, mas não acuminada no ápice, com consistência mais ou menos coriácea, com aspecto brilhante, com 8 a 15 pares de pinas ovado-lanceoladas, agudas, não caudadas; pínulas de oblongo-ovadas a obovadas, com poucos dentes no ápice; soros oblongo-lineares, inseridos na proximidade da nervura média.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Aspleniaceae;
Distribuição: Europa Ocidental; montanhas da Região Mediterrânica; Região Macaronésia (com excepção do arquipélago da Madeira); América do Norte, Ásia temperada e, dubitativamente, montanhas da África Tropical.
Em Portugal ocorre não só em boa parte todo o território do Continente (Algarve, Beira Baixa, Beira Alta, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os- Monte) mas também no arquipélago 
dos Açores.
Ecologia/habitat: locais sombrios e húmidos, fendas de rocha, em solos siliciosos ou calcários a altitudes até 3100 m.
Reprodução: de Janeiro a Novembro
[Avistamento: margens do rio Côa (Sabugal); 13 - Junho - 2022]
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terça-feira, 26 de julho de 2022

Euphorbia matritensis







Euphorbia matritensis Boiss.

Planta perene, multicaule, glabra ou glabrescente, com caules com 15 a 50 cm, erectos, por vezes lignificados na base, simples ou ramificados, alguns estéreis; folhas um tanto suculentas, lanceoladas, elípticas ou lineares, em geral sésseis, decíduas as do terço inferior; pleiocásio com 5 a 10 raios, bifurcados 1 a 3 vezes; brácteas pleiocasiais ovado-lanceoladas ou rombo-elípticas, agudas; brácteas dicasiais, ovadas, rômbicas ou reniformes, agudas, ligeiramente denticuladas na parte superior, livres; ciato glabro, com nectários com 2 apêndices corniculados; frutos sob a forma de cápsula ovóide, levemente sulcada, com 3 lóculos lisos.
Tipo biológico: caméfito; hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, confinada ao Centro e Oeste da Península. Em Portugal, onde aparentemente é rara (nesta altura são apenas 4 as ocorrências registadas no portal  da APBotânica) é dada como presente apenas na Beira Baixa; Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: matos ralos, terrenos incultos e em pousio, bermas de estradas e caminhos, em solos secos e, frequentemente, pedregosos, a altitudes desde 200 a 900 m. Planta indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Rapoula do Côa (Sabugal); 15 - Junho - 2022]
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