quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Cambroeira (Lycium intricatum)














Cambroeira (Lycium intricatum Boiss.)
Arbusto com 2 a 3 m de altura, glabro, por vezes glanduloso nas partes jovens, espinhoso (com espinhos robustos, compridos, algo rombos no ápice), muito ramificado (com os ramos de tal forma entrecruzados que bem se justifica a atribuição do epíteto específico intrincatum); folhas espatuladas, obovadas ou elípticas, obtusas, carnudas (que a planta pode perder durante o Verão); flores solitárias com corola violácea, infundibuliforme  ou hipocrateriforme; fruto mais ou menos esférico, vermelho ou alaranjado.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Sul da Europa; Norte de África; Madeira e Canárias.
Em Portugal Continental ocorre apenas nas regiões mais a Sul: Algarve e Baixo Alentejo.
Ecologia:  locais  rochosos, pedregosos, eventualmente arenosos, secos, próximos do litoral, em substrato preferentemente básico, a altitudes até 500m.
Floração: irregular, podendo ocorrer (ou não ocorrer) em quase todos os meses ao longo do ano.
(Local e data: Costa Vicentina (Algarve); 9 - Março - 2017)
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Saramago (Raphanus raphanistrum subsp. raphanistrum)








 Saramago * (Raphanus raphanistrum subsp. raphanistrum)
Erva anual, com raiz aprumada; caules com 15 a 80 cm, erectos, híspidos, pelo menos na base; folhas pecioladas, híspidas, polimorfas (as basais, lirado-penatissectas com 2 a 8 pares de segmentos laterais e um terminal, maior que os restantes; as caulinares sucessivamente menos divididas, podendo as superiores apresentar-se inteiras); flores com pétalas brancas ou amarelas, com nervuras arroxeadas, agrupadas em inflorescências em cacho; frutos (síliqua) em geral com 5 a 10 segmentos, com remate em ponta com 5 a 30 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae / Cruciferae;
Distribuição: Sul da Europa; Norte de África;  Sudoeste da Ásia. Em Portugal é uma espécie bastante comum em todo o  território do Continente.
Ecologia/habitat: como espécie ruderal e arvense encontra-se em campos cultivados e em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, em todos os tipos de solos, a altitudes até 1500m.
Floração: floresce durante boa parte do ano, mas com maior intensidade de Novembro a Junho
*Outros nomes comuns:  Labresto, Rábano-silvestreRábão-bravo;

Orquídeas silvestres: Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)






Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum ( Loisel. ) P. Delforge; sin.: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
De regresso e em força. Pelo menos, nos areais entre a arriba fóssil e as dunas das praias a sul da Costa da Caparica.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Bocas-de-lobo (Antirrhinum cirrhigerum)





Bocas-de-lobo*  [Antirrhinum cirrhigerum (Welw. ex Ficalho) Rothm.**]
Erva perene, erecta ou ascendente, algo lenhosa na base, glabra, mas pubescente-glandulosa por alturas da inflorescência; caules com 30 a 50 cm, muito ramificados; folhas inteiras lanceoladas ou linear-lanceoladas; flores com corola bilabiada, de cor rosa ou púrpura, agrupadas em inflorescências em cacho mais ou menos denso; fruto em forma de cápsula oblonga.
Morfologicamente é muito semelhante ao Antirrhinum linkianum. Porém, o facto de o A. cirrhigerum possuir  "caules laterais curtos e gavinhosos", característica (visível nas 2 últimas imagens supra) que o A. linkianum não tem, permite distinguir as duas espécies com alguma facilidade.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição:  Noroeste de África e Sudoeste da Península Ibérica (províncias de Cádis, Sevilha e Huelva, em Espanha;  Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral, em Portugal).
Ecologia/habitat: areias marítimas e dunas litorais, a altitudes até 100m.
Floração: decorre ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Junho.
*Outros nomes comuns: Bocas-de-lobo-do-litoral arenoso; Erva-bezerra.
**SinonímiaAntirrhinum latifolium var. cirrhigerum Welw. ex Ficalho (Basónimo); Antirrhinum majus subsp. cirrhigerum (Welw. ex Ficalho) Franco.
(Local e data: Costa Vicentina (Algarve); 9 - Março - 2017)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Lírio-de-amor-perfeito (Iris planifolia)





Lírio-de-amor-perfeito [Iris planifolia (Mill.) Fiori & Paol. *]
Erva bulbosa, perene, com bolbo ovóide e raízes grossas e fistulosas; caule subterrâneo, simples, que pode atingir até 3 cm;  folhas (todas basais) lineares ou linear-lanceoladas com 15 a 35 cm de comprimento, com limbo um tanto recurvado e agudo no ápice; flores (1 ou 2) suportadas por pedicelos com cerca de 1cm, mas que podem atingir até 8 cm na frutificação; tépalas externas de cor azul ou violeta,  muito raramente brancas, com marcas de linhas esbranquiçadas e uma mancha central amarela; tépalas internas de cor azul pálido.
Tipo biológico: geófito;
Família Iridaceae:
Distribuição: Região Mediterrânica (na Europa: desde Creta e Grécia até à Península Ibérica; em África: Líbia e Magrebe).
Em Portugal ocorre tão só no território do Continente e apenas no Algarve,  Alentejo (Alto e Baixo) e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: pastagens e clareiras de matos, em terrenos argilosos, por vezes, gessosos, carbonatados, mais ou menos pedregosos ou rochosos, a altitudes até 1300m.
Floração: de Dezembro a Maio. 
*Sinonímia:  Xiphion planifolium Mill. (Basónimo) Juno planifolia (Mill.) Asch.;Iris planifolia (Mill.) T. Durand & Schinz; Coresantha alata (Poir.) Klatt; Thelysia alata (Poir.) Parl.; Juno Alata (Poir.) Rodion.; Iris Alata Poir.; Xiphion alatum (Poir.) Baker; Neubeckia scorpioides (Desf.) Alef.; Juno scorpioides (Desf.) Tratt.; Costia scorpioides (Desf.) Willk.; Iris scorpioides Desf.; Iris transtagana Brot.;
[Local e datas: Odiáxere (Algarve); 1-3 - Fevereiro - 2017]
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Inaugurando a época das orquídeas silvestres



 Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum ( Loisel. ) P. Delforge; sin.: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
Uma inauguração um tanto tímida, pois, como se pode ver pelas imagens, mesmo a espécie retratada, que é, suponho, a orquídea silvestre mais precoce das existentes em Portugal, ainda está no início da floração. Início que, refira-se, nem sequer é generalizado.
[Local e data: Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica (Almada); 29 - Janeiro -2018]

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Cizirão-peludo (Lathyrus hirsutus)





Cizirão-peludo *(Lathyrus hirsutus L.)
Erva anual ou bienal, densamente pubescente ou vilosa, trepadora, com caules alados, ramificados com 30 a 100cm; folhas pecioladas, com dois folíolos opostos, aproximadamente elípticos, terminando as médias e superiores em gavinhas ramificadas; flores azuladas ou rosadas, agrupadas  (1 a 4) em inflorescências pedunculadas.
Tipo biológico: terófito; hemicriptófito.
Família: Fabaceae;
Distribuição: Europa (Centro Sul e Oeste); Ásia (Centro e Sudoeste); e Norte de África. Introduzida na América do Norte e no arquipélago dos Açores.
Em Portugal  ocorre como espécie autóctone em boa parte do território do Continente. Encontra-se, designadamente,  no Alto e no Baixo Alentejo, na Estremadura, Ribatejo, Beira Baixa, Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: relvados húmidos; margens de cursos de água; orlas e clareiras de matos; campos cultivados e em pousio; bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1800m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Julho.
* Outros nomes comuns: Cizirão-de-pêlo-eriçado; Chícharo-peludo; Chícharo-verrucoso; Chícharo-verrugoso.
[Local e data: Arruda dos Pisões (Rio Maior); 26 - Abril - 2017]

sábado, 20 de janeiro de 2018

Uma jornada na Serra da Arrábida dedicada aos narcisos




Narciso-da-serra ou Narciso-do-barrocal (Narcissus papyraceus Ker Gawl.)

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Narcissus calcicola Mendonça

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Campainhas-amarelas, Cucos, ou Campainha-dos-montes [Narcissus bulbocodium subsp. obesus (Salisb.) Maire]

(Local e data: Serra da Arrábida; 19 - Janeiro - 2018)
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