quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Plantas exóticas: Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus)





Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus L.)

Planta bienal ou perene, pubescente-glandulosa, com pêlos longos e curtos; caules muito ramificados com até 70 cm de altura; folhas pecioladas, ovado-lanceoladas, lobadas, com lobos triangulares, agudos; flores com corola em forma de funil, amarelo-dourada, com mancha arroxeada na garganta, com estilete e estames salientes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Oriental (Chipre, Egipto, Grécia, Iraque, Creta, Líbano, Síria, Palestina e Turquia).
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros, bermas de estradas e caminhos e outros locais ruderalizadsos, com preferência por substrato básico e nitrificado, a altitudes até 1300 m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Junho.
[Avistamento: Antália (Turquia); 2 - Abril - 2011]

Plantas exóticas: Nymphaea nouchali



Nymphaea nouchali Burm. f.
Planta aquática, rizomatosa, vivaz, com raízes e caules permanentemente submersos que tem habitat em águas paradas pouco profundas (charcos, pequenos lagos e lagoas) e em correntes de água lênticas.
Tipo biológico: helófito:
FamíliaNymphaeaceae;
Distribuição: Planta nativa das regiões tropicais e subtropicais de África e da Ásia e do Norte da Austrália. Introduzida como planta ornamental na América do Sul (Argentina e Brasil), América Central (Costa Rica) e América do Norte (Flórida) e Nova Zelândia.
Obs.: é a flor nacional do Sri Lanka e do Bangladesh.
(Avistamento: Jardim Botânico da Universidade de Coimbra; 1 - Outubro - 2009)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Antirrhinum meonanthum




Antirrhinum meonanthum Hoffmanns. & Link
Erva perene, por via de regra, glandular-pubescente, com caules erectos ou ascendentes, simples ou pouco ramificados, com 20 a 90 cm; folhas com pecíolo (2 a 8 mm), de lanceoladas a elípticas; as inferiores opostas; as superiores alternas. Inflorescência densa com 30 a 90 flores alternas, com pedicelo (2 a 7 mm); corola em tons de amarelo pálido. Fruto (cápsula) oblongo-ovóide, obtusa, coriácea. Sementes oblongo-ovóides, negras.
Tipos biológicos: caméfito; hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com distribuição limitada em Portugal Continental à Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros; terrenos pedregosos, cascalheiras e bermas de estradas e caminhos, em substratos calcários, xistosos ou graníticos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Fraga da Pena (Benfeita - Arganil); 16 -  Junho - 2011]

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Petrorhagia dubia

 




Petrorhagia dubia (Raf.) G.López & Romo *

Planta anual. Caules com até 45 cm de altura, pubescente-glandulosos nos entrenós médios; folhas inferiores lanceoladas ou espatuladas com 5 mm de largura; as caulinares, lineares com margens ásperas; bainha foliar, mais comprida que larga, pelo menos 2 vezes; inflorescência capitada, por vezes reduzida a uma flor apenas, com brácteas ovadas, todas mucronadas; flores hermafroditas, com cálice tubular, com 5 sépalas e corola com 5 pétalas com lâmina bífida ou obcordada, de cor rosa ou púrpura, raramente branca; fruto (cápsula) oblongo, deiscente; sementes cobertas com papilas cónicas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânea. Introduzida na Austrália, Hawaii, África do Sul e América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo, aparentemente, não muito comum, aparência que, todavia, pode não corresponder à realidade devido ao facto de ser uma espécie muito semelhante à sua congénere Petrorhagia nanteuilii e com ela facilmente confundível. É, pois, muito plausível que algumas ocorrências reportadas como sendo da P. nanteuilii possam ser atribuíveis à P. dubia.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, terrenos ruderalizados, como bermas de estradas e caminhos, em diversos tipos de substratos, a altitudes até 1700 m.  
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Dianthus dubius Rafin. (Basónimo)
(Avistamento: Pragal - Almada; 21 - Maio - 2025)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Caltha palustris






Calta ou Malmequer-dos-brejos (Caltha palustris L.)

Planta herbácea, vivaz, glabra, com raízes grossas que podem atingir até 20 cm; caules com 15 a 50 cm, prostados radicantes, erectos ou ascendentes, ocos, brilhantes; folhas basais cordiformes, crenadas ou dentadas, pecioladas (pecíolo com 10 a 20 cm); as caulinares médias também com pecíolo com 1 a 3 cm; as caulinares superiores sésseis ou quase; flores actinomorfas, pediceladas, com 2 a 5 cm de diâmetro, com perianto protegido apenas por 5 peças (sépalas) petaloides de cor dourada; estames numerosos, mais curtos que as sépalas; gineceu com 4 a 15 carpelos soldados na parte inferior; fruto plurifolicular, glabro.
Tipo biológico: helófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita com presença na Ásia; Europa e América do Norte. Em Portugal com ocorrência limitada à Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: locais húmidos tais como margens e leitos de cheia de cursos de água, fontes e turfeiras, a altitudes desde 600 a 1800 m. Indiferente à composição dos solos.
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: Castro Laboreiro; 23 - Junho - 2018)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 




Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Serra da Arrábida; 28 - Março - 2025)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Plantas ornamentais: Sicómoro (Ficus sycomorus)

 



Sicómoro (Ficus sycomorus L.)
Árvore de copa larga e algo irregular, com ramos grossos. Pode atingir até 20 m de altura. 
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Moraceae;
Distribuição: árvore originária da África subsaariana; ilha de Madagascar; e Sul da Península Arábica, encontrando-se naturalizada no Egipto e no Próximo Oriente. Ocorre também como planta ornamental noutras partes do globo.
(Nota:as imagens supra foram obtidas a partir duma planta existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, onde foram captadas em 20 - Agosto - 2025)

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Plantas ornamentais: Bauhinia variegata



Bauhinia variegata L.*
Árvore com 6 a 12 m de altura, é originária da Ásia, (China, Sudeste asiático e Índia), entretanto introduzida e cultivada noutras regiões tropicais do globo, sobretudo para fins ornamentais, como é o caso do Brasil, onde é designada pelos nomes comuns de "Árvore-de-orquídeas, Árvore-orquídea, Casco-de-vaca, Casco-de-vaca-lilás, Pata-de-vaca-lilás, Mororó, Bauínia, Pé-de-boi, Pata-de-vaca-rosa" (fonte)**
Tipo biológico: Fanerófito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Floração: de Maio a Agosto.
*Sinonímia: Bauhinia chinensis (DC.) Vogel; Bauhinia decora Uribe; Phanera variegata (L.) Benth.
** Nota: as curiosas designações da planta, onde se incluem os termos "casco" ou "pata" têm como explicação o facto de as folhas da árvore terem semelhanças com as patas do animal que designamos com o termo "vaca". 
A propósito acrescente-se que em Portugal, as designações comuns são: "Pata-de-vaca" e Unha-de-vaca".
(As imagens supra são duma planta existente no Jardim Botânico Tropical, em Lisboa, onde foram captadas em 20 - Agosto - 2025)

domingo, 19 de outubro de 2025

Reichardia intermedia






Reichardia intermedia (Sch.Bip.) Cout. *
Erva anual ou perene, glabra; caules com 10 a 40 cm; folhas mais ou menos papilosas; as basais com limbo inteiro ou lobado, atenuado na base em forma de pecíolo; as caulinares inferiores semelhantes às basais, mas sésseis e amplexicaules; as caulinares superiores mais pequenas e geralmente inteiras; flores (com lígulas amarelas) agrupadas em capítulos longamente pedunculados (pedúnculo com até 5 cm de comprimento), com invólucro formado por brácteas exteriores (ovadas) e interiores (lanceoladas) umas e outras com margens escariosas (mais largas que as correspondentes da congénere R. picroides); frutos (aquénios) os exteriores rugosos; os interiores lisos e alegadamente estéreis.
Tipo biológico: Terófito / Hemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Região Mediterrânica (sendo que é na Península Ibérica que se concentra a maior parte da população) e arquipélago das Canárias. Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente, mas de forma descontínua. Inexistente nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: terrenos de encosta, secos, rochosos, com matos baixos, com boas abertas, a altitudes até 600 m.
Floração: de Março a Maio.
*Sinonimia: Picridium intermedium
(Avistamento: Alte (Loulé - Algarve); 27 - Março - 2023)

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Cambroeira (Lycium europaeum)

 





Cambroeira * (Lycium europaeum L.)

Arbusto com copa algo irregular, podendo atingir até 3 m de altura; caule muito ramificado, com ramos protegidos por espinhos robustos; folhas alternas ou agrupadas em fascículos; flores hermafroditas, pediceladas, solitárias ou agrupadas (2 a 4) em fascículos, com corola hipocrateriforme, de cor esbranquiçada, com manchas de cor violeta, passando a creme, depois de seca; fruto (baga) esférico, avermelhado, quando maduro, com 5 a 6 mm de diâmetro.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Região Meditterânea; Sudoeste da Ásia e arquipélago da Madeira. Em Portugal Continental, pelos registos conhecidos, a sua ocorrência parece limitada ao Algarve, Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: sebes, taludes; bermas de estradas e caminhos eoutros sítios ruderalizados, em solos nitrificados, a altitudes até 1100m.
Floração:  dispersa ao longo de quase todo o ano.
* Outros nomes comuns: Cambroeira-bastarda; Espinheiro-alvar-na-casca; Espinheiro-de-casca-branca.
(Avistamento: Cacela a Velha (Algarve); 14 - Outubro - 2021)

sábado, 11 de outubro de 2025

Plantas exóticas: Zygophyllum fabago

 







Zygophyllum fabago L.
Erva perene, glabra, algo suculenta, com caules ramificados. ascendentes ou decumbentes, com 40 a 80 cm; folhas opostas, bifolioladas; flores axilares, pentâmeras, com cerca de 1,5 cm de diâmetro; fruto sob a forma de cápsula oblonga, pendente, com sementes acastanhadas e fortemente comprimidas.
Tipo biológico: hemicriptófito.
FamíliaZygophyllaceae
Distribuição: nativa da Europa de Leste (Rússia, Ucrânia, Bulgária e Roménia) e da Ásia Central e Médio Oriente. Introduzida e naturalizada no Sul do Europa e no Oeste dos Estados Unidos, onde é tida na conta de erva daninha com potencial invasor.
Em Portugal não eram, até agora, conhecidos registos da sua presença, mas estando já bem estabelecida na vizinha Espanha, a sua chegada, mais dia menos dia,  a território português não será caso para causar grande admiração. 
Ecologia/habitat: áreas secas, salgadiças e outras onde não conte com grande concorrência, bem como  terrenos baldios, abandonados e sítios perturbados.
Floração (no Hemisfério Norte): de Março a Outubro.
Nota: os botões florais são, alegadamente, comestíveis, afirmando-se que podem ser usados em substituição das alcaparras.
(Avistamento: Almada; 15 - Agosto - 2025)