segunda-feira, 2 de março de 2026

Plantas exóticas: Passiflora foetida

 

Passiflora foetida L.

Planta trepadeira herbácea, com caule fino, estriado, pubescente; folhas com base cordada, trilobadas, quinquelobadas ou não lobadas, com cheiro desagradável quando esmagadas ou comprimidas; flores solitárias de cor branca ou creme, dispostas em oposição à gavinha correspondente; fruto carnoso (baga) comestível, com 2 a 3 cm de diâmetro, de ovóide a globoso, verde ou amarelo-alaranjado na maturação.
A planta possui brácteas muito segmentadas e glandulosas com a capacidade de capturarem insectos, não se sabendo, no entanto, ao certo se a planta é capaz de digerir e de se alimentar com os nutrientes proporcionados pelos insectos capturados. Dada essa capacidade a planta tem sido classificada como "planta protocarnívora".
Tipo biológico: hemicriptófito; escandente;
Família: Passifloraceae;
Distribuição: planta originária das regiões tropicais e subtropicais das Américas, entretanto introduzida e naturalizada em regiões de todos os continentes com características idênticas às das regiões de origem.

(Avistamento: Sri Lanka; 24 - Agosto - 2014)

domingo, 1 de março de 2026

Sedum anglicum




Sedum anglicum Huds.

Planta perene, glabra, acinzentada, glauca ou esbranquiçada. Caules com até 12 cm, flexíveis, prostrado-acendentes muito ramificados, enraizantes na base; folhas carnudas, alternas, obtusas, subcilíndricas a subglobosas; inflorescência em cimeira escorpióide, bipartida, raramente corimbosa; flores pentâmeras, subsésseis ou curtamente pediceladas, com sépalas livres, glabras; pétalas esbranquiçadas ou rosadas, em geral, com o dobro do comprimento das sépalas;10 estames; anteras vermelho-escuras ou roxas.Sementes minúsculas.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Crassulaceae;
Distribuição: Europa Ocidental. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat; plataformas em terrrenos rochosos ou arenosos; fendas de rochas, muros ou paredes, a altitudes até 2700m.
Floração: de Junho a Agosto.
(Avistamento: Serra da Estrela; 28 - Junho - 2015)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Época das orquídeas silvestres (2026) (2ª jornada no PNArrábida)


Orchis italica Poir.

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Ophrys speculum subsp. speculum Link

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Ophrys fusca Link

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Ophrys lutea Cav.

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Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge

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(Segunda jornada dedicada à fotografia de orquídeas silvestres no PNArrábida, jornada circunscrita, neste caso, à Serra do Louro, em 26 - Fevereiro - 2026)


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Jornadeando pela Arrábida em demanda de orquídeas silvestres (e não só)

 Orquídeas avistadas durante a jornada:

1. Ophrys dyris Maire


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2.  Ophrys tenthredinifera Willd.



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3. Ophrys lutea Cav.


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4. Himantoglossum robertianum(Loisel.) P. Delforge


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Falemos, porém, não apenas de orquídeas, mas também de outras flores, até porque a cor que, por ora,  mais intensamente tinge os campos é o amarelo do

Narcissus bulbocodium L.



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...campos onde também já surge o azul da

Hyacinthoides hispanica (Mill.) Rothm.


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...ou o branco da 
Bellis sylvestris Cirillo


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E, por hoje, o relato da jornada termina aqui.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Inaugurando a época das orquídeas silvestres (2026): Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)

 

Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge; sinónimos: Orchis robertiana Loisel.; Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
Outras imagens e + informação: aqui.
(Avistamento: Costa da Caparica; 14 - Fevereiro - 2026)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Trifolium isthmocarpum



Trifolium isthmocarpum Brot.
Erva anual, glabra, por vezes, com caules glabrescentes. Caules com até 75 cm, erectos ou ascendentes. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifolioladas, com folíolos elípticos, ovados ou obovados, subsésseis, serrilhados na parte superior, glabros; estípulas membranáceas, aderentes na base ao pecíolo, com tons violáceos; pecíolo que, nas folhas inferiores, pode atingir até 2 cm. Inflorescências axilares, ou aparentemente terminais, capituliformes ou especiformes, com até 24 mm de diâmetro, ovóides na floração, subglobosas ou cilíndricas na frutificação, pedunculadas, podendo os pedúnculos atingir até 15 cm. Flores com corola rosada ou purpúrea, glabra, persistente na frutificação; fruto (vagem) incluído no cálice, indeiscente, com 1 a 2 sementes, contraído entre as sementes, quando contenha mais que uma.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Córsega, Itália, Sicília, Noroeste de África e Turquia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo) e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos, incluindo bermas de estradas e caminhos, suportando solos arenosos com algum grau de salinidade, a altitudes até 900m.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamento: Ponta dos Corvos (Corroios - Seixal); 2 - Maio - 2025]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Plantas exóticas: Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus)





Meimendro-dourado (Hyoscyamus aureus L.)

Planta bienal ou perene, pubescente-glandulosa, com pêlos longos e curtos; caules muito ramificados com até 70 cm de altura; folhas pecioladas, ovado-lanceoladas, lobadas, com lobos triangulares, agudos; flores com corola em forma de funil, amarelo-dourada, com mancha arroxeada na garganta, com estilete e estames salientes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Solanaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Oriental (Chipre, Egipto, Grécia, Iraque, Creta, Líbano, Síria, Palestina e Turquia).
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros, bermas de estradas e caminhos e outros locais ruderalizados, com preferência por substrato básico e nitrificado, a altitudes até 1300 m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Junho.
[Avistamento: Antália (Turquia); 2 - Abril - 2011]

Plantas exóticas: Nymphaea nouchali



Nymphaea nouchali Burm. f.
Planta aquática, rizomatosa, vivaz, com raízes e caules permanentemente submersos que tem habitat em águas paradas pouco profundas (charcos, pequenos lagos e lagoas) e em correntes de água lênticas.
Tipo biológico: helófito:
FamíliaNymphaeaceae;
Distribuição: Planta nativa das regiões tropicais e subtropicais de África e da Ásia e do Norte da Austrália. Introduzida como planta ornamental na América do Sul (Argentina e Brasil), América Central (Costa Rica) e América do Norte (Flórida) e Nova Zelândia.
Obs.: é a flor nacional do Sri Lanka e do Bangladesh.
(Avistamento: Jardim Botânico da Universidade de Coimbra; 1 - Outubro - 2009)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Antirrhinum meonanthum




Antirrhinum meonanthum Hoffmanns. & Link
Erva perene, por via de regra, glandular-pubescente, com caules erectos ou ascendentes, simples ou pouco ramificados, com 20 a 90 cm; folhas com pecíolo (2 a 8 mm), de lanceoladas a elípticas; as inferiores opostas; as superiores alternas. Inflorescência densa com 30 a 90 flores alternas, com pedicelo (2 a 7 mm); corola em tons de amarelo pálido. Fruto (cápsula) oblongo-ovóide, obtusa, coriácea. Sementes oblongo-ovóides, negras.
Tipos biológicos: caméfito; hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com distribuição limitada em Portugal Continental à Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros; terrenos pedregosos, cascalheiras e bermas de estradas e caminhos, em substratos calcários, xistosos ou graníticos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Fraga da Pena (Benfeita - Arganil); 16 -  Junho - 2011]

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Petrorhagia dubia

 




Petrorhagia dubia (Raf.) G.López & Romo *

Planta anual. Caules com até 45 cm de altura, pubescente-glandulosos nos entrenós médios; folhas inferiores lanceoladas ou espatuladas com 5 mm de largura; as caulinares, lineares com margens ásperas; bainha foliar, mais comprida que larga, pelo menos 2 vezes; inflorescência capitada, por vezes reduzida a uma flor apenas, com brácteas ovadas, todas mucronadas; flores hermafroditas, com cálice tubular, com 5 sépalas e corola com 5 pétalas com lâmina bífida ou obcordada, de cor rosa ou púrpura, raramente branca; fruto (cápsula) oblongo, deiscente; sementes cobertas com papilas cónicas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânea. Introduzida na Austrália, Hawaii, África do Sul e América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, sendo, aparentemente, não muito comum, aparência que, todavia, pode não corresponder à realidade devido ao facto de ser uma espécie muito semelhante à sua congénere Petrorhagia nanteuilii e com ela facilmente confundível. É, pois, muito plausível que algumas ocorrências reportadas como sendo da P. nanteuilii possam ser atribuíveis à P. dubia.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, terrenos ruderalizados, como bermas de estradas e caminhos, em diversos tipos de substratos, a altitudes até 1700 m.  
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Dianthus dubius Rafin. (Basónimo)
(Avistamento: Pragal - Almada; 21 - Maio - 2025)