segunda-feira, 27 de julho de 2026

Succisella microcephala

 








Succisella microcephala Willk.

Erva vivaz (tipo biológico: hemicriptófito) da família Dipsacaceae.
Planta endémica da Península Ibérica (limitada ao centro-leste de Portugal e ao centro-oeste de Espanha), sendo que só recentemente foi dado conhecimento da sua ocorrência em Portugal. Por ora, ao que se sabe, a sua presença em Portugal está circunscrita ao concelho do Sabugal (Beira Alta), concelho onde o portal da SPBotànica (Flora.on) assinala a existência de 3 registos. Segundo o mesmo portal, 2 dos referidos registos correspondem a anteriores "registos de Succisella carvalhoana [existentes] na zona raiana". As duas espécies são, na verdade, muito semelhantes e facilmente confundíveis, sugerindo o referido portal que para se distinguir a S. microcephala, se atente na exitência das seguintes características: " Folhas caulinares penatifendidas a penatissectas"; e "Brácteas involucrais externas de triangular-ovadas a deltóides".
Ecologia/habitat: pastagens húmidas, pelo menos, temporariamente; margens de pequenos cursos de água e de charcos temporários, em solos ácidos, a altitudes desde 250 a 1495 m.
Floração: de Agosto a Outubro.
(Avistamento: represa no troço do rio Côa, em redor da cidade do Sabugal; 12 - Setembro - 2024).

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Trevinho (Trifolium dubium)





Trevinho ou Trevo-amarelo-menor (Trifolium dubium Sibth.)

Erva anual, glabra ou pilosa. Caules erectos, ascendentes, ou decumbentes, com 3 a 50 cm, eventualmente glabros, mas frequentemente com pêlos adpresos. Folhas alternas, estipuladas, pecioladas (pecíolo com até 20 mm), trifoliadas, com folíolos obovados, peciolulados (peciólulo central, mais comprido que os laterais, com até 2 mm), serrilhados no ápice, geralmente glabros. Inflorescências axilares, espiciformes, subcilíndricas ou cónicas, com 6 a 9 mm de diâmetro (na floração) e 6 a 8 mm na frutificação, pedunculadas (com pedúnculo que pode atingir até 4 cm) reunindo até 30 flores dispostas densamente, pediceladas (pedicelo com até 0,7 mm) com corola amarela, acastanhada quando seca, glabra, escariosa, persistente na frutificação; frutos (vagens pediceladas) inclusos no cálice ou ligeiramente salientes, indeiscentes, com 1 a 2 sementes (lisas, amareladas).
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Europa (a latitudes inferiores a 60º N), Sudoeste da Ásia, Noroeste de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias). Introduzida nos Estados Unidos.
Em Portugal ocorre, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer ao longo de todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: relvados anuais, incluindo em terrenos incultos, como bermas de estradas e caminhos, com preferência por solos siliciosos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Abril  a Agosto.
[Avistamento:  Oleiros; 24 - Maio - 2026 (fotos 1 a 3); Muge; 11 - Junho 2024 (4ª foto )]

domingo, 10 de maio de 2026

Tremoceiro-cerdoso (Lupinus gussoneanus)



 Tremoceiro-cerdoso (Lupinus gussoneanus J.Agardh)

Erva anual, hirsuta, com folhas longamente pecioladas (pecíolo com 4 a 10cm), palmatissectas, com 5 a 9 folíolos, com pêlos nas duas páginas; flores com corola de cor azulada, apresentando o estandarte uma mancha esbranquiçada no centro, flores que se agrupam em inflorescência em cacho com 5 a 10 cm.
Tipo biológico: Terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre apenas no Centro e Sul do território do Continente (Algarve; Allto e Baixo Alentejo; Estremadura Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: campos agrícolas abandonados ou em pousio, matos degradados, baldios, bermas de estradas e caminhos, em solos bem drenados, ácidos ou descarbonatados, a altitudes até 700 m.
Floração: de Março a Junho.
Sinonímia: Lupinus micranthus Guss.)
[Avistamento: São Martinho das Amoreirtas; 29 - Março - 2026)

terça-feira, 28 de abril de 2026

Plantas ornamentais: Íris-selvagem (Dietes grandiflora)

 

Íris-selvagem *(Dietes grandiflora N.E.Br.)

Herbácea, rizomatosa, perene. Planta endémica da África do Sul, actualmente introduzida e naturalizada em numerosos países nas regiões subtropicais e tropicais do planeta. Como planta cultivada para fins ornamentais ocorre ainda noutras regiões e países, incluindo em Portugal, designadamente no Algarve.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae.
Floração (em Portugal): Primavera e Verão.
*Outros nomes comuns: Íris-selvagem-grande; Moreia-branca (no Brasil).
(Avistamento: Casa da Cerca - Almada; 21 - Abril - 2026)

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Plantas ornamentais: Xerochrysum bracteatum


Xerochrysum bracteatum (Vent.) Tzvelev *

Planta anual, herbácea, algo lenhosa, nativa da Austrália e Tasmânia, actualmente cultivada em ambos os hemisférios para fins ornamentais.
Em Portugal é conhecida pelas designações comuns de "Flor-de-palha" e "Sempre-viva-flor-de-palha".
Tipo biológico: terófito.
Família: Asteraceae (Compositae)
Floração (em Portugal): de Abril a Outubro.
*Sinonímia: Bracteantha bracteata (Vent.) Anderb. & Haegi; Helichrysum bracteatum (Vent.) Andrews;
Helichrysum lucidum Henckel; Helichrysum chrysanthum Pers.
(Avistamento: Casa da Cerca - Almada; 21 - Abril - 2026)

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Erva-do-garrotilho (Lysimachia foemina)



Erva-do-garrotilho; Morrião-azul [Lysimachia foemina (Mill.) Manns & Anderb. *]

Erva anual, glabra. Caule decumbente ou erecto, com 4 a 60 cm. Folhas inteiras, em geral opostas, sésseis, lanceoladas, por vezes ovadas ou ovado-lanceoladas. Flores pentâmeras, solitárias, axilares, pediceladas (pedicelo recurvado na frutificação, com comprimento igual ou menor que o da folha axilante). Cálice com 5 dentes com margem escariosa. Corola rotácea, de cor azul, com um anel avermelhado na garganta. Fruto sob a forma de pixídio globoso com 3 a 5 mm de diâmetro, em geral com 10 a 18 sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Primulaceae;
Distribuição; Europa (Centro e Sul); África (Norte) e Ásia (Oeste). Presente também como espécie introduzida no Sul e Oeste de África; no Sul da América do Norte; na costa atlântica do Brasil e no Oeste da Austrália. 
Em Portugal, enquanto espécie autóctone, ocorre apenas no território do Continente, não sendo aparentemente muito comum e, como espécie introduzida, encontra-se no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal ocorre em terrenos de pastagem e outros relvados anuais a altitudes até 1200m.
Floração: decorre ao longo de uma boa parte do ano, mas com intensidade muito diferenciada, nos meses de Março a Maio.
*Sinonímia: Anagallis foemina Mill.
(Avistamento: PNArrábida (Sesimbra); 16 - Abril - 2026)

domingo, 19 de abril de 2026

Morrião-das-areias (Lysimachia monelli)




Morrião-das-areiasMorrião-azul ou Morrião-Grande [Lysimachia monelli (L.) U.Manns & Anderb. *]

Erva vivaz, da família Primulaceae, mais ou menos lenhosa na base, muito ramificada, com ramos geralmente prostrados, eventualmente ascendentes e raramente erectos que podem atingir até meio metro de comprimento/altura. Apresenta folhas ovadas ou ovado-lanceoladas e flores com corola de 1-2 cm de diâmetro, de cor azul-brilhante.
Nativa da Região Mediterrânica, surge espontânea em locais secos e descampados, nas dunas e à beira de caminhos.
É cultivada como planta ornamental, embora, por estranho que pareça, não utilizada com muita frequência, dada a sua inquestionável beleza.
Floresce de Março a Agosto.
*Sinonímia: (Lysimachia monelli L.)
(Avistamento: Parque Natural da Arrábida; 16 - Abril - 2026)

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Época das orquídeas silvestres (2026): Erva-perceveja (Anacamptis coriophora)

 




Erva-perceveja, ou Erva-do-salepo [Anacamptis coriophora (L.) R.M.Bateman, Pridgeon & M.W.Chase]*
Erva vivaz (tipo fisionómico: geófito) tuberosa (com dois tubérculos subglobosos); com hastes  floríferas de 10 a 35 cm, rodeadas na base por bainhas foliares escariosas; as folhas basais, mais ou menos em roseta, de lineares a linear-lanceoladas, glabras; as caulinares progressivamente mais curtas, com as distais bracteíformes; inflorescência subcilíndrica, densa, com 12 a 30 flores pequenas, rosadas ou purpúreas, com manchas irregulares, extensas, mais salientes e visíveis no labelo que se apresenta divido em três lóbulos.
FamíliaOrchidaceae.
Distribui-se por quase toda a Europa, Oeste da Ásia e Norte de África, desde a Líbia até Marrocos. Em Portugal ocorre em grande parte do território do Continente (desde o Algarve até Trás-os-Montes).  Aparentemente, ausente no Alto e Baixo Alentejo e no Minho.
Habitat: Prados, clareiras de matos e bosques, em zonas com alguma humidade, sobre substratos calcários ou siliciosos.
Floração: de Março a Junho.
* Sinonímia: Orchis coriophora L.
(Parque Natural da  Arrábida; 16 - Abril - 2026)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Piorno-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus)

 







Piorno-da-Estrela ou Piorneira-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus Rivas Mart., T.E.Díaz, Fern.Prieto, Loidi & Penas)

Arbusto com até 150 cm de altura, com ramificação densa e folhagem rara durante a floração e a frutificação. Ramos com entrenós curtos, de secção mais ou menos circular, com indumento duplo,  tornando-se ásperos ao tacto com o decorrer do tempo (escábridos). Folhas estipuladas e unifoliadas, com folíolos oblanceolados ou subespatulados, atenuados em pecíolos compridos, com pilosidade em ambas as páginas. Flores axilares, solitárias ou geminadas com corola amarela. Fruto deiscente, aplanado, viloso, negro após a maturação, com 3 a 6 sementes.
Tipo biológico: fanerófito; caméfito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Península Ibérica e França (Centro e Sul). Em Portugal a espécie está circunscrita à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/habitat: matagais de alta montanha em solos rochosos e/ou pedregosos de natureza granítica, xistosa e quartzítica, a altitudes desde 600 a 2300 m.
Floração: Maio a Julho.
(Avistamentos: Serra da Estrela; Junho de 2015 e 2016)

Época das orquídeas silvestres (2026): Limodorum abortivum

Limodoro-mal-feito [Limodorum abortivum (L.) Sw.]

Família: Orchidaceae;
Outras imagens e + informação: aqui.
(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 9 - Abril -2026)

domingo, 29 de março de 2026

Época das orquídeas silvestres (2026): Erva-do-salepo (Anacamptis morio)

 



Anacamptis morio (L.) Bateman, Pridgeon & M.W.Chase*
*Sinónimo: Orchis morio L.
Outras imagens e + informação: aqui
[Avistamento: São Martinho das Amoreiras (Odemira); 29 - Março - 2026]