quarta-feira, 25 de maio de 2022

Erva-do-orvalho (Mesembryanthemum crystallinum)





Erva-do-orvalho (Mesembryanthemum crystallinum L.)

Erva anual, de cor verde ou avermelhada, coberta por papilas cistalinhas salientes; caule grosso, prostrado, ramificado a partir da base, formando touceiras que podem atingir até 40 cm de diâmetro; folhas mais largas que grossas, achatadas, arredondadas no ápice; flores solitárias, axilares ou dispostas em cimeiras terminais com 3 a 5 flores subsésseis; perianto com tubo subgloboso e 5 tépalas; estaminódios tepalóides maiores que os lóbulos do cálice, brancos, frequentemente rosados no ápice; fruto (cápsula) subgloboso, com 5 lóculos, com cerca de 14 mm de diâmetro no ápice.
Tipo biológico: terófito;
Família: Aizoaceae;
Distribuição: planta originária da África do Sul, ocorre como subespontânea e naturalizada na Região Mediterrânica, Macaronésia, Austrália e Califórnia. Em Portugal ocorre, como espécie introduzida, quer no território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura) quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Na ilha de Porto do Santo (arquipélago da Madeira) onde as imagens supra foram obtidas, a sua ocorrência é, simplesmente, avassaladora, não havendo praticamente local onde não esteja presente, afectando a flora nativa, merecendo, por isso e a justo título a classificação de planta invasora.
Ecologia/habitat: solos rochosos, pedregosos, arenosos e argilosos, em locais com influência marítima.
Floração: de Março a Novembro.
(Avistamento: Ilha de Porto Santo; 15 - Maio - 2022)
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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Silene nutans subsp. nutans




Silene nutans subsp. nutans L.
Planta perene, algo lenhosa na base, com 15 a 80 cm; caules erectos, com 2 a 5 nós até à inflorescência; folhas inferiores, de espatuladas a lanceoladas, longamente pecioladas, pubescentes; as superiores, lanceoladas; inflorescência lassa, densamente glandulosa; flores com estilete e estames francamente excertos, pêndulas ou patentes na antese, erectas na frutificação; claramente pediceladas, podendo os pedicelos atingir até 25mm; cálice glanduloso, com dentes ciliados; pétalas, em geral, brancas pela frente e verdosas no verso; por vezes purpúreas ou brancas com nervos rosados; limbo bipartido com lóbulos lineares; lígula corolina bipartida com lóbulos lineares; fruto (cápsula) ovóide, com seis dentes patentes; sementes tuberculadas com frente e dorso planos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família:Caryophyllaceae;
Distribuição: regiões eurosiberiana e mediterrânica e Canárias.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e tão só nas regiões a norte do Tejo.
Ecologia/habitat: prados e pastagens com algum grau de humidade, orlas de bosque e matagais, fissuras de rochas, em solos ácidos ou básicos, a altitudes até 2100m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Serrra da Nogueira (Trás-os-Montes); 5 - Junho - 2018]
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quinta-feira, 14 de abril de 2022

Ervilhaca-amarela (Vicia lutea subsp. lutea)




Ervilhaca-amarela ou Ervilhaca-de-flor-amarela (Vicia lutea subsp. lutea L. )
Erva anual, trepadora, glabrescente ou com indumento ralo de pêlos mais ou menos rígidos; com caules ascendentes ou procumbentes, angulosos, podendo atingir até 50 cm; folhas com 5 a 8 pares de folíolos, terminando em gavinha ramificada; folíolos elípticos ou oblongo-elípticos; inflorescências com 1 a 3 flores, com pedúnculo não superior a 2mm; flores com pétalas esbranquiçadas ou amareladas; fruto comprimido, com 2 a 4 sementes, glabro ou com pilosidade dispersa, sementes esferoidais ou ovóides, ligeiramente comprimidas, lisas, de cor acastanhada, por vezes com manchas mais escuras.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaFabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa, Cáucaso, Transcaucásia, Ásia Menor, Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias).
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer em todo o território do Continente.
Ecologia/habitat; campos agrícolas, terrenos de pastagem e outros relvados, bermas de caminhos, orlas e clareiras de matos, a altitudes até 1700m.
Floração: de Março a princípios de Julho.
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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus)





Ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus L.)

Erva anual ou bienal, trepadora, pubescente, que pode atingir até 100cm. Caules ramificados, alados; asas com 1,5 a 2,8 mm de largura; folhas pecioladas com 1 par de folíolos, terminadas em gavinha muito ramificada; estípulas ovado-lanceoladas ou linear-lanceoladas, semisagitadas; pecíolo alado com 8 a 58mm; folíolos elípticos ou obovados com margem ondulada; inflorescências pedunculadas com 2 a 4 flores; pedúnculo mais comprido que a folha axilante; flores com pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor rosa ou roxa; fruto oblongo ou elíptico, com 5 a 8 sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: planta nativa de Itália; Sicília; ilhas e costa oriental do Mar Egeu. Introduzida como planta ornamental e naturalizada no Sudoeste da Europa, Norte de África, América do Norte e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente, quer no arquipálago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat; relvados, terrenos cultivados e bermas de caminhos, a altitudes até 700 m. Em Portugal, as ocorrência são, por via de regra, originadas em sementes escapadas de cultivo.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamentos: Serra da Arrábida; 20 - Abril 2019 e 10 - Maio 2019);
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segunda-feira, 28 de março de 2022

Reseda virgata





Reseda virgata Boiss. & Reut.
Planta perenizante, glauca, multicaule. com caules de ascendentes a erectos, glabros,com 30 a 70 cm; folhas alternas, lineares, glabras, glaucas, em geral com 3 a 5 apêndices na metade inferior; inflorescência em cacho, densa; flores com 6 (eventualmente, 5) sépalas glabras, ovado-lanceoladas, persistentes e com 6 (por vezes, 5) pétalas esbranquiçadas, as superiores unguiculadas, com o limbo trilobado; as laterais e inferiores linear-lanceoladas e não unguiculadas; fruto em forma de cápsula subglobosa, glabra, com sulcos profundos, umbiculada e com 4 dentes no ápice; sementes reniformes, lisas, castanho-escuras.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica. Em Portugal está presente apenas no território do Continente, sendo apenas conhecidos registos da sua ocorrência em Trás-os-Montes; Beira Alta e Alto Alentejo.
Ecologia/habitat: terrenos incultos e de pastagem, bermas de estradas e caminhos, em solos arenoso-argilosos ou derivados de serpentinitos, a altitudes desde 400 a 1400 m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: concelho de Bragança (Trás-os-Montes); 19 - Junho - 2019]
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segunda-feira, 21 de março de 2022

Trevo-subterrâneo (Trifolium subterraneum)








Trevo-subterrâneo (Trifolium subterraneum L.)
Erva anual, vilosa. Caules prostrados com 10 a 90 cm, com pêlos patentes; folhas alternas, estipuladas, pecioladas, trifoliadas, com folíolos obcordiformes, subsésseis, inteiros, denticulados ou lobulados, emarginados no ápice, com pilosidade em ambas as páginas ou só na inferior; estípulas membranáceas, com a parte livre lanceolada, aguda, em geral glabra ou glabrescente; inflorescências pedunculadas  axilares, capituliformes, obovóides na floração, com 2 a 6 flores férteis e várias estéreis reduzidas ao cálice, reflexas na maturação; pedúnculos recurvados que podem atingir até 20 cm; flores férteis com corola papilionácea, esbranquiçada ou rosada, glabra, caduca na frutificação; infrutescências globosas e hipógeas; fruto (vagem indeiscente) com uma só semente, incluso ou não no cálice; sementes (2 a 4 mm) lisas, violáceas ou anegradas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Europa, Sudoeste da Ásia; Noroeste de África e Macaronésia (arquipélagos da Madeira e das Canárias). Introduzida em numerosos países para melhoramento de pastagens.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer no território do Continente, quer no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros relvados, bermas de estradas e caminhos, com preferência por solos siliciosos, a altitudes até 1700 m.
Floração: de Fevereiro a Junho.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Mastruço (Coronopus didymus)






Mastruço ou Mastruço-rasteiro * [Coronopus didymus (L.) Sm.**]
Erva anual, com raiz aprumada; caules prostrados ou decumbentes, vilosos, podendo atingir até 45 cm; folhas glabras, penatissectas, com segmentos penatipartidos ou penatifendidos, as basais maiores que as caulinares; flores diminutas com pétalas com cerca de 0,6 mm, nem sempre presentes, agrupadas em cachos laterais dispostos em oposição às folhas ou em pontos de ramificação dos caules; frutos em silícula dídima, comprimidos; sementes: 1 por lóculo.
Tipo biológico: terófito;
Família. Brassicaceae (Cruciferae);
Distribuição: planta originária da América do Sul, introduzida e naturalizada na Europa; África (Norte e Sul); América do Norte; Austrália e Macaronésia.
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal, com preferência por locais nitrificados, podendo encontrar-se em meios urbanos e à beira de estradas e caminhos, a altitudes até 700m.
Floração: de Fevereiro a Setembro. 
**Sinonímia: Lepidium didymus (L.) Sm. (basónimo); Senebiera didyma (L.) Pers.; Senebiera pinnatifida DC.
* Duas das várias designações vulgares por que é conhecida a planta no Brasil. Em Portugal não tem, ao que parece, designação comum.
(Avistamento: Almada; 30 - Abril - 2018)
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domingo, 20 de fevereiro de 2022

Candeias (Arisarum simorrhinum)







Candeias ou Capuz-de-frade (Arisarum simorrhinum Durieu)

Planta perene, acaule, com 15 a 40 cm, com tubérculo a partir do qual se desenvolvem rizomas e raízes; folhas que aparecem a partir do solo, com pecíolo comprido (5 a 34 cm) e limbo de cordiforme a hastado ou sagitado; inflorescência em forma de espádice, com pedúnculo com comprimento menor ou igual ao do pecíolo, protegida pela espata que se apresenta neste caso como estrutura tubular, curvada na parte superior, terminando em forma de capuz; espádice (mais curto ou mais comprido que a espata) com com 16 a 36 flores masculinas e 2 a 16 flores femininas, estas na base, estéril e dobrado na parte superior; fruto composto por 2 a 8 bagas; 1 a 12 sementes por cada baga.
Tipo biológico: geófito;
Família: Araceae;
Distribuição: Península Ibérica; Norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia); Ilhas Baleares; e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal, além de presente no arquipélago Madeira, ocorre também como espécie autóctone, com maior ou menor abundância, ao longo de grande parte do território do Continente. No arquipélago dos Açores surge como espécie introduzida.
Ecologia/ habitat: terrenos cultivados e incultos, taludes, bermas de estradas e caminhos, fendas e plataformas rochosas nitrificadas, em solos ácidos ou básicos, a altitudes até 840 m.
Floração: de Outubro a Abril.
(Avistamento: Serra do Risco (Arrábida); 6 - Fevereiro - 2019)
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Cornilhão-esponjoso (Scorpiurus vermiculatus)






Cornilhão-esponjoso (Scorpiurus vermiculatus L.)
Erva anual, vilosa, com caules erectos ou prostrados, ramificados a partir da base, podendo atingir até 30 cm; folhas com pecíolo achatado, quase tão comprido quanto a lâmina; esta com 15 a 35 mm de largura, oblanceolada ou elíptica, aguda, mucronada, atenuada em direcção ao pecíolo, com 5 a 7 nervuras; inflorescências com pedúnculo muito mais comprido que a folha axilante, na fase da frutificação, por via de regra com uma só flor, ou, por excepção, com 2 ou 3 no máximo; flores com corola amarela; fruto que se fragmenta muito tarde, com 5 a 7 mm de largura, enrolado em várias espirais concêntricas, geralmente todas cobertas por protuberâncias, com 5 a 8 sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica (Sardenha, Sicília, Itália, Tunísia, Argélia, Marrocos e Península Ibérica) e Macaronésia (Madeira e Canárias). Introduzida na França, Grécia e Malta.
Em Portugal além da mencionada presença no arquipélago da Madeira, distribui-se também por uma boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral Estremadura e Ribatejo)
Ecologia/habitat: prados e outros relvados; campos agrícolas; taludes, bermas de estradas e caminhos, em substratos ácidos ou básicos, a altitudes até 900m.
Floração: de Março a Junho.
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