sexta-feira, 18 de junho de 2021

Leucanthemopsis flaveola

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Leucanthemopsis flaveola (Hoffmanns. & Link) Heywood
Planta perene (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae (Compositae).
Distribuição: Planta endémica da Península Ibérica.
A sua ocorrência em Portugal, obviamente circunscrita ao território do Continente, dado tratar-se de um endemismo ibérico, está limitada a regiões situadas a norte do Tejo (Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos e rochosos, com frequência de origem granítica, a altitudes desde 100 a 1400m.
Floração: de Março a Julho.
Subespécies: socorro-me, neste ponto e uma vez mais, do saber do Paulo Araújo que, em mais um dos  excelentes textos publicados no Dias com árvores, nos esclarece que "João do Amaral Franco, no vol. II da Nova Flora de Portugal, propõe duas subespécies (subsp. flaveola e subsp. alpestris) que se diferenciariam apenas (e pouco) pelo tamanho, mas [que] é improvável que essa distinção taxonómica seja acolhida pela Flora Ibérica".
Sinonímia: Pyrethrum flaveolum Hoffmanns. & Link (Basónimo)
[Avistamentos: Coentral (Castanheira de Pera); 12 - Maio - 2013 (fotos 1, 2 e 4); Foios (Sabugal); 16 - Junho - 2013 (foto 5); Penha Garcia (Idanha-a-Nova) 7 - Abril - 2016 ( foto 4)].
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sábado, 5 de junho de 2021

Erva-da-moda (Galinsoga parviflora)





Erva-da-moda ou Picão (Galinsoga parviflora Cav.)
Erva anual com caule, em geral, muito ramificado que pode atingir até 80cm; folhas de ovadas a lanceoladas, com margens serradas; as inferiores pecioladas; as superiores, sésseis; inflorescência em capítulos subglobosos com 4 a 7 mm de diâmetro agrupando 5 ou 6 flores externas (com lígulas brancas tridentadas, quase tão compridas quanto largas) e as flores tubulares amarelas do disco; frutos (cipselas) com pêlos curtos.
Tipo biológico: terófito
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Planta originária da América do Sul, ocorre em Portugal, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, como espécie exótica.
Ecologia/habitat: locais ruderalizados (bermas de estradas e caminhos; ruas, praças e outros espaços no interior de povoações); campos agrícolas, em particular se de regadio, onde se comporta como infestante.
Floração: ao longo de todo o ano, mas com maior intensidade nos meses de Maio a Setembro.
Observação: em Portugal tem o estatuto de espécie invasora ( anexo I do Decreto-Lei n° 565/99, de 21 Dezembro)
[Local e data do avistamento: Costa da Caparica (Almada); 3 - Junho - 2021]
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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Armeria pinifolia








Armeria pinifolia (Brot.) Hoffmanns. & Link
Planta herbácea perene com cepa pouco ramificada; escapos com 30 a 50 cm, pubérulos; folhas (com 50 a 90mm) homomorfas, filiformes, pubérulas; flores (com cálice com aristas em geral iguais ou maiores que os lóbulos e corola de branca a rosada) agrupadas em glomérulos protegidos por invólucros com 17 a 25 mm de diâmetro, formados por 18 a 24 brácteas involucrais de cor canela ou acastanhada clara, pubescentes ou pubérulas, dispostas em escama, crescendo em tamanho do exterior para o interior.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plumbaginaceae;
Distribuição: planta endémica de Portugal Continental (LU) com ocorrência circunscrita ao Ribatejo, Estremadura, Baixo Alentejo e  Algarve (Aljezur).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos e pinhais próximos do litoral, em solos arenosos, a altitudes até 150 m.
Floração: de Abril a Junho.
Sinonímia: Statice pinifolia Brot. (Basónimo)
Estatuto de conservação da espécie: incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental na categoria IUCN de "Vulnerável".
(Local e data: Fernão Ferro (Seixal) - Maio - 2021)
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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Euphorbia uliginosa

 







Euphorbia uliginosa Welw. ex Boiss.
Planta perene, glabra, ou glabrescente, com 20 a 25 cm; caule erecto, folhoso, com 1 a 4 ramos laterais férteis; folhas elípticas, adpresas, nunca arroseteadas, com margem serrilhada; pleiocásio com 3 a 5 raios, bifurcados 1 a 2 vezes, amarelado durante a ântese, posteriormente verde; ciátio séssil, com nectários amarelados, sem apêndices; fruto subesférico, claramente sulcado, com lóculos arredondados, cobertos de verrugas digitiformes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Planta endémica do Oeste da Península Ibérica, com ocorrência limitada, em Portugal, ao Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Estremadura e circunscrita, em Espanha, à província da Corunha.
Ecologia/habitat: matagais e terrenos relvados em locais, temporária ou permanentemente, encharcados, ou muito húmidos, mas relativamente quentes, a altitudes até 400m.
Floração: de Abril a Julho.
[Local e datas dos avistamentos: Fernão Ferro (Seixal); 3/24 - Maio - 2021]
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domingo, 23 de maio de 2021

Linho-rijo (Linum strictum)


Linho-rijo, ou Linho-estreito (Linum strictum L.)
Erva anual, com caule erecto, geralmente ramificado no terço superior. Pode atingir cerca de 40 cm de altura.
Tipo biológico: terófito;
Família:  Linaceae
Distribuição geral: sul da Europa, norte e leste de África, sudoeste da Ásia e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal continental ocorre, sobretudo, no centro e sul do território, surgindo em terrenos incultos, em relvados e em clareiras de matos, sobre substrato calcário, ou argilo-arenoso.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Murfacém - Trafaria  (Almada); 21 - Maio - 2021)
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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Cyclospermum leptophyllum







Cyclospermum leptophyllum (Pers.) Sprague *
Erva anual, glabra; caules com 5 a 60 cm, ramificados, fistulosos; folhas multipenatissectas (2 ou 3 vezes), com divisões de última ordem lineares ou filiformes; as basais pecioladas; as superiores sésseis; umbelas sésseis ou curtamente pedunculadas com 1 a 5 raios: flores hermafroditas; cálice com dentes diminutos, quase imperceptíveis; pétalas brancas, ou branco-esvervedeadas, ovadas, homogéneas; fruto com 1,2 a 3 mm de largura, de orbicular a ovóide, glabro, levemente comprimido lateralmente.
Tipo biológico: terófito:
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: originária da América, mas introduzida e naturalizada em zonas temperadas e tropicais  do globo e, como tal, considerada actualmente como planta cosmopolita. Nalgumas regiões é tida na conta de erva daninha.
Como planta exótica ocorre também em Portugal Continental, sendo, no entanto, raros os registos de ocorrência da espécie, registos que no Portal da SPBotância (Flora.on) surgem limitados ao Algarve, Estremadura e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: relvados; bermas de estradas e caminhos; zonas ajardinadas; em terrenos com alguma humidade e, com alguma frequência, em locais perturbados. 
Floração: de Maio a Julho.
* Sinonímia: Pimpinella leptophylla Pers. (Basónimo); Apium leptophyllum (Pers.) Benth.
[Local e data do avistamento: Costa da Caparica (Almada); Maio - 2021]
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sábado, 15 de maio de 2021

Silene disticha

 





Silene disticha Willd.
Erva anual, com 25 a 60 cm, com caules erectos, simples ou ramificados na metade superior, com duplo indumento (viloso, na parte inferior e retrorso-pubérulo na parte superior); folhas com alguma vilosidade dispersa; as inferiores, oblanceoladas; as superiores, lanceoladas; inflorescências em geral ramificadas, com dois ramos laterais, densos, separados por uma flor central; brácteas mais compridas que os pedicelos; cálice claviforme na frutificação, viloso nos nervos e pubérulo-glanduloso nos espaços entre os nervos, com dentes lanceolados; pétalas com limbo bífido, branco-rosado ou esbranquiçado, pouco saliente no exterior do cálice; cápsula (fruto) subglobosa com 7 a 8 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Península Ibérica, Ilhas Baleares e Noroeste de África.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve,  Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos calcários ou areníticos a altitudes até 500 m
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Monte da Caparica (Almada); 15 - Maio - 2021].
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terça-feira, 11 de maio de 2021

Trevo-rasteiro-da-praia (Lotus arenarius)




Trevo-rasteiro-da-praia (Lotus arenarius Brot.)
Erva anual, pilosa que pode atingir até 50 cm, com caules ramificados desde a base, erectos ou ascendentes, por vezes, decumbentes; folhas formadas por 5 folíolos; inflorescências axilares, pedunculadas, com 2 a 9 flores agrupadas em glomérulos protegidos por uma bráctea com 3 folíolos; pedúnculo direito, erecto-patente, até 3 vezes mais comprido que a folha axilante; flores com cálice piloso e corola amarela, esta bastante maior que o cálice; fruto cilíndrico, direito, até 4 vezes mais comprido que o cálice, com 18 a 25 sementes.
Tipo biológico: terófito:
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de África (Marrocos).
Em Portugal ocorre, apenas no território do Continente e circunscrita ao Alto Alentejo, Estremadura e, duvidosamente, ao Algarve.
Ecologia/habitat: terrenos arenosos costeiros e clareiras de pinhais e  matos próximos do litoral, a altitudes até 100 m.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data do avistamento:Costa da Caparica (Almada); 4 - Maio - 2021)
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segunda-feira, 10 de maio de 2021

Pequena ou minúscula



Pseudorlaya pumila (L.) Grande *
Pseudorlaya é um género (da família Apiaceae/Umbelliferae) onde tudo tende para o pequeno, a começar pelo número de espécies que engloba: cinco admitidas, no máximo; duas apenas, segundo a Flora Ibérica (Pseudorlaya pumila e Pseudorlaya minuscula), havendo mesmo quem reconheça apenas a primeira daquelas.
Não é fácil, de facto, distinguir as duas espécies, pois se uma é pequena (pumila) (caules com 5 a 20cm) a outra é minúscula (caules com 3 a 15 cm), sendo que também o "hábito" de uma e de outra são semelhantes e parecido é igualmente o habitat de ambas: dunas e areais marítimos.
Há, todavia, segundo a referida Flora Ibérica, algumas diferenças que permitem distingui-las, com realce (porque mais perceptível para leigos, como eu) para o número de raios das umbelas (3 a 7, para a P. pumila - 6 no caso da imagem supra - e 3 a 4 para a P. minuscula). A referida publicação regista ainda outras diferenças, dificilmente perceptíveis a olho nu, no que respeita aos frutos maduros: (a P. pumila tem frutos com 7,5 mm de comprimento, revestidos de espinhos dorsais com tamanhos diferentes dos laterais, ao passo que os frutos da  P. minuscula  têm 4,5 a 7,5mm de comprimento e os espinhos dorsais e laterais são de tamanho igual.
Já quanto à distribuição é notória a divergência: a ocorrência da P. minuscula está limitada à Península Ibérica e a Marrocos, enquanto a  P. pumila surge na  Europa Ocidental e por toda a Região Mediterrânica. 
Em Portugal, contrariamente ao que acontece com a distribuição geral das duas espécies, a P. minuscula tem uma distribuição mais ampla do que a P. pumila: aquela ocorre no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e, possivelmente, também no Minho, enquanto que esta surge apenas no Algarve e Baixo Alentejo e, eventualmente, também na Estremadura.
Floração da P. pumila: de Fevereiro a Maio
* Sinonímia: Caucalis pumila L. (Basónimo)
(Local e data das imagens supra: Ponta da Areia - Vila Real de Santo António, 26 - Março - 2014)
Aditamento:
Novas imagens da Pseudorlaya pumila obtidas na Costa da Caparica (Almada) em 4 - Maio - 2021, e ora publicadas com a intenção de permitir comparar  os frutos desta espécie com os frutos da congénere Pseudorlaya minuscula


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Erva-pulgueira (Pulicaria paludosa)





Erva-pulgueira ou Mata-pulgas (Pulicaria paludosa Link)
Erva anual ou, embora raramente, bienal, com caules pubescentes ou glabrescentes, muito ramificados, que podem atingir até 75 cm; folhas alternas, oblongo-lanceoladas, com pêlos glandulares e não glandulares, as inferiores sésseis, as superiores semi-amplexicaules; flores amarelas (agrupadas em capítulos protegidos por invólucro formado por bráteas lanceoladas); as exteriores liguladas; as do disco, tubulosas.
Tipo biológico: terófito:
Família: Asteraceae (Compositae)
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África (Marrocos). Introduzida na América do Norte.
Em Portugal ocorre, como planta autóctone, distribuindo-se, embora de forma não uniforme, por quase todo o território do Continente (é mais abundante no interior do que nas regiões próximas do litoral). Como espécie introduzida está também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: leitos de cheia; relvados húmidos; outros locais temporariamente encharcados.
Floração: de Abril a Novembro.