segunda-feira, 13 de abril de 2026

Piorno-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus)

 







Piorno-da-Estrela ou Piorneira-da-Estrela (Cytisus oromediterraneus Rivas Mart., T.E.Díaz, Fern.Prieto, Loidi & Penas)

Arbusto com até 150 cm de altura, com ramificação densa e folhagem rara durante a floração e a frutificação. Ramos com entrenós curtos, de secção mais ou menos circular, com indumento duplo,  tornando-se ásperos ao tacto com o decorrer do tempo (escábridos). Folhas estipuladas e unifoliadas, com folíolos oblanceolados ou subespatulados, atenuados em pecíolos compridos, com pilosidade em ambas as páginas. Flores axilares, solitárias ou geminadas com corola amarela. Fruto deiscente, aplanado, viloso, negro após a maturação, com 3 a 6 sementes.
Tipo biológico: fanerófito; caméfito.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Península Ibérica e França (Centro e Sul). Em Portugal a espécie está circunscrita à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/habitat: matagais de alta montanha em solos rochosos e/ou pedregosos de natureza granítica, xistosa e quartzítica, a altitudes desde 600 a 2300 m.
Floração: Maio a Julho.
(Avistamentos: Serra da Estrela; Junho de 2015 e 2016)

Época das orquídeas silvestres (2026): Limodorum abortivum

Limodoro-mal-feito [Limodorum abortivum (L.) Sw.]

Família: Orchidaceae;
Outras imagens e + informação: aqui.
(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 9 - Abril -2026)

domingo, 29 de março de 2026

Época das orquídeas silvestres (2026): Erva-do-salepo (Anacamptis morio)

 



Anacamptis morio (L.) Bateman, Pridgeon & M.W.Chase*
*Sinónimo: Orchis morio L.
Outras imagens e + informação: aqui
[Avistamento: São Martinho das Amoreiras (Odemira); 29 - Março - 2026]

sexta-feira, 27 de março de 2026

Muscari matritense

 








Muscari matritense Ruíz Rejón, Pascual, C.Ruíz Rejón, Valdés & J.L.Oliv.

Erva perene, bolbosa, glabra. Bolbo, de ovóide a subgloboso, sem bolbilho ou com apenas 1  formado no exterior do bolbo. Haste floral escaposa, simples, erecta, maciça, de secção circular, podendo atingir até 80 cm de altura. Folhas (por via de regra 3 a 4 por bolbo) todas basais, com 8 a 16 mm de largura, com comprimento variável (mais curtas que a haste floral ou tão ou mais compridas que esta) lineares, de ascendentes a prostradas, caniculadas ou quase planas em direcção ao ápice. Inflorescência cilíndrica, lassa, que vais aumentando de comprimento podendo atingir na frutificação até 36 cm. Flores apicais (até 50) estéreis, muito diferentes das flores férteis; pedicelo com até 25mm e perianto obovóide, subcilíndrico ou claviforme, de cor azul-violeta ou lilás. Flores férteis (entre 25 a 60) patentes, com pedicelos que aumentam de comprimento podendo atingir até 7,5 mm na frutificação; perianto subcilíndrico, em tons de amarelo-ocre, na maturação e de cor  malva nas flores enquanto imaturas; com lóbulos recurvados, obtusos, amarelos. Fruto sob a forma de cápsula trígona, com contorno ovado, com ápice truncado ou apiculado, com 2 sementes por lóculo.
Tipo biológico: geófito;
Família: Asparagaceae;
Distribuição: endemismo da Península Ibéríca, só recentemente (em 2022) descoberto em território de Portugal Continental. A crer nos registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on), só serão conhecidas duas localizações em território português. 
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos, em solos siliciosos, dolomíticos ou serpentínicos, a altitudes até 2000 m.
Floração: de Maio a Julho.
(Avistamentos: concelho de Sesimbra; 6 - Maio - 2025 (as 4 primeiras fotos); 2 - Junho - 2025 (as retantes)

quarta-feira, 25 de março de 2026

Hyacinthoides mauritanica

 





Hyacinthoides mauritanica (Schousb.) Speta *

Erva perene, bolbosa, glabra. Bolbo subesférico. Haste floral simples, maciça, de secção circular, com 8 a 50 cm. Folhas todas basais, em geral 3 a 5 por bolbo, lineares, sésseis, com comprimento muito variável, com margens planas ou onduladas, falcadas em direcção ao ápice. Inflorescência subcorimbosa, em geral cónica, direita, com 4 a 18 flores, erecto-patentes, dispostas de forma multilateral, com 2 brácteas por cada pedicelo, a inferior mais comprida que a superior. Flores hermafroditas, actinomorfas, com perianto estrelado na antese, com 6 tépalas livres, uniformemente azuladas, lanceolado-elípticas com ápice direito. Androceu com 6 estames soldados na base das tépalas, todos com comprimento semelhante; anteras em geral ovóides, azuis, com polén amarelado, raramente azul. Gineceu com 3 carpelos soldados em ovário súpero, séssil, trilocular; estilo filiforme, persistente. Fruto em forma de cápsula, com 2 a 4 (eventualmente até 6) sementes por lóculo.
Tipo biológico: geófito;
Família: Asparagaceae;
Distribuição: espécie com distribuição limitada a Portugal Continental (Algarve, Alto e Baixo Alentejo Extremadura e Ribatejo) e ao extremo Noroeste de Marrocos, limitado a uma pequena área da parte atlântica da região Tanger -Tetuão).
Ecologia/habitat: pastagens e outros arrelvados em solos arenosos e pedregosos, húmidos ou mesmo temporariamente encharcados, em substrato silicioso ou calcário, a alitudes até 205 m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
* Sinonímia: Scilla mauritanica Schousb. (Basónimo); Hyacinthoides vicentina subsp. transtagana Franco & Rocha Afonso.
(Avistamento: as plantas das imagens publicadas foram observadas no concelho de Alcochete em 16 - Março - 2026)

terça-feira, 24 de março de 2026

Época das orquídeas silvestres (2026): Anacamptis pyramidalis






 Orquídea-piramidal, ou Satirião-menor [Anacamptis pyramidalis (L.)Rich.] 

Anacamptis pyramidalis é uma erva vivaz, com raízes tuberosas, da família Orchidaceae, cuja haste floral pode atingir até cerca de 70cm e, por isso, facilmente observável no meio ambiente onde surge.
A espécie distribui-se pela Região Mediterrânica e por boa parte da Europa e da Ásia, ocorrendo geralmente em terrenos relvados incultos e em clareiras de matos, com substrato calcário. Em Portugal encontra-se apenas no centro e sul do território do Continente e, a crer no número de exemplares encontrados durante algumas passagens pelas Serras d'Aire e Candeeiros, diria que em Portugal a espécie tem ali  o seu ambiente de eleição.
Floração: de Março a Junho:
(Avistamento: Trafaria (Almada);  24 - Março - 2026)

domingo, 15 de março de 2026

Luzerna-arábica (Medicago arabica)

 








Luzerna-arábica ou Luzerna-negra [Medicago arabica (L.) Huds.]

Erva anual, ramificada desde a base, com indumento de pêlos multicelulares e não glandulosos. Caules ascendentes com até 75 cm de comprimento. Folhas pecioladas, alternas, trifolioladas, com folíolos obcordados, obovados, serrilhados, geralmente com uma mancha escura no centro. Inflorescências racemosas, com 2 a 5 flores, pedunculadas, (com pedúnculo mais curto que o pecíolo da folha axilante). Flores pediceladas, com cálice pubescente, com dentes aproximadamente do mesmo comprimento que o tubo; corola amarela, com estandarte mais comprido que a quilha e esta mais comprida que as asas. Fruto (vagem) globoso, espinhoso, glabro, espiralado, com 4 a 7 espiras. Sementes com até 3,5 mm, reniformes, alaranjadas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: originária do Centro e Sul da Europa; Noroeste da África; Macaronésia e Sudoeste da Ásia. Introduzida em várias outras regiões do Globo.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, ainda que de forma descontínua, ao longo de todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados, pastagens e outros arrelvados, em locais húmidos, ainda que apenas temporariamente, como bermas de estradas e caminhos, a altitudes 1100.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Restelo (Lisboa); 4 - Março - 2026)

Plantas exóticas: Alkanna orientalis




Alkanna orientalis (L.) Boiss.
Planta herbácea perene, com indumento denso de pêlos glandulosos que pode atingir até 45 cm de altura; folhas basais com 10 a 20 cm, lanceoladas; as caulinares menores que as basais, ovadas; umas e outras com com margens onduladas. Inflorescência escorpióide, densa, localizada no ápice dos ramos; flores com cálice acrescente, quase duplicando de tamanho na frutificação, com 5 dentes mais compridos que o tubo; corola do tipo infundibiliforme, em tons de amarelo-vivo; fruto sob a forma de tetranúcula.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: planta nativa da região mediterrânica oriental, prolongando-se pelo continente asiático até  ao Irão. Entretanto introduzida noutras regiões do planeta, para fins diversos, incluindo ornamentais.
Ecologia/habitat;  planta com preferência por terrenos rochosos em zonas secas ou mesmo semiáridas. 
Floração: de Março a finais de Junho. 
(Avistamento: Capadócia (Turquia); 29 - Março - 2011]