Muscari matritense Ruíz Rejón, Pascual, C.Ruíz Rejón, Valdés & J.L.Oliv.
Erva perene, bolbosa, glabra. Bolbo, de ovóide a subgloboso, sem bolbilho ou com apenas 1 formado no exterior do bolbo. Haste floral escaposa, simples, erecta, maciça, de secção circular, podendo atingir até 80 cm de altura. Folhas (por via de regra 3 a 4 por bolbo) todas basais, com 8 a 16 mm de largura, com comprimento variável (mais curtas que a haste floral ou tão ou mais compridas que esta) lineares, de ascendentes a prostradas, caniculadas ou quase planas em direcção ao ápice. Inflorescência cilíndrica, lassa, que vais aumentando de comprimento podendo atingir na frutificação até 36 cm. Flores apicais (até 50) estéreis, muito diferentes das flores férteis; pedicelo com até 25mm e perianto obovóide, subcilíndrico ou claviforme, de cor azul-violeta ou lilás. Flores férteis (entre 25 a 60) patentes, com pedicelos que aumentam de comprimento podendo atingir até 7,5 mm na frutificação; perianto subcilíndrico, em tons de amarelo-ocre, na maturação e de cor malva nas flores enquanto imaturas; com lóbulos recurvados, obtusos, amarelos. Fruto sob a forma de cápsula trígona, com contorno ovado, com ápice truncado ou apiculado, com 2 sementes por lóculo.
Tipo biológico: geófito;
Família: Asparagaceae;
Distribuição: endemismo da Península Ibéríca, só recentemente (em 2022) descoberto em território de Portugal Continental. A crer nos registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on), só serão conhecidas duas localizações em território português.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos, em solos siliciosos, dolomíticos ou serpentínicos, a altitudes até 2000 m.
Floração: de Maio a Julho.
(Avistamentos: concelho de Sesimbra; 6 - Maio - 2025 (as 4 primeiras fotos); 2 - Junho - 2025 (as retantes)