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domingo, 15 de março de 2026

Plantas exóticas: Alkanna orientalis




Alkanna orientalis (L.) Boiss.
Planta herbácea perene, com indumento denso de pêlos glandulosos que pode atingir até 45 cm de altura; folhas basais com 10 a 20 cm, lanceoladas; as caulinares menores que as basais, ovadas; umas e outras com com margens onduladas. Inflorescência escorpióide, densa, localizada no ápice dos ramos; flores com cálice acrescente, quase duplicando de tamanho na frutificação, com 5 dentes mais compridos que o tubo; corola do tipo infundibiliforme, em tons de amarelo-vivo; fruto sob a forma de tetranúcula.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: planta nativa da região mediterrânica oriental, prolongando-se pelo continente asiático até  ao Irão. Entretanto introduzida noutras regiões do planeta, para fins diversos, incluindo ornamentais.
Ecologia/habitat;  planta com preferência por terrenos rochosos em zonas secas ou mesmo semiáridas. 
Floração: de Março a finais de Junho. 
(Avistamento: Capadócia (Turquia); 29 - Março - 2011]

domingo, 8 de março de 2026

Alkanna macrophylla

Alkanna macrophylla Boiss. & Heldr.

Planta perene que, partilhando embora muitas das características das suas congéneres, delas se distingue pelo facto de possuir folhas maiores do que as demais. Daí o qualificativo "macrophylla" que tem precisamente o significado de "folha grande".
É espécie endémica da Turquia, ocorrendo apenas na região costeira do Mediterrâneo, na Província da Antália, surgindo em zonas rochosas e em muros e paredes de edifícios antigos ou abandonados, onde floresce de Março a Junho.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae.
(Avistamento: cidade de Antalya (Turquia); 2 - Abril - 2011)

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Soagem-viperina (Echium tuberculatum)



Soagem-viperina *(Echium tuberculatum Hoffmanns. & Link)
Erva bienal com 40 a 130 cm, unicaule ou multicaule, com caules erectos, simples, rara e escassamente ramificados, com indumento duplo formado por pêlos compridos e rígidos e por abundantes pêlos curtos, adpresos e retrorsos; folhas com indumento duplo (pêlos rígidos curtos, erecto-patentes, com base pustulada e abundantes pêlos curtos, aplicados, antrorsos), as inferiores dispostas em roseta basal, estreitando-se gradualmente terminando num pecíolo curto; as caulinares médias, sésseis, estreitamente elípticas ou lanceolado-elípticas; as superiores estreitamente oblongas, com uma base ligeiramente alargada; inflorescência em forma de espiga, aproximadamente cilíndrica, com numerosas cimeiras densas e ligeiramente curvadas na floração; flores marcadamente zigomorfas, com corola estreitamente infundibuliforme, de cor azul, azul-violeta ou azul-avermelhada, com pêlos distribuídos por toda a superfície externa, sendo, porém, mais compridos os dispostos nas nervuras; 2, 3 ou 4 estames a sobressair ligeiramente do interior da corola, tal como o estilete que é também mais comprido que a corola.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Oeste de Península Ibérica e Norte de África.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone no Centro e Sul do território do Continente.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em substratos preferentemente arenosos, a altitudes até 500m.
Floração: de Março a Agosto.
[Avistamento: Cabo Espichel (PNArrábida); 6 - Maio - 2025]

sábado, 17 de maio de 2025

Buglossa-arvense [Anchusa arvensis]



Buglossa-arvense *[Anchusa arvensis (L.) M.Bieb.**]

Erva anual, unicaule ou multicaule, com 20 a 70 cm, com denso revestimento de pêlos rígidos e compridos (híspidos), com caules erectos, ramificados na parte superior; folhas com pêlos compridos patentes e outros curtos; as inferiores (com 20 x 2 cm) pecioladas, estreitas, oblanceoladas, com margem sinuado-dentada, obtusas, mucronadas; as médias e superiores (com 8 a 12 x 2 cm) decurrentes, oblongas, agudas, com margem ondulada ou sinuado-dentada; inflorescências em cimeira, densas, com até 7 cm na frutificação; flores com cálice com indumento híspido e corola azulada, com 4 a 6 mm de diâmetro.
Tipo biológico: terófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: em grande parte da Europa, com excepção do Sudeste.
Em Portugal ocorre espécie autóctone apenas no território do Continente e circunscrita à região de Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: campos cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, em substratos ácidos ou básicos, a altitudes desde 400 até 1200m.
Floração: de Maio a Agosto
*Outros nomes comuns: Língua-de-vaca, Blugossa-do-norte
**Sinonímia: Lycopsis arvensis L. (basónimo).
(Avistamento: concelho de Vinhais - Trás-os-Montes; 18 - Junho - 2019)

sábado, 10 de dezembro de 2022

Massaroco-de-Porto-Santo (Echium portosanctensis)






Massaroco-do-Porto-Santo (Echium portosanctensis J. A. Carvalho, Pontes, Batista-Marques & R. Jardim)
Espécie endémica da ilha de Porto Santo (arquipélago da Madeira) o Massaroco-do-Porto-Santo só há relativamente pouco tempo foi descrito como uma nova espécie de Echium, distinta de outras espécies  congéneres também endémicas do arquipélago Madeira  (Echium nervosum e Echium candicans) que apresentam grandes semelhanças com a nova espécie, circunstância que é particularmente evidente no caso do E. nervosum que também ocorre na ilha de Porto Santo, ao contrário do E. candicans que, sendo embora endémico do arquipélago, só existe na ilha da Madeira.  
[Para observação das características distintivas da nova espécie veja-se o artigo científico denominado  A new species of Echium (Boraginaceae) from the island of Porto Santo (Madeira Archipelago  de  J. A. Carvalho et al. (2010). In Anales del Jardín Botánico de Madrid 67: 87-96].
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: ilha de Porto Santo (arquipélago da Madeira)
Ecologia/habitat: terrenos secos e, em geral, pedregosos nos Picos de Porto Santo, designadamente no Pico Branco (onde as fotos supra foram obtidas).
Floração: ocorre com maior intensidade durante os meses de Março a Maio.
(Avistamento: Pico Branco - Porto Santo; 16 - Maio - 2022)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Heliotropium ramosissimum





Heliotropium ramosissimum (Lehm.) Sieber ex DC.

Erva perene, ascendente ou procumbente, vilosa (com revestimento de pêlos brancos), de base lenhosa, com caule muito ramificado a partir da base, podendo atingir até cerca de 50cm; folhas alternas, simples, curtamente pecioladas, com superfície algo enrugada, crespa e margem revoluta; flores brancas, pentâmeras, com corola em forma de funil, dispostas em fiadas duplas em cimeiras escorpióides, mais ou menos densas; frutos ovóides com revestimento piloso denso.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Macaronésia (arquipélagos de Cabo Verde e das Canárias e ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira); África, a oeste (Mauritânia, Senegal, Mali, Burquina Faso e Nigéria) e a leste (Egipto e Sudão); e Sudoeste da Ásia (desde a Península Arábica até ao Afeganistão).
A ocorrência em Portugal, como se depreende do que fica dito, está circunscrita à ilha de Porto Santo.
Ecologia: locais secos, com preferência por substratos arenosos, eventualmente pedregosos.
(Avistamento: ilha de Porto Santo; 17 - Maio - 2022)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Buglossa-ondulada (Anchusa undulata)




Buglossa-ondulada *(Anchusa undulata L.)
Erva anual, bienal ou perene, uni ou multicaule, híspida, com pêlos rígidos, com frequência em companhia de outros mais curtos, retrorsos, aplicados; caules erectos, com 30 a 60 cm, geralmente ramificados apenas ao nível da inflorescência; folhas agudas, com margem ondulada ou sinuado-dentada; as da base dispostas em roseta, secas na frutificação; inflorescência em cimeiras, mais ou menos densas; flores com cálice dividido (até cerca de 1/2 do seu comprimento, no caso da subsp. undulata, ou até 2/3  do comprimento, no caso da subsp. granatensis); corola  com 5 a 10 mm de diâmetro, de cor azul, azul-violeta, ou purpúrea, raras vezes branca. 
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. 
Em Portugal Continental, tal como em toda a Península Ibérica, ocorrem as duas mencionadas subespécies, sendo certo que a subespécie granatensis  é mesmo um endemismo ibérico.
Ecologia/habitat: pastagens e outros relvados com alguma humidade, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1800m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Julho.
*Outro nome comum: Língua-de-vaca-ondeada.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Myosotis secunda








Myosotis secunda Al.Murray
Erva perene que pode atingir até 70 cm,  com estolões grossos na base; caules erectos, ou decumbentes na base, com indumento formado por abundantes pêlos compridos, patentes ou ligeiramente virados para o ápice; folhas alternas, com revestimento de pêlos compridos e patentes, pelo menos na página inferior; inflorescência com indumento de pêlos curtos, aplicados, antrorsos, formada por cimeiras simples ou geminadas; flores ebracteadas, pediceladas, com pedicelos mais compridos que o cálice, por vezes recurvados na base; corola rotácea com limbo azulado e tubo branco, mais curto que o cálice.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Europa Ocidental.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente, ainda que de forma irregular e descontínua e no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat:  relvados húmidos temporariamente encharcados; margens de rios e de outros cursos de água, de lagos e lagoas, em substrato preferencialmente ácido, a altitudes até 1800 m. 
Floração: de Abril a Setembro.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pulmonaria longifolia







Pulmonaria longifolia (Bastard) Boreau *
Erva rizomatosa, hirsuta, com 10 a 50cm; caules erectos, simples ou ramificados na base; folhas com pêlos glandulíferos em ambas as páginas; flores com corola infundibuliforme de cor azul com manchas purpúreas e/ou violáceas, agrupadas em cimeiras.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa. Introduzida e naturalizada na Inglaterra e América do Norte.
Em Portugal Continental ocorre apenas em Trás-os-Montes (com presença confirmada através de registos existentes no Portal da SPBotânica (Flora.on) e na Beira Baixa (informação da Flora Iberica). Em qualquer caso, trata-se, aparentemente, de espécie pouco comum no país.
Ecologia/habitat: bosques caducifólios a altitudes até 1600m.
Floração: de Abril a Julho.
* Sinonímia: Pulmonaria angustifolia L. var. longifolia Bastard (Basónimo).
(Local e data dos avistamentos: Serra da Nogueira - Trás-os-Montes; 4 e 5 - Junho - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Buglossoides arvensis subsp. arvensis











Buglossoides arvensis subsp. arvensis (L.) I. M. Johnst. *
Erva anual, híspida, com caules erectos, simples ou ramificados que podem atingir até 45/50 cm de altura; folhas com formas variadas (espatuladas, obovadas ou oblongas, as basais; elípticas, lineares, por vezes espatuladas, as caulinares; umas e outras agudas, subagudas, por vezes, obtusas)M flores com corola branca agrupadas em inflorescências pouco densas; frutos com 4 núculas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Boraginaceae;
Distribuição: planta nativa da Europa, introduzida e naturalizada na América. Em Portugal ocorre apenas no  Continente e não cobre todo o território, pois apenas se encontra no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo  e Trás-os-Montes(?).
Ecologia/habitat: pastagens, clareiras de matos, taludes, bermas de estradas e caminhos, com preferência por substratos calcários e arenosos, a altitudes até 1900m.
Floração: de Janeiro a Junho.
*Sinonímia:Lithospermum arvense L. (Basónimo); Buglossoides arvensis subsp. occidentalis Franco
(Local e datas do avistamento: Costa da Caparica; Fevereiro / Março . 2018)