sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Junça-triangulada (Schoenoplectus mucronatus)




Junça-triangulada *[Schoenoplectus mucronatus (L.) Palla **]

Erva perene, cespitosa, com 20 a 100cm de altura. Caules, de verdes a glaucos, trígonos, com faces planas; folhas reduzidas a bainhas truncadas; inflorescências formadas por glomérulos ou fascículos de espiguetas sésseis.
Tipo biológico: hemicriptófito; helófito;
Família: Cyperaceae;
Distribuição: Europa, Ásia; África e Austrália. Como espécie introduzida, ocorre também na América do Norte.
Em Portugal, enquanto espécie autóctone, ocorre apenas no território do Continente (Alto e Baixo Alentejo; Ribatejo, Estremadura, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho). Presente também no arquipélago dos Açores, como planta introduzida. Inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: arrozais; margens de lagoas, charcas e outras superfícies de águas lentas ou paradas.
Floração: de Julho a Novembro.
* Outros nomes comuns: castanhol, erva-espeto, junquinho-do-arroz.
** Sinonímia: Scirpus mucronatus L. (basónimo)
(Local e data: arrozal na área do concelho de Mora; 1 - Agosto - 2022)
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domingo, 7 de agosto de 2022

Fimbristylis bisumbellata





Fimbristylis bisumbellata (Forssk.) Bubani
Erva anual, com caules erectos ou ascendentes, glabros, com 3 a 15 cm; folhas com 2 a 7 cm, basais, planas, canaliculadas ou enroladas, escábridas, pelo menos na proximidade do ápice; inflorescências em forma de antela umbeliforme com 4 a 30 espiguilhas de contorno oval, elíptico ou lanceolado, solitárias ou dispostas em pequenos grupos.
Tipo biológico: terófito;
Família: Cyperaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e, pontualmente, alguns locais na região tropical do mesmo Continente.
Em Portugal, a sua ocorrência está limitada a parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral e Ribatejo)
Ecologia/habitat: terrenos arenosos em locais temporariamnete inundados, margens de albufeiras e charcas, margens e leitos de cheia de cursos de água, a altitudes até 750 m.
Floração: de Junho a Novembro.
[Avistamento: Ribeira do Divor (Coruche); 1 - Agosto - 2022]
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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Martagão (Lilium martagon)

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Martagão (Lilium martagon L.)
Planta bulbosa, perene. Bolbo globoso-ovóide, com 3 a 5 cm de diâmetro; caule de cor verde a castanho púrpura, glabrescente ou pubescente na parte superior, podendo atingir até 2 m de altura; folhas todas primaveris, glabras ou pubescentes, sem brilho; as da parte média dispostas em verticilos de 5 a 16, de lanceoladas a ovadas, patentes; as dos extremos mais pequenas, lanceoladas, mais ou menos aplicadas; inflorescência em cacho com 1 a 15 flores não aromáticas, pêndulas durante a antese, com perianto estrelado com tépalas brilhantes, de cor rosada a violácea, ou branca por excepção, com manchas de cor púrpura; fruto em forma de cápsula com 20 a 35 mm, erecta.
Tipo biológico: geófito;
Família: Liliaceae;
Distribuição: planta de distribuição euroasiática, ocorrendo em regiões temperadas desde o Oeste da Europa até ao Leste da Ásia.
A sua distribuição em Portugal está limitada ao território do Continente e circunscrita a regiões do Centro e Norte (Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: pastagens de montanha; em orlas e sob coberto de bosques caducifólios e de matagais, sempre em locais com alguma humidade, a altitudes até 2100m.
Floração: de Junho a Agosto.
Nota: incluida em Portugal na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental e integrada, de acordo com os critérios de extinção da União Internacionnal para a Conservação da Natureza (IUCN) na categoria de VULNERÁVEL.
[Avistamento: Mata da Margaraça (Serra do Açor); 1 - Julho - 2022 (fotos 1 a 5); Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019 ( fotos restantes).
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sábado, 30 de julho de 2022

Avenca-negra (Asplenium adiantum-nigrum var. adiantum-nigrum)






Avenca-negra ou Feto-negro (Asplenium adiantum-nigrum var. adiantum-nigrum L.)

Feto com rizoma alongado, por vezes, ramificado, coberto de escamas castanhas, de lanceoladas a oblongo-lanceoladas, terminando em ponta comprida, filiforme; frondes com 10 a 30 cm, com pecíolo castanho-escuro ou negro arroxeado, com frequência verde na proximidade da lâmina, com cerca de metade do comprimento desta, glabro; lâmina ovado-triangular, em geral bipinada, aguda, mas não acuminada no ápice, com consistência mais ou menos coriácea, com aspecto brilhante, com 8 a 15 pares de pinas ovado-lanceoladas, agudas, não caudadas; pínulas de oblongo-ovadas a obovadas, com poucos dentes no ápice; soros oblongo-lineares, inseridos na proximidade da nervura média.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Aspleniaceae;
Distribuição: Europa Ocidental; montanhas da Região Mediterrânica; Região Macaronésia (com excepção do arquipélago da Madeira); América do Norte, Ásia temperada e, dubitativamente, montanhas da África Tropical.
Em Portugal ocorre não só em boa parte todo o território do Continente (Algarve, Beira Baixa, Beira Alta, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os- Monte) mas também no arquipélago 
dos Açores.
Ecologia/habitat: locais sombrios e húmidos, fendas de rocha, em solos siliciosos ou calcários a altitudes até 3100 m.
Reprodução: de Janeiro a Novembro
[Avistamento: margens do rio Côa (Sabugal); 13 - Junho - 2022]
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terça-feira, 26 de julho de 2022

Euphorbia matritensis







Euphorbia matritensis Boiss.

Planta perene, multicaule, glabra ou glabrescente, com caules com 15 a 50 cm, erectos, por vezes lignificados na base, simples ou ramificados, alguns estéreis; folhas um tanto suculentas, lanceoladas, elípticas ou lineares, em geral sésseis, decíduas as do terço inferior; pleiocásio com 5 a 10 raios, bifurcados 1 a 3 vezes; brácteas pleiocasiais ovado-lanceoladas ou rombo-elípticas, agudas; brácteas dicasiais, ovadas, rômbicas ou reniformes, agudas, ligeiramente denticuladas na parte superior, livres; ciato glabro, com nectários com 2 apêndices corniculados; frutos sob a forma de cápsula ovóide, levemente sulcada, com 3 lóculos lisos.
Tipo biológico: caméfito; hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, confinada ao Centro e Oeste da Península. Em Portugal, onde aparentemente é rara (nesta altura são apenas 4 as ocorrências registadas no portal  da APBotânica) é dada como presente apenas na Beira Baixa; Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: matos ralos, terrenos incultos e em pousio, bermas de estradas e caminhos, em solos secos e, frequentemente, pedregosos, a altitudes desde 200 a 900 m. Planta indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Rapoula do Côa (Sabugal); 15 - Junho - 2022]
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quinta-feira, 21 de julho de 2022

Hypericum pulchrum



Hypericum pulchrum L.
Erva perene, glabra, com caules avermelhados ou corados que podem atingir até 100cm. As folhas do caule, apresentam-se de ovadas a quase triangulares, cordadas, obtusas, amplexicaules; as dos ramos, de elípticas a ovadas, curtamente pecioladas; todas glabras e apenas com glândulas translúcidas. Brácteas sem glândulas. Flores com sépalas um tanto imbricadas, com glândulas negras apenas nas margens; pétalas com nervação avermelhada, com glândulas negras marginais. Fruto sob a forma de cápsula ovóide.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Hypericaceae;
Distribuição: Centro, Norte e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e encontra-se praticamente circunscrita às regiões a Norte do Tejo.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques, florestas e matagais, em terrenos com alguma humidade e substrato ácido, a altitudes até 1800m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Avistamento: Mata da Margaraça (Serra do Açor); 1 - Julho - 2022]
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sábado, 16 de julho de 2022

Figueira-do-inferno (Euphorbia piscatoria)






Figueira-do-inferno (Euphorbia piscatoria Aiton)
Arbusto suculento, muito ramificado, de copa arredondada, que, por via de regra, não ultrapassa os 2 m de altura; folhas sésseis, inteiras, linear-lanceoladas ou linear-oblongas, glaucas, dispostas na extremidade dos ramos, caindo no Verão; pleiocásio, com 5 a 8 raios; ciátio pedunculado; nectários avermelhados, emarginados no ápice; fruto sob a forma de cápsula aproximadamente esférica, glabra, ligeiramente sulcada, com 3 lóculos, avermelhada na maturação.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Planta endémica do arquipélago da Madeira, com ocorrência nas ilhas da Madeira, Porto Santo e Desertas. Inexistente nas ilhas Selvagens.
Ecologia/habitat: terrenos rochosos ou pedregosos, em locais secos, ensolarados, próximos da costa (na Madeira), concentrando-se sobretudo a meia encosta (nos picos de Porto Santo).
Floração: de Janeiro a Agosto.
Nota: planta tóxica, cuja seiva (látex) será, ou terá sido, usada como veneno para peixes (daí advirá, porventura, o qualificativo piscatoria) e que, em humanos, pode danificar a pele ou mesmo causar cegueira, se atingir os olhos.
[Avistamento: ilha de Porto Santo; 29 - Setembro - 2019 (a última foto); 16 - Maio - 2022 (fotos restantes)
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quinta-feira, 14 de julho de 2022

Gilbardeira (Ruscus aculeatus)



A Gilbardeira  (Ruscus aculeatus L.) também designada por Azevinho-menor, Erva-dos-vasculhos e Pica-rato é um subarbusto, da família Ruscaceae, comum na Europa Ocidental, Central e Meridional, bem como no Sudoeste asiático e no Norte de África. Cresce em terrenos secos e arborizados, onde prospera à sombra protectora das árvores. Em Portugal, distribui-se por quase todo o país.
A Gilbardeira também é cultivada como planta ornamental e as suas raízes e rizomas são usadas em fitoterapia, no tratamento de hemorróidas e varizes.
Refira-se, como curiosidade, que as formações que aparentam ser  folhas são, na realidade, expansões do caule, designadas por cladódios, e é nessas formações que despontam as flores e se formam os frutos  (bagas que, depois de maduras, apresentam cor vermelha e cujo consumo não é recomendado, pois podem provocar vómitos, diarreias e convulsões). As folhas encontram-se reduzidas a escamas que passam despercebidas a olho nu.
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terça-feira, 12 de julho de 2022

Elatine macropoda



 



Elatine macropoda Guss.
Erva anual, de reduzidas dimensões (2 a 10cm), com caules prostrados ou erectos; folhas opostas, oblongas, por vezes pecioladas; flores pediceladas, tetrâmeras, axilares, solitárias, com pétalas brancas, geralmente mais curtas que as sépalas, estas acrescentes na frutificação e 8 estames; ovário com 4 carpelos; fruto subgloboso, deprimido na parte superior.
Tipo biológico: terófito; helófito;
Família: Elatinaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa e Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, onde, aparentemente, é rara, havendo registos da sua presença no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral, Beira Baixa e Trás-os-montes. A sua ocorrência, no entanto, pode não ser tão rara como aparenta, visto tratar-se de planta de reduzidas dimensões que pode, por isso mesmo, passar despercebida.
Ecologia/habitat: terrenos húmidos ou temporariamente inundados; margens de lagoas e de charcas de água doce ou com fraca salinidade, a altitudes até 1100m.
Floração: de Março a Novembro.
[Avistamento: Brotas (Mora); 29 - Junho - 2022]
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