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quinta-feira, 5 de março de 2026

Plantas exóticas: Cymbalaria longipes


Cymbalaria longipes (Boiss. & Heldr.) A.Chev.
Planta perene, rasteira, glabra, com caules prostrado-ascendentes com até 60 cm; folhas alternas, glabras, carnosas, longamente pecioladas, com base cordada, com margem inteira ou lobada; flores solitárias, axilares, com simetria radial, com pedicelos compridos e finos; esporão muito mais comprido que o cálice, este, por sua vez, com cinco sépalas mais ou menos iguais; corola de cor arroxeada, lilás ou, por vezes, branca, com manchas amarelas, bilabiada, com o lábio inferior trilobado; fruto sob a forma de cápsula com 3 a 4 mm de diâmetro, glandular-puberulenta. 
Tipo biológico: Caméfito; hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribição; Região Mediterrânea Oriental (Turquia, Grécia, Síria, Líbano, Chipre, Creta e outras ilhas do Mar Egeu).
Ecologia/habitat: fissuras de rochas calcárias, em encostas, falésias, muros  e paredes de edifícios antigos ou abandonados, a altitudes até 500 m.
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: Antália - Turquia; 2 - Abril - 2011)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Antirrhinum meonanthum




Antirrhinum meonanthum Hoffmanns. & Link
Erva perene, por via de regra, glandular-pubescente, com caules erectos ou ascendentes, simples ou pouco ramificados, com 20 a 90 cm; folhas com pecíolo (2 a 8 mm), de lanceoladas a elípticas; as inferiores opostas; as superiores alternas. Inflorescência densa com 30 a 90 flores alternas, com pedicelo (2 a 7 mm); corola em tons de amarelo pálido. Fruto (cápsula) oblongo-ovóide, obtusa, coriácea. Sementes oblongo-ovóides, negras.
Tipos biológicos: caméfito; hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com distribuição limitada em Portugal Continental à Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros; terrenos pedregosos, cascalheiras e bermas de estradas e caminhos, em substratos calcários, xistosos ou graníticos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Fraga da Pena (Benfeita - Arganil); 16 -  Junho - 2011]

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Anarrhinum longipedicellatum






Anarrhinum longipedicellatum R. Fern. *
Erva bienal, glabra, ramosa ou não, densamente papilosa na inflorecência, com caules herbáceos, erectos, em geral ramificados, podendo atingir até 90 cm. Folhas heteromorfas, glabras, sésseis ou ligeiramente pecioladas; flores zigomorfas, de cor violeta escura, com pedicelos capilares, com 5 a 11 mm, mais compridos que as brácteas; corola bilabiada, com o lábio inferior maior que o superior; cápsula (fruto) subglobosa, glabra, mais curta que o cálice.
Planta com hábito muito semelhante ao da sua congénere Anarrhinum bellidifolium sendo, no entanto, facilmente distinguíveis, atentando nos pedicelos: capilares e mais compridos que as brácteas (os do A. longipedicellatum); mais curtos que as brácteas (os do A. bellidifolium).
Tipo biológico: hemicriptófito:
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta endémica de Portugal Continental, com ocorrência circunscrita à Beira Alta, Beira Litoral e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: taludes e terrenos pedregosos, em locais secos, com boa exposição solar, em solos ácidos a altitudes entre 20 e 1000 m.
Floração: de Abril a Agosto.
* Nome comum sugerido recentemente, desconhecendo-se qual o grau de aceitação popular: "Maceróvia pedunculata".
(Avistamento: Serra da Arada; 16 - Agosto - 2017)

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Veronica montana


Veronica montana L.
Erva perene, sublenhosa e geralmente ramificada na base; caules com 15 a 50 cm, de decumbentes a ascendentes; folhas ovadas, subarredondadas ou, raramente, subdeltadas, de base truncada a cordiforme, crenadas ou serradas, com revestimento de pêlos tectores na página superior e no verso; flores agrupadas (2 a 7) em cachos axilares; pedúnculos com 1 a 5 cm; brácteas com 1 a 3 mm, de linear-lanceoladas a ovais; flores com corola com 8 a 10 mm de diâmetro, tingida de azul pálido ou de lilás pálido a branco; fruto (cápsula) mais largo que comprido, transversalmente oval ou reniforme.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta eurosiberiana ocorre em toda a Europa, salvo no extremo Norte. Presente também na Argélia e na Tunísia, no Norte de África. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e circunscrita à Beira Alta, Beira Litoral e Minho.
Ecologia/habitat: bosques húmidos e sombrios, em solos ricos e preferencialmente ácidos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
(Avistamento: Serra do Açor; 10 - Maio - 2018)

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Linaria pseudamethystea



Linaria pseudamethystea Blanca, R. Carmona, Cueto & J. Fuentes

Erva que se caracteriza "por ser anual e glabra e por possuir inflorescência solta; lóbulos do cálice desiguais; corola azul-violeta, com veias escuras conspícuas e palato amarelo a alaranjado, labelo abaxial com duas protuberâncias proeminentes e ornamentação reticulada e muitas vezes com duas manchas grossas, e esporão igual ao comprimento do restante da corola, curva, geralmente azul-violeta escuro ; cápsula globosa e glabra; sementes pretas com disco densamente papiloso e não tuberculado, e asa não espessada" (Fonte).
Espécie só descrita em 23 Fevereiro de 2023 (v. fonte indicada supra) foi durante muitos anos confundida com outras espécies do mesmo género e designadamente com a Linaria amethystea subsp. amethystea, razão que terá levado os seus descritores a atribuir-lhe o qualificativo de pseudamethystea.
Tipo biológico: terófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, com ocorrência circunscrita ao Sudoeste peninsular e com presença limitada em Portugal ao Alentejo e Algarve.
Ecologia/habitat: relvados anuais; orlas e clareiras de matos, em sítios secos e solo xistoso.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Avistamento: Odeleite (Castro Marim - Algarve); 25 - Março - 2023]
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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Dedaleira (Digitalis purpurea subsp. amandiana)

 









Dedaleira * [Digitalis purpurea subsp. amandiana (Samp.) Hinz **]
Erva perene, escassamente cespitosa. Caules com 50 a 100 cm, glabros, geralmente de cor púrpura, por vezes, verdes; folhas verdes, lustrosas, glabras ou com alguns pêlos glandulíferos na margem,  pecioladas,  com limbo ovado ou elíptico, 2 a 3 vezes mais comprido que largo, claramente dentado; folhas médias não decurrentes; inflorescência com 10 a 50 cm, com 20 a 60 flores, glabra no eixo, salvo um ou outro pêlo glandulífero séssil; flores com pedicelo em geral mais comprido que a bráctea; cálice formado por sépalas por via de regra aplicadas à corola, obtusas, glandulosas; corola campanulada, com 30 a 42 mm, rosada ou purpúrea, glabra no exterior, com tubo  com manchas no interior, com o lábio superior inteiro e o inferior com um lóbulo central; fruto (cápsula), nitidamente mais comprido que o cálice.
Características que claramente distinguem a subsp. amandiana das demais subespécies da Digitalis purpurea: caules glabros; folhas claramente dentadas e, em geral, glabras ou apenas com pêlos glandulíferos na margem; sépalas obtusas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPlantaginaceae;
Distribuição: endemismo lusitano, com ocorrência circunscrita às bacias hidrográficas dos rios Douro e Tua, abrangendo território de Trás-os-Montes, Beira Alta e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: solos pouco profundos, em locais rochosos, abertos, mas sem grande exposição solar, a altitudes desde 80 a 700 m.
Floração: de Maio a Junho.
Toxicidade: a planta é tóxica.
* Outros nomes comuns: abeloura, abeloura-amarelada, erva-dedal.
** Sinonímia: Digitalis amandiana Samp. (basónimo)
[Avistamento: Numão (Vila Nova de Foz Côa); 13 - Junho - 2023]
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Orelha-de-lebre (Plantago lagopus)






Orelha-de-lebre * (Plantago lagopus L.)
Erva anual, por vezes, perene, geralmente acaule, tendo, no entanto, às vezes, um caule reduzido, com entrenós até 10mm; folhas dispostas em roseta basal, lanceoladas, agudas, com margens inteiras ou denticuladas e limbo com 3 a 7 nervuras e com pubescência mais ou menos acentuada; flores diminutas, agrupadas em inflorescências em espiga, densas e sedosas.
Tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito;
Família:Plantaginaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone em boa parte do território do Continente, sendo, no entanto, rara nas regiões a norte do Tejo, a ponto de não haver, no portal da SPBotânica (Flora.on) registo de avistamentos da espécie no Minho e no Douro Litoral. Como espécie introduzida ocorre também no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais e outros relvados, em sítios algo nitrificados, mais ou menos secos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Língua-de-ovelha, Erva-da-mosca.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Plantago arborescens subsp. maderensis






Plantago arborescens subsp. maderensis (Decne.) A.Hansen & G.Kunkel
Subarbusto, em geral, com hábito almofadado.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Macaronésia que, em território português, ocorre apenas no arquipélago da Madeira, com presença nas ilhas da Madeira, Porto Santo e Desertas.
Ecologia/ habitat: sítios rochosos e secos, geralmente em locais não muito afastados do litoral.
(Avistamento: Ilha de Porto Santo; Setembro/Outubro - 2019)
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domingo, 26 de julho de 2020

Veronica nevadensis






Veronica nevadensis (Pau) Pau *
Erva perene, com caules ascendentes ou prostrados, com frequência radicantes, em geral, com 5 a 15 cm; folhas de suborbiculares a ovadas, inteiras ou ligeiramente crenadas, com revestimento de robustos pêlos tectores; inflorescência em cacho terminal agrupando até 30 flores; brácteas de ovadas a lanceoladas, com indumento de pêlos glandulíferos e tectores, aqueles sempre em maior número que estes; flores com corola com 9 a 14 mm de diâmetro, tingida de azul com veias brancas ou bem de azul pálido com veias azuis ou lilás, ou ainda, de azul esbranquiçado com veias lilás; fruto (cápsula) mais largo que comprido.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, com presença circunscrita em Portugal à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/habitat: orla de nascentes, margens de regatos, prados de montanha, em terrenos ácidos, a altitudes desde 1300 até 3100m.
Floração: de Maio a Agosto.
* Sinonímia: Veronica repens var. nevadensis Pau (basónimo)
(Local e data do avistamento: Serra da Estrela; 2 - Julho - 2019)
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domingo, 3 de maio de 2020

Verónica-dos-campos (Veronica arvensis)





Verónica-dos-campos (Veronica arvensis L.)
Erva anual, frequentemente de reduzidas dimensões (desde 1 a 40 cm) com caules erectos ou decumbentes, geralmente ramificados a partir da base, mas por vezes, simples; folhas de oblongas a ovadas, crenadas/dentadas; inflorescência em cacho terminal agrupando até 60 flores; brácteas, pelo menos, as superiores, inteiras, muito diferentes das folhas; flores com corola tingida de azul mais ou menos intenso, com 2 a 4 mm de diâmetro; fruto (cápsula) mais largo que comprido.
Tipo biológico: terófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: originária do hemisfério norte, actualmente subcosmopolita, presente nas regiões temperadas de ambos os hemisférios.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no arquipélago da Madeira e em todo o território do Continente (conquanto seja mais comum nas regiões do Norte e Centro do que nas regiões do Sul)  e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta ruderal frequente em pastagens anuais, em campos cultivados ou em pousio, em muros, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 2900m.
Floração:  de Fevereiro a Agosto.
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domingo, 19 de abril de 2020

Verónica-da-Pérsia (Veronica persica)






Verónica-da-Pérsia (Veronica persica Poir.)
Erva anual, com caules decumbentes ou ascendentes, em geral ramificados a partir a base, que podem atingir desde 10 a 70cm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: provavelmente originária da região do Cáucaso e do Sudoeste da Ásia, a Veronica persica é considerada actualmente como planta subcosmopolita, estando presente na maioria das regiões do globo.
Em Portugal encontra-se presente quer no território do Continente, quer nos arquipélagos dos Açores e da Madeira
Ecologia/habitat: terrenos cultivados, jardins, bermas de estradas e caminhos e outros locais ruderalizados com alguma humidade e nitrificados  a altitudes até 1300 m.
Floração: em Portugal prolonga-se ao longo de quase todo o ano, mas com maior intensidade de Janeiro a Julho.
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