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sexta-feira, 27 de março de 2026

Muscari matritense

 








Muscari matritense Ruíz Rejón, Pascual, C.Ruíz Rejón, Valdés & J.L.Oliv.

Erva perene, bolbosa, glabra. Bolbo, de ovóide a subgloboso, sem bolbilho ou com apenas 1  formado no exterior do bolbo. Haste floral escaposa, simples, erecta, maciça, de secção circular, podendo atingir até 80 cm de altura. Folhas (por via de regra 3 a 4 por bolbo) todas basais, com 8 a 16 mm de largura, com comprimento variável (mais curtas que a haste floral ou tão ou mais compridas que esta) lineares, de ascendentes a prostradas, caniculadas ou quase planas em direcção ao ápice. Inflorescência cilíndrica, lassa, que vais aumentando de comprimento podendo atingir na frutificação até 36 cm. Flores apicais (até 50) estéreis, muito diferentes das flores férteis; pedicelo com até 25mm e perianto obovóide, subcilíndrico ou claviforme, de cor azul-violeta ou lilás. Flores férteis (entre 25 a 60) patentes, com pedicelos que aumentam de comprimento podendo atingir até 7,5 mm na frutificação; perianto subcilíndrico, em tons de amarelo-ocre, na maturação e de cor  malva nas flores enquanto imaturas; com lóbulos recurvados, obtusos, amarelos. Fruto sob a forma de cápsula trígona, com contorno ovado, com ápice truncado ou apiculado, com 2 sementes por lóculo.
Tipo biológico: geófito;
Família: Asparagaceae;
Distribuição: endemismo da Península Ibéríca, só recentemente (em 2022) descoberto em território de Portugal Continental. A crer nos registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on), só serão conhecidas duas localizações em território português. 
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos, em solos siliciosos, dolomíticos ou serpentínicos, a altitudes até 2000 m.
Floração: de Maio a Julho.
(Avistamentos: concelho de Sesimbra; 6 - Maio - 2025 (as 4 primeiras fotos); 2 - Junho - 2025 (as retantes)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Antirrhinum meonanthum




Antirrhinum meonanthum Hoffmanns. & Link
Erva perene, por via de regra, glandular-pubescente, com caules erectos ou ascendentes, simples ou pouco ramificados, com 20 a 90 cm; folhas com pecíolo (2 a 8 mm), de lanceoladas a elípticas; as inferiores opostas; as superiores alternas. Inflorescência densa com 30 a 90 flores alternas, com pedicelo (2 a 7 mm); corola em tons de amarelo pálido. Fruto (cápsula) oblongo-ovóide, obtusa, coriácea. Sementes oblongo-ovóides, negras.
Tipos biológicos: caméfito; hemicriptófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com distribuição limitada em Portugal Continental à Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros; terrenos pedregosos, cascalheiras e bermas de estradas e caminhos, em substratos calcários, xistosos ou graníticos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: Fraga da Pena (Benfeita - Arganil); 16 -  Junho - 2011]

terça-feira, 29 de julho de 2025

Muscari matritense

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Muscari matritense Ruíz Rejón, Pascual, C.Ruíz Rejón, Valdés & J.L.Oliv.

Erva perene, bulbosa, com bolbo de ovóide a subgloboso, sem bolbilhos ou só com um formado no exterior do bolbo. Caule escaposo, simples, erecto, com 20 a 80 cm. Folhas, todas basais, lineares, geralmente mais curtas ou tão compridas como o caule. Inflorescência cilíndrica, lassa, que se vai alargando durante a floração podendo atingir até cerca de 36 cm, na frutificação. Flores infertéis (cerca de 50) diferentes das férteis, em forma, tamanho e cor, agrupadas em corimbo, no ápice da inflorescência. As férteis (25 a 60) mais ou menos patentes, subcilíndricas, de cor ocre com dentes amarelos, quando maduras e de cor malva, quando imaturas. Fruto (cápsula) trígono, com contorno ovado, com ápice apiculado ou truncado. Sementes, 2 por lóculo, elipsóides ou subglobosas.
Tipo biológico: geófito;
Família: Asparagaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica.
Como se relata aqui, esta espécie só recentemente foi descoberta em Portugal, por Fernando Pires, no ano de 2023. 
No portal da SPBotânica (Flora.on), além do registo correspondente a tal descoberta, só existe registo de  um outro local onde tal espécie tenha sido encontrada, local que é aquele onde as imagens supra foram obtidas.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matos e bosques em solos arenosos, a altitudes até 2000 m.
Floração: de Maio a Julho.
[Avistamento: arredores da Lagoa de Albufeira (Sesimbra); 6 - Maio - 2025 (fotos 1 a 4); 2 - Junho - 2025 ( as restantes)]

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Tomilhinho ou Serpão-do-monte (Thymus zygis subsp. zygis)

 





Tomilhinho ou Serpão-do-monte (Thymus zygis subsp. zygis L.)

Subarbusto decumbente, com 10 a 20 cm. Caules ascendentes com pilosidade variável, em geral, com pêlos curtos, dispersos. Folhas lineares, com margens recurvadas para a página inferior. Inflorescência especiforme. Flores com pedicelos até 2mm; cálice com 3 a 4 mm;  corola (com cerca de 4 mm) de cor branca ou creme; antera de cor branca.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Lamiaceae (Labiatae);
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, com ocorrência supostamente limitada em Portugal a Trás-os-Montes e  Douro Litoral.
Ecologia/habitat: matos baixos, orlas e clareiras de bosques, em solos de origem calcária, margosa, granítica, quartzítica ou xistosa, a altitudes desde 300 até 1600m.
Floração: de Abril a Agosto.
[Avistamento: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 21 - Junho - 2019]

sábado, 26 de outubro de 2024

Jasione crispa subsp. crispa




 Jasione crispa subsp. crispa (Pourr.) Samp.

Planta vivaz, cespitosa, prostrada, com caules divididos na base; folhas ciliadas;  inflorescências sob a forma de glomérulos com pedúnculos sempre pilosos, pelo menos, no ápice; brácteas involucrais ciliadas; flores com cerca de 5 mm de diâmetro, com corola azul-lilás e cálice com dentes lineares. Sementes sem carúncula.
Tipo biológico: hemicriptófito:
Família: Campanulaceae;
Distribuição: endemismo ibérico, com ocorrência limitada às montanhas do Centro e Norte da Península Ibérica. Em Portugal a sua ocorrência estará circunscrita à Serra da Estrela (Beira Alta e Beira Baixa).
Ecologia/Habitat: pastagens e outros relvados, em solos graníticos, xistosos ou calcários, a altitudes desde 700 a 2600 m.
Floração: de Junho a Agosto.
(Avistamento: Serra da Estrela; 11 - Julho - 2019)

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Hipericão-estriado (Hypericum linariifolium)




Hipericão-estriado, ou hipericão-de-folha-estreita (Hypericum linariifolium Vahl)

Erva perene, glabra, com 30 a 80 cm. Apresenta caules lisos, por vezes, com ramos estéreis; folhas semi-amplexicaules, decussadas, revolutas, de lineares a estreitamente elípticas, obtusas, geralmente sem glândulas translúcidas, mas com glândulas pretas laminares e marginais; flores hermafroditas; pedicelos florais com 2 a 9 mm; brácteas claramente distintas das folhas, com glândulas marginais pretas, sésseis ou pediceladas; sépalas (5) com 2 a 6 mm, de lanceoladas a ovado-elípticas, com glândulas negras laminares e marginais, sésseis ou não; pétalas (5) amarelas, com 8 a12 mm, com ou sem nervação avermelhada, com glândulas negras marginais sésseis ou pediceladas curtas, pontilhadas ou lineares; fruto em forma de cápsula ovóide; sementes castanho-escuras, brilhantes.
Em Portugal, tal como em toda a Península Ibérica, são reconhecidas duas variantes: a típica (Hypericum linariifolium var. linariifolium Vahl) e a designada por Hypericum linariifolium var. parviflorum Lange. A típica apresenta sépalas com 4 a 6 mm, agudas, com glândulas negras marginais pediceladas ou subsésseis e pétalas com 8,5 a 12 mm, com nervação avermelhada, ao passo que na var. parviflorum, as sépalas (subobtusas) não não vão além dos 2 a 4 mm, não tendo glândulas pediceladas, mas apenas sésseis e subsésseis e as pétalas, com 8 a 9 mm, em geral, não apresentam nervação avermelhada.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Hypericaceae
Distribuição:  a espécie ocorre no Oeste da Europa e na Madeira.
No que respeita a Portugal, está presente, não apenas na Madeira, mas também em todo o território do Continente. A var. parviflorum tem, no entanto, uma distribuição bem mais limitada, pois ocorre apenas em Portugal (Beira Alta, Beira Baixa,  Beira Litoral, Minho, Estremadura e Ribatejo) e em Espanha (província de Orense), tratando-se, pois, de um endemismo ibérico. 
Ecologia/habitat: clareiras de matos, pastagens, em terrenos rochosos e/ou pedregosos, em solos ácidos e secos, a altitudes até 2300 m. 
Floração: de Abril a Agosto.
[Avistamento: Póvoa de Rio de Moinhos (Castelo Branco); 5 - Maio - 2022]

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Linaria pseudamethystea



Linaria pseudamethystea Blanca, R. Carmona, Cueto & J. Fuentes

Erva que se caracteriza "por ser anual e glabra e por possuir inflorescência solta; lóbulos do cálice desiguais; corola azul-violeta, com veias escuras conspícuas e palato amarelo a alaranjado, labelo abaxial com duas protuberâncias proeminentes e ornamentação reticulada e muitas vezes com duas manchas grossas, e esporão igual ao comprimento do restante da corola, curva, geralmente azul-violeta escuro ; cápsula globosa e glabra; sementes pretas com disco densamente papiloso e não tuberculado, e asa não espessada" (Fonte).
Espécie só descrita em 23 Fevereiro de 2023 (v. fonte indicada supra) foi durante muitos anos confundida com outras espécies do mesmo género e designadamente com a Linaria amethystea subsp. amethystea, razão que terá levado os seus descritores a atribuir-lhe o qualificativo de pseudamethystea.
Tipo biológico: terófito;
Família: Plantaginaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, com ocorrência circunscrita ao Sudoeste peninsular e com presença limitada em Portugal ao Alentejo e Algarve.
Ecologia/habitat: relvados anuais; orlas e clareiras de matos, em sítios secos e solo xistoso.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Avistamento: Odeleite (Castro Marim - Algarve); 25 - Março - 2023]
(Clicando sobre as imagens, amplia)

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Abrótea-lusitana (Asphodelus lusitanicus)





Abrótea-lusitana (Asphodelus lusitanicus Cout.)
Erva perene, rizomatosa, glabra, com rizoma curto, vertical ou oblíquo; caule liso, erecto, com 70 a 140cm; folhas todas basais, com quilha, dispostas em espiral ou de forma dística, com margem, em geral, denticulada, podendo atingir até 100 cm de comprimento; flores hermafroditas com seis tépalas lineares, oblongas ou oblongo-elípticas, em geral, brancas, com uma faixa central acastanhada ou púrpura, caducas na frutificação; inflorescência em cacho simples ou composto com 1 a 6 ramos erectos ou erecto-patentes, simples, com excepção do ramo inferior que, embora raramente, se pode apresentar ramificado; frutos sob a forma de cápsula ovóide, subesférica ou ovóide-elipsóide, brilhante, não viscosa, ligeiramente truncada no ápice.
No portal da SPBotânica (Flora.on) assinala-se que o A. lusitanicus é muito semelhante ao A. ramosus diferenciando-se, além do mais, pelas folhas (que são mais compridas e menos consistentes naquele do que neste) e "pela cor das brácteas (mais homogénea e de um castanho mais escuro em A. lusitanicus do que em A. ramosus, onde são esbranquiçadas ou de um castanho mais claro nas bordas)".
São reconhecidas 2 variedades desta espécie: var. lusitanicus e var. ovoideus, variedades que se distinguem, segundo os especialistas, tendo em conta, principalmente, o tamanho das sementes e das tépalas e a forma da sua base.
Tipo biológico: Geófito;
Família: Xanthorrhoeaceae;
Distribuição: trata-se, enquanto espécie, de um endemismo ibérico, porquanto a sua ocorrência está circunscrita a Portugal (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes) e a Espanha (províncias de Cáceres, Zamora, Ourense, Lugo e Pontevedra). Cumpre, no entanto, referir que a var.  lusitanicus ocorre apenas em território português do Continente. 
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques, terrenos de matos baixos com clara influência atlântica, em solos ácidos, com alguma profundidade, derivados de granitos, xistos e arenitos, a altitudes até aos 1200m.
Floração: de Março a Junho.
(Avistamento: Serra de Monchique; 26 - Março - 2023)
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 20 de maio de 2023

Leiteira-amarela (Euphorbia flavicoma subsp. flavicoma)

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Leiteira-amarela (Euphorbia flavicoma subsp. flavicoma DC.)
Planta perene, rizomatosa, subarbustiva, frequentemente multicaule, com caules erectos ou decumbentes, raramente ultrapassando 35 cm de altura; folhas polimorfas (desde ovadas, elípticas, rombico-elípticas, a obovadas ou oblanceoladas), frequentemente glaucas e serrilhadas na metade superior; pleiocásio com 3 a 5 raios, bifurcados 1 a 3 vezes; brácteas pleiocasiais elípticas ou rômbico-elípticas, inteiras ou pouco denticuladas; brácteas dicasiais, elípticas, rômbico-elípticas ou obovadas, obtusas, livres; cíato séssil, com nectários sem apêndices, inicialmente amarelados e, no final, avermelhados; fruto sob a forma de cápsula subglobosa a ovóide, ligeiramente sulcada, com 3 lóculos arredondados, com abundantes verrugas semi-esféricas na superfície.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica, só recentemente encontrada em Portugal por Miguel Porto (em Maio de 2017) sendo apenas conhecida uma única subpopulação, com 2 núcleos, nas proximidades de Arruda dos Pisões e Tremês.
Ecologia/habitat: "clareiras e orlas de matos, taludes em semi-sombra e sob coberto de pinhal, em encostas calcárias margosas muito secas." (fonte)
Floração: de Abril a Julho.
Nota: incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, onde é  classificada como "Vulnerável" de acordo com  critérios da IUCN em matéria de risco de extinção 
[Avistamentos: Arruda dos Pisões (Rio Maior); 13 - Maio - 2018 (Fotos 1 a 8); 4 - Abril - 2018 (fotos 9 e 10)]
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Silene-das-areias (Silene psammitis subsp. psammitis)



Silene-das-areias (Silene psammitis subsp. psammitis Link ex Spreng.)
Erva anual, algo verdosa, pubescente-glandulosa, com 6 a 40 cm de altura. Caule, em geral, ramificado desde a base, com revestimento de pêlos glandulíferos, patentes; folhas inferiores em geral oblanceoladas, raramente lineares; as superiores de lanceoladas a linear-lanceoladas; flores agrupadas em monocásios, raramente solitárias; cálice com até 24mm, subcilíndrico durante a antese, muito inflado na frutificação; pétalas com limbo obcordado, rosado; fruto (cápsula) ovóide, com dentes ultrapassados pelos do cálice em menos de 3mm.
Tipo biológico: terófito.
FamíliaCaryophyllaceae;
Distribuição: planta endémica do Centro e Oeste da Península Ibérica, com ocorrência em Portugal circunscrita ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: prados e pastagens em solos derivados de granitos e xistos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Junho.
[Avistamento: ribeira da Foupana - Odeleite (Algarve); 25 - Março - 2023]
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