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sábado, 11 de dezembro de 2021

Lírio-cardeno (Iris lutescens)




Lírio-cardeno * (Iris lutescens Lam. **)
Erva perene, com rizoma com 5 a 16 cm de diâmetro, com numerosas raízes flexíveis; caules com 4 a 40 cm, simples, cilíndricos, lisos; folhas ensiformes; as basais com 4 a 33 cm, persistentes; raras as caulinares; inflorescência não ramosa, reduzida, por via de regra, a uma flor solitária, ou excepcionalmente a 2 e ainda mais raramente a 3; flores com tépalas de cor variada: roxa, azul, púrpurea, amarela e, excepcionalmente, branca.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: Oeste da Região Mediterrânica.
Em Portugal a sua distribuição está limitada ao território do Continente e circunscrita à Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: prados e clareiras de matos, em terrenos secos, frequentemente pedregosos e pouco profundos, de natureza calcária, a altitudes até 2000 m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
Nota: É controversa a inclusão das plantas com as tépalas de cor roxa, como as que figuram nas imagens supra e que ocorrem em Portugal no "centro oeste calcário e olissiponense", no Sudeste de Espanha e em Marrocos, na zona de Tânger, na espécie Iris lutescens. Com efeito, alguns autores classificam tais plantas com pertencendo a uma espécie distinta a que é dada a designação de Iris subbiflora Brot., designação que, para outros, é apenas sinónimo de Iris lutescens.
* Outros nomes comuns: Lírio-cardano; Lírio-roxo;
**Sinonímia: Iris subbiflora Brot.; I. chamaeiris Bertol.;I. olbiensis Hénon; I. lutescens subsp. olbiensis (Hénon) Rouy & Foucaud; I. lutescens subsp. subbiflora (Brot.) D.A. Webb & Chater.
[Avistamento: Cheleiros (Mafra); 13 - Março - 2018]
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 25 de abril de 2021

Lírio-roxo (Iris germanica)




Lírio-roxo *(Iris germanica L.)
Erva perene, rizomatosa, de folhas ensiformes, com caules cilíndricos, lisos, por vezes, ramificados no topo, que podem atingir até cerca de 100 cm.
Tipo biológico: geófito;
Família:Iridaceae;
Considerada por alguns autores com um híbrido natural (v.g.: I. palida x I. variegata) e de origem duvidosa (Europa central e meridional, para uns; região mediterrânica oriental para outros tantos) certo é que esta espécie é, desde há muito tempo, cultivada como planta ornamental, encontrando-se actualmente naturalizada em grande parte do globo. Portugal não é excepção.
A sua dispersão fica a dever-se, pelo menos, na maior parte dos casos, ao abandono e deposição de rizomas e de outros restos de plantas retiradas de cultivo. Não admira, por isso, que ela surja, sobretudo em "taludes de estradas, bermas de caminhos, entulhos [e] (...) perto de habitações em ruínas" (fonte), o que, todavia, não exclui o seu aparecimento noutros locais. Mesmo em tais casos, a explicação para o seu aparecimento será, provavelmente, a mesma, visto que a planta, no espaço da Península Ibérica é, também provavelmente, estéril, de acordo com o entendimento expresso na Flora Ibérica, sendo pois improvável que a propagação da espécie possa ter origem na dispersão de sementes.
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Outros nomes comuns: Lírio-da-Alemanha; Lírio-germânico; Lírio-cardano; Íris-de-Florença; Lírio-florentino; Lírio-cor-do-céu; Lírio-roxo-dos-montes. No Brasil: Flor-de-lis, Íris-barbado.