Roseira-de-folhas-glandulosas (Rosa micrantha Borrer ex Sm.)
Planta arbustiva, com até 3,5 m de altura, com caules erectos ou arqueados, mais ou menos ramificados, glabros, com acúleos (por vezes ausentes) recurvados, com base decurrente e comprimidos lateralmente. Folhas decíduas, com acentuado odor a maçãs, se esmagadas, com 5 a 7 folíolos obovados ou elípticos, com base arredondada, margem bi-serrada, com dentes desiguais, pouco profundos e uns mais largos que outros; face superior glabra ou com reduzida pilosidade, ao invés da face inferior que se mostra revestida com pêlos e numerosas glândulas sésseis, mas bem visíveis; pecíolo glabro ou pubérulo com glândulas estipitadas. Flores dispostas em inflorecências multifloras, raramente solitárias. Brácteas ovado-lanceoladas; sépalas lanceoladas, com pilosidade na face interna e na margem e com glândulas estipitadas no dorso e na margem, reflexas após a antese, decíduas antes da maturação; corola com 20 a 35 mm de diâmetro; pétalas (5) com comprimento semelhante ao das sépalas, rosadas, com recorte na margem. Fruto qualificado como poliaquénio (fruto múltiplo de aquénios) protegido por um receptáculo carnoso, vistoso, obturado por um disco com um orifício por onde surgem à luz do dia os estiletes, receptáculo a que é dado o nome de úrnula. No caso da R. micranta, a úrnula é subesférica ou urceolada e apresenta-se lisa e em tons de vermelho escuro na maturação. O disco obturador (plano ou um tanto cónico) pode ter entre 3 e 5 mm de diâmetro.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae;
Distribuição: Europa (desde a Península Ibérica e Irlanda até ao Cáucaso e Crimeia); Líbano; noroeste de África. Naturalizada na América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: sebes; orlas e clareiras de bosques; em solos com alguma humidade, como em margens de linhas de água, com preferência por substratos básicos, a altitudes até 1600 m.
Floração (em Portugal): de Março a Julho
[Avistamento: Serra de Alvelos (Santinha - Figueiredo - Sertã) 25 - Maio - 2026]
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