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sábado, 5 de setembro de 2026

Roseira-de-folhas-glandulosas (Rosa micrantha)




 Roseira-de-folhas-glandulosas (Rosa micrantha Borrer ex Sm.)

Planta arbustiva, com até 3,5 m de altura, com caules erectos ou arqueados, mais ou menos ramificados, glabros, com acúleos (por vezes ausentes) recurvados, com base decurrente e comprimidos lateralmente. Folhas decíduas, com acentuado odor a maçãs, se esmagadas, com 5 a 7 folíolos obovados ou elípticos, com base arredondada, margem bi-serrada, com dentes desiguais e pouco profundos e pouco; face superior glabra ou com reduzida pilosidade, ao invés da face inferior que se mostra revestida com pêlos e numerosas glândulas sésseis, mas bem visíveis; pecíolo glabro ou pubérulo com glândulas estipitadas. Flores dispostas em inflorescências multifloras, raramente solitárias. Brácteas ovado-lanceoladas; sépalas lanceoladas, com pilosidade na face interna e na margem e com glândulas estipitadas no dorso e na margem, reflexas após a antese, decíduas antes da maturação; corola com 20 a 35 mm de diâmetro; pétalas (5) com comprimento semelhante ao das sépalas, rosadas, com recorte na margem. Fruto classificado como poliaquénio (fruto múltiplo de aquénios) protegido por um receptáculo carnoso, vistoso, obturado por um disco com um orifício por onde surgem à luz do dia os estiletes, receptáculo a que é dado o nome de úrnula. No caso da R. micranta, a úrnula é subesférica ou urceolada e apresenta-se lisa e em tons de vermelho escuro na maturação. O disco obturador (plano ou um tanto cónico) pode ter entre 3 e 5 mm de diâmetro.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae;
Distribuição: Europa (desde a Península Ibérica e Irlanda até ao Cáucaso e Crimeia); Líbano; Noroeste de África. Naturalizada na América do Norte.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: sebes; orlas e clareiras de bosques e matagais; em solos com alguma humidade, como em margens de linhas de água, com preferência por substratos básicos, a altitudes até 1600 m.
Floração (em Portugal): de Março a Julho.
[Avistamento: Serra de Alvelos (Santinha - Figueiredo - Sertã) 25 - Maio - 2026]

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Plantas ornamentais: Spireia-do-Japão (Spiraea japonica)




Spireia-do-Japão (Spiraea japonica L. f.)

Pequeno arbusto de folha caduca, com até  cerca de 1,5 m de altura e com aproxidamente a mesma  largura. Flores de cor rósea ou púrpurea agrupadas em cacho no ápice dos ramos.
Tipo biológico: nanofanerófito;
Família: Rosaceae;
Distribuição: espécie originária da Ásia (Japão, China e Coreia). Introduzida para fins ornamentais noutras partes do globo, incluindo os Estados Unidos da América do Norte e Canadá, onde entretanto se naturalizou.
Em Portugal é também usada como planta ornamental, mas não ocorre a não ser como planta cultivada.
Floração (em Portugal): de Junho a Agosto.
(Avistamento: Casa da Cerca - Almada; 9 - Agosto - 2025)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Geum hispidum



 Geum hispidum Fr.
Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, geralmente apenas ramificados na parte superior. Folhas penatissectas, dentadas; as basais com contorno aproximadamente lanceolado. Flores com cerca de 15 mm de diâmetro, com sépalas triangulares, pilosas, esverdeadas, fortemente reflexas algum tempo após a floração; pétalas oblongo-ovadas, às vezes ovais, em tons  de amarelo claro; estames (mais de 20) e carpelos (em geral mais de 100)  inseridos num disco nectarífero. Fruto, um múltiplo de aquénios muito peludos e em grande número. 
Tipo biológico: Caméfito; Hemicriptófito.
Família: Rosaceae:
Distribuição: Península Ibérica (metade norte) e França (Pirinéus). Em Portugal é apenas havida e achada em Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: planta humidícola e nitrófila, ocorre em pastagens de montanha e nas margens de pequenos cursos de água, a altitudes desde 600 a 1700 m. 
Floração: Junho e Julho.
[Avistamento: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho 2019]

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Azereiro (Prunus lusitanica)








O Azereiro, também designado por Loureiro-de-portugal e Gingeira-brava [Prunus lusitanica L.; sin: Cerasus lusitanica (L.) Dum. Cours.; Laurocerasus lusitanica (L.) M. Roem.; Padus eglandulosa Moench;  Padus lusitanica (L.) Mill.; Prunus sempervirens Salisb.], planta da família Rosaceae, é considerado como "uma relíquia das florestas de lauráceas que dominavam a área da bacia do Mediterrâneo no Terciário" (Fonte). A espécie apenas sobreviveu nalguns pontos isolados em zonas húmidas ou de montanha, no centro e norte de Portugal, em Espanha, nas ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias), montanhas de Marrocos e Pirinéus franceses.
São conhecidas duas subespécies: a Prunus lusitanica subsp. lusitanica, que ocorre na Europa continental; e a Prunus lusitanica subsp. azorica (Mouill.) Franco, que ocorre nos Açores. Uma terceira subespécie designada por Prunus lusitanica subsp. hixa (Willd.) Franco é actualmente considerada como espécie autónoma, endémica da Madeira e Canárias, sob a designação científica de Prunus hixa Willd.(Fonte)
Os frutos que esta espécie produz, são de pequena dimensão e mesmo depois de maduros, são amargos e ásperos, pelo que não são comestíveis.
Como planta ornamental o Azereiro foi introduzido noutras regiões temperadas do norte de França, Grã Bretanha, Irlanda, Nova Zelândia e Estados Unidos, onde se encontra já naturalizada (Fonte). Em Portugal, no entanto, não é muito utilizada para fins ornamentais e é pena, digo eu, porque é uma planta de grande beleza, devido, sobretudo, às suas folhas. Que brilham.
(Local e data: Cascata da Fraga da Água d'Alta - Orvalho (Oleiros); 31- Maio -2020)
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sexta-feira, 14 de abril de 2023

Plantas ornamentais:Grinalda-de-noiva (Spiraea cantonensis)






Grinalda-de-noiva *(Spiraea cantonensis Lour.**)
Pequeno arbusto de folha caduca; copa com cerca de 2 m de altura e outro tanto de largura; caule com muitos ramos finos, compridos, flexíveis e recurvados; folhas alternas, pecioladas, crenado-dentadas na metade distal; flores hermafroditas, actinomórficas, com cerca de 1 cm de diâmetro, com 5 sépalas livres e 5 pétalas brancas, agrupadas em corimbos axilares.
Tipo biológico: nanofanerófito;
Família: Rosaceae;
Distribuição: planta originária da China e do Japão, mas amplamente cultivada, como planta ornamental, noutras regiões, especialmente em regiões temperadas, incluindo em Portugal, onde é frequentemente utilizada em jardins e parques públicos e também em jardins particulares.
Floração: de Março a Junho.
* Outros nomes comuns: Coroa-nupcial; Buquê-nupcial; Sempre-noiva.
** Nota: A Spiraea cantoniensis foi descrita pelo português João de Loureiro (Lour.), missionário jesuíta, paleontólogo, médico e botânico (8 de setembro de 1717 - 18 de Outubro de 1791).
(Avistamento: Parque da Paz - Almada; - 5 - Abril - 2023)
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Silva-mansa (Rubus hochstetterorum)




Silva-mansa (Rubus hochstetterorum Seub.)
Subarbusto escandente, com caule lenhoso, espinhoso, podendo atingir até cerca de 2 m de altura/comprimento; folhas com três folíolos, com pecíolo espinhoso; inflorescências em cacho; flores hermafroditas, pentâmeras, com pétalas brancas ou levemente rosadas.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Rosaceae;
Distribuição: planta endémica do arquipélago dos Açores, presente em todas as ilhas, com excepção da Graciosa.
Ecologia/habitat: orlas de floresta, sebes, pastagens, com frequência a altitudes acima de 500m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Avistamento: ilha das Flores  (Açores); 6 - Maio - 2016]
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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Dasiphora fruticosa




Dasiphora fruticosa (L.) Rydb. *
Pequeno arbusto de copa arredondada, muito ramificado que, por via de regra. não ultrapassa um metro de altura, com folhas penatissectas, caducas. Flores [solitárias ou dispostas 2 a 2 em grupos axilares ou agrupadas (4 a 15) em cimeiras] com 5 pétalas amarelas, sendo, porém, certo que existem cultivares com pétalas com outras cores.
Tipo biológico: fanerófito.
Família: Rosaceae;
Distribuição: planta circumboreal, distribuindo-se pela Europa, Ásia e América do Norte. Em Portugal ocorre apenas como planta cultivada para fins ornamentais.
*Sinonímia: Potentilla fruticosa L. (Basónimo)
(Avistamento: Bragança; 21 - Junho - 2019)
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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Roseira-rugosa (Rosa rugosa)






Roseira-rugosa (Rosa rugosa Thunb.)
Planta arbustiva, originária do Leste da Ásia (Nordeste da China, Japão, Península da Coreia e Sudeste da Sibéria) introduzida e cultivada em diversos países de outras regiões do globo como planta ornamental.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae;
Floração: em Portugal, aonde, pelos vistos, também já chegou, a floração ocorre com maior intensidade, durante os meses de Abril a Julho.
(As fotos publicadas foram obtidas no Parque da Paz em Almada)
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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Abrunheiro-bravo ( Prunus mahaleb)





Abrunheiro-bravo * ( Prunus mahaleb L. **)
Arbusto ou pequena árvore, inerme, caducifólia, muito ramificada, com altura que pode ir desde 3 a 10 metros; folhas ovadas, subcordiformes, por vezes, suborbiculares, glabras e brilhantes, com margem serrilhada ou crenulada; flores hemafroditas com 5 sépalas inteiras, glabras e 5 pétalas brancas; frutos ovóides ou elipsoidais, negros na maturação.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae; 
Distribuição: Centro e Sul da Europa, Norte de África (Marrocos) e Sudoeste da Ásia. Introduzida na América do Norte.
Em Portugal tem ocorrência limitada a Trás-os-Montes e Beira Alta.
Ecologia/habitat:  taludes, barrancos, encostas pedregosas, margens de cursos de água, matagais, sebes e clareiras de bosques, com preferência por locais frescos e sombrios, a altitudes desde 100 até 2000 m.
Floração: de Março a Junho.
* Outros nomes comuns: Cerejeira-de-Santa-Lúcia; Cerejeira-mahaleb; 
** Sinonímia: Cerasus mahaleb (L.) Mill.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Alchemilla transiens








Alchemilla transiens (Buser) Buser*
Arbusto de pequenas dimensões com formato e aspecto atapetado, com caules férteis que podem atingir entre 8 e 30 cm.
Tipo biológico: caméfito:
Família: Rosaceae:
Distribuição: montanhas do Sudoeste da Europa (Itália; França; Espanha e Portugal) sendo certo que a ocorrência da espécie em Portugal está circunscrita à Serra da Estrela.
Ecologia/habitat: fissuras de rochedos e plataformas rochosas em substrato silicioso,  a altitudes desde 1200 a 2500 m. Em Portugal, contudo, os registos conhecidos (Flora.on) apontam para altitudes superiores a 1800m. 
Floração: de Junho a Agosto.
* Sinonímia: Alchemilla saxatilis subsp. transiens Buser (Basónimo)
Nota complementar: Conquanto ocorram na Península Ibérica para cima de sete dezenas de espécies do género Alchemilla, a A. transiens é a única espécie de tal género com existência em Portugal. Encontra-se incluída na Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, na categoria de  "Criticamente Em Perigo".
(Local e data do avistamento: serra da Estrela; 25 de Agosto de 2019)
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