quarta-feira, 18 de março de 2020

Sisymbrium orientale










Sisymbrium orientale L.
Erva anual, verde-acinzentada, com 10 a 80 cm de altura; caule erecto, mais ou menos ramificado, com revestimento de pêlos patentes (com 1mm) na metade inferior, glabro ou glabrescente na metade superior; folhas inferiores em roseta, pecioladas, de penatipartidas a penatissectas, com 2 a 5 pares de segmentos laterais e um terminal maior; as médias, hastadas, com1 a 3 pares de segmentos laterais; as superiores igualmente hastadas, com 1 par de pequenos lóbulos laterais, ou inteiras; flores com pétalas tingidas de amarelo intenso, agrupadas em inflorescências em forma de cacho pouco denso, com 9 a 24 flores; frutos (silíquas) patentes ou erecto-patentes, direitos ou ligeiramente recurvados, podendo atingir até 12 cm de comprimento.
Tipo biológico: terófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae);
Distribuição: nativa da Região Mediterrânica, Ásia Central e Ocidental e Canárias. Introduzida em várias outras regiões do globo, incluindo em parte da Europa, Norte da América, Leste de África, Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no território do Continente, onde, todavia, não parece ser muito comum e como espécie introduzida no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal, ocorre a altitudes desde o nível do mar até 1300m.
Floração: de Janeiro a Julho.
[Local e data do avistamento: Ponta dos Corvos (Seixal); 23 de Fevereiro / 2 de Março - 2020]

quarta-feira, 11 de março de 2020

Ranunculus ollissiponensis subsp. ollissiponensis







Ranunculus ollissiponensis subsp. ollissiponensis
Erva vivaz, com 4 a 40cm, com raízes tuberosas napiformes; haste floral simples ou ramificada, em geral, densamente pilosa; folhas dispostas em roseta basal longamente pecioladas (com pecíolo que pode atingir até 11cm); flores com cerca 3 cm de diâmetro; frutos cilíndricos, estreitos, alongados até  2 cm; aquénios comprimidos, planos, com pico recurvado em forma de gancho. 
Tipo biológico: geófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica.
Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente. O Algarve surge como a única  (e provável) excepção.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem; orlas e clareiras de bosques e matagais, frequentemente em solos pedregosos, a altitudes desde 200 a 1800m. 
Floração: de Fevereiro a Junho.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Erva-aranha (Ophrys sphegodes)


Ophrys incubacea Bianca Ophrys sphegodes Mill.
Erva vivaz, da família Orchidaceae apresenta duas raízes tuberosas, caule erecto (que raramente ultrapassa os 30 cm); folhas basais, ovado-lanceoladas; e  3 a 8 flores dispostas em espiga.
Orquídea terrestre, distribui-se pelo países do sul da Europa, desde Portugal até à Albânia, ocorrendo geralmente em sítios com boa exposição solar, em pastagens, matos pouco densos e  florestas com boas clareiras, sobre solos básicos, secos a frescos.
Em Portugal ocorre no centro e sul do território do Continente. É considerada uma espécie rara. 
Floração: de Março a Abril.

(Local e data: Serra da Arrábida; 18 março - 2012)
(Clicando nas imagens, amplia)

Rectificação:
Esta espécie foi aqui inicialmente identificada sob a designação de Ophrys incubacea. Esta é, com efeito, a   designação adoptada no "Flores da Arrábida - guia de Campo" de José Gomes Pedro e Isabel Silva Santos, designação que, no entanto, verifico agora, não é a seguida pelo portal da SPBotânica (Flora.On), nem pela Flora Ibérica, que optam pela designação de Ophrys sphegodes, notando a Flora Iberica, em observações à descrição desta espécie que a O. incubacea, descrita como espécie da Sicília com  extensões pelo centro e oeste do Mediterrâneo não apresenta caracteres que justifiquem a sua autonomização como espécie distinta da O. sphegodes, planta que apresenta variabilidade morfológica mesmo entre entre exemplares da mesma população. Fica a explicação.

(Novas imagens, estas captadas na Serra de S. Luís (Arrábida) em 4 - Março - 2020)

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Tojo-gatanho-menor (Genista triacanthos)



 


Tojo-gatanho-menor * (Genista triacanthos Brot.)
Arbusto ou subarbusto espinhoso, erecto ou decumbente, com 30 cm a 200 cm de altura; caule com ramificação difusa; folhas sem estípulas, subsésseis, em regra com 3 a 5 folíolos oblongos ou lanceolados, um tanto ou quanto carnudos; flores (com cálice bilabiado, persistente e corola amarela, caduca) agrupadas em cachos terminais multifloros; frutos (vagem) comprimidos, com 1 ou, menos frequentemente, 2 sementes.
Tipo biológico: fanerófito;
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, ainda que de forma não uniforme, sendo mais raro nas regiões interiores do que nas regiões próximas do litoral.
Ecologia/habitat: matagais e sob coberto de sobreirais, azinhais e carvalhais em terrenos preferentemente ácidos, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
* Outros nomes comuns: Tojo-molar; Ranha-lobos;

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Vicia parviflora







Vicia parviflora Cav.
Erva anual, trepadora, com caules erectos ou procumbentes que podem atingir até 50cm; folhas curtamente pecioladas, com 2 a 4 pares de folíolos, terminando em gavinha não ramificada; flores com pétalas de cor lilás, rosa, azul; amarelada ou esbranquiçada.
Características que convém confirmar:
"-Fruto estipitado (com um pedúnculo dentro do cálice) e glabro. -Inflorescências com o pedúnculo claramente mais comprido que a respectiva folha.(...)" (fonte)
Tipo biológico: terófito; escandente;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Ásia Menor; Noroeste de África e Macaronésia (arquipélagos dos Açores; Madeira e Canárias).
Em território português, ocorre não apenas nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, mas também em todas as regiões do Continente. 
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem secos; orlas e clareiras de bosques e matagais, a altitudes até 1600m. 
Floração: de Fevereiro a Julho.

[Local e data do avistamento: Fernão Ferro (Seixal); 26 - Abril - 2019]
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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Uva-de-cão (Sedum acre)

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Uva-de-cão *(Sedum acre L.)
Planta perene, suculenta, esverdeada, glabra, com caules erectos ou procumbentes (2 a 10 cm); folhas inteiras, triangular-ovadas, oblongas ou quase semi-esféricas, sempre mais largas na base; flores pentâmeras (com pétalas amarelas, lanceoladas, agudas ou acuminadas, em geral com o dobro do tamanho das sépalas) agrupadas em inflorescências cimosas.
Tipo biológico: Caméfito;
Família: Crassulaceae;
Distribuição: Europa; Ásia Menor e Norte de África.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, em regiões a Norte do Tejo (Beira Alta; Beira Litoral; Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes). 
Ecologia/habitat: Dunas e outros terrenos arenosos, fissuras e concavidades de rochas, a altitudes até 2500 m. Indiferente à composição do solo
Floração: de Abril a Setembro.
*Outros nomes comuns: Erva-de-cão; Erva-de-cão-maior;Vermiculária
[Locais e datas: Foz do Neiva; 25 - Junho - 2018 (fotos 1 e 2); Vale do Douro Internacional (Bemposta); 3 -Junho 2018 (fotos restantes) 
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Sanguinho (Frangula azorica)

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Sanguinho (Frangula azorica V. Grubow)
Pequena árvore que raramente atingirá 12 m de altura, de copa bastante aberta, com as folhas concentradas na ponta dos ramos. O fruto é uma baga.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rhamnaceae;
Distribuição: planta endémica do arquipélago da Madeira [onde, segundo se supõe, se encontra já extinta na natureza (fonte)] e do arquipélago dos Açores (onde ocorre em todas as ilhas, com excepção da  Graciosa).
Ecologia/habitat: espécie integrante da floresta nativa (laurissilva) ocorre a altitudes desde 100 a 900m, preferindo sítios húmidos e abrigados.
Floração: ocorre por volta do mês de Maio.
[Locais e datas dos avistamentos: Ilha de S. Jorge; 24 - Julho - 2017 (fotos 1 a 5); Ilha do Pico; 28 - Julho - 2017 (fotos restantes)]
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Sapinho-roxo-das-areias (Spergularia rubra)







Sapinho-roxo-das-areias [Spergularia rubra (L.) J.Presl & C.Presl *]
Erva anual, bienal ou perene, com raiz aprumada e delgada, por vezes, algo lignificada, caules com 5 a 25  cm, geralmente glabros,  cespistosos em maior ou menor grau, decumbentes ou procumbentes, por vezes, radicantes nos nós, na base; folhas aristadas, dispostas com frequência, densamente; estípulas acuminadas, prateadas, claramente visíveis; inflorescência glanduloso-pubescente; pedicelos não capilares, ligeiramente mais compridos que os cálices; flores com pétalas rosadas, mais curtas ou sensivelmente do mesmo tamanho que as sépalas; estames: 10 (5 eventualmente); cápsula com comprimento semelhante ao das sépalas; sementes ápteras, castanho-escuras. 
Tipo biológico: terófito; hemicriptófito.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita que ocorre como espécie autóctone na maior parte das regiões temperadas do hemisfério Norte. Como introduzida está presente na Austrália.
Em Portugal distribui-se, de forma descontínua, ao longo do território do Continente, não sendo,  no entanto, aparentemente, muito comum. Não existe nem no arquipélago dos Açores, nem no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: espécie ruderal, não halófila, encontra-se em terrenos de pastagem e outros relvados, com frequência nas bermas de estradas e caminhos, em substratos arenosos, a altitudes até 2600m.
Floração: de Março a Setembro.
*Sinonímia: Arenaria rubra L. (Basónimo);

[Local e data: Serra da Nogueira (Trás-os-Montes); 16 - Junho - 2019]
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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Erva-dos-salgadiços (Triglochin maritima)

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Erva-dos-salgadiços ou Erva-do-brejo (Triglochin maritima L.)
Erva perene, rizomatosa, que  pode atingir até 65 cm. Tem na base um "tuberobolbo" algo fibroso donde surgem 5 a 10 folhas com 9 a 45 cm de comprimento, todas com bainha (membranácea) e limbo (linear, semicilíndrico ) e 1 ou 2 inflorescências pedunculadas em forma de espiga ou cacho com 17 a 100 flores hermafroditas, sésseis durante a floração, curtamente pediceladas na frutificação, com tépalas esverdeadas, membranáceas no ápice; frutos aproximadamente ovóides, com 6 mericarpos férteis.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Juncaginaceae;
Distribuição: planta subcosmopolita presente na Europa, Ásia, Norte de África e América do Norte. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, circunscrita à Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho.
Ecologia/habitat:  juncais, marismas e sapais nas margens de estuários e lagoas litorais; outras  zonas encharcadas; em substrato argiloso,  por vezes, arenoso, salgadiço, a altitudes até 5m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Fevereiro a Junho
[Locais e datas: São Martinho do Porto; 8 - Maio - 2018 (fotos 3 e 4); Lagoa de Óbidos;  24 - Maio - 2019 (fotos restantes)]