quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Junça-da-areia (Pycreus flavescens)


Junça-da-areia [Pycreus flavescens (L.) Rchb. *]
Planta herbácea, anual, cespitosa. Caules com 7 a 30 cm, direitos, fasciculados, glabros e lisos; folhas com comprimento inferior ao dos caules, raras, basais ou quase, deixando o caule nu na maior parte do seu comprimento, planas ou com quilha, glabras. Antela geralmente simples, por vezes composta, com 1 a 4 raios primários encimados por um fascículo lasso com 3 a13 espiguetas linear-lanceoladas, laxas, com até 25 flores;
Tipo biológico: helófito; terófito.
Família: Cyperaceae;
Distribuição: Centro e Sul da Europa; África e América. Em Portugal ocorre, como espécie autóctone,  e encontra-se dispersa por quase todo o território do Continente, de forma descontínua, não sendo, aparentemente, muito comum.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, em terrenos muito húmidos ou temporariamente encharcados, a altitudes até 1500 m. 
Floração: de Julho a Novembro.
* Sinonímia: Cyperus flavescens L. (basónimo)
[Avistamento: Envendos (Mação); 7 - Julho - 2023]

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Giesta-piorneira (Genista florida)

 





Giesta-piorneira; Piorno-dos-tintureiros (Genista florida L.)

Arbusto inerme, ramificado desde a base, com até 250 cm de altura; caules com indumento duplo, serício nas nervuras e pubérulo no espaço entre nervuras; folhas unifolioladas, alternas, estipuladas, com folíolo linear-oblongo, oblanceolado, ovado ou espatulado; flores pediceladas, em geral solitárias, (com cálice campanulado, bilabiado, serício; corola amarela, com estandarte ovalado, arredondado e emarginado no ápice, com indumento serício na base do dorso e nervura central; asas elípticas, glabras; quilha oblonga, serícia) agrupadas (3 a 30) em inflorescências em cacho, terminais; fruto (vagem) linear-oblongo, com 2 a 6 sementes.
Tipos biológicos: Fanerófito; Caméfito;
Família: Fabaceae.
Distribuição: Península Ibérica; Norte de Marrocos (montanhas do Atlas) e Sudoeste de França (Pirinéus). Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, em zonas montanhosas de regiões a Norte do Tejo (Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques; terrenos de matos e matagais, a altitudes desde 500 até 2000 m.
Floração: de Maio a Julho.
(Avistamento: Serra da Estrela; 10 - Julho - 2019)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Plantas ornamentais: Amarílis (Amaryllis belladonna)






Amarílis * (Amaryllis belladonna L. **)
Planta perene, bulbosa.
Tipo biológico: geófito
Família: Amaryllidaceae;
Distribuição: Planta originária da África do Sul, introduzida para fins ornamentais em numerosos países em todos os continentes. Introduzida em Portugal ocorre actualmente como espécie cultivada no território do Continente e como espécie cultivada mas também assilvestrada nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Floração (em Portugal): de Agosto a Outubro.
* Outros nomes comuns: Beladona-falsa; Beladona-bastarda; Beladona-do-cabo;  Açucena-da-serra.
** Sinonímia: Amaryllis blanda Ker Gawl.; Amaryllis pallida Delile; Amaryllis pudica Ker Gawl.; Belladonna blanda (Ker Gawl.) Sweet; Belladonna pallida (Delile) Sweet; Belladonna pudica (Ker Gawl.) Sweet; Brunsvigia rosea (Lam.) L.S.Hannibal; Callicore rosea (Lam.) Link; além de  numerosos outros.
(Avistamento: Troviscal (Sertã); 17 - Setembro - 2024)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Hepáticas: Targionia hypophylla





Targionia hypophylla L.
Hepática* talosa, com talo plano, simples ou bifurcado, com tons de verde escuro, que apresenta orgãos reprodutores femininos sob a forma de cápsulas globosas, negras, instaladas na extremidade dos talos, característica que permite distingui-la de outras espécies de hepáticas, com alguma facilidade.

Como é de norma para a generalidade das hepáticas, também esta espécie se instala em locais húmidos, embora suporte ambientes temporiamente secos. Daí que possa ser observada em paredes, muros e fendas de rochas, em locais sombreados.
Esta hepática ocorre em Portugal, como espécie autóctone, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Classificação científica:
Reino: Plantae;
Sub-reino: Embryophyta;
Superdivisão: Bryophyta sensu lato;
Divisão: Marchantiophyta ou Hepaticophyta;
Classe: Marchantiopsida;
Ordem: Marchantiales;
Família: Targioniaceae;
Género: Targionia;
Espécie: T. hypophylla.

* Nota: Sobre plantas hepáticas, o visitante dispõe aqui de um breve resumo, obviamente, muito simplificado.
(Avistamento: Almada; 28 - Janeiro - 2025)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Teline linifolia









Teline linifolia (L.) Webb in Webb & Berthel *

Arbusto inerme, com copa arrendondada, densamente ramificado, podendo atingir até 4 m de altura. Com caules e ramos com revestimento aveludado, quando jovens; folhas sésseis, trifoliadas, com folíolos lineares; flores amarelas, com cálice aveludado e com corola formada por estandarte densamente sedoso, tal como a quilha; asas glabras; frutos (vagens) densamente pilosos, negros na maturação, com 1 a 3 cm de comprimento e com 2 a 8 sementes.
Tipo fisionómico: fanerófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânea Ocidental (Itália, França e Espanha, na Europa; Argélia e Marrocos em África). Ocorre na Austrália e Nova Zelândia, como espécie introduzida para fins ornamentais e ali naturalizada.
Também ocorre em Portugal, figurando no portal da SPBotânica (Flora.on), como espécie autóctone, classificação que, no entanto, não parece compaginável com o facto de no referido Portal só haver registo da ocorrência da espécie em 2 quadrículas, quando é certo que se trata de planta com sementes com fácil dispersão e germinação.
Floração em Portugal: de Fevereiro a Maio.
* Sinonímia: Genista linifolia L. (Basónimo); Cytisus linifolius (L.) Lam.
(Avistamentos: Feijó - Almada; Fevereiro, Março e Junho - 2024)

Fallopia baldschuanica

 





Cascata ou Cordão-prateado [Fallopia baldschuanica (Regel) Holub. *]
Planta trepadeira, lenhosa, podendo  atingir até 10 metros de comprimento ou, eventualmente, até mais, em condições particularmente favoráveis. Apresenta folhas pecioladas, cordadas na base e pontiagudas no ápice; flores brancas ou rosadas, dispostas em fascículos, por sua vez, agrupados em inflorescências em panícula mais ou meno densa; frutos: aquénios alados, negros, lisos. 
Tipo biológico: Fanerófito;
Família: Polygonaceae.
Distribuição: Planta originária da Ásia, introduzida e naturalizada em várias outras regiões do globo. Em Portugal ocorre como espécie introduzida, com o estatuto de planta invasora, incluída na Lista Nacional de Espécies Invasoras (fonte)
Floração em Portugal: de Maio a Outubro.
* Sinonímia:Bilderdykia aubertii (Louis Henry) Moldenke; Bilderdykia baldschuanica (Regel) D. A. Webb; Fagopyrum baldschuanicum (Regel) H. Gross; Fallopia aubertii (Louis Henry) J. Holub; Polygonum aubertii Louis Henry; Polygonum baldschuanicum Regel; Reynoutria aubertii (L. Henry) Moldenke; Reynoutria baldschuanica (Regel) Mold.; Reynoutria baldschuanica (Regel) Shinners; Tiniaria aubertii (Henry) Hedb. ex Janchen; Tiniaria baldschuanica (Regel) Hedb. ex Janchen

(Avistamento: Castro Daire; 18 - Agosto - 2017)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Inaugurando a época das orquídeas: Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)






Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge *]
Outras imagens + informação: aqui.
*Sinonímia: Orchis robertiana Loisel.; Barlia robertiana (Loisel.) Greuter
[Avistamento: Pedreiras (Sesimbra) - Parque Natural da Arrábida; 2 - Janeiro - 2025]

domingo, 17 de novembro de 2024

Juncus tenageia

 


Juncus tenageia Ehrh. ex L. fil.

Erva anual, geralmente cespitosa, com caules cilíndricos com 3 a 26 cm; 1 a 3 folhas basais, folhas caulinares, ou inexistentes, ou em número reduzido (1 ou 2), geralmente localizadas na metade inferior do caule; inflorescência terminal, lassa, ramificada 1 ou mais vezes; flores solitárias; fruto subgloboso, castanho ou acastanhado, brilhante.
Tipo biológico: terófito:
Família: Juncaceae;
Distribuição: Centro e Sul da Europa; Oeste da Ásia; Sibéria; Leste e Norte de África. 
Em Portugal ocorre em todo o território do Continente, com distribuição de forma dispersa, irregular e pouco numerosa. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: locais temporiamente encharcados, com vegetação anual, a altitudes até 2900m.
Floração: de Maio a Setembro.
[Avistamento: Verdizela - Amora (Seixal); 17 - Maio - 2024]

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Trevo-do-nordeste (Trifolium ochroleucon)

 





Trevo-do-nordeste (Trifolium ochroleucon Huds.)
Erva perene, vilosa, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até cerca de 60 cm, geralmente com pêlos, mais ou menos, adpresos; folhas pecioladas, estipuladas, geralmente alternas, com as duas superiores subopostas, trifolioladas, com folíolos elípticos ou obovados, subsésseis, inteiros ou denticulados, com pilosidade em ambas as faces; pecíolos compridos (até 17 cm) com pêlos patentes ou aplicados. Flores sésseis com corola amarelada ou, mais raramente, rosada, agrupadas em inflorescências capituliformes ou especiformes, ovóides ou subglobosas, aparentemente terminais, sem invólucro ou com invólucro formado pelas estípulas das folhas superiores, com pedúnculo que, quando exista, pode atingir até 25 mm; fruto em forma de vagem inclusa no cálice, com uma única semente, lisa e amarelada.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Europa; Sudoeste da Ásia e Nordeste de África.
Em Portugal há notícia segura da sua ocorrência na Beira Alta e em Trás-os-Montes, mas dá-se também como certa a presença no Alto Alentejo, Beira Baixa e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: pastagens na orla de bosques de montanha, designadamente de carvalhos, de castanheiros e de pinheiros, a altitudes desde 600 a 1500m.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data da observação: Serra de Montesinho (Trás-os-Montes); 21 - Junho - 2019]

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Umbilicus heylandianus




Umbilicus heylandianus Webb & Berthel.

Planta perene, glabra, com caule erecto, por via de regra não ramificado, com 40 a 80 cm; folhas algo suculentas, com formas várias; flores com corola tubular de cor amarela mais ou menos intensa, com estrangulamento na garganta (característica que permite distingui-la facilmente da sua congénere Umbilicus rupestris); inflorescências de grandes dimensões, podendo atingir até 60% do comprimento da haste floral.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Crassulaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África e Macaronésia.
Em Portugal ocorre apenas no Continente,  sendo, ao contrário da sua congénere U. rupestris, pouco comum, não chegando a cobrir todo o território, pois não existe, nem no Algarve, nem no Baixo Alentejo.
Ecologia/habitat: bosques e terrenos rochosos, em locais sombrios, a altitudes até 1000m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Julho.
(Nota:  poderá encontrar aqui imagens desta planta na fase da floração, altura em que apresenta um aspecto muito diferente).
(Avistamento: proximidades da Lagoa de Albufeira (Sesimbra); 13 - Novembro - 2024)