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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Hepáticas: Targionia hypophylla





Targionia hypophylla L.
Hepática* talosa, com talo plano, simples ou bifurcado, com tons de verde escuro, que apresenta orgãos reprodutores femininos sob a forma de cápsulas globosas, negras, instaladas na extremidade dos talos, característica que permite distingui-la de outras espécies de hepáticas, com alguma facilidade.

Como é de norma para a generalidade das hepáticas, também esta espécie se instala em locais húmidos, embora suporte ambientes temporiamente secos. Daí que possa ser observada em paredes, muros e fendas de rochas, em locais sombreados.
Esta hepática ocorre em Portugal, como espécie autóctone, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Classificação científica:
Reino: Plantae;
Sub-reino: Embryophyta;
Superdivisão: Bryophyta sensu lato;
Divisão: Marchantiophyta ou Hepaticophyta;
Classe: Marchantiopsida;
Ordem: Marchantiales;
Família: Targioniaceae;
Género: Targionia;
Espécie: T. hypophylla.

* Nota: Sobre plantas hepáticas, o visitante dispõe aqui de um breve resumo, obviamente, muito simplificado.
(Avistamento: Almada; 28 - Janeiro - 2025)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

#Hepáticas: Mannia androgyna

 




Mannia androgyna (L.) A.Evans

Hepática* talosa de talo bifurcado, com até 3 cm de comprimento, em tons de verde mais ou menos claro, com margem arroxeada e onde sobressaem 2 fileiras de escamas roxas dispostas uma de cada lado da nervura central.
Planta terrícola adere ao substrato através de rizóides lisos e fixos.
O esporófito produz uma cápsula pedunculada, onde são formados os esporos.
Considerada durante largo tempo como espécie com ocorrência circunscrita à Região Mediterrânica, sabe-se actualmente que também surge em partes da Ásia, como é o caso do Japão.
Tal como a generalidade das hepáticas, exige para subsistir locais sombreados e húmidos.
Classificação científica:
Reino: Plantae;
Sub-reino: Embryophyta;
Superdivisão: Bryophyta sensu lato;
Divisão: Marchantiophyta ou Hepaticophyta;
Classe: Marchantiopsida;
Ordem: Marchantiales;
Família: Aytoniaceae;
Género: Mannia;
Espécie: M. androgyna;

* Nota: Sobre plantas hepáticas, o visitante dispõe aqui de um resumo breve e muito simplificado.
[Avistamentos: Troviscal (Sertã); 24 - Dezembro - 2023 e 2 - Fevereiro - 2024]

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

#Hepáticas: Corsinia coriandrina


Corsinia coriandrina  (Spreng.) Lindb.

Hepática* talosa, com talo bifurcado, com 3 a 6 mm de largura, com superfície em tons de verde mais ou menos claro.
Planta terrícola adere ao substrato através de rizóides lisos e fixos.
Tal como a generalidade das hepáticas, exige para subsistir locais sombreados e húmidos.
Em Portugal ocorre quer no território do Continente, quer nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Trata-se de uma espécie com reduzidas dimensões, como é  de regra entre as hepáticas, e como tal não é facilmente avistável, sendo certo que os locais sombrios onde vive também não facilitam a sua visibilidade.

Classificação científica:
Reino: Plantae;
Sub-reino: Embryophyta;
Superdivisão: Bryophyta sensu lato;
Divisão: Marchantiophyta ou Hepaticophyta;
Classe: Marchantiopsida;
Ordem: Marchantiales;
Família: Corsiniaceae;
Género: Corsinia;
Espécie: C. coriandrina;

* Nota: Sobre plantas hepáticas, o visitante dispõe aqui de um breve resumo, aliás, muito simplificado, pois o saber do A. não deu para mais.
(Avistamentos: Parque da Paz - Almada; - Janeiro - 2024)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

# Hepáticas: Lunulária (Lunularia cruciata)

As Briófitas (Bryophyta sensu lato) formam um grupo (superdivisão) do sub-reino das plantas terrestres (Embryophyta) que engloba 3 divisões: a das Hepáticas (Marchantiophyta ou Hepaticophyta); a dos Musgos (Bryophyta sensu stricto) e a dos Antóceros (Anthocerotophyta), plantas que, na linha da evolução, terão sido as primeiras a fixar-se em terra e que têm a característica comum de serem plantas não vasculares, o que vale por dizer que não dispõem de tecidos apropriados para o transporte da água e da seiva para alimentar as células, fazendo-se, em regra, a circulação da água e dos nutrientes, por difusão por "osmose", razão por que têm, normalmente, reduzida dimensão e necessitam de locais bastante húmidos para se desenvolverem.
Digamos, pois, em resumo, que as hepáticas de que irei publicar aqui (no blogue) imagens de algumas espécies, constituem uma divisão de plantas terrestres não vasculares.
Dito isto, passemos às imagens:





Lunulária [Lunularia cruciata (Linnaeus 1753) Dumortier 1822 ex Lindberg 1868]

Hepática talosa, com superfície brilhante, podendo atingir até cerca de 5 cm de comprimento e 1 de largura. apresenta o talo subdividido em lóbulos, com margens onduladas e arredondadas. Deve o nome genérico  de Lunaria ás gemas existentes no talo, em forma de meia lua. 
Planta terrestre adere ao substrato através de rizóides.
Tal como a generalidade das hepáticas, exige para subsistir locais sombreados e muito húmidos.
Em Portugal, embora pouco notada, dada a sua dimensão e os lugares sombrios onde vegeta, é muito comum.
Classificação científica:
Reino: Plantae;
Sub-reino: Embryophyta;
Superdivisão: Bryophyta sensu lato;
Divisão: Marchantiophyta;
Classe: Marchantiopsida;
Ordem: Lunulariales;
Família: Lunulariaceae;
Género: Lunularia;
Espécie: L. cruciata;
[Avistamentos: Troviscal (Sertâ); 24 - Dezembro - 2023 (1ª foto) Parque da Paz - Almada; 15 - Janeiro - 2024 (fotos retantes)]