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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Hepáticas: Targionia hypophylla





Targionia hypophylla L.
Hepática* talosa, com talo plano, simples ou bifurcado, com tons de verde escuro, que apresenta orgãos reprodutores femininos sob a forma de cápsulas globosas, negras, instaladas na extremidade dos talos, característica que permite distingui-la de outras espécies de hepáticas, com alguma facilidade.

Como é de norma para a generalidade das hepáticas, também esta espécie se instala em locais húmidos, embora suporte ambientes temporiamente secos. Daí que possa ser observada em paredes, muros e fendas de rochas, em locais sombreados.
Esta hepática ocorre em Portugal, como espécie autóctone, quer no território do Continente, quer nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Classificação científica:
Reino: Plantae;
Sub-reino: Embryophyta;
Superdivisão: Bryophyta sensu lato;
Divisão: Marchantiophyta ou Hepaticophyta;
Classe: Marchantiopsida;
Ordem: Marchantiales;
Família: Targioniaceae;
Género: Targionia;
Espécie: T. hypophylla.

* Nota: Sobre plantas hepáticas, o visitante dispõe aqui de um breve resumo, obviamente, muito simplificado.
(Avistamento: Almada; 28 - Janeiro - 2025)

terça-feira, 15 de março de 2011

Briófitas

(1)

(2 )
As Briófitas (Bryophyta sensu lato) formam um grupo (superdivisão) de plantas terrestres (Embryophyta) que, na linha da evolução, terão sido as primeiras a fixar-se em terra  e que têm a característica comum de serem plantas não vasculares (assim designadas por não disporem de tecidos apropriados para o transporte da água e da seiva para alimentar as células, fazendo-se, em regra, a circulação da água e dos nutrientes, por osmose, razão por que têm, normalmente, reduzida dimensão e necessitam de locais bastante húmidos para se desenvolverem.
 O grupo das Briófitas é habitualmente considerado como englobando  três divisões:
Hepáticas (Marchantiophyta) assim designadas pela sua configuração semelhante a um fígado;
Musgos (Bryophyta sensu stricto), a divisão mais numerosa, com cerca de 24.000 espécies; e
Antóceros (Anthocerotophyta) a menos numerosa, com cerca de 100 espécies.
Tome-se esta introdução (que mais não é do que o resultado da recolha de algumas informações nos links citados) como a forma encontrada para apresentar as duas imagens supra:
- a primeira duma espécie de Musgo que não consegui identificar, mas  que me pareceu merecer publicação por nela serem bem visíveis os esporângios;
- a segunda representa uma hepática que julgo ter identificado como sendo a Lunularia cruciata (L.) Dumortier.
(Local e data: Parque da Paz - Almada; 03 - janeiro - 2011)
(Clicando nas imagens, amplia)