sexta-feira, 6 de julho de 2018

Erva-alheira (Alliaria petiolata)

 








Erva-alheira *[Alliaria petiolata (M.Bieb.) Cavara & Grande]
Erva bienal com 20 a 100cm; caules erectos, em geral ramificados, pelo menos, na parte superior.
A planta emite um intenso cheiro a alho quando manuseada e friccionada.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Brassicaceae (Cruciferae).
Distribuição: Europa; Norte de África e Oeste da Ásia até aos Himalaias. Introduzida e naturalizada na América do Norte e  Nova Zelândia
Ecologia/habitat: locais frescos e húmidos, na orla e sob coberto de bosques caducifólios e, com frequência, nas margens de rios e de outros cursos de água, a altitudes até 1800m.
Floração: de Abril a Julho.
* Outros nomes comuns: Aliária; Erva-dos-alhos.
(Local e data: Trás-os-Montes; 1/2 - Junho - 2018)

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Sapinho-das-ilhas (Spergularia bocconei)











Sapinho-das-ilhas [Spergularia bocconei (Scheele) Graebn. in Asch. et Graebn.]
Erva anual (por vezes, bienal?) com raiz vertical e delgada; caules prostrados ou ascendentes com 5 a 25 cm; folhas lineares, suculentas, em geral mucronadas; inflorescências densamente glanduloso-pubescentes com brácteas superiores pequenas; pedicelos relativamente grossos e curtos (com comprimento aproximadamente igual ao das flores); flores com pétalas cor de rosa, mas brancas na base ou totalmente brancas, mais curtas ou com comprimento igual ao das sépalas; estames: 2 a 8; cápsula mais pequena ou de tamanho igual ao das sépalas; sementes ápteras, de cor castanho-claro.
Tipo biológico: terófito.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Originária da Região Mediterrânica e do Sudoeste da Europa, actualmente subcosmopolita, tida na conta de erva daninha. 
 Em Portugal ocorre como espécie autóctone no arquipélago da Madeira e no território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho)  e como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: planta ruderal, ocorre em valetas, bermas de estradas e caminhos e noutros terrenos perturbados, sobretudo em locais próximos da costa, a altitudes até 1300m.
Floração: de Março a Agosto.
(Local e datas: Cova da Piedade - Almada; Abril / Maio - 2018)
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 3 de julho de 2018

Pinguicula lusitanica











Pinguicula lusitanica L.
Embora de aspecto frágil, certo é que esta "insectívora" é uma planta perene, com aparelho radicular diminuto e que, na época desfavorável (Inverno), sobrevive reduzida a uma roseta sem estolhos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Lentibulariaceae;
Distribuição: Oeste da Europa (Ilhas Britânicas; França; Espanha e Portugal) e Noroeste de África (Marrocos).
Em Portugal a sua presença está limitada ao território do Continente, registando ocorrências em quase todas as regiões, desde o Algarve até ao Minho.
Ecologia / habitat: margens de cursos de água, turfeiras; prados e outros terrenos húmidos; taludes com escorrências de água, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Agosto.

[Local e data: Lamas de Mouro (Melgaço - Minho); 23 - Junho -2018]

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Centaurea diluta

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Centaurea diluta Aiton
Erva anual, inerme, verde e um tanto áspera ao tacto, com raiz aprumada e caules  erectos, em geral muito ramificados, que podem atingir até 250cm. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae / Compositae;
Distribuição: Sudoeste da Europa e Noroeste de África (Argélia e Marrocos). Introduzida e naturalizada noutras regiões da Europa.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, embora rara e ocasional, no território do Continente e, como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores (fonte). 
Ecologia /habitat: campos agrícolas, baldios, bermas de estradas e caminhos. em terrenos mais ou menos nitrificados, por vezes, salgadiços. a altitudes até 800m.
Floração: de Maio a Julho.
[Local e datas: Figueiró dos Vinhos (concelho); 11 - Maio - 2018 (fotos 5 e 6); 30  - Maio - 2018 (fotos 7, 8 e 9); 27 - Junho - 2018 (fotos 1 a 4)]

terça-feira, 26 de junho de 2018

A "carnívora" de folhas redondas





Orvalhinha * (Drosera rotundifolia L.)
Erva perene, (tipo biológico: hemicriptófito, helófito) da família das Droseraceae [plantas "de hábito carnívoro, as quais obtêm parte de seus nutrientes (...) por meio da digestão enzimática de insetos" (fonte)] em geral gregária, por vezes, solitária, com folhas aproximadamente orbiculares, prostradas.
Distribuição: grande parte da Europa e da Ásia; América do Norte e Gronelândia. 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: turfeiras; taludes com escorrências de água; e prados e outros campos relvados ensopados ou encharcados, em zonas de montanha, a altitudes até 2100m. 
Floração: de Junho a Agosto.
* Outros nomes comuns: Drósera; Orvalho-do-sol; Rabo-de-raposa; Rorela.
[Local e data: Lamas de Mouro (- Melgaço - Minho); 23 - Junho -2018]
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 17 de junho de 2018

Reseda barrelieri var. barrelieri








 Reseda barrelieri Bertol. ex Müller Arg. var. barrelieri
Planta bienal ou perene, unicaule, com caule erecto, glabro, com 30 a 120cm, ramificado em geral apenas na parte superior; folhas penatissectas com segmentos geralmente inteiros, quer as basais  (dispostas em roseta) quer as médias e superiores, progressivamente menores no sentido ascendente; flores com pétalas esbranquiçadas com limbo inteiro ou trilobado, agrupadas em inflorescências densas e, em geral,  extensas; frutos (cápsulas) glabros, tetrágonos, com 4 dentes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência em Portugal limitada ao concelho de Vimioso em Trás-os-Montes. Acrescente-se que, no presente, tanto quanto se sabe, apenas é conhecido um núcleo com escasso número de indivíduos. Não será, por isso, exagerado admitir que se trata de uma espécie em perigo de extinção em território português.
Ecologia/habitat: pousios; bermas de  estradas e caminhos;  terrenos resultantes de enxurradas ou derrocadas, em solos pedregosos ou revolvidos de natureza calcária, margosa ou dolomítica, a altitudes desde 500 a 2000m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data: Trás-os-Montes; 15 - Junho - 2017)