Mostrar mensagens com a etiqueta Resedaceae. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Resedaceae. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Reseda lutea subsp. lutea









Reseda lutea subsp. lutea L. *
Planta anual ou perenizante, multicaule, com talos erectos ou ascendentes, papilosos, ramificados desde a base, podendo atingir até cerca 100cm de altura; folhas basais dispostas em roseta, pecioladas, em geral, inteiras; as caulinares trisectas, com segmentos lineares ou linear-lanceolados com margem plana ou ondulada, papiloso-escábrida, por vezes, com um ou vários dos segmentos bissectos; inflorescência em cacho especiforme, densa; flores com 6 sépalas persistentes e 6 pétalas unguiculadas, amarelas; cápsula (fruto) erecta, por vezes, pêndula, cilíndrica ou oblonga, papilosa ou glabra, trígona, truncada no ápice e ligeiramente tridentada; sementes ovóides, lisas, escuras, brilhantes, carunculadas, com carúncula bem marcada.
Tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa, Norte de África, Sudoeste da Ásia e Macaronésia. Introduzida e naturalizada na América.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone apenas no território do Continente, de forma dispersa, sendo mais comum nas regiões a sul do Tejo (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo), sendo rara nas regiões a norte do Tejo e mesmo inexistente em algumas delas.
Ecologia/habitat: planta arvense, viária e ruderal, presente em campos cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, com preferência por solos básicos, a altitudes até 1600m.
Floração: ao longo de quase todo o ano, com maior intensidade de Março a Agosto.
* Sinonímia: Reseda ramosissima Pourr. ex Willd.
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 28 de março de 2022

Reseda virgata





Reseda virgata Boiss. & Reut.
Planta perenizante, glauca, multicaule. com caules de ascendentes a erectos, glabros,com 30 a 70 cm; folhas alternas, lineares, glabras, glaucas, em geral com 3 a 5 apêndices na metade inferior; inflorescência em cacho, densa; flores com 6 (eventualmente, 5) sépalas glabras, ovado-lanceoladas, persistentes e com 6 (por vezes, 5) pétalas esbranquiçadas, as superiores unguiculadas, com o limbo trilobado; as laterais e inferiores linear-lanceoladas e não unguiculadas; fruto em forma de cápsula subglobosa, glabra, com sulcos profundos, umbiculada e com 4 dentes no ápice; sementes reniformes, lisas, castanho-escuras.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica. Em Portugal está presente apenas no território do Continente, sendo apenas conhecidos registos da sua ocorrência em Trás-os-Montes; Beira Alta e Alto Alentejo.
Ecologia/habitat: terrenos incultos e de pastagem, bermas de estradas e caminhos, em solos arenoso-argilosos ou derivados de serpentinitos, a altitudes desde 400 a 1400 m.
Floração: de Março a Julho.
[Avistamento: concelho de Bragança (Trás-os-Montes); 19 - Junho - 2019]
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 31 de outubro de 2020

Reseda-brava (Reseda media)




Reseda-brava (Reseda media Lag.)
Erva anual ou bienal, raramente com maior duração, multicaule, com caules com 30 a 70 cm, prostrados ou prostrado-ascendentes, raramente erectos, glabros, papiloso-hispídulos, pouco ramificados na metade superior; folhas basais inteiras ou quase inteiras, dispostas em roseta, as médias e superiores, alternas, geralmente trissectas ou pinatissectas, com 1 a 3 pares de segmentos laterais e um terminal mais comprido e mais largo que os laterais; inflorescência em cacho especiforme;  flores hermafroditas com 6 sépalas persistentes, pouco acrescentes na frutificação e 6 pétalas brancas, unguiculadas, com o limbo profundamente dividido em 5 a 8 lacínias; fruto com a forma de cápsula ovóide-globosa, tridentada no ápice, glabra ou papilosa; sementes reniformes, rugosas.
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
FamíliaResedaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa, Noroeste de África.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e, como espécie introduzida, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, baldios, campos agrícolas abandonados ou em pousio, taludes, bermas de estradas e caminhos, geralmente em solos arenosos, nitrificados, algo húmidos e ácidos, a altitudes até 1000m.
Floração: ao longo de grande  parte do ano, com maior intensidade de Janeiro a Agosto.
[Local e data do avistamento: Serra de Alvelos (concelho da Sertã); 3 - Maio - 2020]
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Lírio-dos-tintureiros (Reseda luteola)








Lírio-dos-tintureiros * (Reseda luteola L.)
Planta anual ou bienal, com caules erectos, glabros, simples ou ramificados que podem atingir até cerca 100cm de altura; folhas inteiras, com margem geralmente ondulada; inflorescência em cacho especiforme, densa; flores hermafroditas, tetrâmeras, com 4 sépalas persistentes e 4 pétalas amarelas ou branco-amareladas; fruto (cápsula) subgloboso, glabro ou papiloso, com sulcos profundos; sementes ovóides, lisas, escuras, brilhantes.
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África, Oeste da Ásia e Macaronésia. Introduzida e naturalizada na América.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como planta introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal, presente em campos cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, entulheiras, preferentemente em solos arenosos, a altitudes até 1700m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, com maior intensidade de Fevereiro a Setembro.
Observação: planta outrora cultivada para obtenção de um corante amarelo usado em tinturaria.
* Outros nomes comuns: Erva-dos-ensalmos; Gauda.

domingo, 17 de junho de 2018

Reseda barrelieri var. barrelieri








 Reseda barrelieri Bertol. ex Müller Arg. var. barrelieri
Planta bienal ou perene, unicaule, com caule erecto, glabro, com 30 a 120cm, ramificado em geral apenas na parte superior; folhas penatissectas com segmentos geralmente inteiros, quer as basais  (dispostas em roseta) quer as médias e superiores, progressivamente menores no sentido ascendente; flores com pétalas esbranquiçadas com limbo inteiro ou trilobado, agrupadas em inflorescências densas e, em geral,  extensas; frutos (cápsulas) glabros, tetrágonos, com 4 dentes.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência em Portugal limitada ao concelho de Vimioso em Trás-os-Montes. Acrescente-se que, no presente, tanto quanto se sabe, apenas é conhecido um núcleo com escasso número de indivíduos. Não será, por isso, exagerado admitir que se trata de uma espécie em perigo de extinção em território português.
Ecologia/habitat: pousios; bermas de  estradas e caminhos;  terrenos resultantes de enxurradas ou derrocadas, em solos pedregosos ou revolvidos de natureza calcária, margosa ou dolomítica, a altitudes desde 500 a 2000m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data: Trás-os-Montes; 15 - Junho - 2017)