quinta-feira, 8 de maio de 2014

Oenothera rosea

 




Oenothera rosea L'Hér. ex Aiton
Tal como as demais espécies do género Oenothera que presentemente ocorrem em território português  a O. rosea é também uma planta exótica. Originária, no caso, do continente americano (América do Norte e América do Sul), mas que conhece, actualmente, larga difusão a nível mundial, devido à sua utilização como planta ornamental.
 Em Portugal continental assinala-se a sua presença na Estremadura, Beira Litoral e Douro Litoral. Ocorre também nos Açores com a mesma natureza de espécie introduzida.
Trata-se de um erva anual ou perene, com 10 a 50 cm, com caules erectos ou procumbentes; folhas lanceoladas ou ovadas; flores com pétalas de cor púrpura, rosa ou arroxeada.
Família: Onagraceae.
Ecologia/habitat: Nas regiões onde foi introduzida, como é o caso de Portugal, a O. rosea, como planta subespontânea surge, por via de regra, em locais algo perturbados, com frequência na proximidade de povoações, indiciando que, pelo menos, algumas populações são fruto da escapada de sementes com origem em plantas cultivadas.
Floração: de Abril a Outubro.
(Local e data: entre Freixianda e Rio de Couros; - concelho de Ourém; 27 - Abril - 2014)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Filipendula vulgaris









Filipendula vulgaris Moench 
Erva perene, rizomatosa (tipo biológico: geófito) da família Rosaceae. Com caule erecto, em geral, simples, com folhas quase todas basais, penatissectas, com segmentos, eles próprios, penatifendidos ou penatilobados; flores, em geral, com 6 pétalas brancas, agrupadas em inflorescência terminal formada por cimeira(s) paniculiforme(s).
Distribuição: boa parte da Europa, grande parte da Ásia e Noroeste de África. Naturalizada na América do Norte.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone no território do Continente, onde, a crer na Flora Ibérica, estará presente apenas na Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Trás-os-Montes. Presente também nos Açores mas como espécie introduzida e naturalizada.
Ecologia/habitat: Prados, margens de regatos, orlas e clareiras de bosques e matos, com frequência em terrenos encharcados durante a Primavera. Algo indiferente à composição do terrenos manifesta, no entanto, preferência por solos calcários.
Floração: de Abril a Agosto.
Fitoterapia: Tal como a sua congénere Filipendula ulmaria, é usada em fitoterapia, sendo recomendada a sua utilização no tratamento da artrite, reumatismo, bronquite e síndromas gripais. Si non é vero... por favor, não me peçam contas.

(Local e data: entre Freixianda e Rio de Couros; - concelho de Ourém; 27 - Abril - 2014)

domingo, 4 de maio de 2014

Anthericum liliago






Anthericum liliago L.
Erva perene, glabra, de raízes tuberosas (tipo biológico: geófito) da família Asparagaceae, com haste floral erecta, com 20 a 80 cm, inteiramente desprovida de folhas, pois a planta apresenta apenas folhas basais, lineares. As flores (com perianto formado por 6 tépalas brancas) agrupam-se  em inflorescência em cacho pouco denso.
Distribuição: espécie originária de boa parte da Europa e do Norte de África, entretanto introduzida noutras regiões como planta ornamental. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e, atento, por um lado, o mapa de distribuição disponível na Flora Digital de Portugal e  tendo em conta, por outro lado os registos existentes do Portal  Flora.on, poder-se-ia ser levado a concluir que a espécie, além de rara, também teria a sua ocorrência limitada ao interior norte do Continente. O avistamento de numerosos exemplares da espécie em localidade bem mais a sul (avistamento que as fotografias supra documentam) parece indicar que é bem mais ampla a área da sua distribuição do que a sugerida pelos elementos citados.
Ecologia/habitat:  em clareiras  e na orla de bosques e matagais, eventualmente nas margens de cursos de água ou em encostas com alguma humidade. 
Floração: Primavera e início do Verão.
(Local e data: entre Freixianda e Rio de Couros; - concelho de Ourém; 27 - Abril - 2014)
Adenda:

Fotos adicionadas em 25 - 06 - 2019

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Crupina-comum (Crupina vulgaris)




Crupina-comum  (Crupina vulgaris Pers. ex Cass.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Asteraceae (Compositae). 
Planta de reduzidas dimensões (20 a 50 cm) com caule erecto, ramificado na parte superior; folhas caulinares sésseis, penatissectas, com segmentos lineares denticulados; flores (3 a 5) agrupadas em capítulos cilíndricos ou ovóides protegidos por brácteas involucrais oblongo-lanceoladas, desiguais, de cor verde com tons de púrpura.
Distribuição:  originária do Sul e Centro da Europa e Região Mediterrânica, entretanto naturalizada noutras partes do globo, como, p.e., os Estados Unidos da América, onde lhe é dado o tratamento de planta invasora. 
Em relação à sua distribuição em Portugal, atentando nos registos existentes no Portal da SPBotânica (Flora.on) poder-se-á concluir que, não sendo, aparentemente, uma espécie particularmente abundante,  ela distribui-se, de forma irregular, por quase todo o território do Continente. Digo "aparentemente", porque a sua reduzida dimensão e o habitat não favorecem o seu fácil avistamento.
Ecologia/habitat: pastagens e clareiras de matos, em terrenos secos e pedregosos a  altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida: 23 - Abril - 2014)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Recapitulando: Maios-roxos (Iris xiphium var. xiphium)






Maios-roxos (Iris xiphium L. var. xiphium)
Recapitulando, só pelo prazer de rever as cores. Vivas.
Mais informação: aqui.
(Local e data: Cabo Espichel - 23 - Abril - 2014)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Erva-fome (Cardaria draba subsp. draba)






Erva-fome *(Cardaria draba (L.) Desv. subsp. draba** ] 
Erva vivaz, rizomatosa (tipo biológico: geófito) da família Brassicaceae (Cruciferae) com caules erectos (20 a 60 cm) simples ou ramificados na parte superior; com  folhas indivisas, as caulinares sésseis e amplexicaules, com margens onduladas e, em geral, dentadas, as basais pecioladas; e flores pequenas, com pétalas brancas, dispostas em cachos formando inflorescências densas. 
Distribuição: Embora se admita que seja originária da Europa e do Sudoeste da Ásia, a verdade é que, actualmente, a espécie conhece uma bem mais larga difusão já que se encontra em grande parte das regiões temperadas do globo. Em Portugal, ao que parece, a sua ocorrência  está limitada a parte do território do Continente (Algarve, Estremadura, Beira Litoral e Douro Litoral). 
Ecologia/habitat: espécie ruderal e nitrófila, com capacidade para sobreviver em solos com alguma salinidade, surge em bermas de estradas e caminhos e noutros locais afectados pela intervenção humana.
Floração: de Março a Julho.
* Designação encontrada em mais que uma fonte, onde, todavia, não achei explicação para um nome com conotação tão pouco agradável. Poder-se-ia supor que a atribuição de um tal nome tivesse a ver com a utilização da planta para fins alimentares, porventura, em épocas de fome, mas não encontrei confirmação pra uma tal hipótese. 
**Sinonímia: Lepidium draba L. (Basónimo)
(Local e data: Serra de Montejunto; 21 - Abril - 2014)

Adenda:
Foto adicionada em 16  Maio - 2014

(Planta em frutificação)

domingo, 20 de abril de 2014

Rara e recatada













Euphorbia pedroi * Molero & Rovira
Rara, digo eu, porque se trata de um endemismo português com distribuição limitada ao litoral do concelho de Sesimbra, desde o "Alto da Califórnia até ao promontório do Cabo Espichel" (in Flora da Arrábida - guia de campo, de José Gomes Pedro e Isabel Silva Santos) e recatada, porque, tendo o seu habitat em falésias e arribas marítimas, sobre solos rochosos e pedregosos de origem calcária, em recantos isolados e a que se acede com algum grau de dificuldade, não é fácil avistá-la. Isto digo eu novamente, porque, apesar de ser um visitante habitual das paragens onde tem o seu habitat, só recentemente consegui encontrá-la. 
Apresenta-se sob a forma de um pequeno arbusto que pode atingir até cerca de 2m, geralmente muito ramificado, com ramos grossos, com casca rugosa e  escura.
Floração de Março a Agosto.
*Pedroi, epíteto específico atribuído em homenagem a José Gomes Pedro, "agrónomo/botânico português, estudioso da flora e vegetação da Arrábida e de Moçambique"(fonte)
(Local e data ; Cabo Espichel - 17 - Abril - 2014)

Local onde:



(Clicando nas imagens, amplia)